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Gabriel JEUGE
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QUESTIONS ACTUELLES
MARDI 14 OCTOBRE 2008 : 1/ALEXANDRINA DE BALASAR - 2/ESTOU FARTO
14/10/2008
PROGRAMME :
- HIER, 13 OCTOBRE, OUTRE LES CÉLÉBRATIONS DE FATIMA, C'ÉTAIT AUSSI, POUR TOUT LE DIOCÈSE DE BRAGA, LA FÊTE DE LA BIENHEUREUSE ALEXANDRINA DE BALASAR, CE JOUR ÉTANT L'ANNIVERSIARE DE SA MORT ET AUSSI CELUI DE SA BÉATIFICATION PAR LE PAPE JEAN-PAUL II, IL Y A 5 ANS. REPORTAGE
- UNE RÉFLEXION 'PORTUGAISE' SOUS FORME DE POÈME... DONNEZ VOTRE AVIS!
EGLISE PAROISSIALE DE BALASAR
Memória celebrou-se ontém na Arquidiocese de Braga
ALEXANDRINA DE BALASAR FOI BEATIFICADA HA CINCO ANOS
Ontém, dia 13 de Outubro, celebrou-se em toda a Arquidiocese de Braga a memória obrigatória da Beata Alexandrina.
Em Balasar, na Póvoa de Varzim, o motivo da festa é duplo: assinala-se o dia da sua morte e celebra-se o quinto aniversário da beatificação de Alexandrina Maria da Costa, presidida por João Paulo II, no Vaticano.
O programa comemorativo, preparado pela paróquia de Balasar, consta de três Eucaristias: às 07h00, a Missa do Peregrino, às 10h30, a Missa para os doentes, e, às 19h00, a Missa de Encerramento. Esta última é presidida pelo Arcebispo Primaz, D. Jorge Ortiga, e a das 10h30, pelo Vigário Episcopal dos Religiosos e Religiosas, padre Dário Pedroso.
A Missa do Peregrino justifica-se, porque aquela é a hora em que chegam a Balasar a maior parte dos devotos que fazem o percurso a pé.
Além destes três momentos celebrativos, a paróquia promove a recitação do Rosário, às 06h30, e, depois, entre as Eucaristias, faz a exposição do Santíssimo Sacramento, no altar da igreja paroquial.
Para a celebração do sacramento da Reconciliação, estarão vários sacerdotes, durante todo o dia, disponíveis para os devotos.
Procissão à noite
O padre José Granja, um dos párocos de Balasar, disse, em entrevista à “Rádio Sim”, que o «dia é de acção de graças, de louvor e de interiorização da mensagem que Jesus deixou à Beata Alexandrina».
Referiu, ainda, em relação ao programa, que a novidade deste ano tem a ver com a organização de uma procissão de velas e vigília de oração, no dia 12 à noite, a partir das 20h30. Este momento de oração pretende estabelecer a
comunhão na oração com o Santuário de Fátima, disse o sacerdote.
Antes da vigília de oração, vai ser benzida a Sala Convívio Beata Alexandrina,
junto à igreja paroquial, que terá como finalidade o acolhimento de idosos, doentes e pobres. Este serviço estará sob a responsabilidade das religiosas da “Toca
de Assis”.
Salientando o aumento de devotos da Beata Alexandrina, o padre José Granja referiu que o carisma de Balasar é a Eucaristia. Nesse sentido, tem sido feito um esforço por realçar essa dimensão, com diversas iniciativas.
A adoração perpétua é já uma realidade há um ano, com a vinda de uma comunidade de cinco religiosas das Filhas da Pobreza do Santíssimo Sacramento (“Toca de Assis”). Durante o dia, a exposição do Santíssimo Sacramento faz-se na igreja paroquial e à noite, a partir das 18h00, na casa onde estão as religiosas.
Depois, nas quintas-feiras, realiza-se uma hora de adoração solene com Hora de Vésperas cantadas.
Este ano, começou a realizar-se uma hora de adoração solene aos domingos à tarde, que, segundo o pároco de Balasar, tem tido muita afluência de pessoas. Nesta adoração, Balasar abriu-se à participação que possa advir de outras paróquias, deixando que, nos primeiros domingos de cada mês, sejam outras comunidades a orientar a oração. Por exemplo, hoje à tarde, as Equipas de Nossa Senhora do arciprestado de Vila Nova de Famalicão e a paróquia do Santíssimo Sacramento, do Porto, estão encarregues de orientar esta hora de adoração.
Sobre a ligação de Balasar com Fátima, o sacerdote refere que são duas terras gémeas. «Em Fátima, Nossa Senhora pediu a conversão da Rússia, em Balasar, pediu a consagração do mundo ao Imaculado Coração de Maria», afirma o padre Granja, destacando que a Eucaristia é o mistério central das duas mensagens.
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ALEXANDRINA DE BALASAR FOI BEATIFICADA HA CINCO ANOS
Ontém, dia 13 de Outubro, celebrou-se em toda a Arquidiocese de Braga a memória obrigatória da Beata Alexandrina.
Em Balasar, na Póvoa de Varzim, o motivo da festa é duplo: assinala-se o dia da sua morte e celebra-se o quinto aniversário da beatificação de Alexandrina Maria da Costa, presidida por João Paulo II, no Vaticano.
O programa comemorativo, preparado pela paróquia de Balasar, consta de três Eucaristias: às 07h00, a Missa do Peregrino, às 10h30, a Missa para os doentes, e, às 19h00, a Missa de Encerramento. Esta última é presidida pelo Arcebispo Primaz, D. Jorge Ortiga, e a das 10h30, pelo Vigário Episcopal dos Religiosos e Religiosas, padre Dário Pedroso.
A Missa do Peregrino justifica-se, porque aquela é a hora em que chegam a Balasar a maior parte dos devotos que fazem o percurso a pé.
Além destes três momentos celebrativos, a paróquia promove a recitação do Rosário, às 06h30, e, depois, entre as Eucaristias, faz a exposição do Santíssimo Sacramento, no altar da igreja paroquial.
Para a celebração do sacramento da Reconciliação, estarão vários sacerdotes, durante todo o dia, disponíveis para os devotos.
Procissão à noite
O padre José Granja, um dos párocos de Balasar, disse, em entrevista à “Rádio Sim”, que o «dia é de acção de graças, de louvor e de interiorização da mensagem que Jesus deixou à Beata Alexandrina».
Referiu, ainda, em relação ao programa, que a novidade deste ano tem a ver com a organização de uma procissão de velas e vigília de oração, no dia 12 à noite, a partir das 20h30. Este momento de oração pretende estabelecer a
comunhão na oração com o Santuário de Fátima, disse o sacerdote.
Antes da vigília de oração, vai ser benzida a Sala Convívio Beata Alexandrina,
junto à igreja paroquial, que terá como finalidade o acolhimento de idosos, doentes e pobres. Este serviço estará sob a responsabilidade das religiosas da “Toca
de Assis”.
Salientando o aumento de devotos da Beata Alexandrina, o padre José Granja referiu que o carisma de Balasar é a Eucaristia. Nesse sentido, tem sido feito um esforço por realçar essa dimensão, com diversas iniciativas.
A adoração perpétua é já uma realidade há um ano, com a vinda de uma comunidade de cinco religiosas das Filhas da Pobreza do Santíssimo Sacramento (“Toca de Assis”). Durante o dia, a exposição do Santíssimo Sacramento faz-se na igreja paroquial e à noite, a partir das 18h00, na casa onde estão as religiosas.
Depois, nas quintas-feiras, realiza-se uma hora de adoração solene com Hora de Vésperas cantadas.
Este ano, começou a realizar-se uma hora de adoração solene aos domingos à tarde, que, segundo o pároco de Balasar, tem tido muita afluência de pessoas. Nesta adoração, Balasar abriu-se à participação que possa advir de outras paróquias, deixando que, nos primeiros domingos de cada mês, sejam outras comunidades a orientar a oração. Por exemplo, hoje à tarde, as Equipas de Nossa Senhora do arciprestado de Vila Nova de Famalicão e a paróquia do Santíssimo Sacramento, do Porto, estão encarregues de orientar esta hora de adoração.
Sobre a ligação de Balasar com Fátima, o sacerdote refere que são duas terras gémeas. «Em Fátima, Nossa Senhora pediu a conversão da Rússia, em Balasar, pediu a consagração do mundo ao Imaculado Coração de Maria», afirma o padre Granja, destacando que a Eucaristia é o mistério central das duas mensagens.
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ESTOU FARTO
Estou farto de gajos quem têm a mania que sabem tudo
Estou farto de ver as pessoas de quem eu gosto chateadas umas com as outras
Estou farto de andar sempre a repetir a mesma frase
Estou farto de pessoas que prometem o Mundo inteiro, mas andam sempre de caganeira
Estou farto de não ter mais tempo, para ajudar quem mais precisa
Estou farto de ouvir alguém dar desculpas, por não cumprirem suas obrigações
Estou farto de noticiários, que só falam de mal
Estou farto de ver o meu Sporting perder e não ser campeão
Estou farto da doutrina anacrónica e social da Igreja
Estou farto de pessoas que me acham interesseiro, por ser um gajo porreiro
Estou farto de cafés quentes no Verão e frios no Inverno
Estou farto de tanto frio, que me congela os ossos
Estou farto de ver famílias desunidas e crianças abandonadas
Estou farto de ver prisões cheias de zézinhos e poucos bétinhos
Estou farto de ver policias a prender, juízes libertarem e os gajos a gozarem
Estou farto de ouvir dizer, que uma criança foi abusada sexualmente
Estou farto de ver, que andam queimando o meu País
Estou farto de Demagogias
Estou farto de falsidades
Estou farto...
Estou farto de ver, rotundas decoradas com outdoors, de políticos sorridentes
Estou farto de promessas que não foram cumpridas
Estou farto de pagar a crise, de tanta incompetência e fogo de vista
Estou farto de ser enganado por este Governo e perder direitos adquiridos
Estou farto de pagar impostos, que em teoria seriam para fazer justiça social
Estou farto do lixo nas ruas
Estou farto de ver a minha cidade, transformada num estaleiro permanente
Estou farto de ver, criarem intrigas e semearem invejas
Estou farto de gente mesquinha e mal intencionada
Estou farto de ser nativo de um País, sem coragem e sem futuro
Estou farto de ouvir dizer, que daqui a dez anos não há reformas para ninguém
Estou farto de ouvir falar em justiça, Apito dourado, Casa Pia e segredo de justiça
Estou farto...
Estou farto de porem as culpas nos outros e a merda da culpa morre solteira
Estou farto de protestar, reclamar e ser mal interpretado
Estou farto de protocolos e manifestações de apreço ao senhor director
Estou farto de ser peão, num nojento jogo de xadrez
Estou farto de ser comedido, de ser bem comportado
Estou farto de elogios e palmadinhas nas costas
Estou farto....
Desculpem
Mas é que estou mesmo farto, de estar farto
E vocês?.. Não estarão também fartos...
Estou farto de gajos quem têm a mania que sabem tudo
Estou farto de ver as pessoas de quem eu gosto chateadas umas com as outras
Estou farto de andar sempre a repetir a mesma frase
Estou farto de pessoas que prometem o Mundo inteiro, mas andam sempre de caganeira
Estou farto de não ter mais tempo, para ajudar quem mais precisa
Estou farto de ouvir alguém dar desculpas, por não cumprirem suas obrigações
Estou farto de noticiários, que só falam de mal
Estou farto de ver o meu Sporting perder e não ser campeão
Estou farto da doutrina anacrónica e social da Igreja
Estou farto de pessoas que me acham interesseiro, por ser um gajo porreiro
Estou farto de cafés quentes no Verão e frios no Inverno
Estou farto de tanto frio, que me congela os ossos
Estou farto de ver famílias desunidas e crianças abandonadas
Estou farto de ver prisões cheias de zézinhos e poucos bétinhos
Estou farto de ver policias a prender, juízes libertarem e os gajos a gozarem
Estou farto de ouvir dizer, que uma criança foi abusada sexualmente
Estou farto de ver, que andam queimando o meu País
Estou farto de Demagogias
Estou farto de falsidades
Estou farto...
Estou farto de ver, rotundas decoradas com outdoors, de políticos sorridentes
Estou farto de promessas que não foram cumpridas
Estou farto de pagar a crise, de tanta incompetência e fogo de vista
Estou farto de ser enganado por este Governo e perder direitos adquiridos
Estou farto de pagar impostos, que em teoria seriam para fazer justiça social
Estou farto do lixo nas ruas
Estou farto de ver a minha cidade, transformada num estaleiro permanente
Estou farto de ver, criarem intrigas e semearem invejas
Estou farto de gente mesquinha e mal intencionada
Estou farto de ser nativo de um País, sem coragem e sem futuro
Estou farto de ouvir dizer, que daqui a dez anos não há reformas para ninguém
Estou farto de ouvir falar em justiça, Apito dourado, Casa Pia e segredo de justiça
Estou farto...
Estou farto de porem as culpas nos outros e a merda da culpa morre solteira
Estou farto de protestar, reclamar e ser mal interpretado
Estou farto de protocolos e manifestações de apreço ao senhor director
Estou farto de ser peão, num nojento jogo de xadrez
Estou farto de ser comedido, de ser bem comportado
Estou farto de elogios e palmadinhas nas costas
Estou farto....
Desculpem
Mas é que estou mesmo farto, de estar farto
E vocês?.. Não estarão também fartos...
RELIGION
LUNDI 13 OCTOBRE 2008 : CÉLÉBRATIONS SOLENNELLES À FATIMA
13/10/2008
PROGRAMME :
- C'EST L'ARCHEVÊQUE DE VILNIUS (LITUANIE), LE CARDINAL BACKIS, QUI PRÉSIDE CE PÈLERINAGE DES 12/13 OCTOBRE. INTERVIEW RÉALISÉ PAR LE SANCTUAIRE.
- HOMÉLIE PRONONCÉE HIER, DIMANCHE 12, PAR LE CARDINAL BACKIS
LE CARDINAL ARCHEVÊQUE DE VILNIUS, PRÉSIDENT DES CÉLÉBRATIONS DES 12/13 OCTOBRE
Cardeal Audrys Backis, da Lituânia, preside à Peregrinação de Outubro
Arcebispo de Vilnius/Lituânia em entrevista (2008-10-01)
Em entrevista, por Internet, à Sala de Imprensa do Santuário de Fátima, o Cardeal Audrys Backis, Arcebispo de Vilnius, Lituânia, que presidirá à Peregrinação de Outubro neste santuário português, repete o lamento já várias vezes reafirmado por muitos responsáveis da Igreja Católica: o secularismo que alastra na Europa. “(Em Fátima) Desejo antes de tudo rezar pela Europa que está a esquecer as suas raízes cristãs”, propõe-se D. Audrys Backis.
A sua viagem a Fátima será um hino de louvor, em agradecimento à acção de Nossa Senhora nos países do Leste Europeu.
1 – Com que sentimento recebeu o convite para presidir a esta peregrinação?
Foi com muito gosto, mas também com alguma hesitação, por causa dos meus conhecimentos rudimentares da língua portuguesa, que aceitei o convite de D. António Marto, Bispo de Leiria-Fátima, para presidir às celebrações de encerramento das peregrinações marianas de 2008 (a 12 e 13 de Outubro 2008). O convite foi-me feito quando estive em Fátima com os representantes das Conferências Episcopais de toda a Europa, felizes por nos podermos reunir no âmbito do 90º aniversário das aparições da Virgem Maria.
2- Portanto, já conhece Fátima?
Há cerca de uns trinta anos já tinha estado em Lisboa durante alguns dias e, na altura, visitei o Santuário fora das datas das grandes peregrinações. Lembro-me de uma grande esplanada, quase deserta, bem diferente da de hoje com a nova igreja.
3 – Que expectativa traz consigo para esta peregrinação? Algum pedido, ou agradecimento, em especial a Nossa Senhora?
Eu desejo antes de tudo rezar pela Europa que está a esquecer as suas raízes cristãs. Direi outra vez a Maria a minha afeição filial – a minha divisa episcopal é Sub tuum praesidium* –, com uma acção de graças a Maria pela liberdade religiosa da qual hoje desfruta o meu país. Como sabe, a Lituânia é um dos países incorporados à força na União Soviética depois da Segunda Guerra Mundial e que suportou a opressão comunista, retomando a liberdade só em 1991. No mesmo ano, o Episcopado da Lituânia em união com o governo consagrou a Lituânia ao Coração Imaculado de Maria. Claro que eu também me unirei a todas as intenções de oração dos peregrinos de Portugal.
4 – A propósito da Mensagem de Fátima, para a humanidade actual, a mensagem deixada por Nossa Senhora em Fátima ainda é necessária, justifica-se?
Sim, a mensagem de Maria ainda hoje é de actualidade. Mesmo em certos países da Europa, estamos longe de usufruir de uma total liberdade religiosa. O secularismo espalha-se e nós somos as vítimas da “ditadura do relativismo”, segundo a expressão do Papa Bento XVI. “Convertei-vos e acreditai no Evangelho”, disse-nos Jesus.
Maria repetiu-o em Fátima, convidando-nos a uma conversão permanente através da penitência e da oração. Mais do que nunca, nós devemos implorar a misericórdia Divina, mensagem que nos deixou o Papa João Paulo II, ele que tanto amou a Virgem de Fátima.
