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Gabriel JEUGE
Ce Blog est dédié avant tout aux Portugais d'Orléans et de sa région, mais aussi à tous ceux qu'il peut intéresser...Ce n'est pas un journal intime, mais "une nouvelle par jour"
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PROGRAMME :

- 1/ SAINTE ELISABETH (OU ISABEL) DE PORTUGAL.

- 2/ BRAGA : PROPOSITIONS DE MONUMENTS ET DE PAYSAGES À VISITER PENDANT LES VACANCES


LA REINE SAINTE ISABEL
LA REINE SAINTE ISABEL
4 JUILLET : FÊTE DE SAINTE ISABEL (ou: SAINTE ELISABETH) DE PORTUGAL


Iniciam-se hoje as festas religiosas em honra da Rainha Santa Isabel

Miguel Cotrim Correio de Coimbra

As festas religiosas da Rainha Santa Isabel iniciam-se hoje no Mosteiro de Santa Clara-a-Nova com o tríduo solene (de 1 a 3 de Julho), sempre às 21,30 horas.
A missa solene está agendada para o dia 4 de Julho, às 11 horas, sendo presidida pelo Bispo de Coimbra, D. Albino Cleto. Mais tarde, às 16,30 horas, é celebrada a missa da Real Ordem de Santa Isabel, um evento que contará com a participação dos duques de Bragança.
Os conimbricenses celebram o feriado municipal – 4 de Julho –, em memória da Rainha Santa Isabel, padroeira da cidade. As iniciativas religiosas atraem, todos os anos, milhares de fiéis que querem prestar homenagem à “Rainha dos pobres” ou cumprir simplesmente promessas.
Recorde-se que este ano não se realiza a tradicional procissão, como é hábito nos anos ímpares.

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7 FONTES - BRAGA
7 FONTES - BRAGA
BRAGA PROPOE MONUMENTOS E PAISAGENS COMO DESTINO DE FÉRIAS


O património religioso da arquidiocese proporciona dias de descanso com história, cultura, espiritualidade e sossego
Conjugar a cultura com a religião é o objectivo da arquidiocese de Braga, que está a investir em serviços profissionais para divulgar o património que a fé cristã ajudou a erguer.

Num inquérito efectuado em 2006, 69% dos entrevistados afirmaram que a visita aos monumentos religiosos é o primeiro motivo para a visita ao triângulo composto pela estância do Bom Jesus, o Santuário do Sameiro e a Catedral de Braga.

Em declarações à ECCLESIA, o Cón. Pio Alves de Sousa, director do Museu da Sé de Braga, referiu que o património é "um apelo não só à cultura, mas também à nossa matriz religiosa". Neste sentido, as exposições são uma maneira "diferente e complementar" de falar do cristianismo aos visitantes, independentemente da sua formação e prática religiosa.

A par da riqueza histórica, cultural e espiritual dos monumentos, os turistas podem encontrar paisagens e espaços verdes que convidam à interioridade, ao sossego e ao convívio com a família.

O arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga, considerou que a oferta turística da arquidiocese contribui para o crescimento da dimensão religiosa, que não se manifesta apenas através de actos de piedade: "A religião é um desenvolvimento integral da pessoa", que se concretiza através da estadia em "espaços que a ajudem a retemperar energias", possibilitando a escuta do "silêncio da sua consciência" e da "mensagem que a natureza comunica"; "e hoje falta-nos muito isto", concluiu.
Rédigé par Gabriel JEUGE le 04/07/2009 à 10:48

QUESTIONS ACTUELLES

PROGRAMME :

- 1/ UNE HISTOIRE : "TU DIS : JE T'AIME?"

- 2/ COIMBRA POSSÈDE UN NOUVEAU SITE INTERNET : "AMICOR"


FRÈRES
FRÈRES
VOCÊ DIZ : EU TE AMO?

Dois irmãozinhos brincavam em frente de casa, jogando bolinhas de gude.
Quando Júlio, o menino mais novo, disse ao irmão Ricardo:
- Meu querido irmão, eu te amo muito e nunca quero me separar de você!
Ricardo, sem dar muita importância ao que Júlio disse, pergunta:
- O que deu em você moleque?
Que conversa besta é essa de amar? Quer calar a boca e continuar jogando?
E os dois continuaram jogando a tarde inteira até anoitecer.
À noite, o senhor Jacó, pai dos garotos, chegou do trabalho.
Estava exausto e muito mal humorado, pois não havia conseguido fecharum negócio importante..
Ao entrar, Jacó olhou para Júlio, que sorriu para o pai e disse:
- Olá Papai, eu te amo muito e não quero nunca me separar do senhor!
Jacó, no auge de seu mau humor e stress, disse:
- Júlio estou exausto e nervoso. Então, por favor, não me venha com besteiras!
Com as palavras ásperas do pai, Júlio ficou magoado e foi chorar no cantinho do quarto.
Dona Joana, mãe dos garotos, sentindo a falta do filho foi procurá-lo pela casa, até que o encontrou no cantinho do quarto com os olhinhos cheios de lágrimas.
Dona Joana, espantada, começou a enxugar as lágrimas do filho.
E perguntou:
- O que foi Júlio? Por que choras?
Júlio olhou para a mãe, com uma expressão triste e lhe disse:
- Mamãe, eu te amo muito e não quero nunca me separar da senhora!
Dona Joana sorriu para o filho e lhe disse:
- Meu amado filho ficaremos sempre juntos!
Júlio sorriu, deu um beijo na mãe e foi deitar-se.
No quarto do casal, ambos se preparando para se deitar, Dona Joana pergunta para seu marido Jacó:
- Jacó, o Júlio está muito estranho hoje, não acha?
Jacó, muito estressado com o trabalho, disse à esposa:
- Esse moleque só está querendo chamar a atenção... Deita e dorme mulher!
Então, todos se recolheram e todos dormiam sossegados.
Às duas horas da manhã, Júlio se levanta e vai ao quarto de seu irmão Ricardo e ficaobservando-o dormir...

Ricardo, incomodado com a claridade, acorda e grita com Júlio:
- Seu louco! Apaga essa luz e me deixa dormir!
Júlio, em silêncio, obedeceu ao irmão, apagou a luz e se dirigiu ao quarto dos pais...
Chegando lá, acendeu a luz e ficou observando seu pai e sua mãe dormirem.
O senhor Jacó acordou e perguntou ao filho:
- O que aconteceu Júlio?
Júlio, em silêncio, só balançou a cabeça em sinal negativo, respondendo ao pai que nada havia ocorrido.
Daí o senhor Jacó, irritado, perguntou ao Júlio:
- Então, o que foi moleque?
Júlio continuou em silêncio. Jacó, já muito irritado, berrou com Júlio:
- Então vai dormir seu doente!
Júlio apagou a luz do quarto, dirigiu-se ao seu quarto e se deitou.
Na manhã seguinte todos se levantaram cedo. O senhor Jacó iria trabalhar, a dona Joana levaria as crianças à escola. E Ricardo e Júlio...
Mas Júlio não se levantou.
Então, o senhor Jacó, que já estava muito irritado com Júlio, entra bufando no quarto do garoto e grita:
- Levanta seu moleque vagabundo! Júlio nem se mexeu.
Então, Jacó avança sobre o garoto e puxa com força o cobertor do menino com o braço direito levantado, pronto para lhe dar um tapa, quando percebe que Júlio estava com os olhos fechados, e que estava pálido.
Jacó, assustado, colocou a mão sobre o rosto de Júlio e pôde notar que seu filho estava gelado.
Desesperado, Jacó gritou, chamando a esposa e o filho Ricardo, para verem o que
havia acontecido com Júlio...
Infelizmente o pior.
Júlio estava morto e sem qualquer motivo aparente. Dona Joana, desesperada, abraçou o filho morto e não conseguia nem respirar de tanto chorar.
Ricardo, desconsolado, segurou firme a mão do irmão e só tinha forças para
chorar também.
Jacó, em desespero, soluçando e com os olhos cheios de lágrimas, percebeu que havia um papelzinho dobrado nas pequenas mãos de Júlio.
Jacó, então, pegou o pequeno pedaço de papel. E havia algo escrito com a letra de Júlio.
-"Outra noite Deus veio falar comigo através de um sonho. Disse a mim que, apesar de amar minha família e de ela me amar, teríamos que nos separar.
Eu não queria isso, mas Deus me explicou que seria necessário.
Não sei o que vai acontecer, mas estou com muito medo.

Gostaria que ficasse claro apenas uma coisa:
- Ricardo, não se envergonhe de amar seu irmão.
- Mamãe, a senhora é a melhor mãe do mundo.
- Papai, o senhor de tanto trabalhar se esqueceu de viver.
- Eu amo todos vocês!!!!

Quantas vezes não temos tempo para parar e amar, e receber o amor que nos é ofertado?

Talvez quando acordarmos possa ser tarde demais... Mas ainda há tempo!

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LOGO DO SITE AMICOR
LOGO DO SITE AMICOR
COIMBRA TEM NOVO SITE DE INFORMAÇAO

Amicor quer fazer a ponte entre a diocese e os jornalistas com informação diária

A diocese de Coimbra aposta nas novas tecnologias e na informação ao minuto. Para isso lançou recentemente a amicor, a página da Internet da comunicação social da Diocese de Coimbra.

Dispondo de dois semanários, vários jornais locais e boletins paroquiais, "sentíamos a necessidade de disponibilizar a informação de forma mais imediata", explica à Agência ECCLESIA Miguel Cotrim, jornalista do Correio de Coimbra.

Amicor é o nome da empresa constituída há dois anos, entre os dois órgãos de informação da diocese - «O Amigo do Povo» e o «Correio de Coimbra». "A partir desta página disponibilizamos, assim que for possível, a informação que temos, e não precisamos de esperar uma semana para que esta ser publicada", defende.

O site é diariamente actualizado, disponibilizando também os documentos da diocese. "No jornal seria impossível publicar documentos, dado o número limite de páginas", explica Miguel Cotrim. O site de Internet comporta toda a documentação que permanece disponível para consulta das paróquias e outros meios informativos. O jornalista não esconde que em mente, "queríamos dar uma resposta mais pronta aos jornalistas".

A página da Internet do Correio de Coimbra que disponibilizava toda a informação diocesana deixa agora de funcionar.

Para o arranque da Amicor, foi estabelecido um protocolo com a Universidade de Coimbra, concretamente com a Faculdade de Ciências e Tecnologias, que disponibiliza um aluno encarregue do projecto on line. "Há ainda jornalistas a colaborar com o site, trabalhando também em parceria com o gabinete de informação da diocese de Coimbra", recentemente criado e liderado Pe. Jorge Santos.

Notícias da vida da Igreja em Coimbra, e outros conteúdos informativos estão agora disponíveis num passo que Miguel Cotrim assume como essencial no Ano Paulino. "A nova presença na Internet é a actualização da evangelização feita por São Paulo".

