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Gabriel JEUGE
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Ce Blog est dédié avant tout aux Portugais d'Orléans et de sa région, mais aussi à tous ceux qu'il peut intéresser...Ce n'est pas un journal intime, mais "une nouvelle par jour"
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QUESTIONS ACTUELLES

VENDREDI 25 JUILLET : FÊTE DE ST JACQUES - LES JEUX OLYMPIQUES  25/07/2008

PROGRAMME :

- SAINT JACQUES "LE MAJEUR" (FRÈRE DE SAINT JEAN) PREMIER MARTYR PARMI LES APÔTRES, EST HONORÉ PARTOUT DANS LE MONDE . CHACUN CONNAÎT SANTIAGO DE COMPOSTELLE, ET LE PÈLERINAGE QUI LUI EST ATTACHÉ... AU PORTUGAL, D'INNOMBRABLES ÉGLISES L'ONT COMME PATRON. DE NOMBREUX PORTUGAIS D'ORLÉANS SONT ORIGINAIRES DE SANTIAGO DE FIGUEIRO (CONCELHO DE AMARANTE)

- ET SI NOUS PARLIONS DES JEUX OLYMPIQUES? VOICI UN POINT DE VUE PORTUGAIS (source: Familia Cristã)

STATUE DE SAINT JACQUES (Soulac-sur-Mer. FRANCE)
STATUE DE SAINT JACQUES (Soulac-sur-Mer. FRANCE)
SAINT JACQUES : UNE BIOGRAPHIE "ROMANCÉE"



Saint Jacques le Majeur, fils de Zébédée et de Salomé, était frère de saint Jean l'Évangéliste. On le surnomma le Majeur, pour le distinguer de l'Apôtre du même nom surnommé le Mineur, qui fut évêque de Jérusalem. Il était de Galilée et vint au monde douze ans avant Jésus-Christ. Il exerçait la profession de pêcheur, ainsi que son père et Jean, son frère. Un jour qu'ils nettoyaient leurs filets dans une barque sur les bords du lac de Génésareth, Jésus appela les deux frères; à l'instant, quittant leur barque et leur père, ils se mirent à Sa suite et furent bientôt agrégés au collège des Apôtres.

Le choix que Jésus fit des deux frères pour être, avec Pierre, témoins de Sa Transfiguration, et plus tard de Sa prière au Jardin des Oliviers, montre assez l'affection dont Il les honorait. Après la dispersion des Apôtres, Jacques le Majeur vint en Espagne, dont Dieu le destinait à faire la conquête. Il la parcourut en tous sens et la féconda de ses sueurs; mais il ne put convertir que neuf disciples. N'est-ce pas un sujet de consolation pour les prédicateurs dont les efforts ne sont pas toujours couronnés de succès? Dieu Se plaît ainsi à éprouver Ses envoyés; ils sèment, d'autres recueilleront la moisson.

Du reste, Jacques eut une grande consolation: la Sainte Vierge, vivante encore, lui apparut et lui demanda de construire, en Son honneur, une chapelle qui serait une protection pour l'Espagne. La Sainte Vierge a maintes fois prouvé depuis aux Espagnols qu'ils étaient sous Sa sauvegarde.

Saint Jacques revint à Jérusalem, y prêcha la foi de Jésus-Christ et convertit beaucoup de personnes. L'Apôtre gagna à Jésus-Christ deux magiciens qui avaient cherché à le confondre par leur art diabolique. Un jour qu'il prêchait, une émeute, préparée à l'avance, se souleva contre lui; on le conduisit au gouverneur Hérode, en disant: "Il séduit le peuple, il mérite la mort." Hérode, homme sans conscience, visant avant tout à plaire, commanda de trancher la tête au saint Apôtre.

Le glorieux martyr appartenait à l'Espagne, qu'il avait évangélisée. Sa dépouille mortelle y fut conduite par quelques disciples. Il n'est peut-être pas au monde un ancien pèlerinage plus célèbre que celui de Saint-Jacques de Compostelle. Saint Jacques a été souvent le défenseur de l'Espagne contre les Sarrasins.

Abbé L. Jaud, Vie des Saints pour tous les jours de l'année, Tours, Mame, 1950. (Valeur historique plus que discutable)

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PEKIN : STADE OLYMPIQUE
PEKIN : STADE OLYMPIQUE
LES JEUX OLYMPIQUES DE PEKIN : POINT DE VUE PORTUGAIS



Vicente Moura
«Estamos no melhor período de sempre do desporto português»

FAMÍLIA CRISTÃ - Que avaliação faz do projecto Pequim 2008?

Vicente Moura - Eu acho que é uma avaliação muito positiva. Julgo que estamos no melhor período de sempre do desporto português. O facto de o Comité Olímpico de Portugal (COP) se encarregar sozinho da gestão de todo o projecto permitiu clarificar as responsabilidades dos diversos intervenientes no processo e planificar e calendarizar claramente todo o processo.

FC - Os objectivos estabelecidos foram cumpridos?

V.M. - Na verdade, até excede as nossas expectativas, com excepção das modalidades colectivas. É importante referir que até estes Jogos o COP tinha sempre possibilidade de inscrever atletas, mesmo que os atletas não atingissem os mínimos internacionais. Neste momento só vão aos Jogos Olímpicos (JO) atletas que se qualificam. Assim, os 70 desportistas já apurados que temos são um número excelente para Portugal.





Quais são as expectativas em relação à participação portuguesa nos JO?

V.M. - Quando assinámos o projecto, prometemos ao Governo que teríamos os melhores resultados de sempre. Nunca tivemos mais de 43 pontos, e penso que é possível ultrapassar os 60 pontos [os lugares pontuáveis são até ao 8º lugar em cada competição]. Em relação a medalhas, espero ultrapassar o número de Atenas, que foi de 3.

FC - Quais são as modalidades que geram mais expectativas?

V.M. - O triatlo, o judo, a vela, o atletismo, o tiro, e por aí fora. Há uma série de modalidades que dão garantias. Deixe-me dizer-lhe que, enquanto em Atenas tínhamos 4 atletas medalháveis, hoje temos 11. Portanto, se em 4 tivemos 3, esperemos que este ano a percentagem se aproxime...(risos)

FC - Tem havido várias críticas em relação à organização chinesa do JO. Mantém a opinião de que estes serão os melhores JO de sempre?

V.M. - Julgo que sim, apesar dos problemas que têm surgido recentemente. A China tem uma legião de trabalhadores que trabalham 10 a 12 horas por dia, e preparam tudo minuciosamente. Eu já assisti a uma cerimónia de abertura em 1997 lá e aquilo é impraticável noutra parte do mundo: entram 10 mil pessoas de verde, saem e entram outras 10 mil de vermelho. É uma massa humana que trabalha em uníssono com grande capacidade artística e técnica. Em termos de resultados, apesar da questão da humidade e do calor, poderão também ser os melhores de sempre. A única questão que pode ser problemática é a parte burocrática. Eles querem sempre resolver os problemas, mas têm pouca capacidade de decisão nos cargos intermédios, e o facto de precisarem sempre de autorizações superiores pode dificultar os processos. Falta-lhes um pouco de «jogo de cintura», à boa maneira portuguesa.

FC - Não haverá um boicote ao encontro de culturas?

V.M. - Não penso que isso vá acontecer. Uma das virtudes dos Jogos é que é uma abertura, pois eles, quer queiram quer não, vão abrir-se ao mundo. Não só o mundo vai ver como é a China, através dos 22500 jornalistas que lá vão estar [mais do dobro dos atletas], como os chineses também vão ver como as outras pessoas são, como se vestem e como se comportam. Isso deixa marcas, conforme já deixou nos JO de Moscovo, em 1980, ou nos de 1988, em Seul. Há
algum receio, claro, depois desta história do Tibete.

FC - Como é que os Comités Olímpicos dos países estão a gerir esta situação junto dos atletas?

V.M. - Com muita tranquilidade. Hoje os atletas olímpicos são pessoas evoluídas e nenhum deles vai aos JO sem nunca ter ido a uma competição internacional. Eles conhecem o que vão encontrar, e sabem perfeitamente que meterem-se em questões de ordem política pode ser mau para toda a gente.

FC - Falou-se no boicote aos JO...

V.M. - Proibir os atletas de falar não faz sentido nenhum. Eu não os proíbo aqui de falarem, ia proibi-los lá? Estou convencido que não vamos ter qualquer espécie de problemas.

Dificuldades de fundo

FC - Porque é que as modalidades colectivas têm sempre tanta dificuldade em aceder a uma competição destas, ao contrário das modalidades individuais?

