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Gabriel JEUGE
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RELIGION
DIMANCHE 31 AOÛT 2008 : 22ème ORDINAIRE (ANNÉE A) - PORTUGAL : UNE ROMARIA RENOUVELÉE
31/08/2008
PROGRAMME :
- L'ÉVANGILE DU JOUR : JÉSUS ANNONCE QU'IL VA SOUFFRIR ET MOURIR... ET IL AVERTIT SES DISCIPLES QU'ON NE PEUT ÊTRE DE SES AMIS SANS PORTER SA PROPRE CROIX
- A FAFE, LA "ROMARIA" DE NOSSA SENHORA DAS NEVES SE DÉROULE SANS MANIFESTATIONS PROFANES, CE QUI EST UNE VRAIE RÉVOLUTION POUR LES "MINHOTOS"
JÉSUS PORTE SA CROIX
Évangile selon Matthieu 16, 21-27
Pierre avait dit à Jésus : «Tu es le Messie, le Fils du Dieu vivant. » À partir de ce moment, Jésus le Christ commença à montrer à ses disciples qu’il lui fallait partir pour Jérusalem, souffrir beaucoup de la part des anciens, des chefs des prêtres et des scribes, être tué, et le troisième jour ressusciter.
Pierre, le prenant à part, se mit à lui faire de vifs reproches : «Dieu t’en garde, Seigneur ! cela ne t’arrivera pas. » Mais lui, se retournant, dit à Pierre : «Passe derrière moi, Satan, tu es un obstacle sur ma route, tes pensées ne sont pas celles de Dieu, mais celles des hommes. »
Alors Jésus dit à ses disciples : «Si quelqu’un veut marcher derrière moi, qu’il renonce à lui-même, qu’il prenne sa croix et qu’il me suive. Car celui qui veut sauver sa vie la perdra, mais qui perd sa vie à cause de moi la gardera. Quel avantage en effet un homme aura-t-il à gagner le monde entier, s’il le paye de sa vie ?
Et quelle somme pourra-t-il verser en échange de sa vie ? Car le Fils de l’homme va venir avec ses anges dans la gloire de son Père ; alors il rendra à chacun selon sa conduite. »
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Pierre avait dit à Jésus : «Tu es le Messie, le Fils du Dieu vivant. » À partir de ce moment, Jésus le Christ commença à montrer à ses disciples qu’il lui fallait partir pour Jérusalem, souffrir beaucoup de la part des anciens, des chefs des prêtres et des scribes, être tué, et le troisième jour ressusciter.
Pierre, le prenant à part, se mit à lui faire de vifs reproches : «Dieu t’en garde, Seigneur ! cela ne t’arrivera pas. » Mais lui, se retournant, dit à Pierre : «Passe derrière moi, Satan, tu es un obstacle sur ma route, tes pensées ne sont pas celles de Dieu, mais celles des hommes. »
Alors Jésus dit à ses disciples : «Si quelqu’un veut marcher derrière moi, qu’il renonce à lui-même, qu’il prenne sa croix et qu’il me suive. Car celui qui veut sauver sa vie la perdra, mais qui perd sa vie à cause de moi la gardera. Quel avantage en effet un homme aura-t-il à gagner le monde entier, s’il le paye de sa vie ?
Et quelle somme pourra-t-il verser en échange de sa vie ? Car le Fils de l’homme va venir avec ses anges dans la gloire de son Père ; alors il rendra à chacun selon sa conduite. »
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FAFE - SENHORA DAS NEVES
Quebrada a tradição na romaria da Senhora das Neves
Missa celebrada ao ar livre sem comércio nem promessas
José Miguel Pereira
António Silva
Hoje e amanhã volta a haver festa, mas ontem foi o dia grande da romaria em honra de Nossa Senhora das Neves, situado no concelho de Fafe. Pela primeira vez, a missa, presidida por D. Antonino Dias, foi celebrada ao ar livre, e isso agradou ao Bispo Auxiliar de Braga, que elogiou o «testemunho da participação» das centenas de pessoas que se congregaram em volta do templo.
De facto, durante a celebração da Eucaristia, a pedido dos responsáveis da confraria, as pessoas não cumpriram as tradicionais promessas – entre elas, colocar a imagem da Senhora das Neves na cabeça, para “tirar o diabo” – nem se notou o ruído habitualmente associado ao comércio próprio das festas religiosas.