5 – O Santuário de Fátima tem verificado um aumento do número de grupos de peregrinos oriundos dos países de leste, em especial da Polónia. Também nos chegam peregrinos da Lituânia, ainda que em 2007 apenas um grupo se tenha registado no Serviço de Peregrinos do Santuário. Como analisa este fenómeno?
A devoção a Maria e o culto da Eucaristia foram a força dos católicos da Lituânia e dos países da Europa Oriental no tempo da perseguição religiosa. Hoje, muitos fiéis desejam agradecer à Virgem de Fátima pela sua intercessão, respondendo assim ao seu apelo pela conversão da Rússia.
5 - Os católicos lituanos conhecem a mensagem de Fátima? Sua Eminência tem conhecimento de igrejas, capelas ou instituições com Nossa Senhora de Fátima como padroeira?
Na Lituânia há numerosos santuários e igrejas dedicados à Virgem Maria.
Nós celebrámos no dia 8 de Setembro passado o 400° aniversário das aparições de Maria em Siluva (1608), festa da Natividade da Virgem, com a participação de dezenas de milhares de peregrinos. Em Vilnius nós veneramos Maria, Mãe de Misericórdia, no Santuário de “La Porte d’Aurore” (A Porta da Aurora). Ainda nos resta descobrir a Mensagem de Fátima, e não temos igrejas dedicadas ao seu nome.
LeopolDina Simões, Sala de Imprensa do Santuário de Fátima
* Sub tuum praesidium: Primeiras palavras da mais antiga prece mariana, rezada antes mesmo que a Ave-Maria: "À vossa protecção recorremos, Santa Mãe de Deus. Não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades, mas livrai-nos sempre de todos os perigos, ó Virgem gloriosa e bendita!".
(C) Santuário de Fátima
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Arcebispo de Vilnius/Lituânia em entrevista (2008-10-01)
Em entrevista, por Internet, à Sala de Imprensa do Santuário de Fátima, o Cardeal Audrys Backis, Arcebispo de Vilnius, Lituânia, que presidirá à Peregrinação de Outubro neste santuário português, repete o lamento já várias vezes reafirmado por muitos responsáveis da Igreja Católica: o secularismo que alastra na Europa. “(Em Fátima) Desejo antes de tudo rezar pela Europa que está a esquecer as suas raízes cristãs”, propõe-se D. Audrys Backis.
A sua viagem a Fátima será um hino de louvor, em agradecimento à acção de Nossa Senhora nos países do Leste Europeu.
1 – Com que sentimento recebeu o convite para presidir a esta peregrinação?
Foi com muito gosto, mas também com alguma hesitação, por causa dos meus conhecimentos rudimentares da língua portuguesa, que aceitei o convite de D. António Marto, Bispo de Leiria-Fátima, para presidir às celebrações de encerramento das peregrinações marianas de 2008 (a 12 e 13 de Outubro 2008). O convite foi-me feito quando estive em Fátima com os representantes das Conferências Episcopais de toda a Europa, felizes por nos podermos reunir no âmbito do 90º aniversário das aparições da Virgem Maria.
2- Portanto, já conhece Fátima?
Há cerca de uns trinta anos já tinha estado em Lisboa durante alguns dias e, na altura, visitei o Santuário fora das datas das grandes peregrinações. Lembro-me de uma grande esplanada, quase deserta, bem diferente da de hoje com a nova igreja.
3 – Que expectativa traz consigo para esta peregrinação? Algum pedido, ou agradecimento, em especial a Nossa Senhora?
Eu desejo antes de tudo rezar pela Europa que está a esquecer as suas raízes cristãs. Direi outra vez a Maria a minha afeição filial – a minha divisa episcopal é Sub tuum praesidium* –, com uma acção de graças a Maria pela liberdade religiosa da qual hoje desfruta o meu país. Como sabe, a Lituânia é um dos países incorporados à força na União Soviética depois da Segunda Guerra Mundial e que suportou a opressão comunista, retomando a liberdade só em 1991. No mesmo ano, o Episcopado da Lituânia em união com o governo consagrou a Lituânia ao Coração Imaculado de Maria. Claro que eu também me unirei a todas as intenções de oração dos peregrinos de Portugal.
4 – A propósito da Mensagem de Fátima, para a humanidade actual, a mensagem deixada por Nossa Senhora em Fátima ainda é necessária, justifica-se?
Sim, a mensagem de Maria ainda hoje é de actualidade. Mesmo em certos países da Europa, estamos longe de usufruir de uma total liberdade religiosa. O secularismo espalha-se e nós somos as vítimas da “ditadura do relativismo”, segundo a expressão do Papa Bento XVI. “Convertei-vos e acreditai no Evangelho”, disse-nos Jesus.
Maria repetiu-o em Fátima, convidando-nos a uma conversão permanente através da penitência e da oração. Mais do que nunca, nós devemos implorar a misericórdia Divina, mensagem que nos deixou o Papa João Paulo II, ele que tanto amou a Virgem de Fátima.
5 – O Santuário de Fátima tem verificado um aumento do número de grupos de peregrinos oriundos dos países de leste, em especial da Polónia. Também nos chegam peregrinos da Lituânia, ainda que em 2007 apenas um grupo se tenha registado no Serviço de Peregrinos do Santuário. Como analisa este fenómeno?
A devoção a Maria e o culto da Eucaristia foram a força dos católicos da Lituânia e dos países da Europa Oriental no tempo da perseguição religiosa. Hoje, muitos fiéis desejam agradecer à Virgem de Fátima pela sua intercessão, respondendo assim ao seu apelo pela conversão da Rússia.
5 - Os católicos lituanos conhecem a mensagem de Fátima? Sua Eminência tem conhecimento de igrejas, capelas ou instituições com Nossa Senhora de Fátima como padroeira?
Na Lituânia há numerosos santuários e igrejas dedicados à Virgem Maria.
Nós celebrámos no dia 8 de Setembro passado o 400° aniversário das aparições de Maria em Siluva (1608), festa da Natividade da Virgem, com a participação de dezenas de milhares de peregrinos. Em Vilnius nós veneramos Maria, Mãe de Misericórdia, no Santuário de “La Porte d’Aurore” (A Porta da Aurora). Ainda nos resta descobrir a Mensagem de Fátima, e não temos igrejas dedicadas ao seu nome.
LeopolDina Simões, Sala de Imprensa do Santuário de Fátima
* Sub tuum praesidium: Primeiras palavras da mais antiga prece mariana, rezada antes mesmo que a Ave-Maria: "À vossa protecção recorremos, Santa Mãe de Deus. Não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades, mas livrai-nos sempre de todos os perigos, ó Virgem gloriosa e bendita!".
(C) Santuário de Fátima
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BASILICA DE FATIMA
HOMILIA DO CARDEAL ARCEBISPO DE VILNIUS, LITUÂNIA:
Missa de 12 de Outubro de 2008 no Santuário de Fátima
No Antigo Testamento, a aliança entre Deus e o Seu povo é frequentemente apresentada sob a figura de um casamento místico entre Deus e a humanidade, casamento cujas marcas são o amor mútuo e a fidelidade.
Na primeira leitura, o profeta Isaías proclama uma mensagem universal de esperança, não só para o povo eleito, mas para todos os povos, que são também convidados para o banquete celeste na casa de Deus, onde Ele revelará toda a verdade, fará desaparecer a morte, enxugará as lágrimas.
Não surpreende, portanto, que Cristo, ao falar do Reino dos Céus, use a imagem familiar de uma festa de casamento. Na parábola de hoje o reino dos céus é o banquete nupcial; Jesus é o esposo; Deus Pai é o rei que manda chamar os convidados. Outras vezes, no Evangelho, Jesus também se apresentou sob a imagem do esposo e chama aos seus discípulos amigos do esposo. São Paulo fala de esponsais entre Cristo e a sua Igreja; Cristo, que “amou a Igreja e se entregou a si próprio por ela” (Ef 5, 25), enquanto São João chama à Igreja “esposa do Cordeiro”.
Mas voltemos à parábola. A alegria da narração do festim de núpcias é ofuscada pela recusa dos anteriormente convidados. É uma alusão clara à rejeição de Jesus e da sua mensagem por parte de muitos dos seus ouvintes, pertencentes ao povo eleito.
Perante esta recusa, o rei da parábola, lança um segundo convite, dirigido à gente da rua, bons e maus. São Lucas, na mesma parábola, fala de cegos, coxos e estropiados. E assim se enche a sala do banquete.
A parábola das bodas mostra que futuro Deus nos reserva: Deus convida para a sua mesa, para a comunhão gozosa e alegre com o Filho, no céu.
A história repete-se hoje: Nós, aqui reunidos, representamos a segunda vaga de convidados, procurados nas encruzilhadas dos caminhos do mundo.
Vivemos num mundo onde muitos abandonaram, esqueceram, ignoram a Deus e vivem
como se Ele não existisse: estão surdos ao convite divino.
A nós compete-nos escolher com inteira liberdade, dizer sim ou não ao convite de Deus. Devemos assumir plenamente a responsabilidade da nossa escolha. Podemos escolher livremente, claro, mas depois já não somos livres perante as consequências da nossa ecsolha. Dizendo não, não conseguiremos chegar à realização feliz da nossa vida.
Recusar o convite para o banquete significa recusar a vida de comunhão com Deus por toda a eternidade. Assim já não teremos espaço para a esperança.
Os motivos da nossa ecsolha, os pretextos para justificar a nossa recusa, podem ser diversos, mas resumem-se todos no facto de considerarmos mais importantes as nossas coisas, o nosso campo, os nossos projectos humanos, o nosso bem-estar, as nossas comodidades, o nosso prazer, os nossos interesses e desejos puramente humanos. Absorvem-nos tanto, que não ouvimos o chamamento de Deus, fechados no nosso horizonte puramente humano, a ponto de não saber levantar os olhos para o Céu.
Como é diferente a atitude simples dos dois Pastorinhos, Franscisco e Jacinta, hoje na alegria do Céu, junto da Mãe de Deus, eles que souberam oferecer as suas preces, os seus sacrifícios, a sua vida pelos pecadores, para que se convertam e entrem no Reino dos Céus.
Jesus termina a parábola com uma reflexão que nos deixa perplexos: “São muitos os chamados, mas poucos os escolhidos”. Cristo não quer fornecer-nos dados estatísticos quanto ao número dos que chegam felizmente à meta. Faz-nos uma advertência grave para que não nos colemos a uma falsa segurança, mas empenhemos todas as nossas forças na correspondência ao chamamento divino, que, no fundo, é chamamento à conversão, à santidade de vida.
Talvez nos surpreenda a referência à pessoa que não levava a veste nupcial e foi expulsa do banquete. Vem-me à lembrança a veste branca que foi entregue a cada um de nós no dia do nosso Baptismo, no qual nos tornámos nova criatura revestida de Cristo. “Esta veste branca seja sinal da tua nova digndade: ajudado pela palavra e pelo exemplo dos teus entes queridos, guarda-a sem mancha para a vida eterna”.
Sempre que participamos no banquete eucarístico – como fazemos agora – devemos entrar em nós próprios, perguntarmo-nos se estamos verdadeiramente revestidos da veste branca, sem mancha – e renovar as nossas promessas baptismais de viver na liberdade dos filhos de Deus e renunciar às seduções do mal, para não nos deixarmos dominar pelo pecado.
Este exame de consciência não deve desencorajar-nos. Nossa Senhora apareceu em Fátima, mostrando o Céu e o Inferno aos três videntes, não para nos apavorar, mas para, através deles, nos fazer um aviso: a escolha do nosso fim último depende da nossa liberdade, este dom enorme concedido por Deus a cada um.
Esta é a lição da parábola. Trata-se de aceitar o convite de Deus. Escolher a via estreita, que conduz à vida, ou a larga, que conduz à perdição (Cf Mt 7, 3).
Peçamos a Nossa Senhora de Fátima a sua ajuda materna, para fazermos a escolha acertada e tomarmos com muita confiança o caminho da conversão, dizendo com o apóstolo Paulo: “Tudo posso naquele que me conforta”! (Fil 4, 13)
† Audrys J. Card. Backis
Arcebispo de Vilnius
(C) Santuário de Fátima
Missa de 12 de Outubro de 2008 no Santuário de Fátima
No Antigo Testamento, a aliança entre Deus e o Seu povo é frequentemente apresentada sob a figura de um casamento místico entre Deus e a humanidade, casamento cujas marcas são o amor mútuo e a fidelidade.
Na primeira leitura, o profeta Isaías proclama uma mensagem universal de esperança, não só para o povo eleito, mas para todos os povos, que são também convidados para o banquete celeste na casa de Deus, onde Ele revelará toda a verdade, fará desaparecer a morte, enxugará as lágrimas.
Não surpreende, portanto, que Cristo, ao falar do Reino dos Céus, use a imagem familiar de uma festa de casamento. Na parábola de hoje o reino dos céus é o banquete nupcial; Jesus é o esposo; Deus Pai é o rei que manda chamar os convidados. Outras vezes, no Evangelho, Jesus também se apresentou sob a imagem do esposo e chama aos seus discípulos amigos do esposo. São Paulo fala de esponsais entre Cristo e a sua Igreja; Cristo, que “amou a Igreja e se entregou a si próprio por ela” (Ef 5, 25), enquanto São João chama à Igreja “esposa do Cordeiro”.
Mas voltemos à parábola. A alegria da narração do festim de núpcias é ofuscada pela recusa dos anteriormente convidados. É uma alusão clara à rejeição de Jesus e da sua mensagem por parte de muitos dos seus ouvintes, pertencentes ao povo eleito.
Perante esta recusa, o rei da parábola, lança um segundo convite, dirigido à gente da rua, bons e maus. São Lucas, na mesma parábola, fala de cegos, coxos e estropiados. E assim se enche a sala do banquete.
A parábola das bodas mostra que futuro Deus nos reserva: Deus convida para a sua mesa, para a comunhão gozosa e alegre com o Filho, no céu.
A história repete-se hoje: Nós, aqui reunidos, representamos a segunda vaga de convidados, procurados nas encruzilhadas dos caminhos do mundo.
Vivemos num mundo onde muitos abandonaram, esqueceram, ignoram a Deus e vivem
como se Ele não existisse: estão surdos ao convite divino.
A nós compete-nos escolher com inteira liberdade, dizer sim ou não ao convite de Deus. Devemos assumir plenamente a responsabilidade da nossa escolha. Podemos escolher livremente, claro, mas depois já não somos livres perante as consequências da nossa ecsolha. Dizendo não, não conseguiremos chegar à realização feliz da nossa vida.
Recusar o convite para o banquete significa recusar a vida de comunhão com Deus por toda a eternidade. Assim já não teremos espaço para a esperança.
Os motivos da nossa ecsolha, os pretextos para justificar a nossa recusa, podem ser diversos, mas resumem-se todos no facto de considerarmos mais importantes as nossas coisas, o nosso campo, os nossos projectos humanos, o nosso bem-estar, as nossas comodidades, o nosso prazer, os nossos interesses e desejos puramente humanos. Absorvem-nos tanto, que não ouvimos o chamamento de Deus, fechados no nosso horizonte puramente humano, a ponto de não saber levantar os olhos para o Céu.
Como é diferente a atitude simples dos dois Pastorinhos, Franscisco e Jacinta, hoje na alegria do Céu, junto da Mãe de Deus, eles que souberam oferecer as suas preces, os seus sacrifícios, a sua vida pelos pecadores, para que se convertam e entrem no Reino dos Céus.
Jesus termina a parábola com uma reflexão que nos deixa perplexos: “São muitos os chamados, mas poucos os escolhidos”. Cristo não quer fornecer-nos dados estatísticos quanto ao número dos que chegam felizmente à meta. Faz-nos uma advertência grave para que não nos colemos a uma falsa segurança, mas empenhemos todas as nossas forças na correspondência ao chamamento divino, que, no fundo, é chamamento à conversão, à santidade de vida.
Talvez nos surpreenda a referência à pessoa que não levava a veste nupcial e foi expulsa do banquete. Vem-me à lembrança a veste branca que foi entregue a cada um de nós no dia do nosso Baptismo, no qual nos tornámos nova criatura revestida de Cristo. “Esta veste branca seja sinal da tua nova digndade: ajudado pela palavra e pelo exemplo dos teus entes queridos, guarda-a sem mancha para a vida eterna”.
Sempre que participamos no banquete eucarístico – como fazemos agora – devemos entrar em nós próprios, perguntarmo-nos se estamos verdadeiramente revestidos da veste branca, sem mancha – e renovar as nossas promessas baptismais de viver na liberdade dos filhos de Deus e renunciar às seduções do mal, para não nos deixarmos dominar pelo pecado.
Este exame de consciência não deve desencorajar-nos. Nossa Senhora apareceu em Fátima, mostrando o Céu e o Inferno aos três videntes, não para nos apavorar, mas para, através deles, nos fazer um aviso: a escolha do nosso fim último depende da nossa liberdade, este dom enorme concedido por Deus a cada um.
Esta é a lição da parábola. Trata-se de aceitar o convite de Deus. Escolher a via estreita, que conduz à vida, ou a larga, que conduz à perdição (Cf Mt 7, 3).