Endereço do site amicor:
http://www.amicor.pt/

Rédigé par Gabriel JEUGE le 03/07/2009 à 10:19

PROGRAMME :

- POUR CEUX ET CELLES QUI S'INTÉRESSENT À L'HISTOIRE DU PORTUGAL, VOICI LE RÉCIT DU MARTYRE SUBI PAR D.FERNANDO, CONNU AU PORTUGAL SOUS LE NOM DU "INFANTE SANTO" (INFANTE = FILS HÉRITIER D'UN ROI)


Painel do Infante Santo, de Nuno Gonçalves. (Museu Nacional de Arte Antiga)
Painel do Infante Santo, de Nuno Gonçalves. (Museu Nacional de Arte Antiga)
MARTIRIO DE D.FERNANDO, O "INFANTE SANTO"

Por Jofre de Lima Monteiro Alves


O Senhor D. Fernando, “o Infante Santo”, viu a alva da vida ao nascer em Santarém a 29 de Setembro de 1402, oitavo rebento d’el-rei Dom João I e da rainha D. Filipa de Lancastre. Nascido em berço de oiro, tinha o destino iluminado por arcanjos.
Foi Infante de Portugal e 23.º administrador e mestre da Ordem Militar de Avis (1434-1443). Seria por causa da sua vanglória em participar de bravuras militares, mas também a ambição para aumentar o seu património pessoal, que se originou a infeliz expedição de Tânger.

Por várias vezes, a partir de 1433, demandou licença a fim de sair para o estrangeiro. Carcomia-lhe o espírito o facto dos irmãos mais velhos terem dado umas cutiladas na moirama durante a conquista de Ceuta, eram guerreiros armados cavaleiros de espada, tinham prebendas chorudas e dinheirame de farte.

E ele, nada, fervia-lhe o sangue! Para acalmá-lo e alcançar a serenidade, o mano régio cedeu-lhe a administração da Ordem de Avis e os quinhões das terras de Atouguia e Salvaterra do Campo. D. Fernando, mal-contente, fez saber em contumácia ao irmão Dom Duarte do desagrado em relação às rendas que usufruía, insuficientes no seu entender. Ruminava vontade de ausentar-se para a estranja «onde, pela mais largueza das terras, terei eu em meu acrescentamento, ainda que seja com meu trabalho, maior esperança» de acumular mais riqueza aos escassos recursos.
Para impedir que seu irmão saísse a mata-cavalos do Reino, o rei Dom Duarte I, a modo de contrafeito e por proposta do infante D. Henrique datada de finais de 1435, mandou organizar a expedição de conquista em Marrocos. Para tal fim alcançaram a Bula de Cruzada em 1436 e a aprovação das Cortes de Évora a 15 de Abril de 1436.
A 22 de Agosto de 1437 levantou ferro da praia do Restelo a expedição comandada pelo infante D. Henrique, coadjuvado pelo infante D. Fernando e pelo Conde de Arraiolos, ao som de trombetas e atroar de bombardas. O ataque à praça de Tânger começou a 13 de Setembro de 1437, porém o desastre foi total, pese embora a bravura manifesta.
Pelo acordo de paz imposto a 16 de Outubro de 1437 os portugueses foram obrigados a aceitar as mais duras condições duma rendição humilhante: deixavam a artilharia, armas, cavalos e tudo o que traziam e embarcavam somente com a roupa do corpo, prometiam devolver Ceuta e assinar longuíssimas tréguas de cem anos com os berberes.
Nesse mesmo dia, o infante D. Fernando e outros sete companheiros de desdita ficaram reféns como garantia, entre os quais mestre Martinho, servindo de médico pessoal, e frei João Álvares, como secretário privativo. Os cativos seriam sucessivamente transferidos a toque de caixa para Arzila e Fez.
Foram feitas algumas tentativas para resgatar a liberdade do infante a troco de dinheiro, ou por fracassados planos de fuga, mas depressa a promessa de entrega de Ceuta era abandonada e até as Cortes de Leiria, de Janeiro de 1438, foram inconclusivas sobre a eventual devolução da praça de Ceuta.
Sobreveio um entrechoque de opiniões. O arcebispo de Braga alevantou o báculo e, altissonante, fulminou os áulicos com severos ditames teológicos: porque torna, porque deixa, Ceuta era terra já cristianizada e não podia ser devolvida aos perros infiéis.
A questão era um problema político de monta, como lava de vulcão, quebrantou a sociedade de lés-a-lés. O remorso a açoitar e a infelicidade neurasténica vitimaram o infeliz Dom Duarte em Setembro de 1438, malquisto pelo desventurado penar do irmão.
Em finais de 1440 por resolução da rainha viúva D. Leonor de Aragão e do infante D. Pedro, o viajante “das Sete Partidas”, regentes na menoridade de Dom Afonso V, foi decidido restituir a praça como condição essencial para a libertação do infante.
D. Fernando de Castro, fidalgo dos quatro costados, partiu para Marrocos com o encargo de cumprir a determinação, tarefa delicada, mas morreu logo de imediato numa peleja ao largo da costa portuguesa contra piratas genoveses, em Abril de 1441.
A missão fracassou, pese embora todo empenho de D. Álvaro de Castro, filho daquele e que assumira o encargo da espinhosa tarefa. Em vão, tanto os mouros como os portugueses desconfiavam que a outra parte inculcava traição, e que aquilo tudo era um ardil. A suspeição mútua minara o entendimento, devido a tantas delongas.
Persuadidos que a praça não seria devolvida por esta via, voltaram as negociações diplomáticas em vista dum resgate chorudo, lucilavam no céu as estrelas da esperança.
O montante lusitano atingiu a proposta de 50.000 dobras e mais uns 50 cativos de troca, a moirama, pela voz de Lazaraque, governador de Arzila e Fez, exigia o somatório astronómico de 150 mil dobras e 150 cativos. Em soberba ninguém cedeu, corria o mês de Setembro de 1442, encerraram-se as negociações.
Cumpriu-se o fatal e triste destino. O martírio do desventurado D. Fernando prosseguiu, de dia sujeito a trabalhos forçados a toque de caixa, à noite recolhido num enxovia fétida, a pão e água, a palha e baraço, levava a morte na alma, um duro crisol de penitências, e as chagas roxas dos esfaimados.
Sobreveio uma fatal forrica e morreu aferrolhado em Fez a 5 de Junho de 1443, com forte cheiro de santidade, pois pagara com língua de palmo a sua antiga avidez. Mesmo morto sofreu tratos de polé e de truz, dependurado nas ameias da muralha durante quatro dias, cabeça para baixo.
O martirizado corpo seria resgatado em 1471 pelo real sobrinho Dom Afonso V, “O Africano”, que o sepultou no mosteiro da Batalha, onde dorme o justo sono eterno junto dos pais e irmãos, aquela Ínclita Geração.
E o poviléu, na sua crédula ingenuidade, ergue as mãos ao céu e entoa-lhe loas de santo, ainda chegou a ter umas migalhas de culto na Batalha, na Colegiada de Nossa Senhora da Oliveira (em Guimarães) e Lisboa.

Porém a crença esmoreceu, não passou a barreira do século XVII. Até um bispo de truz, D. Martim Afonso de Mexia, ali ao redor de 1610, interditou o culto público na diocese de Leiria e no mosteiro de Santa Maria da Vitória, com ameaços de excomunhão, por não estar canonicamente beatificado e santificado com bula pontifícia, nem autorizado pelo Pai do Céu.
Se não arranjou assento na Corte Celeste como singular à face do Pai Divino, foi injustiça de arrepelar o toutiço, porquanto sofreu as mortalhas do martírio e da humilhação. Contudo teve alma de metafísico, a regar a face com lágrimas, ao suplicar absolvição à hora da morte por todo o infortúnio que tinha originado com a infeliz jornada africana: «Assim se cumpre o exemplo que diz: “Sofrerá o justo pelo pecador”; a vós que sofreis tanto mal e aflição, perdoai-me pelo Amor de Deus».



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BEAUTÉ DES ARBRES EN FLEURS
BEAUTÉ DES ARBRES EN FLEURS
Rédigé par Gabriel JEUGE le 02/07/2009 à 10:44

PROGRAMME : DEUX CONTES DE LA FONTAINE... ET LA PHOTO D'UNE PETITE AMIE


- 1/ LA CIGALE ET LA FOURMI

- 2/ L'HOMME ENTRE DEUX ÂGES

- 3/ ANA CAROLINA (ATOUGUIA DA BALEIA) LE JOUR DE SA PREMIÈRE COMMUNION


LA CIGALE ET LA FOURMI
LA CIGALE ET LA FOURMI
LA CIGALE ET LA FOURMI



La cigale, ayant chanté
Tout l'été,
Se trouva fort dépourvue
Quand la bise fut venue :
Pas un seul petit morceau
De mouche ou de vermisseau.
Elle alla crier famine
Chez la fourmi sa voisine,
La priant de lui prêter
Quelque grain pour subsister
Jusqu'à la saison nouvelle.
" Je vous paierai, lui dit-elle,
Avant l'août, foi d'animal,
Intérêt et principal. "
La Fourmi n'est pas prêteuse :
C'est là son moindre défaut.
" Que faisiez-vous au temps chaud ?
Dit-elle à cette emprunteuse.
- Nuit et jour à tout venant
Je chantais, ne vous déplaise.
- Vous chantiez ? j'en suis fort aise :
Eh bien ! dansez maintenant. "





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L'HOMME ENTRE DEUX ÂGES
L'HOMME ENTRE DEUX ÂGES
L’HOMME ENTRE DEUX ÂGES



Un homme de moyen âge,
Et tirant sur le grison,
Jugea qu'il était saison
De songer au mariage.
Il avait du comptant,
Et partant
De quoi choisir ; toutes voulaient lui plaire :
En quoi notre amoureux ne se pressait pas tant ;
Bien adresser n'est pas petit affaire.
Deux veuves sur son cœur eurent le plus de part :
L'une encore verte, et l'autre un peu bien mûre,
Mais qui réparait par son art
Ce qu'avait détruit la nature.
Ces deux veuves, en badinant,
En riant, en lui faisant fête,
L'allaient quelquefois testonnant,
C'est-à-dire ajustant sa tête.
La vieille, à tous moments, de sa part emportait
Un peu du poil noir qui restait,
Afin que son amant en fût plus à sa guise.
La jeune saccageait les poils blancs à son tour.
Toutes deux firent tant, que notre tête grise
Demeura sans cheveux, et se douta du tour.
" Je vous rends leur dit-il, mille grâces, les belles,
Qui m'avez si bien tondu :
J'ai plus gagné que perdu ;
Car d'hymen point de nouvelles.
Celle que je prendrais voudrait qu'à sa façon
Je vécusse, et non à la mienne.
Il n'est tête chauve qui tienne :
Je vous suis obligé, belles, de la leçon.