V.M. - Há dois aspectos: primeiro é difícil a participação. Dos 206 comités olímpicos existentes, apenas 12 chegam aos JO. A Europa é altamente desenvolvida nas modalidades colectivas, e só vão duas equipas europeias em 49 países; depois a universalidade faz com que vão sempre duas europeias e duas africanas. Apesar das selecções africanas poderem não estar ao nível das outras europeias, têm sempre o lugar assegurado.





FC - É mais fácil conseguir qualificações individuais?

V.M. - Exactamente, porque são excepções. A questão é que nas competições colectivas não basta ter uma excepção, temos de ter uma equipa. É preciso massificar a prática desportiva, para que se encontrem os melhores atletas. O desporto escolar, neste momento, só ocupa 12% da população escolar! Assim é impossível...

FC - E como é que massificamos?

V.M. - Esse passo tem de ser dado pelo Estado, pelo Governo. Nós estamos a evoluir, deixámos de ser uns coitadinhos e vemos que, se trabalharmos, conseguimos ser iguais aos outros. Agora temos de resolver problemas que são atávicos. Temos de dar desporto para todos os jovens, porque é bom para a saúde e para a educação. Enquanto Portugal não sair desses índices baixíssimos de prática desportiva - somos os piores na Europa a 27 -, nunca será uma potência desportiva.

FC - E há condições para acolher essa massificação?

V.M. - Hoje em dia as condições de infra-estruturas que temos são bastante melhores. Eu diria até que estamos bem apetrechados. O problema que se põe são os apoios, os horários escolares (que são demasiado intensos), é o acesso aos equipamentos. Em Espanha as autarquias têm autocarros e monitores nos equipamentos, e isso facilita o acesso à prática desportiva. Nós temos pistas de atletismo e piscinas de grande qualidade sem um único praticante. Tudo porque não têm lá monitores que apoiem quem quer ir fazer desporto. Se os monitores existissem, apoiavam quem queria ir fazer desporto e assim a prática desportiva ficava mais acessível. Agora que temos as infra-estruturas, é tempo de pô-las ao serviço do povo!

FC - Não existe uma aposta excessiva no futebol?

V.M. - Eu costumo dizer que o desporto em Portugal é uma ilha rodeada de futebol por todo o lado, até por cima! (risos).


Ricardo Perna


25/07/2008 10:00 | Permalien | Commentaires (0)


QUESTIONS ACTUELLES

JEUDI 24 JUILLET 2008 : NOUVEAU SITE WEB POUR L'ÉGLISE DE FRANCE - ALBERTO SAMPAIO, GLOIRE DU MINHO  24/07/2008

PROGRAMME :

- LES ÉVÊQUES DE FRANCE DONNET UN "COUP DE JEUNE" À LEUR SITE INTERNET : PASSIONNANT!

- ALBERTO SAMPAIO : UNE GLOIRE DU PAYS MINHOTO (Historien, écrivain,... et spécialiste des vins du pays!)

EN-TÊTE DU PORTAIL (voir contact dans l'annuaire de liens)
EN-TÊTE DU PORTAIL (voir contact dans l'annuaire de liens)
L'ÉGLISE DE FRANCE SE LANCE SUR LE WEB 2.0


Le site de la Conférence des évêques a fait peau neuve. Lisibilité, multimédia, interactivité… le nouveau portail se veut la vitrine du dynamisme de l'Église catholique en France

Le choix du nom de domaine n'a rien d'anodin. L'elliptique cef.fr a fait place à eglise.catholique.fr : le nouveau portail de la Conférence des évêques de France (CEF) a opté pour une lisibilité et une visibilité maximales sur Internet. En ligne depuis quelques semaines, le site est clair, aéré, enrichi et bien plus organisé que sa précédente version, qui datait de… 2001, âge préhistorique pour le Web.

Plus qu'une simple refonte technique et graphique, le projet a fait l'objet d'une longue étude sur l'enjeu, pour l'Église catholique, d'un tel site. Une enquête a été menée il y a un an auprès d'une dizaine d'évêques, de responsables des services nationaux et de 1 300 internautes, recrutés sur le site de la CEF, mais aussi sur des portails généralistes, comme auféminin.com. Une palette qui se voulait suffisamment large pour couvrir la diversité des attentes des 200 000 visiteurs mensuels du site.

Premier constat, les concepteurs d'eglise.catholique.fr ont voulu que, dans une société pluraliste et en manque de repères, l'internaute puisse trouver en quelques clics ce que dit l'Église en matière de famille, de bioéthique, d'économie… D'où un travail titanesque d'archivage et de mise en ligne des déclarations publiées par la Conférence des évêques, bien avant l'arrivée d'Internet. L'internaute qui s'interroge sur les questions d'euthanasie trouvera, par exemple, le texte sur la fin de vie publié en 1991. « C'est un peu le Journal officiel », soulignait un des évêques ayant participé à la genèse du projet.

"Amener l'internaute du virtuel au réel"

Un pendant du site du Vatican, qui archive les textes du magistère ? Oui, mais pas seulement. Le code couleur du site, décliné à partir du logo de la CEF, le montre d'ailleurs : en jaune, la partie plus institutionnelle sur la Conférence des évêques, le reste traitant de la vie de l'Église en général. « Le nouveau portail se veut aussi le témoin du dynamisme local », explique Anne de Ladonchamps, responsable éditoriale.

Un agenda recense déjà les propositions diocésaines en ligne. À la rentrée, il sera alimenté par des contributeurs sélectionnés dans les diocèses et, à terme, dans les mouvements. « L'internaute qui lira un article sur la famille, par exemple, verra s'afficher en bas de la page les propositions de retraites dédiées, ajoute Anne de Ladonchamps. Au détour d'une information, le visiteur doit pouvoir trouver une communauté vivante. Nous voulons l'amener du virtuel au réel. »

Avec plus de 750 sites partageant le même nom de domaine, le site de la CEF – qui joue le rôle de plate-forme et figurait en 2007 parmi les 20 premiers sites catholiques au monde, selon l'institut de sondage Alexa.com – mise sur la mutualisation des contenus. Dans la rubrique « Foi et vie chrétienne », l'internaute pourra ainsi écouter un commentaire audio de l'évangile par un prêtre du diocèse de Marseille. Dans la rubrique « Actualités », il visionnera des vidéos du « Jour du Seigneur » et de KTO.

Eviter le "langage pour initiés"

D'autres médias comme pèlerin.info, croire.com et la-croix.com ont été sollicités pour le voyage du pape en France. « Il faut faire une catéchèse de l'actualité », suggérait un évêque au début du projet. Expliquer, donner des clés de compréhension sur l'actualité et sur la foi catholique : c'est manifestement l'un des principaux objectifs de ce site qui propose des questions-réponses élaborées à partir des interrogations des internautes, des définitions apparaissant automatiquement au-dessus de certains mots plus obscurs pour le néophyte.

« Internet est par excellence un outil de recherche, souligne Anne de Ladonchamps, et nous avons voulu donner des éléments de réponse à tous les chercheurs de Dieu, en particulier à tous ceux qui ne franchiraient pas la porte d'une église. »

Céline HOYEAU

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ALBERTO SAMPAIO
ALBERTO SAMPAIO
ALBERTO SAMPAIO (1841-1908)

Alberto Sampaio é nome grande e ilustre da cultura portuguesa. Nasceu em 15 de Novembro de 1841, em Guimarães, e faleceu em Vila Nova de Famalicão no dia 1 de Dezembro de 1908.
Apesar de termos já publicado neste suplemento diversos trabalho sobre a vida e a obra de Alberto Sampaio, pretendemos associar-nos hoje, de forma especial, às comemorações do Centenário da sua Morte (comemorações que estão em curso durante o ano de 2008), dedicando-lhe por inteiro este número 447 do suplemento “Cultura” do "Diario do Minho". Não poderíamos ter concretizado este projecto sem o imprescindível apoio da Comissão Executiva das Comemorações - a quem agradecemos a selecção e organização dos textos que se publicam nestas páginas. Abílio Peixoto

Um minhoto a cem por cento
Por Armindo da Costa (Presidente da CM de VN de Famalicão)

