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Gabriel JEUGE
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RELIGION

LUNDI 18 AOÛT 2008 : DIOCÈSE DE BRAGA=LES PRÊTRES EN MAISON COMMUNE? - HOMÉLIE DU 13 AOÛT À FATIMA  18/08/2008

PROGRAMME :

- L'ARCHEVÊQUE DE BRAGA , EN INAUGURANT UNE RÉSIDENCE COMMUNE POUR LE "CONCELHO" DE ESPOSENDE A SOUHAITÉ QUE LES PRÊTRES DE CHAQUE CONCELHO VIVENT DÉSORMAIS ENSEMBLE, DANS DES MAISONS COMMUNES... IL NE SE FAIT PAS D'ILLUSIONS SUR LES RÉSISTANCES QU'IL RENCONTRERA, TANT DE LA PART DES PRÊTRES QUE DE LA PART DES FIDÈLES.

- L'HOMÉLIE PRONONCÉE LE 13 AOÛT À FATIMA par D.ZACARIAS KAMWENHO, ARCEBISPO DE LUANDA (ANGOLA). LA PHOTO MONTRE LA PROCESSION (TRADITIONNELLE EN AOÛT) D'OFFRANDE DU BLÉ QUI SERVIRA À LA CONFECTION DES HOSTIES.

INAUGURATION DU NOUVEAU PRESBYTÈRE COMMUNAUTAIRE À ESPOSENDE
INAUGURATION DU NOUVEAU PRESBYTÈRE COMMUNAUTAIRE À ESPOSENDE
Esposende inaugurou o 1.º presbitério sacerdotal da arquidiocese

Arcebispo de Braga quer os padres a viver em residências comunitárias


A comunidade paroquial de Santa Maria dos Anjos da cidade de Esposende esteve ontem em festa em honra de Nossa Senhora da Soledade e Senhora da Saúde, mas principalmente pela inauguração do primeiro presbitério sacerdotal [Casa da Sacerdotal] da arquidiocese de Braga. O Arcebispo de Braga, que procedeu à bênção das instalações, reafirmou que o caminho é a vivência dos padres em residências paroquiais comunitárias.
O tempo dos padres a viverem sozinhos em residências paroquiais parece estar mesmo no fim. A ideia ficou ontem bem expressa nas palavras do Arcebispo de Braga, durante a cerimónia de inauguração da Residência Sacerdotal de Santa Maria dos Anjos, em Esposende.
D. Jorge Ortiga enumerou as vantagens da vivência comunitária dos padres e algumas das razões porque esse é o único caminho no futuro. «A vida comunitária deve ser um estímulo. Hoje, as tecnologias e as estradas permitem encurtar distâncias. Os tempos modernos exigem que os sacerdotes possam viver em comunidade.
Permite-lhes reflectir em conjunto, rezar em comunhão, planear as actividades e procurar a melhor forma de as realizar».
O Arcebispo de Braga quer que cada sacerdote ponha os seus dons ao serviço dos outros.
Os padres podem assim, viver em família, ajudando uns aos outros, cada um com a sua especialidade, a bem da comunidade e da Igreja em geral.
Pode ser um centro de fraternidade e de convívio.
Além do mais, disse Jesus, o sacerdote eterno, onde houver dois ou três em Seu nome estará no meio deles.
Dizendo-se satisfeito por presidir à inauguração daquela infra-estrutura, o prelado confessou que gostaria de ter uma casa dessas em cada uma das sedes de concelho da arquidiocese. «Devo dar graças ao Senhor pela comunidade de Esposende poder concretizar essa realidade, de ter uma casa onde o padre não está sozinho. É maravilhoso inaugurar estas instalações no dia em que esta comunidade de Esposende celebra a festa de Nossa Senhora da Saúde e Nossa Senhora da Soledade, e no dia em que a Igreja celebra a Assunção de Nossa Senhora.
É uma grande alegria para mim», disse.
É de admitir alguma resistência, tanto de alguns padres como de paróquias. No entanto, o Arcebispo de Braga assegura que este sistema só tem vantagens. «Nenhuma comunidade se vai sentir abandonada, mesmo que o seu pároco não esteja na paróquia».
A casa tem cinco quartos completos [suites], um escritório para o pároco, uma sala comum de trabalho e convívio, entre outros espaços de apoio e está preparada para acolher sacerdotes de outras comunidades.