«Pouco vale cumprir promessas, se para nós pouco vale a Eucaristia», comentou D. Antonino Dias no final da missa e do tempo de adoração eucarística, referindo que a comissão de festas «teve coragem» optando pela missa campal — o que nunca aconteceu –, evitando-se assim que a assembleia ficasse «dispersa» pelo recinto enquanto decorria a missa no interior do santuário.
Na despedida, o prelado também afirmou: cumprir promessas é uma devoção; participar na Eucaristia, uma obrigação.
Por isso, concluiu, não se façam «devoções paralelas».
Terminada a missa, o andor com a imagem de Nossa Senhora das Neves regressou ao santuário, donde saiu a meio da tarde para a procissão na qual se incorporam mais quatro andores – São João Baptista, São Joaquim, Santa Ana e Nossa Senhora de Fátima –, e também o tradicional carro alegórico, coral e coreográfico em louvor de Nossa Senhora das Neves. Este cortejo litúrgico repete-se amanhã, à mesma hora (17h00).
Estas são apenas duas das seis procissões que constam no programa da festa, que começou a cumprir-se no início do corrente mês: no dia 4 e anteontem à noite, realizou-se uma procissão de velas com a imagem de Nossa Senhora de Fátima; no dia 5 à tarde, teve lugar a habitual procissão até ao local da aparição de Nossa Senhora que justifica a construção do santuário situado em Lagoa, que pertence às freguesias de Várzea Cova e Aboim. Hoje à noite (21h00) há outra procissão de velas com a imagem de Nossa Senhora de Fátima (21h00), seguida de uma sessão de fogo de jardim. Amanhã, além da procissão em que se destaca o chamado “Coro das Virgens”, isto é, nove crianças a cantar, são celebradas duas missas: uma às 08h00, outra às 11h00, esta mais solene, presidida pelo cónego Valdemar Gonçalves, natural do concelho de Fafe e que exerce as funções de Vigário Geral da Arquidiocese de Braga.
D. Antonino Dias valorizou as mulheres
Na homilia, o Bispo Auxiliar de Braga defendeu que a grandeza e intuição das mulheres enriquecem o mundo e a história. Mas, alertou D. Antonino Dias, «ainda há muito a fazer para que o ser mulher e mãe não comporte discriminação».
«Gostaria que nesta celebração – disse –, para além das intenções que trouxe cada um de nós até este lugar, tivéssemos como intenção principal todas as mulheres, sobretudo aquelas que neste momento sofrem, pelos motivos mais diversos, as vicissitudes de uma vida madrasta e se sentem esmagadas pelo peso da sua cruz perante a indiferença e o abuso duma sociedade injusta e sem alma ou de uma família onde reina a violência e a falta de paz».
O Bispo Auxiliar de Braga citou depois alguns textos de João Paulo II sobre o papel e dignidade das mulheres, para fazer ver que, «infelizmente, da obra imensa das mulheres na história, bem pouco restou de significativo com os métodos da historiografia científica. Mas, por sorte – acrescentou –, se o tempo sepultou os seus vestígios documentais, não é possível não perceber
os seus influxos benfazejos na seiva vital que impregna o ser das gerações, que se foram sucedendo até à nossa.
Relativamente a esta grande, imensa “tradição” feminina, a humanidade tem uma dívida incalculável».
Concretizando, o prelado referiu que «urge conseguir onde quer que seja a igualdade efectiva dos direitos da pessoa e, portanto, idêntica retribuição salarial por categoria de trabalho, tutela da mãe-trabalhadora, justa promoção na carreira, igualdade entre cônjuges no direito de família, o reconhecimento de tudo quanto está ligado aos direitos e aos deveres do cidadão num regime
democrático».
No final da missa celebrada ao ar livre, diante do Santíssimo Sacramento exposto no altar – outra das tradições desta romaria –, entre outras intenções, o prelado rezou pelas famílias, para que nelas haja «uma cultura de fidelidade» e sejam «comunidades de vida e de amor»; pelas crianças «vítimas de violência nas suas próprias casas» e «humilhadas na sua dignidade»; pelos
jovens, «para que olhem o futuro com esperança»; e pelos emigrantes, para que «transmitam os valores cristãos» .
Missa celebrada ao ar livre sem comércio nem promessas
José Miguel Pereira
António Silva
Hoje e amanhã volta a haver festa, mas ontem foi o dia grande da romaria em honra de Nossa Senhora das Neves, situado no concelho de Fafe. Pela primeira vez, a missa, presidida por D. Antonino Dias, foi celebrada ao ar livre, e isso agradou ao Bispo Auxiliar de Braga, que elogiou o «testemunho da participação» das centenas de pessoas que se congregaram em volta do templo.