Os registos indicam que o historiador Alberto Sampaio nasceu em Guimarães, terra de sua mãe, e morreu em Vila Nova de Famalicão, na casa paterna da Quinta da Boamense, na freguesia de Cabeçudos. As suas raízes, como a sua vida, mergulham, pois, nestes dois municípios. Nasceu em Guimarães, mas frequentou o colégio em Landim. Colaborou com Martins Sarmento e dirigiu a 1ª Exposição Industrial de Guimarães, mas recebeu em Boamense o seu amigo Antero de Quental, e aí cultivou as vinhas, na quinta que herdou de seus pais, tendo feito da Casa de Boamense o seu laboratório científico, onde escreveu uma das obras históricas mais profundas e originais.
Alberto Sampaio foi “um minhoto a cem por cento”, como ele próprio se considerava. Reconhecido pelos amigos como um homem de espírito universal, simples e humilde, Alberto Sampaio foi um historiador erudito, como atesta a obra que nos legou, e que, durante este ano, estamos a homenagear.
O Município de Guimarães, a Sociedade Martins Sarmento e o Museu de Alberto Sampaio têm toda a legitimidade e, porventura, o dever de fazer esta homenagem.
Idêntica legitimidade tem o Município de Vila Nova de Famalicão.
Nesta circunstância, sublinho o entendimento intermunicipal entre Vila Nova de Famalicão e Guimarães que preside às comemorações do Centenário da Morte de Alberto Sampaio. Pela primeira vez na área da Cultura, Vila Nova de Famalicão e Guimarães mostram ao País um exemplo de cooperação institucional que é justo enaltecer. Em vez de vários programas, temos um, que junta todos e que se desdobra por dois Municípios, e conta com a colaboração e participação de várias instituições associações da região. Creio ser esta a melhor e a mais sábia maneira de homenagear Alberto Sampaio.
Ele que tinha o Minho como território de referência para os seus estudos históricos e para as experiências na vitivinicultura, onde foi pioneiro no desenvolvimento e projecção do vinho verde além fronteiras. Ele que escolheu o Minho como terra de eleição para viver.

Nos últimos anos, a Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão tem feito um esforço de preservação e divulgação da obra de Alberto Sampaio. O nome do historiador já consta da toponímia famalicense e o Arquivo Histórico Municipal ostenta o seu nome.
Por isso, o lançamento da primeira pedra das novas instalações do Arquivo Histórico de Vila Nova de Famalicão, que faz parte do programa do centenário de Alberto Sampaio, tem para nós um significado especial. Por um lado, evidencia o nosso total empenho na evocação do centenário da sua morte e, por outro, a reparação da injustiça que temos para com a memória do homem íntegro, do historiador sábio e do cidadão exemplar.
O programa é diversificado, juntando o plano científico com o pedagógico, não esquecendo o envolvimento popular. É uma boa aposta dar oportunidade aos investigadores para aprofundar a obra historiográfica e para se conhecer em profundidade o pioneirismo no campo da vitivinicultura, não descurando o sentido educativo e pedagógico que estas iniciativas não podem deixar de ter.
Em nome do Município de Vila Nova de Famalicão dou os parabéns a todas as
pessoas e instituições que tornaram possível este modelo evocativo da figura de Alberto Sampaio, e saúdo também o jornal “Diário do Minho” pela iniciativa editorial de destacar o papel histórico-social de um minhoto tão bom como os melhores.?

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O essencial sobre Alberto Sampaio
Por Emília Nóvoa Faria e António Martins



Alberto Sampaio nasceu em Guimarães, a 15 de Novembro de 1841. Frequentou a instrução primária no Real Colégio de D. Fernando, em Landim, uma povoação do concelho de Vila Nova de Famalicão, muito próxima da Quinta de Boamense, propriedade dos seus pais. Em 1858, matriculou-se em Direito na Universidade de Coimbra, onde participou activamente na vida académica, tendo convivido com algumas das figuras mais notáveis da sua geração, tais como Antero de Quental, José Falcão, Teófilo Braga, Manuel de Arriaga, António de Azevedo Castelo Branco e Alberto Teles. A sua iniciação literária data dessa época, como redactor e colaborador de várias publicações académicas, entre as quais O Académico, O Fósforo, Estreia Literária e Tira-Teimas. Após ter concluído o bacharelato, em 1863, viajou até Lisboa, onde permaneceu durante alguns meses com o objectivo de aí exercer advocacia. No entanto, a sua inadaptação à vida da capital trouxe-o de regresso ao Minho, onde definitivamente se fixou. Em 1869, integrou a filial de Guimarães da Associação Arqueológica de Lisboa. Considerado uma autoridade em matéria de agricultura, fez parte, em 1881, de uma comissão, nomeada pela Câmara Municipal de Guimarães, encarregada de avaliar as vantagens da introdução de vides americanas resistentes à filoxera, como meio de debelar uma das mais nocivas pragas que devastaram enormes extensões de vinha. Em Boamense, Alberto Sampaio reparte a sua actividade entre os trabalhos do campo e os seus estudos nos domínios da história e da economia rural. Em 1884, publicou O Presente e o Futuro da Viticultura no Minho, na Revista de Guimarães. Nesse mesmo ano desempenhou, com assinalável êxito, as funções de director técnico da 1.ª Exposição Industrial de Guimarães, por cujo círculo se candidatou a deputado, tendo, no entanto, perdido a eleição para João Franco. A partir dessa experiência mal sucedida, nunca mais voltou a manifestar vontade de exercer qualquer cargo político, embora se mantivesse informado dos assuntos governativos e dos principais acontecimentos que ocorriam no país, junto do seu círculo de amigos. É disso exemplo a sua colaboração com Oliveira Martins no Projecto de Lei de Fomento Rural, que este apresentou à Câmara dos Deputados em 27 de Abril de 1887. No âmbito das suas investigações sobre a nossa proto-história, publica, em 1903, na revista Portugália, as Vilas do Norte de Portugal. Os estudos que desenvolve têm ainda o mérito de referenciar as contribuições pioneiras na arqueologia e etnografia portuguesas, de Martins Sarmento, Ricardo Severo, Rocha Peixoto e José Leite de Vasconcelos. As Póvoas Marítimas do Norte de Portugal, trabalho sobre as origens da nossa aventura marítima que, infelizmente, deixou inacabado, foi dado à estampa na mesma revista pouco antes da sua morte. Alberto Sampaio morreu na sua Casa de Boamense, a 1 de Dezembro de 1908. Em 1923, por iniciativa de Luís de Magalhães, a Livraria Chardron publicou uma recolha da sua obra sob o título Estudos Históricos e Económicos.


24/07/2008 10:21 | Permalien | Commentaires (0)


QUESTIONS ACTUELLES

MERCREDI 23 JUILLET : L'AFFAIRE 'MADDIE' : FIN? - MAIS UM PADRE NA DIOCESE DE BRAGA  23/07/2008

PROGRAMME :

- VOICI UN AN, L'AFFAIRE BOULEVERSAIT LE PORTUGAL ET BIEN D'AUTRES PAYS : UNE PETITE FILLE DE 3 ANS AVAIT DISPARU TANDIS QUE SES PARENTS DÎNAIENT DANS UN RESTAURANT VOISIN. LE MYSTÈRE DE LA PETITE MADDIE COMMENÇAIT. LES PARENTS FURENT MÊME INCULPÉS PAR LA JUSTICE PORTUGAISE. UN AN APRÈS, CETTE MÊME JUSTICE VIENT DE TOURNER LA PAGE EN DÉCLARANT LE DOSSIER CLOS. ON DEVINE LE SOULAGEMENT DES PARENTS, BIEN QUE LE MYSTÈRE RESTE ENTIER.

- RÉCEMMENT, UN NOUVEAU PRÊTRE, RUI MANUEL SARAIVA PEREIRA, A ÉTÉ ORDONNÉ POUR LE DIOCÈSE DE BRAGA. RÉCIT

LE PETITE MADDIE, DISPARUE IL Y A UN AN AU PORTUGAL
LE PETITE MADDIE, DISPARUE IL Y A UN AN AU PORTUGAL
CASO MADDIE FOI ARQUIVADO

O caso do desaparecimento de Madeleine McCann foi arquivado ontem pela Procuradoria-Geral da República (PGR), por falta de provas. O processo pode, no entanto, ser reaberto, caso surjam “novos elementos de prova”.

COMUNICADO DA PGR

Por despacho com data de hoje (21/07/2008), proferido pelos dois magistrados do Ministério Público competentes para o caso, foi determinado o arquivamento do inquérito relativo ao desaparecimento da menor Madeleine McCann, por não se terem obtido provas da prática de qualquer crime por parte dos arguidos.

II

Cessa assim a condição de arguido de Robert James Queriol Evelegh Murat, Gerald Patrick McCann e Kate Marie Healy, declarando-se extintas as medidas de coacção impostas aos mesmos.

III

Poderão ter lugar a reclamação hierárquica, o pedido de abertura de instrução ou a reabertura do inquérito, requeridos por quem tiver legitimidade para tal.

IV

O inquérito poderá vir a ser reaberto por iniciativa do Ministério Público ou a requerimento de algum interessado se surgirem novos elementos de prova que originem diligências sérias, pertinentes e consequentes.