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ANA CAROLINA
ANA CAROLINA
A FILHA DUMA AMIGA, RESIDENTE EM ATOUGUIA DA BALEIA (PENICHE), FEZ A SUA PRIMEIRA COMUNHAO NA FESTA DO CORPO DE DEUS.
Rédigé par Gabriel JEUGE le 01/07/2009 à 10:21

PROGRAMME :

- 1 / HOMÉLIE DE L'ÉVÊQUE DE SANTARÉM EN L'HONNEUR DE STE MARGUERITE MARIE


RELIQUES DE STE MARGUERITE MARIE
RELIQUES DE STE MARGUERITE MARIE
Homilia de D. Manuel Pelino na vigília de oração na presença das Relíquias de Santa Margarida Maria


Santa Margarida Maria, Mensageira do coração de Jesus

1.O amor de Deus no coração humano de Jesus

A visita das relíquias de Santa Margarida Maria Alacoque entende-se no desempenho da missão confiada por Deus a esta religiosa francesa. Santa Margarida, através de experiências místicas admiráveis, foi escolhida por Deus para mensageira do amor do Coração de Jesus. Assim o reconhece a Igreja através do Seu Magistério. Nascida na Borgonha, cedo ficou órfã de Pai que era Juiz e Notário. Na sua orfandade sofreu muito com a indiferença de alguns familiares. Como ela própria relata na sua autobiografia, cultivou desde criança uma profunda devoção a Nossa Senhora e à presença de Jesus no Santíssimo Sacramento que ia visitar sempre que lho permitiam. À medida que crescia, sentia atracão pela vida consagrada. Numa doença grave, prometeu a Nossa Senhora que, se alcançasse a cura, se consagraria a Deus como religiosa. Fez a Primeira Comunhão aos nove anos e o Crisma aos vinte e dois. Preparou-se e viveu intensamente a espiritualidade do Sacramento do Espírito Santo. Nessa altura acrescentou ao nome Margarida o de Maria. Depois, apesar da resistência da Mãe e dos irmãos, entrou para o Convento da Visitação, fundado 60 anos antes por São Francisco de Sales que anunciava para as religiosas da sua fundação: "Terão o Coração de Jesus por morada e mansão neste mundo".

É interessante que alguns familiares de Margarida Maria, sabendo da vontade dela de se consagrar à vida religiosa, queriam-na encaminhar para um outro convento, mas ela, no interior do coração, sentia que o seu lugar era no convento de Santa Maria da Visitação. Uma vez, contemplando um quadro de São Francisco de Sales, ficou presa do olhar paternal e amoroso deste santo e começou a considerá-lo com um bom pai espiritual. Entrou no convento da Visitação em Paray-le-Monial, aos 24 anos. Desde a sua entrada, Margarida Maria ofereceu-se ao Coração de Jesus.

Na sua vida religiosa, quando estava em adoração diante do Santíssimo Sacramento, foi favorecida com visões extraordinárias da presença visível de Jesus. Estas experiências místicas repetiram-se ao longo de dois anos, na primeira sexta-feira de cada mês. Numa sexta-feira, oitava do Corpo de Deus, Jesus manifestou-se-lhe na imagem do coração trespassado e Margarida ouviu: "Eis o Coração que tanto tem amado os homens e que a nada se poupou até se gastar e consumir para testemunhar o seu amor".

Tendo contado, como era seu dever, à sua superiora as visões, encontrou incompreensão e provações que a fizeram sofrer muito. A direcção espiritual de um sacerdote Jesuíta, Padre de la Colombière, deu-lhe apoio e consolação. No último período da sua vida, sendo mestra de noviças teve a consolação de assistir à propagação da devoção ao Coração de Jesus.

Santa Margarida levou uma vida escondida, entregue ao amor de Deus, dedicada à oração e à adoração eucarística onde contemplou o Coração de Jesus ferido pelos pecados da humanidade e fonte de água viva que vivifica o mundo. Na sua humildade foi escolhida para ser mensageira do amor de Deus, traduzido na imagem do Coração de Jesus. O essencial da mensagem desta santa pertence à espiritualidade da Igreja que sempre se sentiu convidada a contemplar o coração de Cristo trespassado na cruz, donde brotou sangue e água, símbolo dos sacramentos que constituem a Igreja. No coração do Verbo Encarnado, Deus amou-nos com um coração humano. Só no amor de Deus o coração humano encontra a paz, a luz e a liberdade, como exclamava Santo Agostinho: "Fizeste-nos para Vós Senhor e o nosso coração anda inquieto enquanto não descansar em Vós".

2. Actualidade do Apostolado da Oração

A partir do convento de Paray-le-Monial propagou-se por toda Igreja a devoção ao Coração de Jesus. Da oração e da contemplação do mistério da eucaristia, vividas por Santa Margarida, brotou um movimento de apostolado que fez crescer em muitos corações o amor de Deus e desenvolver a espiritualidade cristã. A devoção ao Coração de Jesus produziu frutos que alimentaram a vida cristã de gerações de crentes, como a participação nos sacramentos da Eucaristia e da Penitência, sobretudo nas primeiras sextas-feiras. A visita das suas relíquias vem avivar e actualizar esta proposta de espiritualidade. Uma proposta muito necessária e actual para a nossa época e apoiada pelo Movimento do Apostolado da Oração, um movimento eclesial constantemente recomendado pela Igreja.

De facto, notamos na cultura actual um défice de espiritualidade. As pessoas cuidam muito dos aspectos exteriores, da aparência visível mas por dentro experimentam o vazio, a pobreza do coração. Ou porque põem de lado a vida espiritual, ou porque esta se desvirtua por correntes emocionais. A espiritualidade proposta pelo Apostolado da Oração é bíblica, eucarística, relacionada com a vida quotidiana e empenhada na missão. Orienta para o oferecimento das obras do dia fazendo da vida uma oferta unida à oferta de Cristo na cruz renovada na Eucaristia. Através da espiritualidade do oferecimento os cristãos participam assim na obra da redenção e na difusão do evangelho. Os elementos fundamentais pertencem, portanto, ao património da espiritualidade cristã e são bastante actuais. A passagem das relíquias é um incentivo a revitalizar este Movimento que foi um dos pilares mais sólidos da acção pastoral das nossas paróquias.

Diante das relíquias de Santa Margarida, peçamos a Deus, por sua intercessão, que nos ajude a aprofundar o amor do Salvador, a deixarmo-nos transformar por ele e a testemunhá-lo no mundo. Que a sua visita nos incentive também a redescobrir a importância e a reanimar nas nossas paróquias o Movimento do Apostolado da Oração.

Manuel Pelino Domingues, Bispo de Santarém

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Rédigé par Gabriel JEUGE le 30/06/2009 à 10:56

PROGRAMME :

- 1/ ANNONCE DE LA NOMINATION, ET ACCUEIL DU NOUVEL ÉVÊQUE PAR D.JORGE ORTIGA, ARCHEVÊQUE DE BRAGA

- 2/ BIOGRAPHIE DU NOUVEL ÉVÊQUE - ET SA LETTRE À SON NOUVEAU DIOCÈSE


D.MANUEL LINDA, BISPO AUXILIAR NOMEADO DE BRAGA
D.MANUEL LINDA, BISPO AUXILIAR NOMEADO DE BRAGA
MAIS UM BISPO AUXILIAR PARA A ARQUIDIOCESE DE BRAGA

Soube-se, no passado Sabado, que o Sto Padre tinha nomeado como BISPO AUXILIAR DE BRAGA, o Padre Manuel DA SILVA RODRIGUES LINDA, até hojé Reitor do Seminario de VILA REAL

Ordenação em Setembro
José Miguel Pereira


A Ordenação episcopal do padre Manuel da Silva Rodrigues Linda, ontem eleito Bispo Auxiliar de Braga, deverá acontecer na tarde do dia 20 de Setembro, na Sé Catedral de Vila Real, soube o Diário do Minho.
A Arquidiocese de Braga esperava, desde Outubro do ano passado – com a ida de D. Antonino Dias para a diocese de Portalegre-Castelo Branco –, a nomeação do novo Bispo Auxiliar.
Na carta que publicamos hoje (nesta página), o Arcebispo Primaz afirma que a vinda de D. Manuel Linda – actual reitor do Seminário de Vila Real, diocese onde trabalhou nos últimos 25 anos – «surge como uma graça que devemos aproveitar», tornando a Igreja bracarense, «nos cristãos e nas comunidades, mais evangélica e missionária».
Também publicamos a saudação do novo Bispo Auxiliar à Arquidiocese de Braga.
E na edição on-line(ver www.diariodominho.pt), pode ler-se a carta de D. Manuel Linda à diocese de Vila Real. Nela, anuncia que será D. Joaquim Gonçalves o bispo ordenante.

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Carta do Arcebispo de Braga

Um Bispo Auxiliar para a comunhão missionária

Doutor Manuel da Silva Rodrigues Linda,

a Exortação Apostólica "Pastores Gregis", do Papa João Paulo II, faz uma afirmação da qual tira uma conclusão. «O gesto do sacerdote, que põe as suas próprias mãos nas mãos do Bispo, no dia da ordenação presbiteral, prometendo-lhe "reverência e obediência", à primeira vista pode parecer um gesto unilateral. Na realidade, este gesto compromete a ambos: o sacerdote e o Bispo. O jovem presbítero escolhe confiar-se ao Bispo e este, por sua vez, compromete- se a salvaguardar aquelas mãos». Este compromisso mútuo expressa-se, como consequência natural, na responsabilidade do Bispo procurar relacionar-se sempre com os seus sacerdotes "como pai e irmão que os ama, escuta, acolhe, corrige, conforta, busca a sua colaboração e cuida o melhor possível do seu bem-estar humano, espiritual, ministerial e económico» (n.º 47).