Peçamos a Nossa Senhora de Fátima a sua ajuda materna, para fazermos a escolha acertada e tomarmos com muita confiança o caminho da conversão, dizendo com o apóstolo Paulo: “Tudo posso naquele que me conforta”! (Fil 4, 13)
† Audrys J. Card. Backis
Arcebispo de Vilnius
(C) Santuário de Fátima
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RELIGION
DIMANCHE 12 OCTOBRE 2008 : 28ème ORDINAIRE
12/10/2008
PROGRAMME :
- ÉVANGILE DU JOUR : LE TEXTE (FRANÇAIS) ET SON COMMENTAIRE (PORTUGAIS).
- PRÉSENTATION DU REPAS PASCAL (Origine de notre Messe)
PSAUME DU JOUR : 'LE SEIGNEUR EST MON BERGER' (evangile-et-peinture)
ÉVANGILE DU 28 ème DIMANCHE DU TEMPS COMMUN (A)
Mt 22,1-14.
Jésus se remit à parler en paraboles : « Le Royaume des cieux est comparable à un roi qui célébrait les noces de son fils. Il envoya ses serviteurs pour appeler à la noce les invités, mais ceux-ci ne voulaient pas venir. Il envoya encore d'autres serviteurs dire aux invités : 'Voilà : mon repas est prêt, mes boeufs et mes bêtes grasses sont égorgés ; tout est prêt : venez au repas de noce.' Mais ils n'en tinrent aucun compte et s'en allèrent, l'un à son champ, l'autre à son commerce ; les autres empoignèrent les serviteurs, les maltraitèrent et les tuèrent. Le roi se mit en colère, il envoya ses troupes, fit périr les meurtriers et brûla leur ville. Alors il dit à ses serviteurs : 'Le repas de noce est prêt, mais les invités n'en étaient pas dignes. Allez donc aux croisées des chemins : tous ceux que vous rencontrerez, invitez-les au repas de noce.' Les serviteurs allèrent sur les chemins, rassemblèrent tous ceux qu'ils rencontrèrent, les mauvais comme les bons, et la salle de noce fut remplie de convives. Le roi entra pour voir les convives. Il vit un homme qui ne portait pas le vêtement de noce, et lui dit : 'Mon ami, comment es-tu entré ici, sans avoir le vêtement de noce ?' L'autre garda le silence. Alors le roi dit aux serviteurs : 'Jetez-le, pieds et poings liés, dehors dans les ténèbres ; là il y aura des pleurs et des grincements de dents.' Certes, la multitude des hommes est appelée, mais les élus sont peu nombreux. »
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COMENTARIO
A primeira parábola é a parábola dos convidados para o “banquete” (vers. 1-10). Apresenta-nos um rei que organizou um banquete para celebrar o casamento do seu filho. Convidou várias pessoas, mas os convidados recusaram-se a participar no “banquete”, apresentando as desculpas mais inverosímeis. Mateus chega a dizer (um dado que não aparece no relato de Lucas) que teriam até assassinado os emissários do rei… Trata-se de um quadro gravíssimo: recusar o convite era uma ofensa inqualificável; mas, como se isso não bastasse, esses convidados indignos manifestaram um desprezo inconcebível pelo rei, matando os seus servos. O rei enviou então as suas tropas que castigaram os assassinos (vers. 7. Esta referência não aparece no relato de Lucas… É uma provável interpretação da destruição de Jerusalém pelos exércitos romanos de Tito, no ano 70. Isso significa que a versão que Mateus nos dá da parábola é posterior a essa data).
O rei resolveu, apesar de tudo, manter a festa e mandou que fossem trazidos para o “banquete” todos aqueles fossem encontrados nas “encruzilhadas dos caminhos”. E esses desclassificados, esse “povo da terra”, que nunca se tinha sentado à mesa de um personagem importante (com tudo o que isso significava em termos de comunhão e de estabelecimento de laços de família e de amizade), celebrou a festa à mesa do rei.
O sentido da parábola é óbvio… Deus é o rei que convidou Israel para o “banquete” do encontro, da comunhão, da chegada dos tempos messiânicos (as bodas do “filho”). Os sacerdotes, os escribas, os doutores da Lei recusaram o convite e preferiram continuar agarrados aos seus esquemas, aos seus preconceitos, aos seus sistemas de auto-salvação. Então, Deus convidou para o “banquete” do Messias esses pecadores e desclassificados que, na perspectiva da teologia oficial, estavam arredados da comunhão com Deus e do Reino.
Esta parábola explicita bem o cenário em que o próprio Jesus se move… Ele aparece, com frequência, a participar em “banquetes” ao lado de gente duvidosa e desclassificada, ao ponto de os seus inimigos o acusarem de “comilão e bebedor de vinho, amigo de publicanos e de pecadores” (Mt 11,19; Lc 7,34). Porque é que Jesus participa nesses “banquetes”, correndo o risco de adquirir uma fama tão desagradável? Porque no Antigo Testamento – como vimos na primeira leitura – os tempos messiânicos são descritos com a imagem de um “banquete” que Deus prepara para todos os povos. Ora, Jesus tem consciência de que, com Ele, esses tempos chegaram; e utiliza o cenário do “banquete” para expressar a realidade do Reino (a mesa da festa, do amor, da comunhão com Deus, para a qual todos os homens e mulheres, sem excepção, são convidados). Para Ele, o sentar-se à mesa com os pecadores é uma forma privilegiada de lhes dizer que Deus os acolhe com amor e que quer estabelecer com eles relações de comunhão e de familiaridade, sem excluir ninguém do seu convívio ou da sua comunidade.
Os líderes de Israel, no entanto, sempre reprovaram a Jesus esse contacto com os pecadores e os desclassificados… Para eles, os publicanos e as prostitutas, por exemplo, estavam definitivamente arredadas da comunidade da salvação. Sentá-los à mesa do “banquete” do Reino é algo de inaudito e que os líderes de Israel acham absolutamente inapropriado.
É muito provável que, originalmente, a parábola tivesse servido a Jesus para responder àqueles que o acusavam de ter convidado para o “banquete” do Reino todo o tipo de desclassificados e de pecadores. Jesus deixa claro que, na perspectiva de Deus, a questão não é se tal ou tal pessoa tem o direito de se sentar à mesa do Reino; mas a questão essencial é se se aceita ou não se aceita o convite de Deus. Na verdade, os líderes de Israel recusaram o desafio de Deus, enquanto que os pecadores e desclassificados o acolheram de braços abertos.
Mais tarde, a comunidade cristã irá fazer uma releitura um pouco diferente da parábola e utilizá-la para explicar porque é que os pagãos acolheram melhor do que os judeus a Boa Nova do Reino.
A segunda parábola é a parábola do convidado que se apresentou na festa sem o traje nupcial (vers. 11-14). O rei que organizou o “banquete” mandou, então, lançá-lo fora da sala onde se realizava a festa.
A parábola constitui uma advertência àqueles que aceitaram o convite de Deus para a festa do Reino, aderiram à proposta de Jesus e receberam o Baptismo. Mateus escreve no final do século I (anos 80), quando os cristãos já tinham esquecido o entusiasmo inicial e viviam instalados numa fé pouco exigente. Consideravam que já tinham feito uma opção definitiva e que já tinham assegurado a salvação. Mateus diz-lhes: cuidado, porque não chega entrar na sala do “banquete”; é preciso, além disso, vestir um estilo de vida que ponha em prática os ensinamentos de Jesus. Quem foi baptizado e aderiu ao “banquete” do Reino, mas recusou o traje do amor, da partilha, do serviço, da misericórdia, do dom da vida e continua vestido de egoísmo, de arrogância, de orgulho, de injustiça, não pode participar na festa do encontro e da comunhão com Deus. Deus chamou todos os homens e mulheres para participarem no “banquete”; mas só serão admitidos aqueles que responderem ao convite e mudarem completamente a sua vida.
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Mt 22,1-14.
Jésus se remit à parler en paraboles : « Le Royaume des cieux est comparable à un roi qui célébrait les noces de son fils. Il envoya ses serviteurs pour appeler à la noce les invités, mais ceux-ci ne voulaient pas venir. Il envoya encore d'autres serviteurs dire aux invités : 'Voilà : mon repas est prêt, mes boeufs et mes bêtes grasses sont égorgés ; tout est prêt : venez au repas de noce.' Mais ils n'en tinrent aucun compte et s'en allèrent, l'un à son champ, l'autre à son commerce ; les autres empoignèrent les serviteurs, les maltraitèrent et les tuèrent. Le roi se mit en colère, il envoya ses troupes, fit périr les meurtriers et brûla leur ville. Alors il dit à ses serviteurs : 'Le repas de noce est prêt, mais les invités n'en étaient pas dignes. Allez donc aux croisées des chemins : tous ceux que vous rencontrerez, invitez-les au repas de noce.' Les serviteurs allèrent sur les chemins, rassemblèrent tous ceux qu'ils rencontrèrent, les mauvais comme les bons, et la salle de noce fut remplie de convives. Le roi entra pour voir les convives. Il vit un homme qui ne portait pas le vêtement de noce, et lui dit : 'Mon ami, comment es-tu entré ici, sans avoir le vêtement de noce ?' L'autre garda le silence. Alors le roi dit aux serviteurs : 'Jetez-le, pieds et poings liés, dehors dans les ténèbres ; là il y aura des pleurs et des grincements de dents.' Certes, la multitude des hommes est appelée, mais les élus sont peu nombreux. »
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COMENTARIO
A primeira parábola é a parábola dos convidados para o “banquete” (vers. 1-10). Apresenta-nos um rei que organizou um banquete para celebrar o casamento do seu filho. Convidou várias pessoas, mas os convidados recusaram-se a participar no “banquete”, apresentando as desculpas mais inverosímeis. Mateus chega a dizer (um dado que não aparece no relato de Lucas) que teriam até assassinado os emissários do rei… Trata-se de um quadro gravíssimo: recusar o convite era uma ofensa inqualificável; mas, como se isso não bastasse, esses convidados indignos manifestaram um desprezo inconcebível pelo rei, matando os seus servos. O rei enviou então as suas tropas que castigaram os assassinos (vers. 7. Esta referência não aparece no relato de Lucas… É uma provável interpretação da destruição de Jerusalém pelos exércitos romanos de Tito, no ano 70. Isso significa que a versão que Mateus nos dá da parábola é posterior a essa data).
O rei resolveu, apesar de tudo, manter a festa e mandou que fossem trazidos para o “banquete” todos aqueles fossem encontrados nas “encruzilhadas dos caminhos”. E esses desclassificados, esse “povo da terra”, que nunca se tinha sentado à mesa de um personagem importante (com tudo o que isso significava em termos de comunhão e de estabelecimento de laços de família e de amizade), celebrou a festa à mesa do rei.
O sentido da parábola é óbvio… Deus é o rei que convidou Israel para o “banquete” do encontro, da comunhão, da chegada dos tempos messiânicos (as bodas do “filho”). Os sacerdotes, os escribas, os doutores da Lei recusaram o convite e preferiram continuar agarrados aos seus esquemas, aos seus preconceitos, aos seus sistemas de auto-salvação. Então, Deus convidou para o “banquete” do Messias esses pecadores e desclassificados que, na perspectiva da teologia oficial, estavam arredados da comunhão com Deus e do Reino.
Esta parábola explicita bem o cenário em que o próprio Jesus se move… Ele aparece, com frequência, a participar em “banquetes” ao lado de gente duvidosa e desclassificada, ao ponto de os seus inimigos o acusarem de “comilão e bebedor de vinho, amigo de publicanos e de pecadores” (Mt 11,19; Lc 7,34). Porque é que Jesus participa nesses “banquetes”, correndo o risco de adquirir uma fama tão desagradável? Porque no Antigo Testamento – como vimos na primeira leitura – os tempos messiânicos são descritos com a imagem de um “banquete” que Deus prepara para todos os povos. Ora, Jesus tem consciência de que, com Ele, esses tempos chegaram; e utiliza o cenário do “banquete” para expressar a realidade do Reino (a mesa da festa, do amor, da comunhão com Deus, para a qual todos os homens e mulheres, sem excepção, são convidados). Para Ele, o sentar-se à mesa com os pecadores é uma forma privilegiada de lhes dizer que Deus os acolhe com amor e que quer estabelecer com eles relações de comunhão e de familiaridade, sem excluir ninguém do seu convívio ou da sua comunidade.
Os líderes de Israel, no entanto, sempre reprovaram a Jesus esse contacto com os pecadores e os desclassificados… Para eles, os publicanos e as prostitutas, por exemplo, estavam definitivamente arredadas da comunidade da salvação. Sentá-los à mesa do “banquete” do Reino é algo de inaudito e que os líderes de Israel acham absolutamente inapropriado.
É muito provável que, originalmente, a parábola tivesse servido a Jesus para responder àqueles que o acusavam de ter convidado para o “banquete” do Reino todo o tipo de desclassificados e de pecadores. Jesus deixa claro que, na perspectiva de Deus, a questão não é se tal ou tal pessoa tem o direito de se sentar à mesa do Reino; mas a questão essencial é se se aceita ou não se aceita o convite de Deus. Na verdade, os líderes de Israel recusaram o desafio de Deus, enquanto que os pecadores e desclassificados o acolheram de braços abertos.
Mais tarde, a comunidade cristã irá fazer uma releitura um pouco diferente da parábola e utilizá-la para explicar porque é que os pagãos acolheram melhor do que os judeus a Boa Nova do Reino.
A segunda parábola é a parábola do convidado que se apresentou na festa sem o traje nupcial (vers. 11-14). O rei que organizou o “banquete” mandou, então, lançá-lo fora da sala onde se realizava a festa.
A parábola constitui uma advertência àqueles que aceitaram o convite de Deus para a festa do Reino, aderiram à proposta de Jesus e receberam o Baptismo. Mateus escreve no final do século I (anos 80), quando os cristãos já tinham esquecido o entusiasmo inicial e viviam instalados numa fé pouco exigente. Consideravam que já tinham feito uma opção definitiva e que já tinham assegurado a salvação. Mateus diz-lhes: cuidado, porque não chega entrar na sala do “banquete”; é preciso, além disso, vestir um estilo de vida que ponha em prática os ensinamentos de Jesus. Quem foi baptizado e aderiu ao “banquete” do Reino, mas recusou o traje do amor, da partilha, do serviço, da misericórdia, do dom da vida e continua vestido de egoísmo, de arrogância, de orgulho, de injustiça, não pode participar na festa do encontro e da comunhão com Deus. Deus chamou todos os homens e mulheres para participarem no “banquete”; mas só serão admitidos aqueles que responderem ao convite e mudarem completamente a sua vida.
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LE REPAS PASCAL
1. Quelle est l'origine de la messe ? L'institution de l'eucharistie
L'origine de la messe est le dernier repas que Jésus a pris avec ses disciples avant sa mort au cours duquel il a institué l'eucharistie. On appelle ce repas la Cène. Il est raconté par les Évangiles synoptiques
Plus précisément, Jésus a institué l'eucharistie au cours du repas pascal des juifs qui commémorait la libération du peuple hébreu esclave en Égypte. Il faut donc situer la Cène par rapport à ce repas pascal et en dégager la nouveauté.
2. La Pâque (Pessa'h) et le repas pascal (Séder) au temps de Jésus ?
Les évangiles synoptiques racontent que la veille de sa mort "le premier jour des Azymes où l'on immolait la Pâque" Jésus a mangé la Pâque avec ses disciples. En quoi consistait ce repas pascal ?
Le repas pascal avait lieu le 1er ou le 2ème jour de la fête de Pâque qui durait 7 jours. Pendant cette semaine appelée "semaine des azymes" on ne mangeait rien de fermenté. La fête de la Pâque était à la fois la célébration de la fertilité au printemps et le mémorial de la libération de l'esclavage des hébreux et du passage de la mer rouge. Ce repas rituel, appelé Séder, Il commençait au soir du 14 nizan.
3. Comment se déroulait le repas pascal ?
Avant le repas proprement dit, on commençait par boire une coupe. Un enfant demandait la signification de ces rites et le père de famille racontait, en rendant grâce, la libération du peuple. Puis on chantait le début du psaume 113 nommé Hallel et on buvait la deuxième coupe.
Puis avait lieu le repas. Le père de famille rompait le pain, le bénissait et le distribuait. On mangeait un agneau, qui avait été immolé au temple, avec des morceaux de pain azyme et des herbes amères. On a cessé de manger l'agneau après la destruction du temple de Jérusalem en l'année 70.
Après le repas, le père de famille prononçait la prière d'action de grâce, on buvait une troisième coupe nommée "coupe de bénédiction" et on terminait le chant du Hallel. On buvait une quatrième coupe pour clôturer la cérémonie.
Source : croire.com
1. Quelle est l'origine de la messe ? L'institution de l'eucharistie
L'origine de la messe est le dernier repas que Jésus a pris avec ses disciples avant sa mort au cours duquel il a institué l'eucharistie. On appelle ce repas la Cène. Il est raconté par les Évangiles synoptiques
Plus précisément, Jésus a institué l'eucharistie au cours du repas pascal des juifs qui commémorait la libération du peuple hébreu esclave en Égypte. Il faut donc situer la Cène par rapport à ce repas pascal et en dégager la nouveauté.
2. La Pâque (Pessa'h) et le repas pascal (Séder) au temps de Jésus ?
Les évangiles synoptiques racontent que la veille de sa mort "le premier jour des Azymes où l'on immolait la Pâque" Jésus a mangé la Pâque avec ses disciples. En quoi consistait ce repas pascal ?