V

Decorridos que sejam os prazos legais, o processo poderá ser consultado por qualquer pessoa que nisso revele interesse legítimo, respeitados que sejam o formalismo e limites impostos por lei.



PGR 'PREJUDICOU AS INVESTIGAÇÕES'

Os pais de Maddie reagiram ao comunicado da Procuradoria-Geral da República a partir de um hotel em Rothley, Leicester, três horas depois. 'Acreditamos que o facto de termos sido constituídos arguidos prejudicou as investigações' no sentido de encontrar a filha com vida, disse Kate, esperando agora ter acesso ao processo. 'Para já', não tencionam voltar a Portugal.

A INVESTIGAÇÃO MAIS CARA DE SEMPRE EM PORTUGAL

O relatório final da Judiciária sobre o caso é taxativo: 'Só com os exames científicos foram despendidas largas dezenas de milhar de euros.' Os cães que cheiraram odor a cadáver e vestígios de fluídos corporais de Maddie no apartamento e no carro custaram mais de mil euros diários por cada um. As contas ainda não estão feitas mas este caso foi o mais caro de sempre na história da investigação criminal portuguesa. Também no relatório final está a síntese da prioridade dada a este inquérito, liderado por Paulo Rebelo na fase final e que chegou a mobilizar num dado momento mais de 300 investigadores: 'A PJ, como provavelmente em nenhuma outra investigação em Portugal, não se poupou a esforços humanos e financeiros excepcionais.'


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LE NOUVEAU PRÊTRE, RUI MANUEL SARAIVA PEREIRA, EST ORDONNÉ PAR D.JORGE ORTIGA
LE NOUVEAU PRÊTRE, RUI MANUEL SARAIVA PEREIRA, EST ORDONNÉ PAR D.JORGE ORTIGA
Arcebispo de Braga ordenou mais um sacerdote

Padres desafiados a semear esperança em tempo de crise
Álvaro Magalhães
António Silva




O Arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga, desafiou ontem os padres que trabalham na arquidiocese a serem «portadores de uma esperança feliz», concretamente, num contexto de «crise» não apenas económico-social como religioso, em que «muitos colocam em causa os princípios basilares da fé» e que resulta numa «desorientação generalizada».
O prelado, que falava na homilia da missa que presidiu, na Sé Catedral de Braga, em que foi ordenado um novo sacerdote, apelou ainda aos inúmeros sacerdotes que participaram na cerimónia para que sejam «homens de coerência, autenticidade e verdade».

A propósito da ordenação presbiteral de Rui Manuel Saraiva Pereira, o Arcebispo Primaz salientou o facto da arquidiocese estar a viver «um dia de especial alegria» e acrescentou que o mesmo devia ser entendido pelo jovem sacerdote como um apoio incondicional à sua missão por parte da Igreja de Braga.
Na presença do Bispo Auxiliar, D. António Couto e do Bispo emérito de Setúbal, D. Manuel Martins – o outro Bispo Auxiliar de Braga, D. Antonino Dias, está ausente por que se encontra a participar nas Jornadas Mundiais da Juventude, na Austrália –, D. Jorge Ortiga frisou que, «nestes tempos conturbados, o padre é o semeador» e que «deve ter consciência da semente
que lança à terra», não devendo estar condicionado à condição «dos tempos e das opiniões».
Contudo, o prelado alertou que «há outros que semeiam em nome de outras causas, ideologias e pessoas». Sendo isto, «algo que não podemos contestar», o Arcebispo de Braga indicou, contudo, que a semente lançada pelos ministros da Igreja «é a que conduz as pessoas pelo caminho da verdade e felicidade».
Recorrendo à condição maioritária que a Igreja Católica goza no país e, concretamente, em Braga, D. Jorge Ortiga assinalou que isso pode fazer cair os padres em tentação de tentarem «inutilizar à força o que os outros semeiam».
Apelou a que isso não aconteça e que impere «a certeza da convivência», ainda que «sem misturas nem compromissos» com tais agentes. «Chegará a hora da verdade», assegurou o prelado, indicando que «o joio arderá» e que a actuação dos sacerdotes deve ser pautada «com convicção e sem actos de superioridade».
Este saber, segundo D. Jorge Ortiga, não depende só do esforço de cada padre. «A Palavra de Deus tem uma força que ultrapassa as nossas», salientou, aconselhando cada presbítero a «não atenuar a sua missão».
O Arcebispo de Braga disse ainda que «o padre de hoje tem de ser um homem justo, que dê testemunho vivo da Palavra pela coerência de vida e felicidade».

Padre Rui colocado em Celorico de Basto

O padre Rui Saraiva Pereira foi nomeado ontem por D. Jorge Ortiga para assumir as paróquias de Borba da Montanha (Santa Maria), Carvalho (S. Miguel) e Basto (Santa Tecla), no arciprestado de Celorico
de Basto.
Natural de Caniçada, Vieira do Minho, o recém-ordenado sacerdote realizou o estágio pastoral, como diácono, em Santo Adrião, Cavalões e Brufe, três paróquias do arciprestado de Vila Nova de Famalicão.
O jovem padre agradeceu a todos os que o apoiaram na sua caminhada até ao sacerdócio e desafiou os jovens presentes a imitá-lo na vocação.
(Fonte : DM)


23/07/2008 10:48 | Permalien | Commentaires (0)


QUESTIONS ACTUELLES

MARDI 22 JUILLET 2008 : BILAN DES JMJ - LE BLOG DE THIERRY  22/07/2008

PROGRAMME :

- LE BILAN CHIFFRÉ DES JMJ DE SYDNEY

- EXTRAIT DU BLOG DE THIERRY, UN MALADE DE LA SCLÉROSE LATÉRALE AMYOTROPHIQUE

SIDNEY, C'EST FINI! LE PAPE REPREND SON AVION POUR ROME
SIDNEY, C'EST FINI! LE PAPE REPREND SON AVION POUR ROME
LES CHIFFRES DÉFINITIFS DES JMJ

ROME, Lundi 21 juillet 2008 (ZENIT.org) - Les organisateurs des JMJ de Sydney ont publié les chiffres de la rencontre. Nous en reprenons quelques uns.

Pèlerins et participation

70.000 pèlerins internationaux ont participé aux journées dans les diocèses d'Australie, la semaine avant la JMJ 2008.

150.000 personnes ont assisté à la messe d'ouverture à Barangaroo.

Plus de 400.000 personnes ont assisté à la messe de clôture des JMJ à Randwick.

500.000 personnes ont accueilli le pape, jeudi 17 juillet à son arrivée en bateau à Barangaroo.

223.000 pèlerins étaient enregistrés pour recevoir les différents services aux pèlerins pendant la JMJ2008 (110.000 pèlerins internationaux et 113.000 pèlerins locaux).

Plus de 170 nations étaient représentées à la JMJ

2.000 médias étaient accrédités

Activités

450 activités différentes ont été proposées durant le « Festival de la jeunesse », de mardi à dimanche, dans plus de 100 lieux différents.

Plus de 350 cardinaux et évêques ont été invités à déjeuner par le cardinal Pell, archevêque de Sydney, à Terrey Hills.

1000 prêtres ont confessé pendant la JMJ

Voyage de la Croix et de l'Icône

La Croix et l'Icône ont parcouru près de 80.000 kilomètres à travers l'Australie, visitant plus de 400 communautés australiennes au cours d'un pèlerinage d'une année.

Près de 400.000 personnes ont touché la Croix en Australie.

8.000 volontaires ont assisté les pèlerins pendant la JMJ

Clergé

4000 prêtres et diacres, 420 évêques, 26 cardinaux et un pape étaient présents à la JMJ !

500 chasubles pour les évêques et les cardinaux ont été confectionnées et 4000 étoles pour les prêtres

1,1 million d'hosties ont été nécessaires pour les messes

Repas

3,6 millions de repas ont été distribués en 400 endroits différents au cours de la semaine.

100.000 litres de lait ont été consommés.

Les saints patrons des JMJ

Ils étaient au nombre de 10 : Ste Thérèse de Lisieux, Ste Faustine Kowalska, Ste Marie Goretti, St Peter Chanel, le bienheureux Peter To Rot, la bienheureuse Mary MacKillop, le bienheureux Pier Giorgio Frassati, la bienheureuse Mère Teresa de Calcutta, Jean-Paul II, Notre-Dame de la Croix du Sud.