Neste Ano Sacerdotal, no desejo de consciencializar-se para uma fidelidade mais responsável e persistente, delineamos, em simultâneo com o programa de "acolher a Palavra", um contacto pessoal com cada sacerdote. O programa está traçado nas palavras do Santo Padre. Importa ter tempo para tornar estes encontros profícuos e motivadores de nova alegria e encanto na vivência do sacerdócio.
A vinda dum novo Bispo Auxiliar surge, deste modo, como uma graça que devemos aproveitar, assegurando-lhe, desde já, uma plena comunhão episcopal.
É nesta atitude que iremos caminhar e temos a certeza de que o Reino de Deus passará por esta alegre colaboração que lhe ofereceremos e dele receberemos.
A Arquidiocese de Braga, como "Casa da Palavra" e "Casa de Comunhão", retribuirá com a certeza de contar com comunidades que esperam a sua dedicação e inteligência. A nossa história é longa. Não nos orgulhamos da sua riqueza. Sabemos que juntos conseguiremos colocar o fermento da Palavra nas realidades terrestres, tornando visível o Amor de Deus perante este povo profundamente marcado por uma religiosidade cristã intensa mas ansiosa dum encontro mais personalizado com Cristo. Os sacerdotes serão os nossos imprescindíveis colaboradores. Com a sua vinda será mais fácil proporcionar-lhes mais bem-estar «humano, espiritual, ministerial e económico».
Santa Maria de Braga e São Martinho de Dume serão a força renovada para não nos determos perante as dificuldades.
Seja bem-vindo. O caminho comum a percorrer tornará a Arquidiocese, nos cristãos e nas comunidades, mais evangélica e missionária.
Braga, 27 de Junho de 2009
D. Jorge Ortiga
Arcebispo de Braga

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LA CATHÉDRALE DE BRAGA
LA CATHÉDRALE DE BRAGA
CURRICULUM VITAE

Biografia

Nasceu a 15.04.1956 na freguesia de Paus, concelho de Resende, distrito de Viseu, diocese de Lamego. Frequentou os Seminário Menor (Resende) e Maior (Lamego) da Diocese de Lamego, bem como o Instituto de Ciências Humanas e Teológicas (Porto), já como aluno da Diocese de Vila Real; Recebeu a Ordenação presbiteral a 10.06.1981.

Funções sacerdotais

Desempenhou diversas tarefas pastorais: Pároco, Assistente Diocesano da Acção Católica, Capelão Militar, Promotor de Justiça e Defensor do Vínculo no Tribunal Eclesiástico Diocesano, etc. Foi também membro da equipa diocesana responsável pela Pastoral Juvenil e pelo Movimento dos Convívios Fraternos;
Actualmente, é Reitor do Seminário, Vigário Episcopal para a Cultura, Coordenador da Pastoral, Director da Casa Diocesana/Centro Católico de Cultura, Capelão da Escola de Donas de Casa (Santa Casa da Misericórdia de Vila Real) e Assistente Eclesiástico da ACEGE (Associação Cristã de Empresários e Gestores);
É membro dos Conselhos Presbiteral, Pastoral e de Consultores e preside à Assembleia Geral da Fraternidade Sacerdotal de Vila Real.

Qualificações académicas

Curso Superior de Teologia, do Instituto de Ciências Humanas e Teológicas do Porto, em 1980;
Licenciatura em Humanidades, pela Faculdade de Filosofia de Braga da Universidade Católica Portuguesa, em 1987;
Licenciatura em Teologia, pela Faculdade de Teologia (Porto) da Universidade Católica Portuguesa, em 1988;
Licenciatura Canónica em Teologia – Especialidade de Teologia Moral (II Ciclo de Estudos Eclesiásticos), pela Academia Alfonsiana, Instituto Superior de Teologia Moral da Pontifícia Universidade Lateranense (Roma), em 1991;
Curriculum para o Doutoramento, pelo Instituto Superior de Ciencias Morales da Universidad Pontifícia Comillas (Madrid), em 1992;
Doutoramento em Teologia – Especialidade de Teologia Moral, pela Universidad Pontificia Comillas (Madrid), em 26/06/1998, com uma tese intitulada "Andragogia política em D. António Ferreira Gomes".

Actividade docente

Tem coordenado o múnus pastoral com a actividade docente. Leccionou ou lecciona em diversas Escolas de diferentes níveis: Seminário, antiga Escola do Magistério Primário (Didáctica da Religião e Moral), Escola Superior de Enfermagem (Deontologia e Ética), várias Escolas Básicas e Secundárias (Educação Moral e Religiosa Católica – EMRC) e diversas unidades da Universidade Católica Portuguesa:
Faculdade de Teologia (diversas disciplinas), Faculdade de Direito (Mundividência Cristã) e Escola das Artes (Ética);
Foi o Coordenador da Extensão de Vila Real da Faculdade de Teologia (FT) – Instituto Universitário de Ciências Religiosas;
Participou, na vida académica, nas seguintes funções: Membro eleito da Congregação da FT; Membro da Comissão Pedagógica da FT-Porto; Coordenador do Programa Erasmus/Sócrates da FT da UCP-Porto; membro da comissão de formação contínua dos Docentes da FT; Membro do Conselho Pedagógico da FT, em representação do Curso de Mestrado;
Dirigiu mais de duas dezena de teses de Licenciatura e Mestrado na FT da UCP e fez parte de vários júris académicos; Membro do Conselho de Direcção da revista “Humanística e Teologia”, pelo Departamento de Teologia Sistemática; Membro do Conselho Científico da Escola Superior de Enfermagem, desde 1995;
Orientou tese de Mestrado na Universidade do Minho e integrou júris académicos de Mestrado/Doutoramento na Universidade do Minho, Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro e Instituto Superior Miguel Torga – Escola Superior de Altos Estudos (Coimbra);
É membro do Centro de Estudos de Pensamento Português (UCP).

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Saudação à Arquidiocese de Braga

A Sua Ex.cia Rev.ma o Senhor D. Jorge
À Arquidiocese de Braga

Neste momento em que se torna pública a minha nomeação para Bispo Auxiliar de Braga, ressoam, com insistência, na minha mente, as palavras com que o Santo Padre Bento XVI se apresentou ao mundo após a sua eleição como Bispo de Roma e Pastor universal e que me atrevo a parafrasear: fui escolhido para este ministério sem o esperar, pois nunca passei de um humilde servo na vinha do Senhor. Mas aceito-o na alegria do serviço à Igreja e da edificação do Reino de Deus, na certeza de que nunca me faltarão
a graça divina e a compreensão humana.
Agradeço a Sua Santidade o Papa a confiança em mim depositada.
Espero não defraudar.
Serei fiel ao seu magistério. Com ele e sob a sua guia, anunciarei a todos a ressurreição do Senhor Jesus Cristo, verdade central da fé em que acredito plenamente.
Sinto-me feliz por ir auxiliar o Senhor Arcebispo Primaz, D. Jorge Ortiga, a quem saúdo afectuosamente.
A longa e sólida amizade que, imerecidamente, me dedica, obterá da minha parte, como resposta, efectiva e afectiva colaboração. Estendo esta saudação ao Senhor D. António Couto, desde longa data, colega no estudo e no ensino, e agora também no ministério episcopal.
Aprenderei com a sabedoria e dedicação de ambos. Cumprimento, igualmente, o Arcebispo Emérito, Senhor D. Eurico, bem como D. Carlos.
Saúdo afectuosamente todos e cada um dos fiéis em Cristo que formam a Igreja bracarense. Penso nos que, porventura, possam sofrer com a doença, o desemprego, o peso da idade, a falta de esperança e o desânimo. Garanto-lhe a minha solidariedade.
E penso, também, nas crianças, nos adolescentes e nos jovens, nos que se dedicam à «nobre arte da política», nos que humanizam o mundo pela comunicação social, nos expoentes do ensino e da cultura, com especial destaque para as Universidades do Minho e Católica.
Saúdo os cristãos de outras Igrejas, os não-cristãos e os não-crentes: mesmo que a pertença religiosa não seja a mesma, liga-nos a pura humanidade por todos partilhada.
Uma saudação especialíssima aos Presbíteros, aos Diáconos, aos Religiosos e Religiosas e aos seminaristas, os sectores com que a graça de Deus me tem posto mais em contacto.
Penso em todos, mormente nos Párocos e nos que asseguram o funcionamento dos órgãos centrais da Arquidiocese.
Obviamente, seja-me permitido destacar o ilustríssimo Cabido Metropolitano e Primacial Bracarense. Conto com a vossa amizade; contai também com a minha.
A minha missão será simples: auxiliar o Senhor D. Jorge no que ele necessitar. O que posso dizer é que penso desempenhar o meu ministério na alegria e na esperança, no optimismo e na amizade fraterna. Assim Deus me ajude. Invoco, ainda, a protecção de Santa Maria de Braga, a Senhora do Sameiro.
A graça de Nosso Senhor Jesus Cristo esteja convosco, irmãos.
Padre Manuel Linda
Eleito Bispo Auxiliar de Braga
Rédigé par Gabriel JEUGE le 29/06/2009 à 15:44

PROGRAMME :

- 1/ LECTURES DU JOUR (en Portugais)

- 2/ HOMÉLIE (en Français)


IMAGE POUR LA 1ère LECTURE (evangile-et-peinture)
IMAGE POUR LA 1ère LECTURE (evangile-et-peinture)
13° DOMINGO COMUM


Leitura I


Leitura do Livro da Sabedoria

Não foi Deus quem fez a morte, nem Ele Se alegra com a perdição dos
vivos. Pela criação deu o ser a todas as coisas, e o que nasce no mundo
destina-se ao bem. Em nada existe o veneno que mata, nem o poder da
morte reina sobre a terra, porque a justiça é imortal. Deus criou o homem
para ser incorruptível e fê-lo à imagem da sua própria natureza. Foi pela inveja
do demónio que a morte entrou no mundo, e experimentam-na aqueles
que lhe pertencem.
Palavra do Senhor.

SALMO RESPONSORIAL Salmo 29 (30)

Refrão: Eu Vos louvarei, Senhor, porque me salvastes.

Eu Vos glorifico, Senhor, porque me salvastes
e não deixastes que de mim se regozijassem os inimigos.
Tirastes a minha alma da mansão dos mortos,
vivificastes-me para não descer ao túmulo.

Cantai salmos ao Senhor, vós os seus fiéis,
e dai graças ao seu nome santo.
A sua ira dura apenas um momento
e a sua benevolência a vida inteira.

Ao cair da noite vêm as lágrimas
e ao amanhecer volta a alegria.
Ouvi, Senhor, e tende compaixão de mim,
Senhor, sede Vós o meu auxílio.

Vós convertestes em júbilo o meu pranto:
Senhor meu Deus, eu Vos louvarei eternamente.

LEITURA II 2 Cor

Leitura da Segunda Epístola do apóstolo São Paulo aos Corintios

Irmãos: Já que sobressais em tudo – na fé, na eloquência, na ciência, em
toda a espécie de atenções e na caridade que vos ensinámos – deveis também
sobressair nesta obra de generosidade. Conheceis a generosidade de
Nosso Senhor Jesus Cristo: Ele, que era rico, fez-Se pobre por vossa causa,
para vos enriquecer pela sua pobreza. Não se trata de vos sobrecarregar
para aliviar os outros, mas sim de procurar a igualdade. Nas circunstâncias
presentes, aliviai com a vossa abundância a sua indigência para que um
dia eles aliviem a vossa indigência com a sua abundância. E assim haverá
igualdade, como está escrito: «A quem tinha colhido muito não sobrou e a
quem tinha colhido pouco não faltou».
Palavra do Senhor.