Le repas pascal avait lieu le 1er ou le 2ème jour de la fête de Pâque qui durait 7 jours. Pendant cette semaine appelée "semaine des azymes" on ne mangeait rien de fermenté. La fête de la Pâque était à la fois la célébration de la fertilité au printemps et le mémorial de la libération de l'esclavage des hébreux et du passage de la mer rouge. Ce repas rituel, appelé Séder, Il commençait au soir du 14 nizan.
3. Comment se déroulait le repas pascal ?
Avant le repas proprement dit, on commençait par boire une coupe. Un enfant demandait la signification de ces rites et le père de famille racontait, en rendant grâce, la libération du peuple. Puis on chantait le début du psaume 113 nommé Hallel et on buvait la deuxième coupe.
Puis avait lieu le repas. Le père de famille rompait le pain, le bénissait et le distribuait. On mangeait un agneau, qui avait été immolé au temple, avec des morceaux de pain azyme et des herbes amères. On a cessé de manger l'agneau après la destruction du temple de Jérusalem en l'année 70.
Après le repas, le père de famille prononçait la prière d'action de grâce, on buvait une troisième coupe nommée "coupe de bénédiction" et on terminait le chant du Hallel. On buvait une quatrième coupe pour clôturer la cérémonie.
Source : croire.com
QUESTIONS ACTUELLES
SAMEDI 11 OCTOBRE 2008 : HOMÉLIE DU PAPE À LA MESSE DU 50è ANNIVERSAIRE DE LA MORT DE PIE XII :
11/10/2008
PROGRAMME :
- IL A ÉTÉ FAIT ALLUSION HIER, ICI MÊME, AU PAPE PIE XII, QUI A EU LA RESPONSABLILITÉ DE CONDUIRE L'EGLISE PENDANT LA 2è GUERRE MONDIALE. MERCREDI DERNIER, FUT CÉLÉBRÉE UNE MESSE POUR LE 50è ANNIVERSAIRE DE SA MORT. VOUS TROUVEREZ CI-DESSOUS L'HOMÉLIE PRONONCÉE À CETTE OCCASION PAR LE PAPE BENOÎT XVI.
- "PÉRIDURALE" : UN MOT QUE CONNAISSENT BIEN LES FEMMES, SURTOUT CELLES QUI EN ONT "BÉNÉFICIÉ". IL S'AGIT D'UNE ANESTHÉSIE PRATIQUÉE AU MOMENT DE L'ACCOUCHEMENT, POUR SUPPRIMER LES DOULEURS. TÉMOIGNAGE D'UNE LECTRICE DU JOURNAL "SOL". (EN PORTUGAIS, ON DIT 'EPIDURAL')
MÉDAILLE À L'EFFIGIE DE PIE XII
Homilia do Papa no 50º aniversário de falecimento de Pio XII
CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 10 de outubro de 2008 (ZENIT.org).- Nesta quinta-feira, 9 de outubro, às 11h30, Bento XVI presidiu, na Basílica de São Pedro, a Santa Missa em sufrágio pelo defunto Sumo Pontífice Pio XII, no 50º aniversário de seu falecimento.
Publicamos a homilia pronunciada pelo Papa.
* * *
Senhores cardeais,
venerados irmãos no episcopado e no sacerdócio,
queridos irmãos e irmãs:
A passagem do livro do Eclesiástico e o prólogo da Primeira carta de São Pedro, proclamados como primeira e segunda leituras, nos oferecem elementos significativos de reflexão nesta celebração eucarística, durante a qual recordamos meu venerado predecessor, o servo de Deus Pio XII. Passaram exatamente 50 anos desde a sua morte, que aconteceu nas primeiras horas do dia 9 de outubro de 1958. O Eclesiástico, como escutamos, recordou a todos os que se propõem a seguir o Senhor que têm de preparar-se para enfrentar provas, dificuldades e sofrimentos. Para não sucumbir a eles – adverte –, é preciso ter um coração reto e constante, é preciso ter fidelidade a Deus e paciência, unidas a uma inflexível determinação de manter-se no caminho do bem. O sofrimento afina o coração do discípulo do Senhor, como o ouro que se purifica no fogo. “Tudo o que te acontecer, aceita-o, e nas vicissitudes que te humilharem sê paciente, pois o ouro se prova no fogo, e os eleitos, no cadinho da humilhação” (2, 4-5).
São Pedro, por sua parte, na perícope que escutamos, dirigindo-se aos cristãos das comunidades da Ásia Menor que eram “contristados por diversas provações”, vai inclusive além: pede-lhes que, apesar disso, “se alegrem” (1 Pd 1, 6). Em efeito, a provação é necessária, observa, “a fim de que a autenticidade comprovada da vossa fé, mais preciosa do que o ouro que perece, cuja genuinidade é provada pelo fogo, alcance louvor, glória e honra por ocasião da Revelação de Jesus Cristo”. (1 Pd 1, 7). E depois, pela segunda vez, ele os exorta a jubilar-se, inclusive a exultar de “alegria inefável e gloriosa” (v. 8). A razão profunda deste gozo espiritual está no amor a Jesus e na certeza da sua presença invisível. Ele torna inquebrantáveis a fé e a esperança dos crentes, inclusive nas fases mais complicadas e duras de sua existência.
À luz destes textos bíblicos, podemos ler a vida terrena do Papa Pacelli e seu longo serviço à Igreja, começado em 1901, durante o pontificado de Leão XIII, e que continuou com São Pio X, Bento XV e Pio XI. Estes textos bíblicos nos ajudam antes de tudo a compreender qual foi a fonte da qual ele extraiu valor e paciência em seu ministério pontifical, desenvolvido durante os atormentados anos da 2ª Guerra Mundial e no período seguinte, não menos complexo, da reconstrução e das difíceis relações internacionais passadas à história com o significativo nome de “Guerra Fria”.
"Miserere mei Deus, secundum magnam misericordiam tuam": com esta invocação do salmo 50/51, Pio XII começava seu testamento. E prosseguia: “Estas palavras que, consciente de não ser digno e de não estar à altura , pronunciei no momento em que aceitei, tremendo, minha eleição a Sumo Pontífice, com maior fundamento as repito agora”. Nesse momento, faltavam dois anos para a sua morte. Abandonar-se nas mãos misericordiosas de Deus: esta foi a atitude cultivada constantemente por este venerado predecessor meu, último dos Papas nascidos em Roma e pertencente a uma família ligada há muitos anos à Santa Sé. Na Alemanha, onde levou a cabo sua tarefa de núncio apostólico, primeiro em Munique e depois em Berlim até 1929, ele deixou uma grata memória, sobretudo por ter colaborado com Bento XVI na tentativa de deter “o massacre inútil” da Grande Guerra, e por ter advertido desde o começo o perigo que constituía a monstruosa ideologia nacional-socialista com sua perniciosa raiz anti-semita e anti-católica. Criado cardeal em dezembro de 1929 e nomeado secretário de Estado pouco depois, durante 9 anos ele foi fiel colaborador de Pio XI, em uma época marcada pelos totalitarismos: o fascista, o nazista e o comunista soviético, condenados respectivamente nas encíclicas Non abbiamo bisogno, Mit Brennender Sorge e Divini Redemptoris.
“Quem escuta a minha palavra e crê... tem vida eterna” (Jo 5, 24). esta afirmação de jesus, que escutamos no Evangelho, nos faz pensar nos momentos mais duros do pontificado de Pio XII, quando, ao perceber o menoscabo de toda certeza humana, ele sentia uma grande necessidade, também mediante um constante esforço ascético, de aderir a Cristo, única certeza que não defrauda. A Palavra de Deus se convertia, assim, em luz do seu caminho, um caminho no qual o Papa Pacelli ofereceu seu consolo a evacuados e perseguidos, teve de secar lágrimas de dor e chorar pelas inumeráveis vítimas da guerra. Somente Cristo é a verdadeira esperança do homem; somente confiando n’Ele, o coração humano pode se abrir ao amor que vence o ódio. Esta consciência acompanhou Pio XII em seu ministério de sucessor de Pedro, ministério que começou precisamente quando se intensificavam sobre a Europa e sobre o resto do mundo as nuvens ameaçadoras de um novo conflito mundial, que ele tentou evitar por todos os meios: “O perigo é iminente, mas ainda há tempo. Com a paz, nada está perdido. Tudo pode ser perdido com a guerra”, gritou em sua mensagem radiofônica do dia 24 de agosto de 1939 (AAS, XXXI, 1939, p. 334).
A guerra evidenciou o amor que ele nutria pela sua “Roma dileta”, amor testemunhado pela intensa obra de caridade que promoveu em defesa dos perseguidos, sem distinção alguma de religião, etnia, nacionalidade, ideologia política.
Quando, com a cidade ocupada, lhe aconselharam repetidas vezes que deixasse o Vaticano para estar a salvo, sua resposta foi sempre idêntica e decidida: “Não deixarei Roma nem meu cargo, ainda que tivesse de morrer” (cf. Summarium, p. 186). Os familiares e outras testemunhas falaram também da falta de alimentos, calefação, roupa e comodidades, privações às quais se submeteu voluntariamente para compartilhar as condições das pessoas duramente enfraquecidas pelos bombardeios e pelas conseqüências da guerra (cf. A. Tornielli, Pio XII, Un uomo sul trono di Pietro). E como esquecer a mensagem natalina transmitida pela rádio em dezembro de 1942? Com a voz quebrada pela emoção, deplorou a situação das “milhares de pessoas que, sem culpa alguma, às vezes somente por razões de nacionalidade ou etnia, estão destinadas à morte ou a uma deterioração progressiva” (AAS, XXXV, 1943, p 23), com uma clara referência à deportação e ao extermínio perpetrado com os judeus. Freqüentemente atuou de forma secreta e silenciosa, precisamente porque, consciente das situações concretas desse complexo momento histórico, ele intuía que somente dessa forma se podia evitar o pior e salvar o maior número possível de judeus. Devido a estas intervenções, ele recebeu numerosas e unânimes provas de gratidão no final da guerra, assim como no momento da sua morte, das autoridades mais relevantes do mundo judaico, como, por exemplo, o ministro de assuntos exteriores de Israel, Golda Meier, que escreveu assim: “Quando o martírio mais espantoso atingiu nosso povo, durante os 10 anos do terror nazista, a voz do pontífice se levantou a favor das vítimas”, concluindo com emoção: “Nos choramos a perda de um grande servidor da paz”.
Infelizmente, o debate histórico, nem sempre sereno, sobre a figura do servo de Deus Paio XII, descuidou de alguns aspectos do seu poliédrico pontificado. Muitíssimos foram os discursos, as alocuções e as mensagens que ele teve com cientistas, médicos e expoentes dos mais variados grupos profissionais, alguns dos quais continuam sendo ainda hoje de extraordinária atualidade e um ponto seguro de referência. Paulo VI, que foi seu fiel colaborador durante muitos anos, descreveu-o como um erudito, um estudioso atento, aberto aos modernos caminhos da pesquisa e da cultura, com uma fidelidade sempre firme e coerente, tanto com os princípios da racionalidade humana como com o intangível depósito das verdades da fé. Considerava-o como um precursor do Concílio Vaticano II (cf. Ângelus de 10 de março de 1974). Nesta perspectiva, muitos documentos seus mereceriam ser recordados, mas eu me limito a citar somente alguns deles. Com a encíclica Mystici Corporis, publicada no dia 29 de junho de 1943, enquanto a guerra ainda acontecia, ele descrevia as relações espirituais e visíveis que unem os homens com o Verbo encarnado e propunha incluir nesta perspectiva todos os principais temas da eclesiologia, oferecendo pela primeira vez uma síntese dogmática e teológica que foi depois a base da constituição dogmática conciliar Lumen gentium.
Poucos meses depois, no dia 20 de setembro de 1943, com a encíclica Divino afflante Spiritu, ele estabelecia as normas doutrinais para o estudo da Sagrada Escritura, destacando a importância e o papel da vida cristã. Trata-se de um documento que dá testemunho de uma grande abertura à pesquisa científica dos textos bíblicos. Como não recordar esta encíclica enquanto estão se levando a cabo os trabalhos do sínodo que tem como tema precisamente “A Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja”? Deve-se à intuição profética de Pio XII a posta em andamento de um sério estudo sobre as características da historiografia antiga, para compreender melhor a natureza dos livros sagrados, sem enfraquecer nem negar o valor histórico. Um estudo mais profundo dos “gêneros literários”, cuja finalidade era compreender melhor o que o autor sagrado havia querido dizer, até 1943 era visto com certa suspeita, devido também aos abusos que se haviam produzido.
A encíclica reconhecia sua justa aplicação, declarando legítimo para o estudo o uso não somente do Antigo Testamento, mas também no Novo. “Hoje, além disso, esta arte – explicou o Papa – que costuma ser chamada de crítica textual e nas edições dos autores profanos é empregada com grande exaltação e iguais resultados, aplica-se com pleno direito aos Livros Sagrados, precisamente pela reverência devida à Palavra de Deus.” E acrescenta: “O objetivo daquele é, de fato, devolver o texto sagrado, com a maior precisão possível, ao seu conteúdo primitivo, purgando-o das deformações introduzidas pelos erros dos copistas e livrando-o das anotações e lacunas, da transposição de palavras, das repetições e de outros defeitos de todo gênero, que nos escritos transmitidos à mão durante muitos séculos costumam infiltrar-se” (AAS, XXXV, 1943, p. 336).
A terceira encíclica que eu gostaria de mencionar é a Mediador Dei, dedicada à liturgia, publicada no dia 20 de novembro de 1947. Com este documento, o servo de Deus deu impulso ao movimento litúrgico, insistindo no “elemento essencial do culto”, que “deve ser o interior: é necessário, de fato, viver sempre em Cristo, dedicar-se por completo a Ele, para que n’Ele, com Ele e por Ele se dê glória ao Pai. A sagrada Liturgia requer que estes dois elementos estejam intimamente ligados. (...) De outra maneira, a religião se converte em um formalismo sem fundamento e sem conteúdo”. Não podemos, além disso, não mencionar o impulso notável que este pontífice imprimiu à atividade missionária da Igreja com as encíclicas Evangelii praecones (1951) e Fidei donum (1957), destacando o dever de cada comunidade de anunciar o Evangelho aos povos, como o Concílio Vaticano II fará com valente vigor. Da mesma forma, o Papa Pacelli demonstrou seu amor às missões desde o começo do seu pontificado, quando, em outubro de 1939, havia querido consagrar pessoalmente 12 bispos de países de missão, entre os quais havia um indiano, um chinês, um japonês, o primeiro bispo africano e o primeiro bispo de Madagascar. Uma das suas constantes preocupações pastorais foi, por último, a promoção do papel dos leigos, para que a comunidade eclesial pudesse aproveitar todos os recursos e energias disponíveis. Também por este motivo a Igreja e o mundo lhe agradecem.
Queridos irmãos e irmãs, enquanto rezamos para que prossiga felizmente a causa da beatificação do servo de Deus Pio XII, é bom recordar que a santidade foi o seu ideal, ideal que ele propôs a todos. Por isso, impulsionou as causas de beatificação e de canonização de pessoas pertencentes a povos diversos, representantes de todos os estados de vida, funções e profissões, reservando um grande espaço às mulheres. E foi precisamente a Maria, a Mulher da Salvação, que ele indicou como sinal de esperança segura para a humanidade quando proclamou o dogma da Assunção durante o Ano Santo de 1950. Neste nosso mundo, como também naquele momento, repleto de preocupações e angústias pelo seu futuro; neste mundo, onde, talvez mais do que então, o afastamento de muitos da verdade e da virtude deixa entrever cenários privados de esperança, Pio XII nos convida a dirigir nosso olhar a Maria, em sua assunção à glória celeste. Convida-nos a invocá-la com confiança, para que nos faça apreciar cada vez mais o valor da vida na terra e nos ajude a dirigir o olhar à meta verdadeira à qual todos nós estamos destinados: essa vida eterna que, como assegura Jesus, já possui quem escuta e segue a sua palavra. Amém!
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CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 10 de outubro de 2008 (ZENIT.org).- Nesta quinta-feira, 9 de outubro, às 11h30, Bento XVI presidiu, na Basílica de São Pedro, a Santa Missa em sufrágio pelo defunto Sumo Pontífice Pio XII, no 50º aniversário de seu falecimento.
Publicamos a homilia pronunciada pelo Papa.
* * *
Senhores cardeais,
venerados irmãos no episcopado e no sacerdócio,
queridos irmãos e irmãs:
A passagem do livro do Eclesiástico e o prólogo da Primeira carta de São Pedro, proclamados como primeira e segunda leituras, nos oferecem elementos significativos de reflexão nesta celebração eucarística, durante a qual recordamos meu venerado predecessor, o servo de Deus Pio XII. Passaram exatamente 50 anos desde a sua morte, que aconteceu nas primeiras horas do dia 9 de outubro de 1958. O Eclesiástico, como escutamos, recordou a todos os que se propõem a seguir o Senhor que têm de preparar-se para enfrentar provas, dificuldades e sofrimentos. Para não sucumbir a eles – adverte –, é preciso ter um coração reto e constante, é preciso ter fidelidade a Deus e paciência, unidas a uma inflexível determinação de manter-se no caminho do bem. O sofrimento afina o coração do discípulo do Senhor, como o ouro que se purifica no fogo. “Tudo o que te acontecer, aceita-o, e nas vicissitudes que te humilharem sê paciente, pois o ouro se prova no fogo, e os eleitos, no cadinho da humilhação” (2, 4-5).