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UN DES MULTIPLES ASTECTS DE LA MALADIE
UN DES MULTIPLES ASTECTS DE LA MALADIE
Nous avons parlé, il y a quelques jours, de la "maladie de Charcot", OU "SCLÉROSE LATÉRALE AMYOTROPHIQUE"... Ce qui était dit l'était en portugais. Or, voici que le sire français "croire.com" nous présente le Blog tenu régulièrement depuis le début de sa maladie, par un Français, fervent catholique.
En voici le début. (Adresse du blog : http://thierrylatran.typepad.fr/blog/)


LE BLOG DE THIERRY : « MON CRI FACE À LA MALADIE DE CHARCOT »

AVRIL 2008

30 avril 2008
Le diagnotic

Je viens d'apprendre ce 16 avril que j'étais atteint de la maladie de Charcot (Sclérose Latérale Amyotrophique). A l'age de 44 ans entourée d'une femme que j'aime tant et de trois petits enfants, ma vie bascule soudainement.

Tout prend tout à coup une autre perspective. Après avoir sombré dans un immense désespoir, j'ai décidé d'essayer de continuer à vivre. Car deux options s'offrent fondamentalement à un corps qui s'appauvrit de jour en jour. Ou bien se refermer sur lui-même dans une bulle dans un face à face avec la mort. Ou bien continuer à essayer de vivre dans la souffrance physique et morale et se gaver d'amour.

J'ai choisi la seconde option, mais j'aurai besoin de vos exhortations pour cela.

Je débute ce blog en dénonçant fermement 6 mois de déni et d'errance médicale...

Votre soutien, famille, amis et le soutien de la religion vont m'être essentiels pour traverser cette dernière étape de ma vie. Début de mon blog. Je vous aime et vous attends. Cette maladie est une des plus terribles qui soit. J'ai besoin de vous.


MAI 2008

04 mai 2008 : Dégradation physique et amour

Merci pour vos messages encourageants, merci à tous. Ceux-ci me donnent l'envie de me battre. Je sors d'un premier combat qui aura duré 7 mois afin que les neurologues reconnaissent et osent prononcer le diagnostic. Surprenant alors que le site officiel de l'ARS dénonce les retards de diagnostic.

En sortant de l'hôpital ce mercredi, j'ai bien vu que le neurologue était inquiet de la rapidité de la dégradation physique, lui qui m'avait écrit le 17 mars sur papier officiel "le moins que l'on puisse dire est qu'il n'y a aucun signe de maladie moto-neurone". Un mois et demi après je suis en chaise roulante. "Evolution foudroyante". Le temps s'est raccourci brusquement. Malgré ce coup d'assommoir j'ai pris une décision : celle de rejoindre ma famille en vacances pour deux jours. Moi qui ai parcouru pendant 20 ans les couloirs de tous les aéroports du monde au pas de course, je me suis retrouvé ce mercredi en chaise roulante, incapable d'arpenter les couloirs de l'aéroport. Le monde vu d'en bas. Mes enfants ont souri. Ils savent que "papa a mal aux jambes".

Il me faut apprendre maintenant à n'envier rien ni personne. Dur apprentissage pour quelqu'un qui était plutôt en position inverse. Il me faut également pardonner à ceux qui ne pourront aimer qu'un être debout et puissant. Au nom de l'amour et de l'amour chrétien, on pardonne.

Ce matin, j'ai donné une explication plus complète aux enfants sans prononcer le mot tabou. Ils ont compris. Je me sens mieux. Papa n' est pas devenu fainéant "assis". Papa est atteint d'une maladie et un fauteuil roulant rentrera bientôt dans la maison. Ne pas pleurer devant eux, sourire, parler d'espoir, de guérison, en sachant qu'on ne les verra probablement pas grandir, ces enfants fruits de l'amour. Déchirement absolu. A l'heure où j'écris ces lignes, je joue au "labyrinthe" avec eux.

On a envie de marquer ses enfants d'un souvenir intarissable sur ce que Papa a fait. Leur faire rencontrer les clients de Papa. C'est ridicule. Mais eux sauront parler de Papa, de ce que papa a fait.

J'ai également pris la décision de tenir un journal que mes enfants liront après moi. Pour qu'ils puissent en tirer courage, le jour où adultes, ils flancheront. Cela veut dire que je ne "craque pas moi-même" et que je me bats jusqu'au bout. Cela est loin, très loin d'être évident.

Le puissant attire une cour de courtisans alors que le souffrant finit souvent seul. J''ai peur, mes amis, d'en faire progressivement et doucement l'expérience, et d'ajouter une souffrance morale a une vraie souffrance physique.

Vivre au jour le jour, en sachant que demain au lever on constatera une amplification de la douleur et de la dégradation. Incapable de programmer une quelconque échéance. Incapable de savoir quand mes doigts seront devenus paralysés à un point tel que je ne pourrai plus écrire.

La prière aide, parler de la maladie aux tiers également. Faire son "coming out". J'ai commencé à le faire : famille, collègues, amis, clients. Y trouver un soutien. Sachant, aimant et comprenant, je pourrai me nourrir de leur amour pendant ces mois.

Des collègues m'ont sorti de ma bulle dans laquelle j'étais depuis un mois et demi. Une ou deux heures par jour au bureau, clients et collègues fidèles, au-delà de la prière, des amis, des enfants et de celle que je n'ai jamais cessé d'aimer depuis notre première rencontre. Ensuite, sur un plan médical. Se battre peut signifier jusqu'à la trachéotomie avec infirmière 24/24. Le faire ou pas ? Beaucoup de questions existentielles auxquelles il me faudra réfléchir et répondre.

Merci à vous tous.



22/07/2008 10:17 | Permalien | Commentaires (0)


QUESTIONS ACTUELLES

LUNDI 21 JUILLET 2008 : CLÔTURE DES JMJ - QU'EST-CE QUE L'AUTISME?  21/07/2008

PROGRAMME :

- CLÔTURE DES JMJ DE SIDNEY

- L'AUTISME (PRÉSENTATION COMMUNIQUÉE PAR UN CORRESPONDANT DONT UN ENFANT EST ATTEINT DE CETTE INFIRMITÉ, ET QUI SE DÉVOUE À CETTE CAUSE AU PORTUGAL)

SIDNEY - MESSE DE CLÔTURE (400.000 JEUNES?)
SIDNEY - MESSE DE CLÔTURE (400.000 JEUNES?)
Bento XVI confirma Madrid como próxima anfitriã

Papa aguarda da JMJ 2008 frutos para a evangelização



Bento XVI está convencido de que a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) de Sydney trará frutos inesperados para a evangelização.
«Quantas sementes boas foram semeadas nestes poucos dias», confessou o pontífice na tarde de ontem, ao reunir-se com os organizadores e benfeitores do evento, na catedral de Sydney.
Visivelmente satisfeito com estes dias de evangelização, o Papa quis encontrar-se com estas pessoas para expressar seu agradecimento, antes de regressar hoje a Roma.
«Quero agradecer-vos a todos e a cada um não só por tais sacrifícios mas ainda mais pela confiança que demonstrastes para com os nossos jovens e pela confiança na graça de Deus que actua nos seus corações», disse o Papa. «Rezemos para que o investimento, que muitos de vós depositaram neles, frutifique nas suas vidas em prol vida da Igreja de Cristo e do futuro deste nosso mundo», acrescentou.
«A vossa generosidade e o vosso sacrifício foram um contributo essencial, ainda que frequentemente escondido, para o bom sucesso desta Jornada Mundial da Juventude», assegurou o Chefe da Igreja.
Por isso, desejou que «a alegria espiritual, a satisfação e a felicidade que todos experimentámos nestes dias, constituir uma fonte inexaurível de bênçãos para as vossas vidas».
Pelas 10h00 desta segunda-feira, o Papa despede-se da Austrália, no aeroporto de Sydney, pouco antes de embarcar no avião da companhia Quantas que o levará de regresso a Roma.