EVANGELHO Mc 5, 21-24.35b-43

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos

Naquele tempo, depois de Jesus ter atravessado de barco para a outra
margem do lago, reuniu-se grande multidão à sua volta, e Ele deteve-Se à
beira-mar. Chegou então um dos chefes da sinagoga, chamado Jairo. Ao ver
Jesus, caiu a seus pés e suplicou-Lhe com insistência: «A minha filha está a
morrer. Vem impor-lhe as mãos, para que se salve e viva». Jesus foi com ele,
seguido por grande multidão, que O apertava de todos os lados. Entretanto,
vieram dizer da casa do chefe da sinagoga: «A tua filha morreu. Porque estás
ainda a importunar o Mestre?» Mas Jesus, ouvindo estas palavras, disse
ao chefe da sinagoga: «Não temas; basta que tenhas fé». E não deixou que
ninguém O acompanhasse, a não ser Pedro, Tiago e João, irmão de Tiago.
Quando chegaram a casa do chefe da sinagoga, Jesus encontrou grande alvoroço,
com gente que chorava e gritava. Ao entrar, perguntou-lhes: «Porquê
todo este alarido e tantas lamentações? A menina não morreu; está a dormir
». Riram-se d’Ele. Jesus, depois de os ter mandado sair a todos, levando
consigo apenas o pai da menina e os que vinham com Ele, entrou no local
onde jazia a menina, pegou-lhe na mão e disse: «Talitha Kum», que significa:
«Menina, Eu te ordeno: levanta-te Ela ergueu-se imediatamente e começou
a andar, pois já tinha doze anos. Ficaram todos muito maravilhados. Jesus
recomendou insistentemente que ninguém soubesse do caso e mandou dar
de comer à menina.
Palavra da salvação.


ORAÇÃO DOS FIÉIS

Caríssimos irmãos: Porque um pai Lhe pediu, Jesus ressuscitou-lhe a
filha. Com a força que nos vem da nossa fé façamos subir até ao Pai celeste
as nossas súplicas por toda a humanidade, dizendo:


R. Concedei-nos, Senhor, a vossa graça.

1. Para que o nosso Bispo,
e os nossos presbíteros e diáconos,
recordem sempre aos fiéis e aos catecúmenos,
que a salvação vem pela fé em Jesus Cristo,
oremos ao Senhor.

2. Para que os homens, ao olharem para Jesus,
que Se fez pobre para nos enriquecer dos seus dons,
sintam fome e sede de justiça,
oremos ao Senhor.

3. Para que a semente que os agricultores lançam à terra,
lhes dê o fruto que eles esperam e de que precisam
e traga o sustento àqueles que nada têm,
oremos ao Senhor.

4. Para que a fé da mulher que tocou no manto de Jesus
e a de Jairo que esperou contra toda a esperança
dêem vigor à nossa própria fé,
oremos ao Senhor.

5. Para que os membros da nossa assembleia dominical
honrem sempre o seu nome de cristãos
e aliviem a indigência dos mais pobre,
oremos ao Senhor.

Pai santo, fonte de todos os bens e origem de tudo quanto temos e
somos, ensinai-nos a reconhecer os benefícios que recebemos da vossa
liberalidade e a louvar-Vos com a voz e com a vida. Por Nosso Senhor.



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LA FILLE DE JAÏRE (à mprimer et colorier)
LA FILLE DE JAÏRE (à mprimer et colorier)
Homélie

Dans l’évangile d’aujourd’hui nous sont présentés deux récits de guérison, imbriqués l’un dans l’autre : Celui de la fille du chef de la synagogue interrompu par celui d’une femme hémorroïsse qui subrepticement vient toucher la frange du manteau de Jésus. Tant Jaïre que la femme bénéficiaire de la guérison, tous deux ont un désir ardent d’une intervention salvifique de Notre-Seigneur, Jaïre en faveur de sa fille, la femme pour elle-même. Tous deux vont d’ailleurs obtenir l’objet de leur espérance comme réponse à leur acte de foi.

La guérison de la femme hémorroïsse est en effet placée toute entière sous le signe du salut. « Si je parviens seulement à toucher son vêtement, se disait-elle, je serai sauvée ». Et Jésus de lui dire après qu’elle se soit prosternée à ses pieds : « Ma fille, ta foi t’a sauvée ; va en paix et sois guérie de ton infirmité. » C’est comme si le recouvrement de la santé par cette femme était pris dans le mouvement du salut qui s’étend du début à la fin du récit. Mais qui dit « salut » dit aussi mouvement de « foi ». C’est ainsi que dans cet épisode, nous nous retrouvons aussi les témoins de toute une démarche de foi qui ouvre au salut.

Cette femme ne demande rien à Jésus. Elle arrive par derrière, pensant agir à son insu. Elle veut simplement le toucher et elle met dans ce toucher toute son espérance : « Si je parviens seulement à toucher son vêtement, je serai sauvée ». Cette parole qu’elle se dit à elle-même est aussi un aveu de son impuissance et l’expression d’une attente d’un retour en gratuité de la part de Jésus.

Jésus réagit à son toucher. Il se retourne, parcourt du regard ceux qui l’entourent. Il veut connaître l’auteur de ce geste audacieux. Toute tremblante, la femme s’approche alors de Jésus et se prosterne devant lui osant avouer sa guérison. Elle s’attend sans aucun doute à un blâme. Mais c’est des paroles libératrices qui résonnent à ses oreilles : « Ma fille, ta foi t’a sauvée ; va en paix et sois guérie de ton infirmité ».
Au monologue intérieur de la femme, Jésus substitue un dialogue où la parole de l’un suscite l’écoute de l’autre. La parole de Jésus n’est pas ici une parole performative de guérison. Jésus constate simplement le geste que cette femme a posé et il l’interprète : Elle a osé le toucher et dans cette audace et cette confiance aimante s’est manifestée sa foi.

Croire, c’est donc bien oser toucher Jésus. Cette femme a cru qu’un simple contact discret, sans qu’il soit besoin de « déranger le maître », suffirait à libérer en sa faveur la puissance divine de guérison qui reposait sur lui.
Le chef de la synagogue, lui, n’en est pas encore là dans son cheminement de foi. Il est venu tout d’abord au-devant de Jésus pour le prier de venir « imposer les mains à sa fille pour qu’elle soit sauvée (de la mort) et qu’elle puisse continuer à vivre » et ensuite, il a eu besoin d’être exhorté par le Seigneur au combat contre le doute et à la persévérance dans la confiance : « Ne crains pas, crois seulement ».

La foi de la femme hémorroïsse est donc bien proposée en exemple à Jaïre, une foi qui est instantanément exaucée, parce qu’elle établit en communion avec la personne du Sauveur.
L’efficacité de la foi ne vient pas de ses modalités extérieures ou intérieures mais du fait qu’elle rend possible de façons diverses le contact avec le Seigneur. A travers ce contact, sa force vitale passe à travers nous et opère, de mille et une façons, le salut. Elle est libération des divers maux qui paralysent notre vitalité jusqu’à l’éteindre totalement. Eucharistie et Parole nous ouvrent avec une force toute particulière le contact avec Jésus : à nous de choisir entre un rapprochement stérile, comme celui de la foule qui le tire de tout côté, et un « toucher » en vérité, dans la confiance et dans la certitude de trouver la vie.

Car notre Dieu et le Dieu de la vie. Comme nous l’enseigne le livre de la Sagesse dans la première lecture : « Dieu n'a pas fait la mort, il ne se réjouit pas de voir mourir les êtres vivants. Il a créé toutes choses pour qu'elles subsistent ». Les deux faits miraculeux, relatés dans l’évangile de ce dimanche, attestent que la victoire du Christ sur le mal et la mort est définitive et que nous avons été sauvés et rachetés par sa venue sur la scène du monde et de l’histoire. Mais ils nous rappellent aussi que cette victoire ne pourra avoir d’effet que dans la mesure d’une foi telle qu’elle nous a été présentée par saint Marc.

Si l’humanité atteinte par le péché est à la fois une femme mère qui se meurt et une jeune fille endormie dans la mort spirituelle, comme la fille du chef de la Synagogue, la foi, l’espérance et l’adhésion aimante en la puissance de la résurrection du Christ peuvent la sauver et la réveiller.

« Seigneur, voilà l’admirable échange que tu nous donne à contempler dans l’évangile de ce jour et qui se prolonge pour nous à chaque Eucharistie. Ô Christ, nous voulons t’apporter nos vies fragiles et blessées, marquées par le péché, que tu accueilles dans ta grande bonté. Merci de nous donner en retour ta vie de Ressuscité. »

Frère Elie
(c) Famille de saint Joseph 2009 - Tous droits réservés


Rédigé par Gabriel JEUGE le 28/06/2009 à 09:30

PROGRAMME:

- 1/ CE QU'ON APPELLE LA BIOÉTHIQUE, C'EST L'ENSEMBLE DES (GRAVES) QUESTIONS QUI SE POSENT À LA CONSCIENCE DES HOMMES AU SUJET DES PROGRÈS ÉTONNANTS ACCOMPLIS PAR LES SCIENCES DE LA VIE. LE GOUVERNEMENT EN DÉBAT... LES ÉVÊQUES DE FRANCE ONT CRÉÉ UNE COMMISSION CHARGÉE D'ÉTUDIER CES QUESTIONS ET DE DIRE LE POINT DE VUE DE L'ÉGLISE. L'ARCHEVÊQUE DE RENNES, Mgr PIERRE D'ORNELLAS EST LE PRÉSIDENT DE CETTE COMMISSION.

- 2/ LA CLAUSE DE CONSCIENCE : C'EST LE DROIT RECONU À TOUT MÉDECIN DE SE REFUSER À PRATIQUER DES ACTES CONTRAIRES À LA MORALE (PAR EXEMPLE : L'AVORTEMENT)


MONSEIGNEUR PIERRE D'ORNELLAS
MONSEIGNEUR PIERRE D'ORNELLAS
QUESTIONS DE BIOÉTHIQUE :
LE DIALOGUE AUTHENTIQUE, SEUL CHEMIN SÛR


Par Mgr Pierre d’Ornellas

De nombreuses situations de vie témoignent que la bioéthique est un mot lourd de significations, porteur d’espérances ou d’angoisses, suscitant des hésitations sur ce qu’il convient de faire, rempli de savoirs scientifiques complexes.

Dès que nous entrons dans les questions de bioéthique, deux réalités s’imposent à notre esprit : une innovation prodigieuse et un terrible face à face.

Une innovation prodigieuse

En 1978, Louise Brown est née par d’une fécondation in vitro. Pour la première fois dans l’histoire humaine, des hommes ont produit un embryon humain en dehors du corps de la femme. D’ordinaire, celle-ci découvre l’existence en elle d’une autre vie humaine quelques jours après son commencement. Habituellement, elle la reçoit et l’accueille avec amour. C’est toujours une douleur pour elle – implicite ou explicite – de la refuser.

Désormais, nous savons donc produire une vie humaine. Nous pouvons ainsi répondre au désir d’un couple infertile. Nous avons acquis un pouvoir a priori sur cette vie humaine et nous l’exerçons, selon nos fantasmes plus ou moins prométhéens, en pensant que nous avons tous les droits sur elle. Ceux-ci paraissent d’autant plus légitimes que nous voulons apaiser une souffrance.