São Pedro, por sua parte, na perícope que escutamos, dirigindo-se aos cristãos das comunidades da Ásia Menor que eram “contristados por diversas provações”, vai inclusive além: pede-lhes que, apesar disso, “se alegrem” (1 Pd 1, 6). Em efeito, a provação é necessária, observa, “a fim de que a autenticidade comprovada da vossa fé, mais preciosa do que o ouro que perece, cuja genuinidade é provada pelo fogo, alcance louvor, glória e honra por ocasião da Revelação de Jesus Cristo”. (1 Pd 1, 7). E depois, pela segunda vez, ele os exorta a jubilar-se, inclusive a exultar de “alegria inefável e gloriosa” (v. 8). A razão profunda deste gozo espiritual está no amor a Jesus e na certeza da sua presença invisível. Ele torna inquebrantáveis a fé e a esperança dos crentes, inclusive nas fases mais complicadas e duras de sua existência.
À luz destes textos bíblicos, podemos ler a vida terrena do Papa Pacelli e seu longo serviço à Igreja, começado em 1901, durante o pontificado de Leão XIII, e que continuou com São Pio X, Bento XV e Pio XI. Estes textos bíblicos nos ajudam antes de tudo a compreender qual foi a fonte da qual ele extraiu valor e paciência em seu ministério pontifical, desenvolvido durante os atormentados anos da 2ª Guerra Mundial e no período seguinte, não menos complexo, da reconstrução e das difíceis relações internacionais passadas à história com o significativo nome de “Guerra Fria”.
"Miserere mei Deus, secundum magnam misericordiam tuam": com esta invocação do salmo 50/51, Pio XII começava seu testamento. E prosseguia: “Estas palavras que, consciente de não ser digno e de não estar à altura , pronunciei no momento em que aceitei, tremendo, minha eleição a Sumo Pontífice, com maior fundamento as repito agora”. Nesse momento, faltavam dois anos para a sua morte. Abandonar-se nas mãos misericordiosas de Deus: esta foi a atitude cultivada constantemente por este venerado predecessor meu, último dos Papas nascidos em Roma e pertencente a uma família ligada há muitos anos à Santa Sé. Na Alemanha, onde levou a cabo sua tarefa de núncio apostólico, primeiro em Munique e depois em Berlim até 1929, ele deixou uma grata memória, sobretudo por ter colaborado com Bento XVI na tentativa de deter “o massacre inútil” da Grande Guerra, e por ter advertido desde o começo o perigo que constituía a monstruosa ideologia nacional-socialista com sua perniciosa raiz anti-semita e anti-católica. Criado cardeal em dezembro de 1929 e nomeado secretário de Estado pouco depois, durante 9 anos ele foi fiel colaborador de Pio XI, em uma época marcada pelos totalitarismos: o fascista, o nazista e o comunista soviético, condenados respectivamente nas encíclicas Non abbiamo bisogno, Mit Brennender Sorge e Divini Redemptoris.
“Quem escuta a minha palavra e crê... tem vida eterna” (Jo 5, 24). esta afirmação de jesus, que escutamos no Evangelho, nos faz pensar nos momentos mais duros do pontificado de Pio XII, quando, ao perceber o menoscabo de toda certeza humana, ele sentia uma grande necessidade, também mediante um constante esforço ascético, de aderir a Cristo, única certeza que não defrauda. A Palavra de Deus se convertia, assim, em luz do seu caminho, um caminho no qual o Papa Pacelli ofereceu seu consolo a evacuados e perseguidos, teve de secar lágrimas de dor e chorar pelas inumeráveis vítimas da guerra. Somente Cristo é a verdadeira esperança do homem; somente confiando n’Ele, o coração humano pode se abrir ao amor que vence o ódio. Esta consciência acompanhou Pio XII em seu ministério de sucessor de Pedro, ministério que começou precisamente quando se intensificavam sobre a Europa e sobre o resto do mundo as nuvens ameaçadoras de um novo conflito mundial, que ele tentou evitar por todos os meios: “O perigo é iminente, mas ainda há tempo. Com a paz, nada está perdido. Tudo pode ser perdido com a guerra”, gritou em sua mensagem radiofônica do dia 24 de agosto de 1939 (AAS, XXXI, 1939, p. 334).
A guerra evidenciou o amor que ele nutria pela sua “Roma dileta”, amor testemunhado pela intensa obra de caridade que promoveu em defesa dos perseguidos, sem distinção alguma de religião, etnia, nacionalidade, ideologia política.
Quando, com a cidade ocupada, lhe aconselharam repetidas vezes que deixasse o Vaticano para estar a salvo, sua resposta foi sempre idêntica e decidida: “Não deixarei Roma nem meu cargo, ainda que tivesse de morrer” (cf. Summarium, p. 186). Os familiares e outras testemunhas falaram também da falta de alimentos, calefação, roupa e comodidades, privações às quais se submeteu voluntariamente para compartilhar as condições das pessoas duramente enfraquecidas pelos bombardeios e pelas conseqüências da guerra (cf. A. Tornielli, Pio XII, Un uomo sul trono di Pietro). E como esquecer a mensagem natalina transmitida pela rádio em dezembro de 1942? Com a voz quebrada pela emoção, deplorou a situação das “milhares de pessoas que, sem culpa alguma, às vezes somente por razões de nacionalidade ou etnia, estão destinadas à morte ou a uma deterioração progressiva” (AAS, XXXV, 1943, p 23), com uma clara referência à deportação e ao extermínio perpetrado com os judeus. Freqüentemente atuou de forma secreta e silenciosa, precisamente porque, consciente das situações concretas desse complexo momento histórico, ele intuía que somente dessa forma se podia evitar o pior e salvar o maior número possível de judeus. Devido a estas intervenções, ele recebeu numerosas e unânimes provas de gratidão no final da guerra, assim como no momento da sua morte, das autoridades mais relevantes do mundo judaico, como, por exemplo, o ministro de assuntos exteriores de Israel, Golda Meier, que escreveu assim: “Quando o martírio mais espantoso atingiu nosso povo, durante os 10 anos do terror nazista, a voz do pontífice se levantou a favor das vítimas”, concluindo com emoção: “Nos choramos a perda de um grande servidor da paz”.
Infelizmente, o debate histórico, nem sempre sereno, sobre a figura do servo de Deus Paio XII, descuidou de alguns aspectos do seu poliédrico pontificado. Muitíssimos foram os discursos, as alocuções e as mensagens que ele teve com cientistas, médicos e expoentes dos mais variados grupos profissionais, alguns dos quais continuam sendo ainda hoje de extraordinária atualidade e um ponto seguro de referência. Paulo VI, que foi seu fiel colaborador durante muitos anos, descreveu-o como um erudito, um estudioso atento, aberto aos modernos caminhos da pesquisa e da cultura, com uma fidelidade sempre firme e coerente, tanto com os princípios da racionalidade humana como com o intangível depósito das verdades da fé. Considerava-o como um precursor do Concílio Vaticano II (cf. Ângelus de 10 de março de 1974). Nesta perspectiva, muitos documentos seus mereceriam ser recordados, mas eu me limito a citar somente alguns deles. Com a encíclica Mystici Corporis, publicada no dia 29 de junho de 1943, enquanto a guerra ainda acontecia, ele descrevia as relações espirituais e visíveis que unem os homens com o Verbo encarnado e propunha incluir nesta perspectiva todos os principais temas da eclesiologia, oferecendo pela primeira vez uma síntese dogmática e teológica que foi depois a base da constituição dogmática conciliar Lumen gentium.
Poucos meses depois, no dia 20 de setembro de 1943, com a encíclica Divino afflante Spiritu, ele estabelecia as normas doutrinais para o estudo da Sagrada Escritura, destacando a importância e o papel da vida cristã. Trata-se de um documento que dá testemunho de uma grande abertura à pesquisa científica dos textos bíblicos. Como não recordar esta encíclica enquanto estão se levando a cabo os trabalhos do sínodo que tem como tema precisamente “A Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja”? Deve-se à intuição profética de Pio XII a posta em andamento de um sério estudo sobre as características da historiografia antiga, para compreender melhor a natureza dos livros sagrados, sem enfraquecer nem negar o valor histórico. Um estudo mais profundo dos “gêneros literários”, cuja finalidade era compreender melhor o que o autor sagrado havia querido dizer, até 1943 era visto com certa suspeita, devido também aos abusos que se haviam produzido.
A encíclica reconhecia sua justa aplicação, declarando legítimo para o estudo o uso não somente do Antigo Testamento, mas também no Novo. “Hoje, além disso, esta arte – explicou o Papa – que costuma ser chamada de crítica textual e nas edições dos autores profanos é empregada com grande exaltação e iguais resultados, aplica-se com pleno direito aos Livros Sagrados, precisamente pela reverência devida à Palavra de Deus.” E acrescenta: “O objetivo daquele é, de fato, devolver o texto sagrado, com a maior precisão possível, ao seu conteúdo primitivo, purgando-o das deformações introduzidas pelos erros dos copistas e livrando-o das anotações e lacunas, da transposição de palavras, das repetições e de outros defeitos de todo gênero, que nos escritos transmitidos à mão durante muitos séculos costumam infiltrar-se” (AAS, XXXV, 1943, p. 336).
A terceira encíclica que eu gostaria de mencionar é a Mediador Dei, dedicada à liturgia, publicada no dia 20 de novembro de 1947. Com este documento, o servo de Deus deu impulso ao movimento litúrgico, insistindo no “elemento essencial do culto”, que “deve ser o interior: é necessário, de fato, viver sempre em Cristo, dedicar-se por completo a Ele, para que n’Ele, com Ele e por Ele se dê glória ao Pai. A sagrada Liturgia requer que estes dois elementos estejam intimamente ligados. (...) De outra maneira, a religião se converte em um formalismo sem fundamento e sem conteúdo”. Não podemos, além disso, não mencionar o impulso notável que este pontífice imprimiu à atividade missionária da Igreja com as encíclicas Evangelii praecones (1951) e Fidei donum (1957), destacando o dever de cada comunidade de anunciar o Evangelho aos povos, como o Concílio Vaticano II fará com valente vigor. Da mesma forma, o Papa Pacelli demonstrou seu amor às missões desde o começo do seu pontificado, quando, em outubro de 1939, havia querido consagrar pessoalmente 12 bispos de países de missão, entre os quais havia um indiano, um chinês, um japonês, o primeiro bispo africano e o primeiro bispo de Madagascar. Uma das suas constantes preocupações pastorais foi, por último, a promoção do papel dos leigos, para que a comunidade eclesial pudesse aproveitar todos os recursos e energias disponíveis. Também por este motivo a Igreja e o mundo lhe agradecem.
Queridos irmãos e irmãs, enquanto rezamos para que prossiga felizmente a causa da beatificação do servo de Deus Pio XII, é bom recordar que a santidade foi o seu ideal, ideal que ele propôs a todos. Por isso, impulsionou as causas de beatificação e de canonização de pessoas pertencentes a povos diversos, representantes de todos os estados de vida, funções e profissões, reservando um grande espaço às mulheres. E foi precisamente a Maria, a Mulher da Salvação, que ele indicou como sinal de esperança segura para a humanidade quando proclamou o dogma da Assunção durante o Ano Santo de 1950. Neste nosso mundo, como também naquele momento, repleto de preocupações e angústias pelo seu futuro; neste mundo, onde, talvez mais do que então, o afastamento de muitos da verdade e da virtude deixa entrever cenários privados de esperança, Pio XII nos convida a dirigir nosso olhar a Maria, em sua assunção à glória celeste. Convida-nos a invocá-la com confiança, para que nos faça apreciar cada vez mais o valor da vida na terra e nos ajude a dirigir o olhar à meta verdadeira à qual todos nós estamos destinados: essa vida eterna que, como assegura Jesus, já possui quem escuta e segue a sua palavra. Amém!
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SCHÉMA INDIQUANT L'ENDROIT DE LA COLONNE VERTÉBRALE OÙ SE PRATIQUE L'ÉPIDURALE
Analgesia Epidural? Sim...Ou não ?
Por uma leitora do « SOL »
Como estão "carecas" de saber, fui mãe de novo recentemente.
Quando tive a Inês, a primogénita, nada de epidural.Cá em Leiria não deviam saber o que isso era!Passei por tudo sem um "ai" e garanto-vos que não foi pêra doce.Contracção atrás de contração, as horas a passar e a bebé nada de querer dar a cara.Rasguei, fizeram-me a episiotomia.No fim de tudo estive cerca de 45 minutos a ser cosida, pontos internos e externos pareciam uma manta de retalhos...
Quando perdi a Catarina perguntaram-me se queria a epidural.Estava em Coimbra.Lá a epidural é uma realidade há que tempos.Nem hesitei: se a bebé estava já sem vida, porque haveria eu de sofrer ainda mais?
Desta vez, para ter os gémeos epidural para cá!Nada de sentir contracções, nada de sentir absolutamente nada.Enganei-me redondamente: senti sim, uma enorme dor no pescoço que subiu até à cabeça de tal forma que nem conseguia abrir os olhos.Chamei a anestesista e contei-lhe o que se estava a passar."É o catéter que provavelmente lhe está a fazer isso.Depois, quando marcar a consulta de revisão do parto, marque uma de anestesia para ver se está tudo bem".
Depois de os meninos nascerem, o meu pescoço parecia uma tábua e a dor de cabeça continuava, embora de menor intensidade.Aconselharam-me a beber um café que ajudava.Assim o fiz e amainou.
Na consulta de anestesia, a médica que me atendeu parecia não entender o porquê de eu estar ali.Se calhar, só se tivesse ficado sem andar é que achava valer a pena!Nem cinco minutos estive na consulta e mandou-me para casa.Graças a Deus que não aconteceu nada de grave, mas aquela dor de cabeça tão aguda e repentina que de vez em quando cá anda, coincidência ou não, fez-me pensar: é assim tão segura a epidural?
Poderão dizer-me: "Só não sei quantos casos em tantos correm mal".Porém, também não é toda a gente que fica com restos de placenta no útero depois de um parto e aconteceu-me no parto da Inês, o que me valeram imensos problemas... Não é toda a gente que perde um bebé às 31 semanas e aconteceu-me a mim... Azar, atrás de azar, desta vez tive sorte!
COMENTARIO
A analgesia epidural, designa-se assim porque é administrada no espaço epidural, localizado na coluna lombar. Esta anestesia também pode ser designada por loco-regional, porque não entra na corrente sanguínea, anestesiando somente a região abaixo da cintura, não passando assim para o feto.
Uma mulher com epidural não tem sensibilidade dolorosa, no entanto mantém a sensibilidade táctil, tendo por isso capacidade de colaborar no trabalho de parto como as que não têm esta analgesia.
A aplicação desta analgesia não é dolorosa, pois é feita durante uma contracção.
Os efeitos secundários desta anestesia são a possibilidade de diminuição brusca e acentuada da pressão arterial ou hemorragias locais, para o espaço epidural.
No caso do trabalho de parto, é muito importante a monitorização da pressão arterial para evitar a descida brusca dos valores da pressão arterial que poderão comprometer o feto. No entanto a sua equipa de saúde estará a vigiar todos estes sinais durante o seu parto, de forma a actuar rapidamente se alguma alteração ocorrer.
In Enfermeiro On-Line
Por uma leitora do « SOL »
Como estão "carecas" de saber, fui mãe de novo recentemente.
Quando tive a Inês, a primogénita, nada de epidural.Cá em Leiria não deviam saber o que isso era!Passei por tudo sem um "ai" e garanto-vos que não foi pêra doce.Contracção atrás de contração, as horas a passar e a bebé nada de querer dar a cara.Rasguei, fizeram-me a episiotomia.No fim de tudo estive cerca de 45 minutos a ser cosida, pontos internos e externos pareciam uma manta de retalhos...
Quando perdi a Catarina perguntaram-me se queria a epidural.Estava em Coimbra.Lá a epidural é uma realidade há que tempos.Nem hesitei: se a bebé estava já sem vida, porque haveria eu de sofrer ainda mais?
Desta vez, para ter os gémeos epidural para cá!Nada de sentir contracções, nada de sentir absolutamente nada.Enganei-me redondamente: senti sim, uma enorme dor no pescoço que subiu até à cabeça de tal forma que nem conseguia abrir os olhos.Chamei a anestesista e contei-lhe o que se estava a passar."É o catéter que provavelmente lhe está a fazer isso.Depois, quando marcar a consulta de revisão do parto, marque uma de anestesia para ver se está tudo bem".
Depois de os meninos nascerem, o meu pescoço parecia uma tábua e a dor de cabeça continuava, embora de menor intensidade.Aconselharam-me a beber um café que ajudava.Assim o fiz e amainou.
Na consulta de anestesia, a médica que me atendeu parecia não entender o porquê de eu estar ali.Se calhar, só se tivesse ficado sem andar é que achava valer a pena!Nem cinco minutos estive na consulta e mandou-me para casa.Graças a Deus que não aconteceu nada de grave, mas aquela dor de cabeça tão aguda e repentina que de vez em quando cá anda, coincidência ou não, fez-me pensar: é assim tão segura a epidural?
Poderão dizer-me: "Só não sei quantos casos em tantos correm mal".Porém, também não é toda a gente que fica com restos de placenta no útero depois de um parto e aconteceu-me no parto da Inês, o que me valeram imensos problemas... Não é toda a gente que perde um bebé às 31 semanas e aconteceu-me a mim... Azar, atrás de azar, desta vez tive sorte!