Papa presidiu à maior missa da Austrália

Depois de uma semana de celebrações em toda Sydney, os organizadores da JMJ 2008 confessam seu entusiasmo pela participação de mais de 400 mil pessoas na missa final, celebrada neste domingo no hipódromo de Randwick. Por isso este quase meio milhão de pessoas encheu de orgulho a organização.
O director operacional da organização, Danny Casey, declarou que a JMJ de Sydney foi um êxito para a cidade e para a Igreja Católica na Austrália.
«Foi explêndido ver mais de 400 mil pessoas reunidas por ocasião da missa no domingo», revelou. «Foi seguramente a missa católica com a maior multidão da história de nosso país», acrescentou o responsável.
Aos mais de 200 mil peregrinos que dormiram no hipódromo na vigília da noite anterior juntaram-se muitos outros chegados na manhã para participar no acto conclusivo da JMJ.
O Santo Padre agradeceu à cidade por ter acolhido este acontecimento antes de anunciar que a próxima JMJ acontecerá em Madrid, capital de Espanha, em 2011.
«Foi uma semana inesquicível», reconhece o padre Mark Podesta, porta-voz da JMJ, que concelebrou a missa final com o Papa.
«As celebrações e a presença do Santo Padre permitiram que a alegria de tantos jovens católicos penetrasse na nossa cidade».
Redacção/Zenit

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L'AUTISTE VIT RENFERMÉ DANS SON MONDE PERSONNEL...
L'AUTISTE VIT RENFERMÉ DANS SON MONDE PERSONNEL...
UM OLHAR SOBRE O AUTISMO

Quinta-feira, 17 de Julho de 2008



O Autismo é definido como uma desordem neuro-desenvolvimental caracterizada pelo enfraquecimento nas relações sociais, linguagem, e pela presença de um comportamento repetitivo e estereotipado. Penetrar no olhar, nos sentimentos de um autista é algo fascinante. Conseguir interpretar sentimentos. Conseguir entrar no que o outro pensa é o que nos dá esta vivência. Conseguir que um autista desenvolva a fala. Que consiga expressar-se em sentimentos, é uma realidade maravilhosa que não deve ser descurada nunca. Os autistas sentem a vida. Não são fechados numa redoma. Não vivem em Marte, a não ser que os deixemos sem objectivos. Sentem quando estamos de bom humor. Quando nos sentimos tristes. A grande vitória é lenta. É conseguir fazer com que o autista se expresse e nos transmita o que sente. Que nos interrogue. Que nos dê as suas opiniões sobre os cheiros e paladares. Qual o seu gosto pela roupa que veste. Saber que conhece bem os caminhos que percorremos. Conhecer as localidades, as marcas, os restaurantes. Saber o que fez na escola. Esta vivência diária deu-me capacidades que jamais pensei ter. Para isto é necessário que queiramos estar ao lado do nosso filho. É uma luta imensa. Intemporal. Quando se institucionaliza uma criança destas, ela perde o seu elo motivador mais forte: a sua família. Ser família não é ser mãe, pai, avô ou primo. Ser família é estar presente. É não desistir. É rir ou chorar. É viver as dificuldades e encontrar alegria imensa num pequenino desenvolvimento que demorou muito a acontecer. Ser família é proteger com amor. As pessoas marginalizam-se em relação aos autistas. Não com intenção efectiva, mas por não saberem como agir. Ser família é perguntar como fazer para o conseguir. É ter paciência. É não ignorar que ali está um ser humano magnífico que, apenas, quer que lhe liguem. Que interajam com ele em coisas simples.
A grande dificuldade da família é a incompreensão da sociedade. A "sapiência" dos legisladores. A ignorância dos métodos. A falta de apoios ao descanso destas famílias que precisam de se distrair para carregarem baterias. Precisam do seu momento a dois. É preciso algum espaço para os pais viverem sem stress, sem angústia.
Sobretudo o que os pais não encontram, é um futuro para os seus filhos na sociedade actual. Por isso nos questionamos sobre o desporto para autistas. Sobre o papel da escola nesta temática. Dos CAO -centros de actividades ocupacionais-. Do emprego protegido. Sobre a burocracia que nos é imposta em questões legais. Sobre a saúde que existe para eles e para nós seus familiares directos. Os pais dos autistas jamais deveriam deixar de trabalhar para poderem cuidar do filho. Um dia a família não estará presente. É a lei da vida. E depois? Que será deles? Esse sim, é o maior peso que transportamos. O Estado -somos todos nós- tem a obrigação de, pela mão dos eleitos, criar condições dignas de vida para todos os que marcham lentamente, mas em esperança, pelos cruzamentos do autismo. O problema não são os denominados autistas, mas sim quem os ignora!

Postado por Mário Relvas às Quinta-feira, Julho 17, 2008
Marcadores: angustia de familiares dos autistas, Aromas de Portugal, Autismo, Autismo e a sociedade, Opinião sobre o autismo


21/07/2008 10:35 | Permalien | Commentaires (0)


Religion

DIMANCHE 20 JUILLET 2008 : MESSE DES JMJ AVEC LE PAPE - 16è DIMANCHE ORDINAIRE  20/07/2008

PROGRAMME :

- LES JMJ SE SONT ACHEVÉES AVEC LA MESSE SOLENNELLE PRÉSIDÉE PAR LE PAPE. ( LE DÉCALAGE HORAIRE A FAIT QUE CELA SE PASSE À UNE HEURE QUI ÉTAIT POUR NOUS ENCORE SAMEDI).MAIS AUJOURD'HUI, FRANCE 2 DIFFUSE À 10.30 UNE MESSE EN DIRECT POUR LES FRANCOPHONES, DEPUIS SIDNEY)

- HOMÉLIE DU PÈRE JEUGE POUR LE 16è DIMANCHE ORDINAIRE

LE PAPE AU MILIEU DES JEUNES À SIDNEY
LE PAPE AU MILIEU DES JEUNES À SIDNEY
MISSA DAS JMJ COM O PAPA


Bento XVI e peregrinos unidos no ponto culminante da JMJ 2008
Missa junta multidão em volta do Papa no maior evento juvenil do mundo católico

Milhares de pessoas juntaram-se hoje a Bento XVI para o ponto alto da Jornada Mundial da Juventude 2008, em Sidney. No hipódromo de Randwick, o Papa preside à Missa dominical, o seu último encontro com os peregrinos de todo o mundo.

A celebração iniciou-se ao som do Gregoriano, após a chegada do papamóvel, por entre a multidão. O Cardeal George Pell, Arcebispo da Austrália, saudou Bento XVI e falou da Igreja “jovem” e “viva”, apesar de aparecer tantas vezes desfigurada. A seca que atinge várias partes do país foi ainda motivo para um pedido especial de oração, para que a chuva chegue a “esta terra Austral do Espírito Santo”.

Após as leituras em espanhol, francês, italiano e inglês, a aclamação ao Evangelho voltou a dar atenção às comunidades da Oceânia, desta vez das Ilhas Fiji, com cantos e danças tradicionais.

Na sua homilia, o Papa pediu uma “nova geração” de Apóstolos, prontos a levar “Cristo ao mundo” e a dar vida a uma "nova era".

"Não tenham medo de dizer sim a Jesus", apelou, numa passagem que foi sublinhada com uma salva de palmas.

“Uma nova geração de cristãos, revigorada pelo Espírito e inspirando-se a uma rica visão de fé, é chamada a contribuir para a edificação dum mundo onde a vida seja acolhida, respeitada e cuidada amorosamente, e não rejeitada nem temida como uma ameaça e, consequentemente, destruída”, disse.

“Uma nova era em que o amor não seja ambicioso nem egoísta, mas puro, fiel e sinceramente livre, aberto aos outros, respeitador da sua dignidade, um amor que promova o bem de todos e irradie alegria e beleza. Uma nova era na qual a esperança nos liberte da superficialidade, apatia e egoísmo que mortificam as nossas almas e envenenam as relações humanas”, prosseguiu.

Por isso, Bento XVI deixou aos presentes um convite: “Prezados jovens amigos, o Senhor está a pedir-vos que sejais profetas desta nova era, mensageiros do seu amor, capazes de atrair as pessoas para o Pai e construir um futuro de esperança para toda a humanidade”.

O Papa afirmou que “na Austrália, nesta grande «Terra Austral do Espírito Santo», tivemos todos uma inesquecível experiência da presença e da força do Espírito na beleza da natureza”.

“Também aqui, nesta grande assembleia de jovens cristãos vindos de todo o mundo, tivemos uma experiência concreta da presença e da força do Espírito na vida da Igreja. Vimos a Igreja na profunda verdade do seu ser: Corpo de Cristo, comunidade viva de amor, que engloba pessoas de toda a raça, nação e língua, de todos os tempos e lugares, na unidade que brota da nossa fé no Senhor ressuscitado”, acrescentou.

Segundo Bento XVI, “o amor de Deus pode propagar a sua força, somente quando lhe permitimos que nos mude a partir de dentro”. “Temos de O deixar penetrar na crosta dura da nossa indiferença, do nosso cansaço espiritual, do nosso cego conformismo com o espírito deste nosso tempo. Só então nos será possível consentir-Lhe que acenda a nossa imaginação e plasme os nossos desejos mais profundos”, apontou.

“Estais a viver a vossa existência de modo a dar espaço ao Espírito no meio dum mundo que quer esquecer Deus ou mesmo rejeitá-Lo em nome de uma falsa noção de liberdade?”, questionou.

Nesta celebração, o Papa ministra o Sacramento da Confirmação a um grupo de jovens, como forma de reforçar a importância do Espírito Santo na vida da Igreja.