Obra custou 300 mil euros

A residência foi desenhada por arquitecto António Veiga, que modificou quase tudo. Da antiga residência, que teria sido construída em 1927, restaram pouco mais do que as paredes exteriores. E mesmo essas sofreram alterações.
A garagem foi mudada, estando agora mais ampla.
As obras custaram 300 mil euros, 200 mil dos quais estão por pagar. O padre Delfim Fernandes, pároco de Esposende, em sintonia com D. Jorge Ortiga, entende que, sendo uma infra-estrutura ao serviço de outras comunidades, estas também deveriam ajudar no custo das obras. Uma mensagem que parece estar já a ser entendida, uma vez que uma das comunidades já se prontificou a contribuir com cinco mil euros.
O pároco de Esposende agradeceu a todos aqueles que ajudaram a concretizar a obra, em especial os paroquianos.
Lembrou que a paróquia tem feito outras obras, nomeadamente o restauro da
Capela de Nossa Senhora da Saúde, ontem em festa, e a Capela de São João, onde foram gastos 30 mil.
Na cerimónia de bênção e inauguração estiveram o presidente da Câmara Municipal de Esposende, o presidente da Junta de Freguesia, entre outras entidades. A Banda Musical de Esposende actuou antes e depois da sessão, ela que também acompanhou a procissão até à capela de Nossa Senhora da Saúde.

(Diario do Minho 16/08/2008)


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13 AOÛT À FATIMA : OFFRANDE DU BLÉ PAR DES ENFANTS
13 AOÛT À FATIMA : OFFRANDE DU BLÉ PAR DES ENFANTS

Homilia de D. Zacarias Kamwenho na Peregrinação Internacional dos Migrantes, em Fátima

«Maria, Mãe do Bom Conselho, rogai por nós»

Disse Deus pela boca do Profeta Jeremias: “Bem conheço os desígnios que tenho à cerca de vós… são desígnios de prosperidade e não de calamidade. Quero garantir-vos um futuro e uma esperança. “ (Jer 29,11)

1 - O tema chave que norteia a nossa reflexão nesta Peregrinação Internacional é o tema da Esperança. A mensagem do Santo Padre para este dia a isto nos conduz bem como a Palavra de Deus que acabámos de escutar, e que o Profeta Jeremias sintetizaria no versículo acima citado: Deus quer garantir-nos um futuro e uma Esperança.

Sob o olhar de Maria que há noventa anos aqui apareceu a dar-nos o concelho do regresso à vida cristã, fica-nos bem, no início da nossa meditação repetir do mais fundo dos nossos corações: “Mãe do Bom Conselho, rogai por nós”. Pois bem, Mãe, a Ti confiamos a nossa Peregrinação e as nossas vidas. Ajuda-nos mais uma vez com o Teu conselho a entender que a Emigração não é um facto rotineiro muitas vezes convertido em pesadelo para os homens e mulheres do nosso tempo mas sim, uma oportunidade oferecida a quem busca trabalho e melhorar a sua vida num país que não é o seu, como é também uma oportunidade para o país que acolhe o emigrante ou o refugiado, de repartir os benefícios da sua terra-Mãe, com estes seus irmãos.

E perdoa-nos, Mãe pelas vezes que, levados pela rotina e pelos maus conselhos do mundo ou pelo pai da mentira, Satanás, (cf. Jo 8,44), não seguimos o conselho que nos deixaste a quando das Bodas de Caná: “de fazermos tudo o que o Teu Filho nos dissesse”. (cf. Jo 2,5)

Por isso mais uma vez Te dizemos: “Mãe do Bom Conselho, roga por nós”.