COMENTARIO
A analgesia epidural, designa-se assim porque é administrada no espaço epidural, localizado na coluna lombar. Esta anestesia também pode ser designada por loco-regional, porque não entra na corrente sanguínea, anestesiando somente a região abaixo da cintura, não passando assim para o feto.
Uma mulher com epidural não tem sensibilidade dolorosa, no entanto mantém a sensibilidade táctil, tendo por isso capacidade de colaborar no trabalho de parto como as que não têm esta analgesia.
A aplicação desta analgesia não é dolorosa, pois é feita durante uma contracção.
Os efeitos secundários desta anestesia são a possibilidade de diminuição brusca e acentuada da pressão arterial ou hemorragias locais, para o espaço epidural.
No caso do trabalho de parto, é muito importante a monitorização da pressão arterial para evitar a descida brusca dos valores da pressão arterial que poderão comprometer o feto. No entanto a sua equipa de saúde estará a vigiar todos estes sinais durante o seu parto, de forma a actuar rapidamente se alguma alteração ocorrer.
In Enfermeiro On-Line
RELIGION
VENDREDI 10 OCTOBRE 2008 : LA 'SIGNALISATION' POUR LIRE LA BIBLE - PIE XII ET LES JUIFS
10/10/2008
PROGRAMME :
- DE MÊME QUE L'ON A BESOIN DE PLAQUES DE SIGNALISATION SUR LES ROUTES, DE MÊME ON EN A BESOIN POUR LIRE LA BIBLE : RÉFLEXION DE L'ÉVÊQUE DE VILA REAL.
- PIE XII ET LES JUIFS : PIE XII FUT UN GRAND PAPE, MAIS SON MALHEUR A ÉTÉ DE L'ÊTRE PENDANT LE SECONDE GUERRE MONDIALE : LE JUIFS LUI REPROCHENT DE NE PAS LES AVOIR SUFFISAMMENT DÉFENDUS CONTRE LE NAZISME. CE QUI A ÉTÉ L'OBJET D'UNE REMARQUE ACERBE DE LA PART DU RABBIN INVITÉ AU SYNODE DE ROME SUR LA "PAROLE DE DIEU"... OR, PIE XII A FAIT POUR LES JUIFS BIEN PLUS QUE CE QU'ON EN A SU À LÉPOQUE , ET QUI NE POUVAIT SE DIRE À HAUTE VOIX...
PANNEAUX DE SIGNALISATION
O ANO PAULINO : SINALIZAÇAO
1. O forasteiro que viaje pelos nossos montes, altos e distantes, a caminho de povoações isoladas no Baixo Barroso, no Alvão, em Mondim de Basto, no Alto Tâmega, em Valpaços e no Douro, e mesmo em aldeias com cruzamentos de todo o género, sentiu já a necessidade vital de placas de sinalização. Sem elas, anda-se perdido por becos sem saída ou a rodopiar sem êxito dentro do mesmo espaço.
Algo análogo acontece a quem se aventura a ler textos de especial densidade literária e científi ca ou a contemplar obras de pintura moderna. Quem não se interrogou já sobre a leitura culta de Os Lusíadas de Luís de Camões, do D. Quixote de Cervantes, da Guernica de Picasso e até dos Vitrais da nossa Sé e de outras obras de arte não figurativa?
É isso que, de algum modo, também acontece a quem começa a ler a Bíblia sem possuir a mínima “sinalização”. Esta começa pelo entendimento da palavra Bíblia, um singular em português mas originariamente um plural, uma soma de livros, escritos em épocas muito diferentes ao longo de dez séculos. Esses livros são, por isso, chamados «Escrituras Sagradas», uns em tom heróico, outros em estilo lírico e poético, outros em forma de crónica ou de reflexão, e sobre temas que, aparentemente, parece nada terem em comum. A pergunta que se faz é saber como descobrir o sentido específico de cada um dos livros da Bíblia e saber se haverá um fio condutor comum a todos eles. E como descobrir esse fio geral? Perguntando de outro modo: Como descobrir a mensagem revelada?
Aqui vão algumas pistas ou sinalização.
2. Cada um dos 73 pequenos livros da Bíblia tem um primeiro sentido interno. Com alguma frequência as pessoas esperam dos textos religiosos unicamente um apelo ao bom comportamento, aos sentimentos de compaixão, sem força dirigida à inteligência, às ideias. Daí resulta uma religiosidade amolecida, invertebrada. Tudo isso acontece por não se buscar o sentido do texto. Esse sentido consta geralmente do título e capta-se pela história, pela geografia e pelo domínio da cultura antiga, pelo conhecimento do ambiente em que foi escrito, como acontece com qualquer outro texto literário, e pela leitura integral de cada texto, não se fi xando em frases isoladas.
O sentido religioso mais profundo, revelado, ultrapassa esse primeiro sentido radicado na geografia local, pois a Bíblia dirige-se a todas as épocas, para além da geografia e da história local. E como a Bíblia tem um só autor divino e há nela um dinamismo interno convergente, deve fazer-se a comparação do texto de um livro com os outros livros da Bíblia, escritos em épocas diferentes e em contextos distintos. É por isso que, apesar de ser constituída por textos muitos diferentes ou «Sagradas Escrituras», a Bíblia pode chamar-se a Sagrada Escritura, no singular.
A mensagem vai-se clareando de texto para texto, progride, sem nunca ser contraditória.
A mensagem central que percorre toda a Bíblia é o amor de Deus ao mundo, o noivado de que já falei noutros textos sobre o Ano Paulino, expresso no diálogo de Deus com o antigo Povo de Israel e consumado em Jesus Cristo, a flor de toda a revelação e a chave que abre a história bíblica. Assim fez Jesus nos anos da sua vida apostólica fazendo convergir para ele os actos de Moisés ou relacionando a pregação dos Profetas com a sua.
É exemplar o diálogo travado com os discípulos de Emaús na tarde do dia da Ressurreição: «Começando por Moisés e por todos os Profetas, interpretou-lhes em todas as Escrituras o que a Ele se refere» (Lc 24, 27).
Paulo usou esse esquema «longitudinal» sempre que se dirigia a ouvintes judeus, lembrando-lhes a história hebraica antiga e encaminhando-a para Jesus Ressuscitado.
Finalmente, para que a leitura bíblica não fique no passado mas ilumine a nossa vida presente, é preciso comparar o facto narrado no texto com os factos da vida actual
da pessoa e da comunidade: o que pode isto dizer-nos a nós, hoje? Esse confronto é exigente mas essencial para se ultrapassar o historicismo e arqueologismo literários, fazendo da Bíblia um repositório de etnografia dos povos antigos do Médio Oriente.
Este confronto não é um mero exercício de aplicação moralista, mas um exercício legítimo institucional, pois Jesus ressuscitado, o Verbo de Deus feito homem, acompanha, pela acção do Espírito Santo, o leitor piedoso de todos os tempos.
Em síntese, a leitura da Bíblia deve começar-se pelos Evangelhos,
onde a figura de Jesus brilha em plenitude e alumia todo o percurso bíblico. Depois, em forma «transversal», avança-se para os outros textos bíblicos, anteriores e posteriores, do Génesis ao Apocalipse e do Apocalipse ao Génesis. A Bíblia é uma ponte de 73 arcos que se estende por todos os séculos. Faça o leitor um exercício, abra a sua Bíblia, e exercite-se no estudo de alguns temas centrais que a atravessam: a Mulher (Mt 1, 23, Lc 1, 26-45; Jo 2, 1-4, 19, 25-26; Gen 3, 15; Is 7, 14; o Cordeiro (Lc 22, 7; Jo 1, 36; Gen 22, 8, 13; Êx 12, 5; Is 53, 7; Ap 5, 6; 14, 2); a Árvore e o Jardim (Jo 19, 41; Gen 2, 9; Prov 3, 18; Ap 2, 7; 22).
Torna-se claro que Maria faz parte do mistério da salvação, intimamente unida ao mistério de Jesus, a nova Eva ao lado do novo Adão; que Cristo é o novo Cordeiro, o Cordeiro da nova Aliança enviado pelo Pai como aconteceu em Isaac; que a Árvore da Vida é a Cruz que floriu no Calvário, como se canta em Sexta-feira Santa; e que o Calvário é o novo «jardim» do «novo Adão».
D. Joaquim Gonçalves
Bispo de Vila Real
In A Voz de Trás-os-Montes, de 02.09.2008
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1. O forasteiro que viaje pelos nossos montes, altos e distantes, a caminho de povoações isoladas no Baixo Barroso, no Alvão, em Mondim de Basto, no Alto Tâmega, em Valpaços e no Douro, e mesmo em aldeias com cruzamentos de todo o género, sentiu já a necessidade vital de placas de sinalização. Sem elas, anda-se perdido por becos sem saída ou a rodopiar sem êxito dentro do mesmo espaço.
Algo análogo acontece a quem se aventura a ler textos de especial densidade literária e científi ca ou a contemplar obras de pintura moderna. Quem não se interrogou já sobre a leitura culta de Os Lusíadas de Luís de Camões, do D. Quixote de Cervantes, da Guernica de Picasso e até dos Vitrais da nossa Sé e de outras obras de arte não figurativa?
É isso que, de algum modo, também acontece a quem começa a ler a Bíblia sem possuir a mínima “sinalização”. Esta começa pelo entendimento da palavra Bíblia, um singular em português mas originariamente um plural, uma soma de livros, escritos em épocas muito diferentes ao longo de dez séculos. Esses livros são, por isso, chamados «Escrituras Sagradas», uns em tom heróico, outros em estilo lírico e poético, outros em forma de crónica ou de reflexão, e sobre temas que, aparentemente, parece nada terem em comum. A pergunta que se faz é saber como descobrir o sentido específico de cada um dos livros da Bíblia e saber se haverá um fio condutor comum a todos eles. E como descobrir esse fio geral? Perguntando de outro modo: Como descobrir a mensagem revelada?
Aqui vão algumas pistas ou sinalização.
2. Cada um dos 73 pequenos livros da Bíblia tem um primeiro sentido interno. Com alguma frequência as pessoas esperam dos textos religiosos unicamente um apelo ao bom comportamento, aos sentimentos de compaixão, sem força dirigida à inteligência, às ideias. Daí resulta uma religiosidade amolecida, invertebrada. Tudo isso acontece por não se buscar o sentido do texto. Esse sentido consta geralmente do título e capta-se pela história, pela geografia e pelo domínio da cultura antiga, pelo conhecimento do ambiente em que foi escrito, como acontece com qualquer outro texto literário, e pela leitura integral de cada texto, não se fi xando em frases isoladas.
O sentido religioso mais profundo, revelado, ultrapassa esse primeiro sentido radicado na geografia local, pois a Bíblia dirige-se a todas as épocas, para além da geografia e da história local. E como a Bíblia tem um só autor divino e há nela um dinamismo interno convergente, deve fazer-se a comparação do texto de um livro com os outros livros da Bíblia, escritos em épocas diferentes e em contextos distintos. É por isso que, apesar de ser constituída por textos muitos diferentes ou «Sagradas Escrituras», a Bíblia pode chamar-se a Sagrada Escritura, no singular.
A mensagem vai-se clareando de texto para texto, progride, sem nunca ser contraditória.
A mensagem central que percorre toda a Bíblia é o amor de Deus ao mundo, o noivado de que já falei noutros textos sobre o Ano Paulino, expresso no diálogo de Deus com o antigo Povo de Israel e consumado em Jesus Cristo, a flor de toda a revelação e a chave que abre a história bíblica. Assim fez Jesus nos anos da sua vida apostólica fazendo convergir para ele os actos de Moisés ou relacionando a pregação dos Profetas com a sua.
É exemplar o diálogo travado com os discípulos de Emaús na tarde do dia da Ressurreição: «Começando por Moisés e por todos os Profetas, interpretou-lhes em todas as Escrituras o que a Ele se refere» (Lc 24, 27).
Paulo usou esse esquema «longitudinal» sempre que se dirigia a ouvintes judeus, lembrando-lhes a história hebraica antiga e encaminhando-a para Jesus Ressuscitado.
Finalmente, para que a leitura bíblica não fique no passado mas ilumine a nossa vida presente, é preciso comparar o facto narrado no texto com os factos da vida actual
da pessoa e da comunidade: o que pode isto dizer-nos a nós, hoje? Esse confronto é exigente mas essencial para se ultrapassar o historicismo e arqueologismo literários, fazendo da Bíblia um repositório de etnografia dos povos antigos do Médio Oriente.
Este confronto não é um mero exercício de aplicação moralista, mas um exercício legítimo institucional, pois Jesus ressuscitado, o Verbo de Deus feito homem, acompanha, pela acção do Espírito Santo, o leitor piedoso de todos os tempos.
Em síntese, a leitura da Bíblia deve começar-se pelos Evangelhos,
onde a figura de Jesus brilha em plenitude e alumia todo o percurso bíblico. Depois, em forma «transversal», avança-se para os outros textos bíblicos, anteriores e posteriores, do Génesis ao Apocalipse e do Apocalipse ao Génesis. A Bíblia é uma ponte de 73 arcos que se estende por todos os séculos. Faça o leitor um exercício, abra a sua Bíblia, e exercite-se no estudo de alguns temas centrais que a atravessam: a Mulher (Mt 1, 23, Lc 1, 26-45; Jo 2, 1-4, 19, 25-26; Gen 3, 15; Is 7, 14; o Cordeiro (Lc 22, 7; Jo 1, 36; Gen 22, 8, 13; Êx 12, 5; Is 53, 7; Ap 5, 6; 14, 2); a Árvore e o Jardim (Jo 19, 41; Gen 2, 9; Prov 3, 18; Ap 2, 7; 22).
Torna-se claro que Maria faz parte do mistério da salvação, intimamente unida ao mistério de Jesus, a nova Eva ao lado do novo Adão; que Cristo é o novo Cordeiro, o Cordeiro da nova Aliança enviado pelo Pai como aconteceu em Isaac; que a Árvore da Vida é a Cruz que floriu no Calvário, como se canta em Sexta-feira Santa; e que o Calvário é o novo «jardim» do «novo Adão».
D. Joaquim Gonçalves
Bispo de Vila Real
In A Voz de Trás-os-Montes, de 02.09.2008
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LE PAPE PIE XII
PIO XII E OS JUDEUS
Nas trevas de uma Europa dominada pelo Nazismo, foram muitos aqueles que colocaram em perigo a sua vida e das suas famílias para salvar os judeus perseguidos e discriminados pelas leis raciais estabelecidas pelo regime de Hitler.
Nas trevas de uma Europa dominada pelo Nazismo, foram muitos aqueles que colocaram em perigo a sua vida e das suas famílias para salvar os judeus perseguidos e discriminados pelas leis raciais estabelecidas pelo regime de Hitler. O Yad Vashem, museu e arquivo do Holocausto em Jerusalém, recorda todos aqueles homens e mulheres que resgataram da morte tantos judeus e os honra com o titulo de “Justos de Israel”.Para a comunidade judaica de Roma, o dia 16 de outubro de 1943 foi um dia especialmente doloroso. Mais de mil judeus romanos foram deportados. Em toda a Europa se repetiam operações semelhantes.As autoridades alemãs haviam prometido respeitá-los em troca da entrega de 50 quilos de ouro. Num grande gesto de solidariedade, toda a cidade colaborou para obter a quantidade necessária.Mas a promessa de segurança não foi mantida e os judeus foram obrigados a se esconder para tentar escapar de uma morte certa. A ação do Papa Pio XII foi fundamental naqueles momentos difíceis.Ajudar os judeus significava colocar-se em um grave e real perigo.Todos os documentos que tínhamos as carteiras de identidade… tinham escrito na capa: “raça judia”.Tínhamos perdido todos os direitos civis. Não podíamos fazer nada. Não tínhamos nem mesmo cartões para a alimentação. Com base em todas essas leis, que não nos permitiam fazer nada, eu fui expulso da escola. Foi expulso o diretor daquela escola, porque era judeu, quem trabalhava em banco, cartorário, advogado, médico... O médico só podia cuidar dos judeus.São pessoas que responderam a um chamado da sua consciência.Agiram para salvar os judeus, em um momento no qual não se sabia qual seria o êxito da guerra, e, portanto como um ato totalmente desinteressado.O dia 16 de outubro teve uma manhã tremenda. Vejo ainda hoje aquela cena. Levam todos embora de caminhão, foi um grande arrastão, entravam nas casas e levavam embora toda a família: mulheres, anciãos, crianças e doentes.… Pedem 50 quilos de ouro à comunidade judaica. Porém era impossível reunir 50 quilos de ouro nas poucas horas que tínhamos. Sem fazer propaganda com ninguém, a cidade de Roma colaborou em todos os modos que pode: com dentes de ouro – porque antigamente se usava dentes de ouro – com um anel, com aquilo que tinham... Foram recolhidos 50 quilos de ouro.Os documentos dos serviços secretos norte-americanos nos dizem também o motivo pelo qual Hitler odiava o Papa: porque estava escondendo os judeus. Pois dava ordens aos conventos, aos santuários e escondendo-os também no Vaticano. Aqui em Roma abriram as portas todos os conventos.O Vaticano estava cheio. Tinha gente que dormia até nos corredores.Este sou eu. Eu sou Claudio Della Sera, nasci no dia 31 de julho de 1931, sou de religião hebraica. Fui salvado no tempo dos alemães pelos Frades Maristas dos Colégio de São Leão Magno. Nos conventos estávamos tranqüilos. A ajuda que nós recebemos judeus italianos ou estrangeiros que estávamos aqui, foi excepcional. Em Assis tínhamos quase 6.000-7.000 refugiados de guerra da Itália meridional. Entre esses refugiados foi fácil esconder algumas centenas de judeus.Muitas vidas foram salvas. No dia 15 de maio de 45 fui preso. Encontrei a polícia na minha porta.Os alemães entraram dentro e deportaram deste convento 33 mulheres, entre as quais também a minha mãe. Entende? A Madre Superiora Irmã Sor Ester Busnelli foi presa porque fez algo que não devia fazer. Levaram-me para um campo de concentração em Perugia.É preciso entender o perigo que existia. O perigo que correu Pio XII salvando 8 mil pessoas.