Bento XVI explicou na sua homilia que “ser «selados com o Espírito» significa (...) não ter medo de defender Cristo, deixando que a verdade do Evangelho permeie a nossa maneira de ver, pensar e agir, enquanto trabalhamos para o triunfo da civilização do amor”.

“Em cada idade e nas mais diversas línguas, a Igreja continua a proclamar pelo mundo inteiro as maravilhas de Deus, convidando todas as nações e povos a abraçar a fé, a esperança e a nova vida em Cristo”, frisou.

Na oração dos fiéis, em sudanês, reza-se por todos os cristãos “que não podem servir abertamente o Senhor por causa de pressões políticas, instabilidade ou medo”.


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LE BON GRAIN ET L'IVRAIE
LE BON GRAIN ET L'IVRAIE
16ème DIMANCHE « ORDINAIRE » - ANNÉE « A »

HOMÉLIE

S'il nous fallait commenter en quelques minutes le texte complet de l'évangile de ce 16è dimanche, nous nous trouverions confrontés à une tâche quasi impossible : ce qui nous est proposé est, en effet, composé de 3 paraboles + du commentaire de la 1ère de ces paraboles, ce qui fait beaucoup ! Heureusement, la liturgie nous autorise à nous limiter à la seule lecture de la 1ère parabole, celle « du bon grain et de l'ivraie », et ce seul passage nous donne amplement de quoi réfléchir.
Nous venons de l'écouter, mais nous le connaissons déjà presque par cœur… Notre langage l'utilise même comme un adage courant : tout le monde sait plus ou moins qu'il faut « séparer le bon grain de l'ivraie », sans savoir toujours que la source en est une parole de Jésus.

Nous pourrions déceler dans le texte comme 5 petites scènes :

1- Un homme a semé du bon grain dans son champ.
2- Survient un individu qui sème de l'ivraie par-dessus le bon grain.
3- Le froment et l'ivraie croissent ensemble, et l'ivraie menace la qualité de la récolte à venir.
4- Des employés de la propriété proposent (inconsidérément !) à leur maître d'arracher l'ivraie.
5- Le maître s'y refuse : le temps viendra… mais ce n'est pas tout de suite.

Bien entendu, cette parabole, comme toutes les paraboles, sous l'apparence d'un épisode banal, compris de tous, tend à faire réfléchir les auditeurs sur un aspect important de leur vie religieuse… C'est à cet aspect important, et valable universellement, qu'il faut nous attacher.
Reprenons chacune de ses « saynètes »
- 1) Le semeur : il nous fait immédiatement penser à cet autre « semeur », héros d'une autre parabole tout aussi connue, sinon plus : le grain qui donne 30, 60 ou 100 pour un, selon la qualité du sol où il tombe… Il me semble que l'on ne peut pas séparer ces deux paraboles : aujourd'hui, il n'est pas question du chemin, ni des pierres, ni des ronces… On suppose que tout le grain tombe dans de la bon ne terre… Mais tout se passe comme si Jésus voulait ajouter une sorte de codicille à la Parabole du semeur…
-2) Le grain est tombé dans la bonne terre, soit… Mais tout n'est pas joué pour autant. C'est une chose que tous les cultivateurs connaissent bien : la terre peut être bonne, le grain peut être excellent… mais il faut encore compter avec bien des aléas possibles : le climat, une maladie de la plante, ou la survenue d'autres plantes parasitaires. C'est cela que désigne l'ivraie. Le dictionnaire nous dit de l'ivraie que c'est « une plante de la famille des graminacées, à graines toxiques, commune dans les prés et les cultures, où elle gène la croissance des céréales »
-3) D'où vient donc cette intruse ? Évidemment, Jésus dramatise son récit… Pour le Maître du champ, il n'y a pas de doute : « C'est un ennemi qui a fait cela ! ». En effet, il faut beaucoup de malveillance pour compromettre la récolte de son voisin… Mais cela peut arriver ! Reste à savoir qui est cet ennemi… Notons que la parabole elle-même ne le désigne pas , ce sera l'œuvre du commentaire à venir (qui n'est peut-être qu'une lecture faite de la parabole par les premiers chrétiens).
-4)L'intérêt du texte ne se focalise pas sur le mystérieux ennemi, mais sur la proposition des ouvriers agricoles : « Veux-tu que nous allions l'enlever ?). Proposition stupide, que le Maître va relever aussitôt : le blé et l'ivraie sont si inextricablement mêlés qu'il est impossible d'arracher l'un sans arracher l'autre…
-5) D'où la réponse catégorique du patron : « Non, de peur qu'en enlevant l'ivraie, vous n'enleviez le blé en même temps ! Laissez-les pousser ensemble jusqu'à la moisson »… et alors on fera le tri.

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Quel enseignement allons-nous tirer de tout cela ? En quoi cette histoire de blé et d'ivraie peut-elle nous concerner ?
Réfléchissons un instant : au départ, nous sommes censés être cette « bonne terre », dans laquelle le Semeur-Jésus a semé le bon grain de sa Parole… Alors, allons-nous nous croiser les bras, en attendant que le bon grain donne de lui-même sa récolte de 100 pour un ? Premier avertissement de Jésus : ne pas croire que tout est joué, dès lors qu'on a reçu la Parole… Un ou des intrus peuvent se glisser dans la bonne terre que nous croyons être et menacer la récolte… Ce ou ces intrus, ne nous pressons pas de les qualifier de « diable » ou de « démons »… Il s'agit bien plus souvent d'ennemis naturels.
Nous pouvons en énumérer quelques-uns, mais la liste n'est pas close :
- Une première source d'ivraie, c'est nous-mêmes : nous ne venons pas au monde comme une terre vierge : nous naissons avec un certain nombre de tendances innées, bonnes ou mauvaises… Tous les parents constatent que leurs enfants manifestent très tôt certaines inclinations qui ont besoin d'être combattues dès le départ : paresse, gourmandise, désobéissance, agressivité, etc … Ce genre d'ivraie est le plus difficile à supprimer.

- Mais ce n'est pas tout : le monde qui nous entoure est infesté d'ivraie, qui ne demande qu'à se propager jusqu'à notre plus profonde intimité : c'est presque une banalité (hélas !) que de répéter que nous vivons dans un monde permissif, où « il est interdit d'interdire » : l'appât de l'argent, du pouvoir, du sexe ne demande qu'à exercer sur nous ses séductions : tout cela trouve en nous des complicités naturelles , et combien se laissent entraîner ! On dit parfois que notre Pape Benoît XVI regarde le monde actuel avec un regard bien pessimiste… Je crois plutôt que c'est un regard lucide… Un monde sans autre valeur que le culte de soi va doit à sa perte ! Oui l'ivraie est partout !

- Devant cette omniprésence de l'ivraie, deux attitudes sont possibles, suggérées toutes les deux par la parabole : la solution de la force,celle que suggèrent les ouvriers de la parabole, extirper sans pitié le mal jusqu'à sa racine : cela a donné jadis l'Inquisition , de triste mémoire… Mais sans aller jusque là, l'autorité peut tenter d'agir au moyen d'encycliques, de « motu proprio », de déclarations ou de condamnations sans appel… Le résultat est presque toujours négatif !
L'autre solution, c'est celle qui est proposée par le Maître de la parabole, c'est-à-dire par Jésus lui-même : la PATIENCE… Etre patient comme Dieu lui-même est patient, non seulement pour ne pas arracher le blé avec l'ivraie, mais pour donner à ceux qui font le mal un chance de se convertir et de changer de vie… « Ce n'est pas la mort du pécheur que je veux, mais plutôt qu'il se convertisse et qu'il vive », est-il déjà écrit dans l'A .T…
Donc , et je terminerai là-dessus, ce que nous avons à faire de plus urgent, ce n'est pas d'arracher de force l'ivraie (qui bien sûr ne se trouverait que chez les autres !), mais plutôt de rechercher patiemment, calmement, avec persévérance, où est cette ivraie, en quoi elle consiste, quel visage elle prend, et de rechercher ce que nous pouvons faire pour qu'elle se transforme d'elle-même en froment… Ce n'est pas la lettre même de la Parabole, mais c'en est l'esprit…
L'ivraie nous menace, c'est vrai, mais c'est avec de la patience que nous en viendrons à bout, et non avec des bulldozers… de la patience, et aussi la grâce de Dieu ! Amen !