2 – Os Bispos portugueses ao escolher este tema de Maria, Mãe do Bom Conselho, para a Peregrinação de 2008, ano em que neste Santuário a reflexão geral é sobre o 8º Mandamento da Lei de Deus, diria que quiseram apontar esta particularidade da Mãe do Grande Conselheiro: Ela, que, no Antigo Testamento pertenceu “àquele resto de Israel, que vivendo na esperança da Promessa, não disse mentiras, nem se encontrou em Sua boca língua dolosa”. (cf. Sof 3,13)

Ela que no Novo Testamento é a protótipo do discípulo “que guarda em Seu coração as palavras e as lembranças de Seu Filho.” (cf. Lc 2,51)

Ela que se deixou conduzir pelo espírito do conselho e “aderiu intimamente ao desígnio Divino de renovar todas as coisas em Cristo”. (Liturgia)

Sim! A todos nós aqui reunidos pede-nos Deus o mesmo comportamento como Maria, isto é, viver na verdade ainda que para isso tenhamos de guardar segredos para não trair a confiança do Amigo seja Ele Deus, seja Ele a Igreja, ou o nosso próximo.

3 – De 2 a 5 de Junho deste ano, em Nairobi (Quénia), sob os auspícios do Conselho Pontifício para a Mobilidade Humana, celebrámos o nosso primeiro Congresso de Pastoral para os Migrantes que inclui os refugiados, os prófugos, os deslocados e os exilados. A mensagem do Congresso, conquanto se dirija à Igreja e responsáveis Africanos toca, no entanto, os pontos sensíveis que afectam toda a Migração. Assim, pede aos dirigentes políticos e aos agentes económicos, nacionais e internacionais, maior atenção para o bem comum, e que a noção da justiça social não seja letra morta já que o Homem, como tal, é o primeiro património da humanidade. Mais: que as políticas migratórias desburocratizadas, levem a uma cultura de participação, eu diria, de colaboração, como diz o Profeta Jeremias aos exilados de Israel: “Toma a peito o bem do país (que te acolhe) e roga por ele ao Senhor, porque só terás a lucrar com a sua prosperidade.” (cf. Jer 29,7) A mensagem recordou ainda que nesta caminhada para a cidadania global necessitamos de pôr em pratica a convivência pacifica, ou seja, o saber viver na diversidade de culturas e de religiões e que isto implica uma pedagogia comum e recíproca que começa na família e, permeada pela escola, chegue àquela maturidade que considera toda a Migração como uma dádiva.

4 – A Palavra de Deus que acabámos de escutar nesta celebração ajuda-nos a entender e a viver quanto dissemos.

Servindo-nos da Encíclica do Santo Padre sobre a Esperança (Spe Salvi) entendemos qual é o conteúdo da Esperança Cristã e porque esta nos salva.

Na primeira leitura escutámos o Profeta Isaías a dizer que “O Menino que nos foi dado tem o poder sobre os Seus ombros e foi-lhe dado o nome de Conselheiro Admirável. (Is 9,5) Aqui está pois, o conteúdo da nossa Esperança.

O Papa Bento XVI na Encíclica citada ajuda-nos a compreender isto quando diz: “A Redenção é-nos oferecida no sentido em que nos foi dada a Esperança, uma Esperança fidedigna, graças à qual podemos enfrentar o nosso tempo: o presente ainda que custoso (Ss 1) e o futuro que a Fé atrai para dentro do presente.” (Ss7)

E assim sendo, quando no Credo dizemos que com a ressurreição final também esperamos “a vida do mundo que há-de vir”, estamos a dizer que este futuro compromete já a nossa vida hoje.