Nas trevas de uma Europa dominada pelo Nazismo, foram muitos aqueles que colocaram em perigo a sua vida e das suas famílias para salvar os judeus perseguidos e discriminados pelas leis raciais estabelecidas pelo regime de Hitler.
Nas trevas de uma Europa dominada pelo Nazismo, foram muitos aqueles que colocaram em perigo a sua vida e das suas famílias para salvar os judeus perseguidos e discriminados pelas leis raciais estabelecidas pelo regime de Hitler. O Yad Vashem, museu e arquivo do Holocausto em Jerusalém, recorda todos aqueles homens e mulheres que resgataram da morte tantos judeus e os honra com o titulo de “Justos de Israel”.Para a comunidade judaica de Roma, o dia 16 de outubro de 1943 foi um dia especialmente doloroso. Mais de mil judeus romanos foram deportados. Em toda a Europa se repetiam operações semelhantes.As autoridades alemãs haviam prometido respeitá-los em troca da entrega de 50 quilos de ouro. Num grande gesto de solidariedade, toda a cidade colaborou para obter a quantidade necessária.Mas a promessa de segurança não foi mantida e os judeus foram obrigados a se esconder para tentar escapar de uma morte certa. A ação do Papa Pio XII foi fundamental naqueles momentos difíceis.Ajudar os judeus significava colocar-se em um grave e real perigo.Todos os documentos que tínhamos as carteiras de identidade… tinham escrito na capa: “raça judia”.Tínhamos perdido todos os direitos civis. Não podíamos fazer nada. Não tínhamos nem mesmo cartões para a alimentação. Com base em todas essas leis, que não nos permitiam fazer nada, eu fui expulso da escola. Foi expulso o diretor daquela escola, porque era judeu, quem trabalhava em banco, cartorário, advogado, médico... O médico só podia cuidar dos judeus.São pessoas que responderam a um chamado da sua consciência.Agiram para salvar os judeus, em um momento no qual não se sabia qual seria o êxito da guerra, e, portanto como um ato totalmente desinteressado.O dia 16 de outubro teve uma manhã tremenda. Vejo ainda hoje aquela cena. Levam todos embora de caminhão, foi um grande arrastão, entravam nas casas e levavam embora toda a família: mulheres, anciãos, crianças e doentes.… Pedem 50 quilos de ouro à comunidade judaica. Porém era impossível reunir 50 quilos de ouro nas poucas horas que tínhamos. Sem fazer propaganda com ninguém, a cidade de Roma colaborou em todos os modos que pode: com dentes de ouro – porque antigamente se usava dentes de ouro – com um anel, com aquilo que tinham... Foram recolhidos 50 quilos de ouro.Os documentos dos serviços secretos norte-americanos nos dizem também o motivo pelo qual Hitler odiava o Papa: porque estava escondendo os judeus. Pois dava ordens aos conventos, aos santuários e escondendo-os também no Vaticano. Aqui em Roma abriram as portas todos os conventos.O Vaticano estava cheio. Tinha gente que dormia até nos corredores.Este sou eu. Eu sou Claudio Della Sera, nasci no dia 31 de julho de 1931, sou de religião hebraica. Fui salvado no tempo dos alemães pelos Frades Maristas dos Colégio de São Leão Magno. Nos conventos estávamos tranqüilos. A ajuda que nós recebemos judeus italianos ou estrangeiros que estávamos aqui, foi excepcional. Em Assis tínhamos quase 6.000-7.000 refugiados de guerra da Itália meridional. Entre esses refugiados foi fácil esconder algumas centenas de judeus.Muitas vidas foram salvas. No dia 15 de maio de 45 fui preso. Encontrei a polícia na minha porta.Os alemães entraram dentro e deportaram deste convento 33 mulheres, entre as quais também a minha mãe. Entende? A Madre Superiora Irmã Sor Ester Busnelli foi presa porque fez algo que não devia fazer. Levaram-me para um campo de concentração em Perugia.É preciso entender o perigo que existia. O perigo que correu Pio XII salvando 8 mil pessoas.
QUESTIONS ACTUELLES
JEUDI 09 OCTOBRE 2008 : CARTES POSTALES ANCIENNES DU PORTUGAL
09/10/2008
PROGRAMME :
- CARTES POSTALES ANCIENNES DU PORTUGAL = UN BLOG PASSIONNANT PRÉSENTÉ AUJOURD'HUI DANS "LUSOJORNAL" ( VOIR NOTRE LISTE DE LIENS (COLONNE DE GAUCHE)
- EN MARGE DU SYNODE : COMME VOUS LE SAVEZ, UN SYNODE SE TIENT À ROME PENDANT 3 SEMAINES , RÉUNISSANT DES ÉVÊQUES DU MONDE ENTIER, POUR RÉFLÉCHIR SUR "LA PAROLE DE DIEU"... MAIS CES ÉMINENTS PERSONNAGES ONT BESOIN DE SE DÉTENDRE ENTRE DES CONFÉRENCES ARDUES... ILS SE RENCONTRENT ALORS DANS UN "ESPACE-CAFETERIA" OÙ IL SE PASSE BEAUCOUP DE CHOSES... UN COUP D'OEIL SUR CES COULISSESI
ÉVORA : Praça do Geraldo (exemple des cartes postales anciennes du Blog présenté ci-dessous
Blog créé par le luso-descendant Hugo de Oliveira
Les cartes postales du Portugal sur internet
Si vous souhaitez plonger au coeur du Portugal pour en connaître ses racines, ses traditions, son histoire vous pourrez, si vous le désirez, le faire de façon virtuelle par l’intermédiaire de magnifiques cartes postales anciennes sur le blog: ‘Portugal em postais antigos’ visible sur lien suivant www.postaisportugal.canalblog.com.
Ce blog créé depuis maintenant trois ans par Hugo de Oliveira, un luso-descendant de 35 ans, vous emporte à la découverte du Portugal des années 1885 à 1960. Fils de mère française et de père portugais originaire de Montemor-o-Novo dans la région de l’Alentejo, Hugo de Oliveira a vu le jour à Nantes en juillet 1973.
Ce jeune employé de commerce est un passionné avant tout. Son blog créé en août 2005 a déjà eu la visite de près de 109.000 visiteurs et plus de 789.000 pages consultées, soit une moyenne d'environ 100 visiteurs par jour.
Sa passion commence vers l’âge de 10 ans par les collections de timbres, de monnaies, de billets et enfin de cartes postales en général. A l'âge adulte, il se spécialise dans les collections sur le Portugal. Ses origines, sa passion, combiné à son intérêt pour le passé (il est d'ailleurs sociétaire du Musée de Montemor-o-Novo) l'ont naturellement poussé vers la création de ce blog, que l'on pourrait qualifier de bibliothèque virtuelle/digitale. «Ce qui me pousse avant tout à collectionner les cartes postales sur le Portugal c’est le désir de connaître mes origines» explique Hugo de Oliveira au LusoJornal.
Aujourd’hui, sous forme de diaporama ou d’albums photos, son blog compte environ 1.500 images du passé du Portugal réparties dans 28 albums photos. «Et il me reste encore une centaine de cartes à mettre en ligne» affirme Hugo. «Toutes ces cartes postales sont ma propriété et font parties de mes collections que j’ai achetées de différentes manières au fil des années» déclare Hugo.
Toutes ses cartes ont été achetées soit sur internet et notamment sur le site Delcampe.fr (site dédié aux collections avec près de 20.000 cartes postales en ligne sur le Portugal), soit lors de videgreniers, de foire à la brocante, ou dans des magasins spécialisés dans les collections et enfin, au Portugal.
Sur son blog «www.postaisportugal.canalblog.com», vous trouverez, entre autre, des albums de cartes postales sur les anciennes colonies, sur les costumes anciens, sur les différents districts tels que: Aveiro, Beja, Braga, Bragança, Castelo Branco, Coimbra, Évora, Santarém, Portalegre, Leiria, Guarda, Lisboa, Vila Real, etc, des «bilhetes postais», des photos des années 1900, toutes aussi magnifiques les unes que les autres.
La passion pour les cartes postales anciennes ayant beaucoup grandi ces dernières années, vous trouverez également sur le blog différents liens vers d’autres sites de cartes anciennes sur le Portugal ainsi que vers des sites où l’on peut acheter d’anciennes cartes postales. Le prix d’une carte postale ancienne varie selon son contenu (costumes, paysages, vue générale, etc.) et peut aller de 1 euro à une dizaine d’euros, voire même plus.
Ces derniers temps, notre jeune bloggeur s’est essentiellement intéressé aux cartes postales de Montemor-o-Novo et également aux cartes des costumes traditionnels de la région de l’Alentejo
(www.traje-antigo-alentejo.blogspot.com) région d’origine de son père. D'ailleurs, il en possède une cinquantaine, des années 1910 à 1980 et ne rejetterait pas la possibilité, si celle-ci se présentait, de publication d’un livre. Avis aux éditeurs!
Son plus grand désir serait avant tout de créer un vrai site sur les cartes postales anciennes du Portugal où tous les albums seraient bien classés avec une page pour chaque thème. «Mais pour cela il faut du temps et quelques connaissances en informatique» affirme Hugo de Oliveira au LusoJornal. Mais il promet de s’y mettre très rapidement.
Eunice Martins (in LusoJornal, n° 182)
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Les cartes postales du Portugal sur internet
Si vous souhaitez plonger au coeur du Portugal pour en connaître ses racines, ses traditions, son histoire vous pourrez, si vous le désirez, le faire de façon virtuelle par l’intermédiaire de magnifiques cartes postales anciennes sur le blog: ‘Portugal em postais antigos’ visible sur lien suivant www.postaisportugal.canalblog.com.
Ce blog créé depuis maintenant trois ans par Hugo de Oliveira, un luso-descendant de 35 ans, vous emporte à la découverte du Portugal des années 1885 à 1960. Fils de mère française et de père portugais originaire de Montemor-o-Novo dans la région de l’Alentejo, Hugo de Oliveira a vu le jour à Nantes en juillet 1973.
Ce jeune employé de commerce est un passionné avant tout. Son blog créé en août 2005 a déjà eu la visite de près de 109.000 visiteurs et plus de 789.000 pages consultées, soit une moyenne d'environ 100 visiteurs par jour.
Sa passion commence vers l’âge de 10 ans par les collections de timbres, de monnaies, de billets et enfin de cartes postales en général. A l'âge adulte, il se spécialise dans les collections sur le Portugal. Ses origines, sa passion, combiné à son intérêt pour le passé (il est d'ailleurs sociétaire du Musée de Montemor-o-Novo) l'ont naturellement poussé vers la création de ce blog, que l'on pourrait qualifier de bibliothèque virtuelle/digitale. «Ce qui me pousse avant tout à collectionner les cartes postales sur le Portugal c’est le désir de connaître mes origines» explique Hugo de Oliveira au LusoJornal.
Aujourd’hui, sous forme de diaporama ou d’albums photos, son blog compte environ 1.500 images du passé du Portugal réparties dans 28 albums photos. «Et il me reste encore une centaine de cartes à mettre en ligne» affirme Hugo. «Toutes ces cartes postales sont ma propriété et font parties de mes collections que j’ai achetées de différentes manières au fil des années» déclare Hugo.
Toutes ses cartes ont été achetées soit sur internet et notamment sur le site Delcampe.fr (site dédié aux collections avec près de 20.000 cartes postales en ligne sur le Portugal), soit lors de videgreniers, de foire à la brocante, ou dans des magasins spécialisés dans les collections et enfin, au Portugal.
Sur son blog «www.postaisportugal.canalblog.com», vous trouverez, entre autre, des albums de cartes postales sur les anciennes colonies, sur les costumes anciens, sur les différents districts tels que: Aveiro, Beja, Braga, Bragança, Castelo Branco, Coimbra, Évora, Santarém, Portalegre, Leiria, Guarda, Lisboa, Vila Real, etc, des «bilhetes postais», des photos des années 1900, toutes aussi magnifiques les unes que les autres.
La passion pour les cartes postales anciennes ayant beaucoup grandi ces dernières années, vous trouverez également sur le blog différents liens vers d’autres sites de cartes anciennes sur le Portugal ainsi que vers des sites où l’on peut acheter d’anciennes cartes postales. Le prix d’une carte postale ancienne varie selon son contenu (costumes, paysages, vue générale, etc.) et peut aller de 1 euro à une dizaine d’euros, voire même plus.
Ces derniers temps, notre jeune bloggeur s’est essentiellement intéressé aux cartes postales de Montemor-o-Novo et également aux cartes des costumes traditionnels de la région de l’Alentejo
(www.traje-antigo-alentejo.blogspot.com) région d’origine de son père. D'ailleurs, il en possède une cinquantaine, des années 1910 à 1980 et ne rejetterait pas la possibilité, si celle-ci se présentait, de publication d’un livre. Avis aux éditeurs!
Son plus grand désir serait avant tout de créer un vrai site sur les cartes postales anciennes du Portugal où tous les albums seraient bien classés avec une page pour chaque thème. «Mais pour cela il faut du temps et quelques connaissances en informatique» affirme Hugo de Oliveira au LusoJornal. Mais il promet de s’y mettre très rapidement.
Eunice Martins (in LusoJornal, n° 182)
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Les pauses café du synode…
ROME, Mercredi 8 octobre 2008 (ZENIT.org) - Nous publions ci-dessous une réflexion du P. Thomas Rosica, attaché de presse pour la langue anglaise pour le synode des évêques sur la Parole de Dieu.
* * *
J'ai toujours été fasciné d'entendre ce qui se passait lors des rencontres informelles en dehors des sessions générales du Concile Vatican II entre 1961 et 1965. Le défunt cardinal George Flahiff, c.s.b., ancien supérieur général de ma communauté, la Congrégation de Saint- Basile, et archevêque émérite de Winnipeg, m'a raconté que si les séances générales du Concile dans la Basilique Saint-Pierre accueillaient les discours les plus importants et les séances de vote, les événements les plus intéressants avaient en fait lieu pendant les petites réunions de groupe et les pauses café ! Ceci est compréhensible, d'autant plus qu'il y avait plus de 2500 pères conciliaires présents dans la Basilique pour les sessions plénières et que la disposition des chaises ne permettait pas des discussions ouvertes ni des échanges fraternels.
La salle du synode au Vatican n'est certainement pas la Basilique St Pierre et si sa structure est certes formelle - du fait d'accueillir quotidiennement cardinaux, patriarches, archevêques, évêques, experts, délégués fraternels, auditeurs et représentants de la presse - l'ambiance est toutefois informelle et amicale. Le pape Benoît XVI, entouré des trois présidents délégués du synode, du secrétaire général du synode, du rapporteur général et du secrétaire spécial, préside les séances du synode autour d'une longue table devant la moderne salle de conférences.
Hier et aujourd'hui les pères synodaux ont essayé les nouveaux appareils de vote qui n'ont pas très bien marché et qui seront donc améliorés. Ces petits incidents ont créé beaucoup de rires parmi les membres de l'assemblée du synode alors qu'une voix dans le haut-parleur répétait au public : « ceux qui sont à gauche ne votent pas correctement ! » ou bien « les patriarches n'apparaissent pas ». Même Benoît XVI semblait apprécier ces moments alors qu'il observait ses frères évêques du monde entier en train d'essayer cette nouvelle technologie qui ne fonctionnait pas !
Ce qui est à la fois incroyable et édifiant après seulement deux jours depuis le début du synode c'est la ponctualité des pères synodaux qui débutent les séances à l'heure et respectent presque religieusement les 5 minutes allouées à chacun pour sa présentation. Vingt-trois évêques ont parlé devant le synode pendant la séance de ce matin, et seulement quelques-uns d'entre eux ont parlé quelques secondes de plus. Quand le micro s'est éteint après exactement 5 minutes, il n'y a eu aucune crise, bien au contraire, des sourires se sont affichés sur les visages des participants. Comme pendant le Concile du Vatican II et ses fameuses pauses café, pendant les pauses café du synode aussi il y a du temps pour la fraternisation, la découverte et l'échange d'idées et de cartes de visite. Les pauses café du synode, au premier étage de la salle Paul VI, dans la Cité du Vatican, sont sans aucun doute les meilleures opportunités pour créer des réseaux de relations dans l'Eglise.
Dans la file d'attente pour votre café et vos petits gâteaux italiens vous vous retrouvez par exemple entouré du supérieur général de la Société de Jésus, du prieur de la Communauté de Taizé en France, du cardinal secrétaire d'État, du chevalier suprême des Chevaliers de Colomb, de sœurs africaines qui ont enseigné l'Évangile dans les séminaires pendant des années, de femmes expertes invitées au synode par le pape, et des chefs de pratiquement toutes les congrégations et dicastères du Vatican.