Père Gabriel JEUGE










20/07/2008 08:55 | Permalien | Commentaires (0)


Religion

SAMEDI 19 JUILLET 2008 : LES JMJ DE SIDNEY (résumé en Portugais) - DISCOURS DU PAPE AUX JEUNES ( en français)  19/07/2008

PROGRAMME :

- L'AGENCE PORTUGAISE "ECCLESIA" PRÉSENTE UN RÉSUMÉ DE L'ACCUEIL RÉSERVÉ AU PAPE PAR LES JEUNES DES JMJ

- LE DISCOURS (traduction française) ADRESSÉ PAR LE PAPE AUX JEUNES À SON ARRIVÉE

ARRIVÉE DU PAPE EN BATEAU
ARRIVÉE DU PAPE EN BATEAU
Jovens dão as boas-vindas ao Papa

Notícias Cristo Jovem
17-Jul-2008


Bento XVI foi hoje recebido num ambiente de festa pelas muitas dezenas de milhares de jovens que se encontram em Sidney para celebrar a Jornada Mundial de Juventude 2008.

Num longo discurso, o Papa aproveitou este contacto inicial para deixar desafios aos presentes, sobretudo em relação à dignidade humana, à violência e à defesa da natureza.

“Somos levados a reflectir sobre o lugar para os pobres e os idosos, os imigrantes e os que não têm voz na nossa sociedade. Como é possível que a violência doméstica atormente tantas mães e crianças? Como é possível que o mais sagrado espaço humano – o ventre – se tenha tornado um lugar de violência indizível?”, questionou.

Segundo o Papa, “as preocupações pela não-violência, o desenvolvimento sustentável, a justiça e a paz, pelo cuidado com o ambiente são de importância vital para a humanidade”, mas não podem “ser entendidas sem uma reflexão profunda sobre a dignidade inata de cada vida humana desde a sua concepção até à sua morte natural: uma dignidade conferida pelo próprio Deus e, por isso, inviolável”.

Tal como tinha prometido antes da chegada ao país, Bento XVI falou da necessidade de defender o ambiente, frisando que “existem feridas que desfiguram a superfície da terra: a erosão, o desflorestamento, o esbanjamento dos recursos minerais e marítimos para alimentar um consumismo insaciável”.

“Alguns de vós chegam das ilhas-Estado, que se vêem ameaçadas na sua própria existência pelo aumento do nível das águas; outros de nações que sofrem os efeitos de secas devastadoras”, precisou.

Para Bento XVI, “não é só o ambiente natural que tem as suas cicatrizes, mas também o ambiente social, o habitat que nós mesmos criamos; feridas essas que indicam que alguma coisa não está certa”.

“Entre os mais salientes, contam-se o abuso de álcool e de drogas, a exaltação da violência e a degradação sexual, frequentemente apresentados na televisão e na Internet como divertimento. Pergunto-me como alguém, colocado face a face com pessoas que estão realmente a sofrer violência e exploração sexual, poderá explicar que tais tragédias, reproduzidas de forma virtual, devem considerar-se simplesmente como «divertimento» ”, questionou.

Na sua primeira aparição neste evento, iniciado na passada Terça-feira, o Papa falou de todos os presentes “uma família de Deus”, frisando a diversidade de proveniência de todos os presentes. “Jesus está ao vosso lado”, destacou.

“A variedade de nações e culturas donde provindes demonstra que a Boa Nova de Cristo é verdadeiramente para todos e cada um; ela chegou aos confins da terra. E, no entanto, sei também que um bom número de vós ainda anda à procura duma pátria espiritual”, indicou, falando em especial aos que “não são católicos nem cristãos”.

Bento XVI afirmou que “o nosso mundo está cansado da ambição, da exploração e da divisão, do tédio de falsos ídolos e de respostas parciais, e da mágoa de falsas promessas. O nosso coração e a nossa mente anelam por uma visão da vida onde reine o amor, onde os dons sejam partilhados, onde se construa a unidade, onde a liberdade encontre o seu próprio significado na verdade, e onde a identidade seja encontrada numa comunhão respeitosa”.

Relativismo e secularização

Entre mais de 150 mil jovens (a que se terão somado mais 350 mil noutros pontos de Sidney), o Papa voltou a um dos temas mais marcantes do seu pontificado, o relativismo.

“Há algo de sinistro que nasce do facto de liberdade e tolerância serem tantas vezes separadas da verdade. Isto é alimentado pela ideia, hoje largamente espalhada, de que não há uma verdade absoluta para guiar as nossas vidas”, indicou.

“Na prática dando indiscriminadamente valor a tudo, o relativismo fez da «experiência» a coisa mais importante. Na realidade, as experiências, desligadas de qualquer consideração do que é bom ou verdadeiro, podem conduzir, não a uma liberdade genuína, mas a uma confusão moral ou intelectual, a uma atenuação dos princípios, à perda da auto-estima e mesmo ao desespero”, disse ainda.

Por isso, Bento XVI fez questão de sublinhar que “a vida não é governada pela sorte, nem é casual”, mas “querida por Deus”. “É uma busca da verdade, do bem e da beleza. É precisamente para tal fim que fazemos as nossas opções, exercemos a nossa liberdade e nisso mesmo, isto é, na verdade, no bem e na beleza, encontramos felicidade e alegria”, precisou.

Esta tarefa, alertou, é particularmente difícil porque “hoje, há muitos que pretendem que Deus deva ficar de fora e que a religião e a fé, embora aceitáveis no plano individual, devam ser excluídas da vida pública ou então utilizadas somente para alcançar determinados objectivos pragmáticos”.

“Esta perspectiva secularizada procura explicar a vida humana e plasmar a sociedade com pouca ou nenhuma referência ao Criador. Apresenta-se como uma força neutral, imparcial e respeitadora de todos e cada um. Na realidade, porém, como qualquer ideologia, o secularismo impõe uma visão global”, alertou.

Segundo o Papa, “se Deus é irrelevante na vida pública, então a sociedade poderá ser plasmada segundo uma imagem alheada de Deus, e o debate e a política relativos ao bem comum serão conduzidos mais à luz das consequências que dos princípios radicados na verdade”.

Aborígenes

No seu discurso, o Papa agradeceu aos aborígenes pelo acolhimento que lhe foi reservado à entrada do barco que o levou no porto de Sidney pelos “guardiães” da região.

“Sinto-me profundamente emocionado por me encontrar na vossa terra, sabendo dos sofrimentos e injustiças que esta suportou, mas ciente também da beneficiação e esperança agora em acto, de que justamente todos os cidadãos australianos podem ser orgulhosos. Aos jovens indígenas – aborígenes e habitantes das Ilhas do Estreito de Torres – e Tokelauanos, exprimo o meu obrigado pelas tocantes boas-vindas. E, através de vós, envio cordiais saudações aos vossos povos”, disse.

Anciãos destas comunidades nativas apresentaram uma dança específica para este momento, após terem feito uma guarda de honra, e deixaram uma saudação na sua língua ancestral, gadigal.

O latim misturou-se com o gadigal – uma fusão que começa a ser a imagem de marca das celebrações desta JMJ –, antes de uma série de cânticos típicos da tradição aborígene acompanhados pelo didgeridoo.

Neste momento, uniram-se aborígenes de outras localidades australianas, com danças que marcaram a unidade entre os povos nativos e os peregrinos acolhidos na Austrália.

A bordo do barco que transportou o Papa estavam 530 pessoas, entre os quais 10 jovens aborígenes, 168 peregrinos dos outros continentes, 32 da Oceânia e 20 australianos. 16 destes jovens tiveram oportunidade de encontrar-se com o Papa.

O director dos serviços de comunicação do Vaticano, Pe. Federico Lombardi, destacou o acolhimento feito ao Papa “não como alguém que vem colonizar ou um amigo, mas como um amigo e pai espiritual”.

No final da cerimónia de boas-vindas, Bento XVI dirigiu-se para o papamóvel e passou pelo meio da multidão em festa, com bandeiras de dezenas de países dos cinco continentes.

Antes da partida, muitas forma as palmas e os cânticos dos jovens quando o Papa os saudou em várias línguas. Aos lusófonos, frisou que “a viagem mais ou menos longa que enfrentastes para chegar até aqui, à Austrália ou – de seu nome cristão completo – «Terra Austral do Espírito Santo», não deixou em vós a sensação de terdes chegado aos confins do mundo? Pois bem! É com grande alegria que o Papa vos acolhe para vos confirmar como testemunhas de Jesus, por Ele acreditadas com o dom do seu próprio Espírito”.

fonte: Agência Ecclesia


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LE PAPE, FIGURE DE PROUE
LE PAPE, FIGURE DE PROUE
FÊTE DE L'ACCUEIL DES JEUNES

DISCOURS DU SAINT-PÈRE BENOÎT XVI (ZENIT.org)

Barangaroo, Sydney (17 JUILLET)


Chers amis,

Quelle joie de pouvoir vous saluer ici, à Barangaroo, sur le rivage de la magnifique baie de Sydney, avec son célèbre pont et le théâtre de l'Opéra. Beaucoup d'entre vous êtes de ce pays, venant