Qui dira la justesse et la limite de ces droits ? Qui dessinera leurs contours pour qu’ils soient effectivement dignes de la condition humaine ? Qui permettra de connaître les devoirs auxquels nous sommes astreints en vertu de notre dignité humaine ?

Un terrible face-à-face

La science fait merveille. Grâce à elle des techniques de plus en plus sophistiquées sont mises au point. Tout semble réalisable : tout désir d’enfant peut être satisfait, tout savoir sur une destinée humaine est possible, toute maladie pourrait être guérie.

Bref, les techniques sont toutes puissantes. Elles imprègnent de leur rigueur et de leur froideur l’art médical. Nous assistons à un face à face entre des souffrances humaines et des techniques biomédicales. Comme si nous pensions que des techniques étaient à la hauteur de souffrances vécues par une personne !

Une technique sait-elle prendre en considération une telle souffrance ? Nous assistons aussi au face à face entre le beau désir d’enfant et des techniques biomédicales qui le transforment en angoisse. Aucune technique n’est en elle-même à la hauteur du désir digne de la condition humaine.

Des efforts sont faits pour humaniser la relation entre les personnes qui désirent ou qui souffrent et les techniques. Comment trouver les justes chemins de cette indispensable humanisation ? Où situer les personnes humaines engagées dans l’art médical vis-à-vis de ces techniques ? Quelles procédures seront assez perspicaces pour respecter la responsabilité effective du personnel médical et la liberté véritable des personnes que ce personnel rencontre ? Car, en définitive, seule la qualité humaine de cette rencontre doit être sans cesse promue pour que nous gardions confiance – une confiance raisonnable – dans ces techniques qui sont destinées à demeurer au service de l’homme dans sa dignité et sa vulnérabilité.

Un chemin est sûr : le dialogue authentique vécu dans l’écoute, le questionnement et la parole prononcée dans le respect et l’effort de la raison et de l’amour. Un dialogue où amour et vérité – jamais l’un sans l’autre – se rencontrent.

Pierre d'Ornellas, archevêque de Rennes, Dol et Saint Malo, est président du groupe de travail des évêques sur la bioéthique

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AVORTEMENT À 8 SEMAINES
AVORTEMENT À 8 SEMAINES

LA CLAUSE DE CONSCIENCE : UNE ÉVIDENCE ?

Par Docteur Alain Beucher


Rarement évoquée dans les débats, conférences, écrits réalisés depuis plusieurs mois, au sujet de la révision des lois de bioéthique, la clause de conscience est une nécessaire évidence, pour les soignants mais aussi pour la société toute entière. Eclairage du Docteur Alain Beucher

L’exercice du droit de la conscience est une question difficile, souvent ‘’enfermée’’ dans une étiquette religieuse, et rarement traitée sur le fond. Elle concerne pourtant chacun d’entre nous, chaque citoyen, car elle est, d’abord, un principe laïc : tout homme ne doit pas effectuer des actes pouvant heurter sa conscience ou ses convictions.

La clause de conscience concerne, avant tout, les médecins mais aussi les sages femmes, les pharmaciens, les infirmiers, les auxiliaires médicaux … ainsi que les établissements de santé privés (article L. 2212-8 alinéa 3). D’autres champs d’activités se trouvent aujourd’hui, ou se trouveront demain, concernés par l’objection de conscience ; nous n’évoquerons ici que le domaine de la bioéthique.

Qu'est-ce que la clause de conscience?

La liberté de conscience, ou clause de conscience, peut être considérée comme la possibilité accordée de ne pas appliquer certaines règles édictées par le droit, par la Loi… En effet, les normes juridiques peuvent, dans certaines situations, entrer en conflit avec les croyances ou les valeurs morales d’un individu. C’est ainsi que le champ de l’objection de conscience s’élargit à l’ensemble des citoyens, pour des enjeux de plus en plus graves, dès lors que devient possible la subordination de la loi morale à la loi civile. La conscience doit être première … et la clause est dangereuse si elle enferme le médecin dans « sa clause », dans un isolement … ne réfléchissant pas en équipe, avec d’autres médecins ou non médecins (comité d’éthique, équipe de DAN …) Comme le dit le Catéchisme de l’Eglise catholique, « L’homme a le droit d’agir en conscience et en liberté afin de prendre personnellement les décisions morales. L’homme ne doit pas être contraint d’agir contre sa conscience mais il ne doit pas être empêché non plus d’agir selon sa conscience »

En pratique...

En pratique, ce sont, principalement, les médecins gynécologues, obstétriciens et les sages-femmes qui sont confrontés à ce droit d'exercer leur clause de conscience. Un médecin n'est jamais tenu de pratiquer une interruption volontaire de grossesse (tout comme une stérilisation) mais il doit informer, sans délai, l'intéressée de son refus et lui communiquer immédiatement le nom de praticiens susceptibles de réaliser cette intervention. Depuis la loi du 4 juillet 2001, un chef de service d’obstétrique et de gynécologie, dans le service public, peut refuser de pratiquer lui-même des IVG mais a l’obligation d’en organiser la pratique au sein de son service. La loi de 2004 a consacré cette obligation pour les chefs de services de gynécologie-obstétrique dans les établissements de santé publics. Un établissement de santé privé (article L. 2212-8 alinéa 3), sauf s’il participe à l’exécution du service public hospitalier ou s’il a conclu un contrat de concession, et dans la mesure où d’autres établissements répondent au besoin local, peut faire valoir une clause de conscience pour refuser d’organiser des IVG. Remarquons que les pharmaciens ne sont pas visés expressément par l’article L. 2212-8 CSP. Plusieurs décisions de justice leur ont dénié la clause de conscience. Les juges se fondaient souvent sur le refus de vente pour sanctionner les pharmaciens. En l’état actuel du droit positif, le pharmacien peut échapper aux sanctions du refus de vente en s’abstenant de détenir des produits contraceptifs ou abortifs dans son officine (Cass. Crim. 16 juin 1981).

La clause de conscience concerne l’ensemble des questions abordées dans la Loi de bioéthique. En matière de contraception, la loi autorise la vente libre de la contraception d’urgence (pilule du lendemain), ainsi que sa délivrance aux mineures par les infirmières scolaires. Cette Introduction de l’IVG médicamenteuse en ville (RU486) expose à leur conscience, dans une situation d’urgence, les médecins traitants, les infirmières notamment scolaires, les pharmaciens …la vente libre étant autorisée. Dans le domaine de la procréation médicalement assistée et de la recherche, les activités de fécondation in vitro ne peuvent être réalisées que dans des centres agréés. Ces centres doivent faire preuve d’une grande transparence quant à leurs options en ce qui concerne l’accessibilité au traitement. Certains souhaitent qu’ils disposent de la liberté d’invoquer une clause de conscience à l’égard des demandes qui leur sont adressées. Ce refus se ferait par écrit.

Etre en harmonie avec sa conscience et sa pratique professionnelle

La décision d’appliquer la clause de conscience n’est donc pas un refus de l’IVG, l’IMG ou la stérilisation tubaire mais, simplement, un refus de la pratiquer soi-même. Elle permet à chacun d’être en harmonie entre sa conscience et sa pratique professionnelle. Dans l’encyclique du pape Jean Paul II, Evangelium Vitae, en août 1993, la clause de conscience est « un droit essentiel qui, en tant que tel, devrait être prévu et protégé par la loi civile elle-même. Dans ce sens, la possibilité de se refuser à participer à la phase consultative, préparatoire ou d’exécution de tels actes contre la vie devrait être assurée aux médecins, au personnel paramédical et aux responsables des institutions hospitalières, des cliniques et des centres de santé. Ceux qui recourent à l’objection de conscience doivent être exempts non seulement de sanctions pénales, mais encore de quelque dommage que ce soit sur le plan légal, disciplinaire, économique ou professionnel ». La revendication actuelle de l’extension du droit de conscience aux pharmaciens s’inscrit dans cette ligne.

La clause de conscience dans le cadre de la révision des lois de bioéthique?

Au seuil de la révision des lois, la pratique quotidienne des soignants peut légitimement recommander certaines options en matière de clause de conscience :

* Ne pas modifier la loi de 2001 : « par contre, à titre individuel, un chef de service ou un médecin, dans un établissement de santé public, peut toujours refuser de pratiquer lui-même des IVG. »
* Reconnaitre le droit de conscience aux médecins refusant certaines opérations de diagnostic prénatal, aux pharmaciens et auxiliaires de pharmacie refusant de vendre des contraceptifs, aux infirmières refusant de mettre à disposition des « pilules du lendemain » et au personnel non médical travaillant dans un service d'un hôpital ou d'un établissement de soins privé, dans lequel des avortements sont pratiqués.
* Diffuser cette possibilité__ d’appliquer la clause de conscience pour permettre et encourager les professionnels soignants à oser y avoir recours et éviter ainsi une certaine désaffection de certains étudiants pour les métiers de médecins obstétriciens, de sages-femmes, de médecins échographistes ...
* Aider les professionnels de santé__, en terme juridique, à distinguer entre l’information, la prescription et la réalisation d’actes de dépistage, de diagnostic, de traitement … en respectant la conscience de chacun (en matière de dépistage prénatal par exemple)

Docteur Alain Beucher, pédiatre est ancien directeur du Centre d’Action Médico Social Précoce Polyvalent Départemental (49).

(1) Cadre juridique de la clause de conscience : La clause de conscience s’appuie sur un cadre juridique. Introduite en médecine en 1975 par la loi relative à l’Interruption Volontaire de Grossesse, la clause de conscience est reconnue expressément par le législateur seulement en matière d'avortement (Art. L2212-8 du CSP) et de stérilisation volontaire (Art. L2123-1). Elle permet à un médecin ou à un auxiliaire médical de refuser d'accomplir un acte médical, parce que cet acte, bien qu'autorisé par la loi, est contraire à ses convictions éthiques ou religieuses. Une idée reçue, entretenue par nombre d'organismes sociaux ou d'associations de patients, voudrait qu'un médecin soit contraint par la loi d'accepter de suivre tous les patients. C'est méconnaître la loi. Elle est impliquée de façon générale par l'article 47 du code de déontologie médicale, aux termes duquel le médecin a le droit de refuser ses soins pour raisons professionnelles ou personnelles, sous réserve de cas d'urgence (art.223 du nouveau code pénal) ou de manquement aux devoirs d'humanisme ou d'assistance. Le motif de conscience peut constituer l'une de ces raisons personnelles.