L'égalité existe vraiment dans cette partie du Vatican ! Et pendant que nous prenons notre pause café d'une demi heure, en bas, le pape prend sa pause à l'étage, dans une salle à côté des salles du synode où, chaque jour, il reçoit un groupe de personnes différentes présentes au Synode. Cela lui permet de consacrer des moments d'écoute de plus grande qualité au monde entier réuni pour cet événement majeur dans la vie et dans la mission de l'Église !
Les discours du synode se succèdent et il est parfois difficile ensuite de bien s'en souvenir, surtout lorsque je dois en parler dans les conférences de presse du Bureau de presse du Saint-Siège. Mais les pères du synode nous fournissent une documentation importante qui nous aide à mettre de l'ordre.
La présentation de mardi par l'évêque australien Michael Putney de Townsville, m'a particulièrement marqué puisque il a parlé de son pays comme étant l'un des plus sécularisés au monde. Il a dit : « Après les Journées mondiales de la jeunesse, certains Australiens et Néo-zélandais ont compris que la promesse d'une nouvelle évangélisation pourra enfin être une réalité, en dépit de l'apparente imperméabilité de la culture laïque ».
Voir le Rabbin Shear Yashuv Cohen de Haifa en Israël s'adresser au synode le jour de sa première congrégation générale, lundi dernier, m'a rappelé ce moment historique que nous sommes tous en train de vivre à l'occasion de cette 12e Assemblée ordinaire du synode des évêques au Vatican.
Le rabbin, premier Juif à s'adresser à un synode mondial des évêques, a déclaré : « Je sens profondément que ma présence ici devant vous a une grande signification. Elle est porteuse d'un signe d'espérance et d'un message d'amour, de coexistence et de paix pour notre génération, et pour celles à venir ».
Puis il a ajouté : « Nous prions Dieu en utilisant Ses propres mots, tels qu'ils nous sont transmis par les Écritures ». De même nous Le louons, empruntant ses propres mots de la Bible. Nous demandons Sa miséricorde, mentionnant ce qu'Il a promis à nos ancêtres et à nous-mêmes. Tout notre service est basé sur une ancienne règle, comme nous le disent nos rabbins et nos enseignants : « Donnez-lui ce qui est à Lui, parce que vous êtes à Lui ».
Restez à l'écoute pour d'autres comptes-rendus du Synode sur la Parole de Dieu.
Le P. Thomas Rosica est expert en Ecritures Saintes et professeur d'université, il est également directeur général de la Fondation catholique Sel + Lumière Média, télévision catholique canadienne, et membre du Conseil général de la Congrégation de saint Basile.
QUESTIONS ACTUELLES
MERCREDI 08 OCTOBRE 2008 : PEUT-ON AVOIR CONFIANCE DANS LA BIBLE? - PRIX NOBEL DE MÉDECINE
08/10/2008
PROGRAMME :
- PEUT-ON AVOIR CONFIANCE DANS LA BIBLE? AU MOMENT OÙ SE DÉROULE À ROME LE SYNODE SUR "LA PAROLE DE DIEU", RÉFLEXION D'UN BIBLISTE SUR UNE QUESTION SOUVENT ENTENDUE.
- LE PRIX NOBEL DE MÉDECINE 2008 VIENT D'ÊTRE DÉCERNÉ À DEUX FRANÇAIS ET À UN ALLEMAND. L'ALLEMAND A DÉCOUVERT QUE LE CANCER DE L'UTÉRUSÉTAIT D'ORIGINE VIRALE. QUANT AUX DEUX FRANÇAIS, DÉJÀ CÉLÈBRES DANS LE MONDE ENTIER (SURTOUT LE PROFESSEUR MONTAGNIER), ILS ONT DÉCOUVERT LE VIRUS DU SIDA, CETTE MALADIE QUI FAIT TANT DE RAVAGES DANS LE MONDE. C'ÉTAIT LE PREMIER PAS INDISPENSABLE POUR CHERCHER ENSUITE DES REMÈDES EFFICACES... QUE L'ON CHERCHE TOUJOURS, BIEN QUE DE GRANDS PROGRÈS AIENT ÉTÉ RÉALISÉS
LA BIBLE
"Peut-on avoir confiance dans la Bible?"
Nos internautes débattent ferme ! Jacques Nieuviarts, bibliste, leur répond : "La Bible n’est pas un livre à défendre, mais à entendre"
"La bible est Parole de Dieu. Sola scriptura!!! Dieu nous a parlé par les Prophètes. Les prophètes sont les messagers de la Bonne Nouvelle" Cliquez pour lire la discussion de nos internautes
La réponse de Jacques Nieuviarts
La Bible nous parle de Dieu, et elle nous parle étrangement de nous. Elle parle le langage des hommes pour parler de Dieu. Et heureusement. Car comment comprendrions-nous si Dieu ne se donnait à connaître ainsi à hauteur d’homme !
Tous les chemins ne mènent pas à Dieu
Alors la question vient et revient, elle fait sur croire.com l’objet de forums animés : peut-on avoir confiance en la Bible ? Les uns pensent que oui, puisque Dieu s’y donne et s’y révèle. D’autres plus dubitatifs, estiment qu’elle contient trop d’histoires scabreuses, comme Esther et d’autres encore. D’autres trouvent Dieu, en particulier dans l’Ancien Testament, trop rude ou guerrier, inadmissible pour nous.
D’autres s’apaisent le cœur à l’école de la Kabbale, cette très ancienne méthode de lecture juive, médiévale, s’appuyant sur la valeur numérique des lettres et des mots pour repérer une sorte de maillage du texte. Alors pensent-ils, ce livre est vraiment divinement inspiré, le comptage révèle tant de choses merveilleuses et profondes.
D’autres enfin prennent la Bible au pied de la lettre. Mais c’est infiniment dangereux, l’histoire le montre. Le fondamentalisme est proche de l’irrespect et du refus de l’écoute réelle, du texte, mais parfois aussi des autres. Il ne fait pas place à la raison, or l’homme est aussi un être de raison et de pensée. A le nier, il se racornit. On ne peut refuser la raison sans finalement mourir. Certains en empruntant ce chemin, on le sait, font mourir.
La Bible sans brouillage
Scriptura sola ! l’Ecriture seule ! rappelle un internaute, sans forcément se souvenir peut-être que la phrase est de Luther. Et cela en indigne un autre : Dieu parle aussi en dehors de la seule Ecriture ! La phrase latine vient de Luther, et résonne comme un cri. Luther voulait revenir à l’Ecriture comme source et critère ultime de la foi, et sans les détours de la tradition. Les protestants aujourd’hui, demeurent très sensibles à l’argument.
Les catholiques ont une approche différente : on lit la Bible, un peu comme le fleuve roule ses eaux, enrichi – parfois troublé, c’est vrai – par son amont. Lorsque j’ouvre la Bible, elle est en quelque sorte déjà inscrite en petite musique en moi par tant d’hommes et de femmes qui me l’ont transmise. Et dans ma lecture demeure quelque chose d’eux, de leur vie, de leur foi, de leur accueil de ce texte. Ainsi, la lecture qu’en fait l’Eglise m’importe. Mais chaque lecteur est à terme seul responsable de l’accueil qu’il fait de ce texte, en ce lieu qu’est son cœur, sa vie.
Trouver la bonne fréquence
La Bible n’est pas un livre à défendre, mais à entendre. L’histoire de sa lecture depuis des siècles et en particulier dans les décennies récentes, montre que le travail de la raison a parfois été déstabilisant, mais qu’il est très éclairant pour la lecture. On a ainsi fait des pas de géants dans la connaissance des langues bibliques et de tout le Proche-Orient ancien comme de leurs littératures.
On connaît aussi bien mieux les genres littéraires de la Bible, proches eux aussi de ceux des pays voisins. On connaît mieux l’histoire de la Bible : celle du peuple de la Bible et des peuples voisins, celle aussi de l’écriture du livre, au fil des siècles, et de la façon dont il a été reçu par ce peuple comme étant son histoire et sa découverte de Dieu.
La gloire de Dieu c’est l’homme vivant
Dès lors on lit beaucoup mieux aujourd’hui ce grand livre. Et l’on saisit que sa "vérité" n’est pas dans le détail du texte, elle ne repose pas sur la fiabilité des copistes au long des siècles, même si celle-ci a été étudiée et l’est toujours de façon très pointue par des spécialistes. Leur travail nous dit l’évolution et la transmission du texte, mais sa « vérité » est au-delà et plus profonde. Elle n’est pas dans sa lettre, même si celle-ci la porte et qu’elle est essentielle pour la lecture.
Que la Bible soit "vraie" ne repose pas sur l’accomplissement dans l’histoire d’annonces ponctuelles, même importantes. Elle est dans le mouvement profond qui l’anime et dans ce qu’elle énonce. Elle est cette histoire d’alliance ininterrompue entre Dieu et ce peuple, et à travers lui avec tout homme. Elle est dans la découverte que l’attente ou le désir de Dieu en l’homme sont infinis, mais que le désir de Dieu pour l’homme l’est aussi. Et que cela est entré dans une histoire, qui aujourd’hui nous touche.
La Bible à travers récits, lois, oracles, admonestations, prières, ne dit-elle pas en définitive un lent mais étonnant apprivoisement de l’homme par Dieu. Elle éveille Dieu en l’homme, comme le disait magnifiquement un Père de l’Eglise : "La gloire de Dieu c’est l’homme vivant. La vie de l’homme, c’est de contempler Dieu" (Saint Irénée, 150-202 ap. J.C.).
Cette vérité là nous traverse. Elle éveille notre lecture, elle éveille notre vie. Elle éveille l’homme à plus d’humanité. A une humanité lumineusement éclairée par cette rencontre - même parfois si discrète - avec son Dieu.
Lire la Bible
Ainsi il est bon, infiniment bon, de lire la Bible : avec son cœur, avec sa tête, avec sa vie. Car c’est aussi par le travail sur ce texte que l’on parvient à mieux l’entendre ou l’écouter. C’est dans la rencontre d’autrui, dans l’échange, dans l’accueil de la vie du monde, des événements qu’il se laisse entendre et déploie ses harmoniques. C’est dans la confrontation aussi, comme elle a lieu ici dans les forums. Car c’est le tout de l’homme qui est convoqué dans la lecture de ce texte.
Dei Verbum
Il y a tout juste 40 ans, le Concile Vatican II offrait son premier et l’un de ses plus beaux textes, sur la révélation de Dieu à travers sa Parole : Dei Verbum. Un texte à relire, pour (re)-devenir poreux à la Parole. Et pour ouvrir avec confiance la Bible, sans cesse, comme un grand livre essentiel qui appelle le cœur et la raison. Pour la goûter avec confiance comme un livre de vie.
Jacques Nieuviarts (croire.com)
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Nos internautes débattent ferme ! Jacques Nieuviarts, bibliste, leur répond : "La Bible n’est pas un livre à défendre, mais à entendre"
"La bible est Parole de Dieu. Sola scriptura!!! Dieu nous a parlé par les Prophètes. Les prophètes sont les messagers de la Bonne Nouvelle" Cliquez pour lire la discussion de nos internautes
La réponse de Jacques Nieuviarts
La Bible nous parle de Dieu, et elle nous parle étrangement de nous. Elle parle le langage des hommes pour parler de Dieu. Et heureusement. Car comment comprendrions-nous si Dieu ne se donnait à connaître ainsi à hauteur d’homme !
Tous les chemins ne mènent pas à Dieu
Alors la question vient et revient, elle fait sur croire.com l’objet de forums animés : peut-on avoir confiance en la Bible ? Les uns pensent que oui, puisque Dieu s’y donne et s’y révèle. D’autres plus dubitatifs, estiment qu’elle contient trop d’histoires scabreuses, comme Esther et d’autres encore. D’autres trouvent Dieu, en particulier dans l’Ancien Testament, trop rude ou guerrier, inadmissible pour nous.
D’autres s’apaisent le cœur à l’école de la Kabbale, cette très ancienne méthode de lecture juive, médiévale, s’appuyant sur la valeur numérique des lettres et des mots pour repérer une sorte de maillage du texte. Alors pensent-ils, ce livre est vraiment divinement inspiré, le comptage révèle tant de choses merveilleuses et profondes.
D’autres enfin prennent la Bible au pied de la lettre. Mais c’est infiniment dangereux, l’histoire le montre. Le fondamentalisme est proche de l’irrespect et du refus de l’écoute réelle, du texte, mais parfois aussi des autres. Il ne fait pas place à la raison, or l’homme est aussi un être de raison et de pensée. A le nier, il se racornit. On ne peut refuser la raison sans finalement mourir. Certains en empruntant ce chemin, on le sait, font mourir.
La Bible sans brouillage
Scriptura sola ! l’Ecriture seule ! rappelle un internaute, sans forcément se souvenir peut-être que la phrase est de Luther. Et cela en indigne un autre : Dieu parle aussi en dehors de la seule Ecriture ! La phrase latine vient de Luther, et résonne comme un cri. Luther voulait revenir à l’Ecriture comme source et critère ultime de la foi, et sans les détours de la tradition. Les protestants aujourd’hui, demeurent très sensibles à l’argument.
Les catholiques ont une approche différente : on lit la Bible, un peu comme le fleuve roule ses eaux, enrichi – parfois troublé, c’est vrai – par son amont. Lorsque j’ouvre la Bible, elle est en quelque sorte déjà inscrite en petite musique en moi par tant d’hommes et de femmes qui me l’ont transmise. Et dans ma lecture demeure quelque chose d’eux, de leur vie, de leur foi, de leur accueil de ce texte. Ainsi, la lecture qu’en fait l’Eglise m’importe. Mais chaque lecteur est à terme seul responsable de l’accueil qu’il fait de ce texte, en ce lieu qu’est son cœur, sa vie.
Trouver la bonne fréquence
La Bible n’est pas un livre à défendre, mais à entendre. L’histoire de sa lecture depuis des siècles et en particulier dans les décennies récentes, montre que le travail de la raison a parfois été déstabilisant, mais qu’il est très éclairant pour la lecture. On a ainsi fait des pas de géants dans la connaissance des langues bibliques et de tout le Proche-Orient ancien comme de leurs littératures.
On connaît aussi bien mieux les genres littéraires de la Bible, proches eux aussi de ceux des pays voisins. On connaît mieux l’histoire de la Bible : celle du peuple de la Bible et des peuples voisins, celle aussi de l’écriture du livre, au fil des siècles, et de la façon dont il a été reçu par ce peuple comme étant son histoire et sa découverte de Dieu.
La gloire de Dieu c’est l’homme vivant
Dès lors on lit beaucoup mieux aujourd’hui ce grand livre. Et l’on saisit que sa "vérité" n’est pas dans le détail du texte, elle ne repose pas sur la fiabilité des copistes au long des siècles, même si celle-ci a été étudiée et l’est toujours de façon très pointue par des spécialistes. Leur travail nous dit l’évolution et la transmission du texte, mais sa « vérité » est au-delà et plus profonde. Elle n’est pas dans sa lettre, même si celle-ci la porte et qu’elle est essentielle pour la lecture.
Que la Bible soit "vraie" ne repose pas sur l’accomplissement dans l’histoire d’annonces ponctuelles, même importantes. Elle est dans le mouvement profond qui l’anime et dans ce qu’elle énonce. Elle est cette histoire d’alliance ininterrompue entre Dieu et ce peuple, et à travers lui avec tout homme. Elle est dans la découverte que l’attente ou le désir de Dieu en l’homme sont infinis, mais que le désir de Dieu pour l’homme l’est aussi. Et que cela est entré dans une histoire, qui aujourd’hui nous touche.
La Bible à travers récits, lois, oracles, admonestations, prières, ne dit-elle pas en définitive un lent mais étonnant apprivoisement de l’homme par Dieu. Elle éveille Dieu en l’homme, comme le disait magnifiquement un Père de l’Eglise : "La gloire de Dieu c’est l’homme vivant. La vie de l’homme, c’est de contempler Dieu" (Saint Irénée, 150-202 ap. J.C.).
Cette vérité là nous traverse. Elle éveille notre lecture, elle éveille notre vie. Elle éveille l’homme à plus d’humanité. A une humanité lumineusement éclairée par cette rencontre - même parfois si discrète - avec son Dieu.
Lire la Bible
Ainsi il est bon, infiniment bon, de lire la Bible : avec son cœur, avec sa tête, avec sa vie. Car c’est aussi par le travail sur ce texte que l’on parvient à mieux l’entendre ou l’écouter. C’est dans la rencontre d’autrui, dans l’échange, dans l’accueil de la vie du monde, des événements qu’il se laisse entendre et déploie ses harmoniques. C’est dans la confrontation aussi, comme elle a lieu ici dans les forums. Car c’est le tout de l’homme qui est convoqué dans la lecture de ce texte.
Dei Verbum
Il y a tout juste 40 ans, le Concile Vatican II offrait son premier et l’un de ses plus beaux textes, sur la révélation de Dieu à travers sa Parole : Dei Verbum. Un texte à relire, pour (re)-devenir poreux à la Parole. Et pour ouvrir avec confiance la Bible, sans cesse, comme un grand livre essentiel qui appelle le cœur et la raison. Pour la goûter avec confiance comme un livre de vie.
Jacques Nieuviarts (croire.com)
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