Por isso diz a Epístola aos Hebreus: “Corramos com perseverança para o certame que nos é proposto com os olhos fixos n’Aquele que é o autor e consumador da nossa Fé, Jesus que suportou a Cruz e está sentado à direita do Trono de Deus. ” (Heb 12, 1-2)

Na minha vida de Pastor notei que muitos jovens acreditam em Deus é certo, mas de Jesus Cristo têm apenas a ideia de Alguém que passou fazendo o bem, portanto sem exigências para os seus amigos ou seguidores. Na Mensagem que o Santo Padre escreveu para preparar a XXIII JMJ de Sidney a dada altura diz: “Recordai-vos, jovens, que a presença do Espírito Santo em nós atesta, constitui e constrói a nossa pessoa na Própria Pessoa de Jesus crucificado e ressuscitado.” (5)

Cristo morto e ressuscitado é o conteúdo da Esperança cristã. Esta verdade assumida modificou a vida do jovem Paulo de Tarso e ao longo da história da Igreja encontramos muitos outros jovens, rapazes e raparigas, que se deixaram transformar pela vida e obra de Jesus de Nazaré. Cristo morto e ressuscitado é Ele que foi anunciado pelos Profetas, é Ele que segundo os Evangelhos “vos precede na Galileia e lá o vereis.” (Mt 28,7) Ele é no final, O esperado que também nos espera, por isso, o Seu Evangelho não é uma simples informação, mas sim a semente da transformação, recorda o Papa na Spe Salvi.

Não é isto o que nos disse o Apóstolo Tiago, na 2ª leitura de hoje? ( cf. Tg 1,26-27)

“Se alguém pensa que é religioso, mas não refreia a sua língua… saiba que a sua religião é vã.”

A religião verdadeira, diríamos no nosso contesto da Peregrinação Internacional das Migrações, é estarmos atentos aos fenómenos que provocam as migrações, como sejam as alterações climáticas do planeta, a pobreza, a intolerância politica, ou, como diz o Papa na sua mensagem para este dia, estarmos atentos “ao processo da globalização em curso no mundo, que traz consigo uma exigência de mobilidade que estimula também numerosos jovens a emigrar e a viver longe de suas famílias e dos seus países.”

Todos conhecemos as consequências de tais situações, a maior das quais é a chamada “dificuldade da dupla pertença” que, não encontrando apoio nas próprias comunidades e por vezes nas Instituições Sociais, esvaziam os jovens dos seus valores mais sagrados.

Conclusão

O Evangelho de Marcos que nos foi proclamado põem-nos frente a frente com a eterna pergunta sobre Jesus Cristo. ”Quem dizem os homens que Eu sou?... E vós, que dizeis?” (Mc 8,29)

Naquele dia da confissão de Pedro em Cesareia de Filipe os discípulos foram proibidos de dizer a quem quer que fosse a sua descoberta sobre Jesus, como o Messias esperado. É que para se chegar a este ponto era necessário ter feito um caminho de Fé, que muitos dos homens do tempo de Jesus recusavam sistematicamente aceitar. Hoje a nós que vivemos no tempo-novo, somos obrigados a proclamar que Jesus é o Messias prometido e que Deus O constituiu Senhor e Cristo, este Jesus que por nós foi crucificado. (cf. Act 2,36)

O Santo Padre na mensagem deste dia chama aos jovens protagonistas da esperança, para que ao se lançarem através do mundo em conquista de novas esperanças procurem viver de tal modo, que, com as suas vidas possam dizer como São Paulo: “Vivo na Fé do Filho de Deus que me amou e Se entregou a Si mesmo por mim.” (Gal 2,20)

Para todo o cristão, hoje de modo particular o cristão migrante, é também isto que se lhe pede: viver na Verdade, como nos sugere o lema do Santuário para este ano.

A Maria, Estrela da Esperança, como lhe chamou o Papa, dizemos confiantes:

Preparada a mesa da Eucaristia, Maria, Mãe do Bom Conselho,

sabemos que virás, como outrora nas Bodas de Caná,

que também estarás,

quando o Teu Filho Se entregar a nós no Pão da Vida,

esta Carne e este Sangue que Tu lhe deste

por virtude do Espírito Santo.

Maria, vem connosco pelos caminhos do mundo;

não Te canses de aconselhar-nos, hoje,

aqui e em toda a parte onde nos encontremos.

Fátima, 13 de Agosto de 2008

+ Zacarias Kamwenho, Arcebispo do Lubango e Presidente da Comissão Episcopal das Migrações angolana




18/08/2008 10:26 | Permalien | Commentaires (0)



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