De facto, durante a celebração da Eucaristia, a pedido dos responsáveis da confraria, as pessoas não cumpriram as tradicionais promessas – entre elas, colocar a imagem da Senhora das Neves na cabeça, para “tirar o diabo” – nem se notou o ruído habitualmente associado ao comércio próprio das festas religiosas.
«Pouco vale cumprir promessas, se para nós pouco vale a Eucaristia», comentou D. Antonino Dias no final da missa e do tempo de adoração eucarística, referindo que a comissão de festas «teve coragem» optando pela missa campal — o que nunca aconteceu –, evitando-se assim que a assembleia ficasse «dispersa» pelo recinto enquanto decorria a missa no interior do santuário.
Na despedida, o prelado também afirmou: cumprir promessas é uma devoção; participar na Eucaristia, uma obrigação.
Por isso, concluiu, não se façam «devoções paralelas».
Terminada a missa, o andor com a imagem de Nossa Senhora das Neves regressou ao santuário, donde saiu a meio da tarde para a procissão na qual se incorporam mais quatro andores – São João Baptista, São Joaquim, Santa Ana e Nossa Senhora de Fátima –, e também o tradicional carro alegórico, coral e coreográfico em louvor de Nossa Senhora das Neves. Este cortejo litúrgico repete-se amanhã, à mesma hora (17h00).
Estas são apenas duas das seis procissões que constam no programa da festa, que começou a cumprir-se no início do corrente mês: no dia 4 e anteontem à noite, realizou-se uma procissão de velas com a imagem de Nossa Senhora de Fátima; no dia 5 à tarde, teve lugar a habitual procissão até ao local da aparição de Nossa Senhora que justifica a construção do santuário situado em Lagoa, que pertence às freguesias de Várzea Cova e Aboim. Hoje à noite (21h00) há outra procissão de velas com a imagem de Nossa Senhora de Fátima (21h00), seguida de uma sessão de fogo de jardim. Amanhã, além da procissão em que se destaca o chamado “Coro das Virgens”, isto é, nove crianças a cantar, são celebradas duas missas: uma às 08h00, outra às 11h00, esta mais solene, presidida pelo cónego Valdemar Gonçalves, natural do concelho de Fafe e que exerce as funções de Vigário Geral da Arquidiocese de Braga.
D. Antonino Dias valorizou as mulheres
Na homilia, o Bispo Auxiliar de Braga defendeu que a grandeza e intuição das mulheres enriquecem o mundo e a história. Mas, alertou D. Antonino Dias, «ainda há muito a fazer para que o ser mulher e mãe não comporte discriminação».
«Gostaria que nesta celebração – disse –, para além das intenções que trouxe cada um de nós até este lugar, tivéssemos como intenção principal todas as mulheres, sobretudo aquelas que neste momento sofrem, pelos motivos mais diversos, as vicissitudes de uma vida madrasta e se sentem esmagadas pelo peso da sua cruz perante a indiferença e o abuso duma sociedade injusta e sem alma ou de uma família onde reina a violência e a falta de paz».
O Bispo Auxiliar de Braga citou depois alguns textos de João Paulo II sobre o papel e dignidade das mulheres, para fazer ver que, «infelizmente, da obra imensa das mulheres na história, bem pouco restou de significativo com os métodos da historiografia científica. Mas, por sorte – acrescentou –, se o tempo sepultou os seus vestígios documentais, não é possível não perceber
os seus influxos benfazejos na seiva vital que impregna o ser das gerações, que se foram sucedendo até à nossa.
Relativamente a esta grande, imensa “tradição” feminina, a humanidade tem uma dívida incalculável».
Concretizando, o prelado referiu que «urge conseguir onde quer que seja a igualdade efectiva dos direitos da pessoa e, portanto, idêntica retribuição salarial por categoria de trabalho, tutela da mãe-trabalhadora, justa promoção na carreira, igualdade entre cônjuges no direito de família, o reconhecimento de tudo quanto está ligado aos direitos e aos deveres do cidadão num regime
democrático».
No final da missa celebrada ao ar livre, diante do Santíssimo Sacramento exposto no altar – outra das tradições desta romaria –, entre outras intenções, o prelado rezou pelas famílias, para que nelas haja «uma cultura de fidelidade» e sejam «comunidades de vida e de amor»; pelas crianças «vítimas de violência nas suas próprias casas» e «humilhadas na sua dignidade»; pelos
jovens, «para que olhem o futuro com esperança»; e pelos emigrantes, para que «transmitam os valores cristãos» .
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