La faculté d’invoquer la clause de conscience est reconnue à toute personne conduit à participer, directement ou indirectement, à une interruption de grossesse. L’article L. 2212-8 alinéas 1 et 2 du Code de la Santé Publique vise les médecins mais également les sages-femmes (art.28 du code de déontologie), infirmiers et auxiliaires médicaux quels qu’ils soient … et même les chirurgiens dentistes (art.26) !
Rédigé par Gabriel JEUGE le 27/06/2009 à 15:12

PROGRAMME :

- 1/ LA CRÉMATION (OU INCINÉRATION) FAIT ENCORE PROBLÈME POUR BEAUCOUP DE CHRÉTIENS, QUI LA PENSENT INTERDITE PAR L'ÉGLISE, CE QUI EST FAUX.

POSITION NETTE DE L'ÉVÊQUE DE SETUBAL

- 2/ L'ANNÉE SAINT-PAUL SE TERMINE: ESSAI DE BILAN (EN CE QUI CONCERNE LE PORTUGAL)


INHUMATION? CRÉMATION?
INHUMATION? CRÉMATION?
CREMAÇAO : BISPO DE SETUBAL ELUCIDA POSIÇAO DA IGREJA



O Bispo de Setúbal publicou uma Nota Pastoral sobre a Cremação dos Corpos, na qual explica que "a Igreja, embora recomende a prática da sepultura, aceita a possibilidade da cremação". D. Gilberto Canavarro Reis lembra que o actual ritual das exéquias contém "os ritos adequados a este procedimento".

O documento, publicado no site da Diocese (http://www.diocese-setubal.pt/), admite a existência de dúvidas nesta matéria: "Alguns cristãos, perante a opção pela cremação, perguntam se um católico que pediu a cremação do seu corpo pode ter exéquias cristãs".

D. Gilberto Reis destaca que "apenas nos casos em que a cremação fosse pedida por alguma razão contrária à fé, a Igreja recusaria a celebração das exéquias, incluindo a Missa exequial".

"Nas exéquias daqueles que pediram a cremação, os que presidirem, incluindo os fiéis leigo devidamente autorizados, hão-de preparar e conduzir cuidadosamente a celebração de modo a evitar o escândalo ou o indiferentismo religioso dos que sejam levados a interpretar a cremação como negação do valor do corpo humano que foi morada do Espírito de Deus ou como descrença na sua futura ressurreição em Cristo", indica o prelado.

De facto, o Código de Direito Canónico, no seu cânone 1176 (parágrafo 3) refere que "a Igreja recomenda vivamente que se conserve o piedoso costume de sepultar os corpos dos defuntos, mas não proíbe a cremação, a não ser que tenha sido preferida por razões contrárias à doutrina cristã".

O Bispo de Setúbal sublinha que "sendo a sepultura do cadáver imagem da sepultura do corpo do Senhor, retirado da cruz, a Igreja recomenda aos fiéis o costume tradicional da sepultura".

"No caso de cremação, é desejável que os ritos exequiais se celebrem do mesmo modo como se celebram para os que são sepultados, isto é, tenham lugar numa igreja ou capela e incluam a encomendação e a despedida, antes da deslocação do corpo para o lugar da cremação", refere a nota.

Neste lugar, prossegue D. Gilberto, "poderão ter lugar os ritos previstos para o cemitério, segundo as indicações do Ritual". Outros procedimentos carecem de autorização do respectivo Bispo.

A nota considera "oportuna uma catequese esclarecedora e progressiva, feita por todos os que têm responsabilidades na educação da fé, especialmente os sacerdotes, sobre o sentido cristão da morte e dos ritos litúrgicos com que a Igreja exprime e ensina a fé e a esperança na ressurreição".

Em 2006 foi publicado o novo Ritual das Exéquias, com a principal novidade da presença de um capítulo especialmente orientado para o caso em que se faz a cremação do cadáver.

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VENDREDI 26 JUIN 2009   :  LA CRÉMATION   -  BILAN DE L'ANNÉE SAINT-PAUL
UM APOSTOLO DE TODOS OS TEMPOS

Milhares de iniciativas deram vida ao Ano Paulino, em Portugal e no mundo

Milhares de iniciativas deram vida, nas Dioceses do nosso país e no mundo, à celebração do Ano Paulino, que Bento XVI lançou na Igreja entre Junho de 2008 e 29 de Junho deste ano.

Livros, concertos, conferências, debates, CD´s, esculturas, pinturas, exposições, celebrações litúrgicas e encontros ecuménicos são alguns dos exemplos que foram sendo apresentados ao longo do ano, num espaço próprio que a Agência ECCLESIA reservou no seu semanário.

Não foi uma iniciativa marcada por grandes ajuntamentos ou banhos de multidão, mas em cada comunidade foi oferecida a possibilidade de voltar às origens, conhecendo e assimilando os ensinamentos de uma das figuras centrais da história do Cristianismo.

Avaliar um "Ano Paulino" é tarefa impossível, até porque o essencial neste caso não é o que se fez ou se deixou de fazer, mas pela mudança que este conjunto de acções possa provocar no seio de cada comunidade eclesial, com impacto evidente no contexto social, económico e cultural que a rodeia.

Em Portugal, a Conferência Episcopal lançou o "itinerário catequético" intitulado "Um ano a caminhar com São Paulo", da autoria de D. Anacleto Oliveira, que é entrevistado neste Dossier. A Análise de Frei Lopes Morgado, chefe de redacção da Revista Bíblica, da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos onde muitas actividades de um ano Pastoral foram determinadas pela proposta de Bento XVI, é publicada também nesta edição. Depois, o destaque para uma iniciativa, “em cena” no Seminário Maior de Braga, onde S. Paulo esteve exposto através das pinturas de Ilda David.

Entre as intenções do episcopado estava a valorização dos textos paulinos e sessões de estudos sobre São Paulo. A 25 de Janeiro, foi organizada uma grande celebração nacional, presidida pelo Bispo sírio D. Antoine Audo. Milhares de pessoas desafiaram a chuva e marcaram presença no Santuário da Cova da Iria.

D. Ilídio Leandro, Bispo de Viseu, diz que a principal lição deste Ano deve ser "vivermos a comunhão, na participação e na corresponsabilidade em Igreja". "Procurámos ajudar a crescer esta semente, constituindo (ou renovando) e formando os diversos órgãos de corresponsabilidade das Comunidades, nomeadamente os Conselhos de Pastoral e dos Assuntos Económicos", recorda.

Este responsável defende que "importa formar Cristãos Leigos que partilhem, em comunidade eclesial, as tarefas de fazer nascer, viver, caminhar e crescer, na comunhão, na participação e na corresponsabilidade, toda a Comunidade paroquial".
Paulo e o Papa

No dia 2 de Julho de 2008, Bento XVI deu início a um ciclo de Catequeses, dedicado ao "grande Apóstolo São Paulo", que apresentou como "figura excelsa e quase inimitável, mas de qualquer maneira estimulante, está diante de nós como exemplo de total dedicação ao Senhor e à sua Igreja, bem como de grande abertura à humanidade e às suas culturas".

Ao longo de 20 encontros com peregrinos de todo o mundo, o Papa abordou a vida e obra do Apóstolo e a Igreja que nascia. No final, a 4 de Fevereiro de 2009, Bento XVI defendeu que "a figura de São Paulo sobressai muito além da sua vida terrena e da sua morte; com efeito, ele deixou uma herança espiritual extraordinária".

"É óbvio que os Padres da Igreja e depois todos os teólogos se alimentaram das Cartas de São Paulo e da sua espiritualidade. Assim ele permaneceu ao longo dos séculos, até hoje, o verdadeiro mestre e apóstolo das nações", acrescentou.

Para Bento XVI, em Paulo "permanece luminosa diante de nós a figura de um apóstolo e um pensador cristão extremamente fecundo e profundo, de cuja aproximação cada um pode tirar benefícios. Num dos seus panegíricos, São João Crisóstomo instaurou uma comparação original entre Paulo e Noé, expressando-se assim: Paulo "não uniu eixos para fabricar uma arca; pelo contrário, em vez de unir tábuas de madeira, compôs cartas e assim salvou do meio das ondas não dois, três ou cinco membros da própria família, mas toda a 'ecumene' que estava prestes a perecer" (Paneg. 1,5). É precisamente isto que o Apóstolo Paulo ainda e sempre pode fazer. Portanto, inspirar-se nele, tanto no seu exemplo apostólico como na sua doutrina, será um estímulo, se não uma garantia, para a consolidação da identidade cristã de cada um de nós e para o refortalecimento de toda a Igreja".
Dossier | Agência Ecclesia | 2009-06-16 | 11:39:40 | 5387 Caracteres | Ano Paulino
Rédigé par Gabriel JEUGE le 26/06/2009 à 10:43

PROGRAMME :

- 1/ CHAQUE MERCREDI, POURSUIVANT LA TRADITION DE SON PRÉDÉCESSEUR, LE PAPE BENOÎT XVI DONNE À LA FOULE MASSÉE SUR LA PLACE SAINT PIERRE, UN ENSEIGNEMENT. HIER, 24 JUIN, IL A PARLÉ DE L'ANNÉE SACERDOTALE, QU'IL A LUI-MÊME VOULUE. CI-DESSOUS LE TEXTE DE SA CATÉCHÈSE.

- 2/ DU HAUT DE SANTA LUZIA, L'ÉVÊQUE DE VIANA DO CASTELO A PARLÉ DE L'ANNÉE SACERDOTALE


LE PAPE BENOÎT XVI
LE PAPE BENOÎT XVI
Audience générale du 24 juin 2009 : L’Année sacerdotale et le curé d’Ars

Texte intégral

ROME, Mercredi 24 juin 2009 (ZENIT.org) - Nous publions ci-dessous le texte intégral de la catéchèse prononcée ce mercredi par le pape Benoît XVI au cours de l'audience générale, place Saint-Pierre.

* * *

Chers frères et sœurs,

Vendredi dernier, 19 juin, solennité du Sacré-Cœur de Jésus et journée traditionnellement consacrée à la prière et à la sanctification des prêtres, j'ai eu la joie d'inaugurer l'Année sacerdotale, décidée à l'occasion du cent-cinquantième anniversaire d e la « naissance au ciel » du curé d'Ars, saint Jean Baptiste Marie Vianney. Et en entrant dans la basilique vaticane pour la célébration des vêpres, presque comme premier geste symbolique, je me suis arrêté dans la chapelle du Chœur pour vénérer la relique de ce saint pasteur d'âmes : son cœur. Pourquoi une Année sacerdotale ? Pourquoi précisément en souvenir du saint curé d'Ars, qui n'a apparemment rien accompli d'extraordinaire ?
La Providence divine a fait en sorte que sa figure soit rapprochée de celle de saint Paul. En effet, alors que se conclut l'Année paulinienne, consacrée à l'apôtre des nations, modèle extraordinaire d'évangélisateur qui a accompli plusieurs voyages missionnaires pour diffuser l'Evangile, cette nouvelle année jubilaire nous invite à nous tourner vers un pauv re agriculteur devenu un humble curé, qui a accompli son service pastoral dans un petit village. Si les deux saints diffèrent beaucoup dans les itinéraires de vie qui les ont caractérisés - l'un est allé de région en région pour annoncer l'Evangile, l'autre a accueilli des milliers et des milliers de fidèles en restant toujours dans sa petite paroisse -, il y a cependant quelque chose de fondamental qui les rassemble : il s'agit de leur identification totale avec leur ministère, leur communion avec le Christ qui faisait dire à saint Paul : « Je vis, mais ce n'est plus moi, c'est le Christ qui vit en moi » (Ga 2, 20). Et saint Jean-Marie Vianney aimait répéter : « Si nous avions la foi, nous verrions Dieu caché dans le prêtre comme une lumière derrière la vitre, comme le vin mélangé à l'eau ». Le but de cette Année sacerdotale - comme je l'ai écrit dans la lettre envoyée aux prêtres à cette occasion - est donc de favoriser la tension de chaque prêtre « vers la perfection spirituelle de laquelle dépend en particulier l'efficacité de son ministère », et d'aider avant tout les prêtres, et avec eux tout le peuple de Dieu, à redécouvrir et à raviver la conscience de l'extraordinaire et indispensable don de Grâce que le ministère ordonné représente pour celui qui l'a reçu, pour l'Eglise entière et pour le monde, qui sans la présence réelle du Christ serait perdu.

Les conditions historiques et sociales dans lesquelles se trouva le curé d'Ars ont indéniablement changé et il est juste de se demander comment les prêtres peuvent l'imiter dans l'identification avec leur propre ministèr e dans les sociétés actuelles mondialisées. Dans un monde où la vision commune de la vie comprend toujours moins le sacré, à la place duquel « l'aspect fonctionnel » devient l'unique catégorie décisive, la conception catholique du sacerdoce pourrait risquer de perdre son caractère naturel, parfois même à l'intérieur de la conscience ecclésiale. Souvent, que ce soit dans les milieux théologiques, ou bien dans la pratique pastorale et de formation concrète du clergé, s'affrontent, et parfois s'opposent, deux conceptions différentes du sacerdoce. Je remarquais à ce propos il y a quelques années qu'il existe « d'une part, une conception socio-fonctionnelle qui définit l'essence du sacerdoce avec le concept de "service" : le service à la communauté, dans l'exercice d'une fonction... D'autre part, il y a l a conception sacramentelle-ontologique, qui naturellement ne nie pas le caractère de service du sacerdoce, mais le voit cependant ancré à l'être du ministre et qui considère que cet être est déterminé par un don accordé par le Seigneur à travers la médiation de l'Eglise, dont le nom est sacrement » (J. Ratzinger, Ministero e vita del Sacerdote, in Elementi di Teologia fondamentale. Saggio su fede e ministero, Brescia 2005, p. 165). Le glissement terminologique du mot « sacerdoce » à ceux de « service, ministère, charge », est également un signe de cette conception différente. Ensuite, à la première, la conception ontologique-sacramentelle, est lié le primat de l'Eucharistie, dans le binôme «sacerdoce-sacrifice», alors qu'à la deuxième correspondrait le primat de la parole et du ser vice de l'annonce.

A tout bien considérer, il ne s'agit pas de deux conceptions opposées, et la tension qui existe cependant entre elles doit être résolue de l'intérieur. Ainsi, le décret Presbyterorum ordinis du Concile Vatican II affirme : « En effet, l'annonce apostolique de l'Evangile convoque et rassemble le peuple de Dieu, afin que tous les membres de ce peuple... s'offrent eux-mêmes en "victime vivante, sainte, agréable à Dieu" (Rm 12, 1), et c'est précisément à travers le ministère des prêtres que le sacrifice spirituel des fidèles atteint sa perfection dans l'union au sacrifice du Christ, unique médiateur. En effet, ce sacrifice, accompli par les mains du prêtre et au nom de toute l'Eglise est offert dans l'Eucharistie « de manière non sanglante et sacramentelle, jusqu'à ce que vienne l e Seigneur lui-même » (n. 2).

Nous nous demandons alors : «Que signifie précisément pour les prêtres évangéliser ? En quoi consiste ce que l'on appelle le primat de l'annonce ? ». Jésus parle de l'annonce du Royaume de Dieu comme du véritable but de sa venue dans le monde et son annonce n'est pas seulement un « discours ». Elle inclut dans le même temps son action elle-même : les signes et les miracles qu'il accomplit indiquent que le Royaume vient dans le monde comme réalité présente, qui coïncide en fin de compte avec sa propre personne. En ce sens, il faut rappeler que, dans le primat de l'annonce également, la parole et le signe sont inséparables. La prédication chrétienne ne proclame pas des « paroles », mais la Parole, et l'annonce coïncide avec la personne même du Christ, ontologiquement ouverte à la relation avec le Père et obéissant à sa volonté. Un service authentique à la Parole exige de la part du prêtre une profonde abnégation de soi, jusqu'à dire avec l'Apôtre : « Ce n'est plus moi qui vit, mais le Christ qui vit en moi ». Le prêtre ne peut pas se considérer comme «maître» de la parole, mais comme serviteur. Il n'est pas la parole mais, comme le proclamait Jean le Baptiste, dont nous célébrons précisément aujourd'hui la Nativité, il est la « voix » de la Parole : « Voix de celui qui crie dans le désert : préparez le chemin du Seigneur, rendez droits ses sentiers » (Mc 1, 3).

Or, être « voix » de la Parole, ne constitue pas pour le prêtre un simple aspect fonctionnel. Au contraire, cela présuppose une substantielle « perte de soi » dans le Christ, en participant à son mystère de mort et de résurrection avec tout son moi : intelligence, liberté, volonté et offrande de son propre corps, comme sacrifice vivant (cf. Rm 12, 1-2). Seule la participation au sacrifice du Christ, à sa khènosi, rend l'annonce authentique ! Tel est le chemin qu'il doit parcourir avec le Christ pour parvenir à dire au Père avec Lui : que s'accomplisse « non ce que je veux, mais ce que tu veux » (Mc 14, 36). L'annonce, alors, comporte toujours également le sacrifice de soi, condition pour que l'annonce soit authentique et efficace.

Alter Christus, le prêtre est profondément uni au Verbe du Père, qui en s'incarnant a pris la forme d'un serviteur, est devenu serviteur (cf. Ph 2, 5-11). Le prêtre est le serviteur du Christ, au sens que son existence, configurée à Lui de manière ontologique, assume un caractère essentiellement relationnel : il est en Christ, pour le Christ et avec le Christ au service des hommes. Précisément parce qu'il appartient au Christ, le prêtre est radicalement au service des hommes : il est ministre de leur salut, de leur bonheur, de leur libération authentique, mûrissant, dans cette assomption progressive de la volonté du Christ, dans la prière, dans le « cœur à cœur » avec Lui. Telle est alors la condition inaliénable de toute annonce, qui comporte la participation à l'offrande sacramentelle de l'Eucharistie et la docile obéissance à l'Eglise.

Le saint curé d'Ars répétait souvent avec les larmes aux yeux : « Comme il est effrayant d'être prêtre ! ». Et il ajoutait : « Comme c'est triste un prêtre qui célèbre la Messe comme un fait ordinaire ! Combien s'égare un prêtre qui n'a pas de vie intérieure ! ». Puisse l'Année sacerdotale conduire tous les prêtres à s'identifier totalement avec Jésus crucifié et ressuscité, pour que, à l'imitation de saint Jean Baptiste, ils soient prêts à « diminuer » pour qu'Il grandisse ; pour qu'en suivant l'exemple du curé d'Ars, ils ressentent de manière constante et profonde la responsabilité de leur mission, qui est le signe et la présence de la miséricorde infinie de Dieu. Confions à la Vierge, Mère de l'Eglise, l'Année sacerdotale qui vient de commencer et tous les prêtres du monde.

Le pape a ensuite résumé la catéchèse en plusieurs langues. Voici ce qu'il a dit en français :

Chers frères et sœurs,

Vendredi dernier, en la solennité du Sacré-Cœur de Jésus, j'ai eu la joie d'inaugurer l'Année sacerdotale, décidée à l'occasion du cent cinquantième anniversaire de la «naissance au ciel » du curé d'Ars, saint Jean-Marie Vianney. Alors que se conclut l'Année consacrée à l'Apôtre Paul, modèle extraordinaire de l'évangélisateur qui a accompli de nombreux voyages pour répandre l'Evangile, cette nouvelle année jubilaire nous invite à nous tourner vers un humble curé qui a réalisé son service pastoral dans un petit village. Tous deux ont en commun une identification totale avec leur ministère et une profonde communion au Christ.

Le but de cette année sacerdotale est d'aider l es prêtres à tendre vers la perfection spirituelle dont dépend surtout l'efficacité de leur ministère, à redécouvrir et à renforcer la conscience de la grâce extraordinaire que le ministère ordonné représente pour celui qui l'a reçu, pour l'Eglise et pour le monde. Profondément uni au Verbe de Dieu, qui en s'incarnant est devenu serviteur, le prêtre, lui appartient. Pour cette raison, il est aussi au service des hommes. Il est ministre de leur salut, de leur bonheur, de leur authentique libération, en accueillant en lui-même la volonté du Christ, dans la prière et dans le «cœur à cœur » avec lui.

J'accueille avec joie les pèlerins francophones. Je salue particulièrement le groupe de la Mission catholique vietnamienne de Paris et les jeunes de l'école de la Croix de Paris. Que le témoignage du curé d'Ars vous aide à mieux comprendre l'importance du ministère du prêtre dans la vie de l'Eglise et du monde, et à répondre généreusement aux appels du Seigneur. Avec ma Bénédiction apostolique !

© Copyright du texte original plurilingue : Librairie Editrice du Vatican
Traduction : Zenit

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L'ÉVÊQUE DE VIANA DO CASTELO, DU HAUT DE STA LUZIA
L'ÉVÊQUE DE VIANA DO CASTELO, DU HAUT DE STA LUZIA
VIANA DO CASTELO REZA POR PADRES FELIZES E SANTOS



O Bispo de Viana do Castelo, D. José Pedreira, pediu ontem orações aos cristãos da sua diocese pelos sacerdotes, pois defendeu que a
Igreja precisa de «padres felizes e santos». O prelado, que falava na homilia da missa solene de encerramento da peregrinação ao
monte de Santa Luzia em gesto de acção de graças ao Sagrado Coração de Jesus, lembrou que isso será conseguido, caso os sacerdotes,
mas também os consagrados e todos os cristãos, dediquem mais tempo à oração e ao encontro com Cristo. De uma forma genérica, a
abertura do Ano Sacerdotal foi o tema central abordado nas peregrinações de ontem. Em Terras de Bouro, também o Arcebispo de Braga,
D. Jorge Ortiga desafiou as paróquias a criarem movimentos de estima, de bem-querer e de oração pelos sacerdotes.
Rédigé par Gabriel JEUGE le 25/06/2009 à 10:38


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