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Gabriel JEUGE
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QUESTIONS ACTUELLES

LUNDI 21 JUILLET 2008 : CLÔTURE DES JMJ - QU'EST-CE QUE L'AUTISME?  21/07/2008

PROGRAMME :

- CLÔTURE DES JMJ DE SIDNEY

- L'AUTISME (PRÉSENTATION COMMUNIQUÉE PAR UN CORRESPONDANT DONT UN ENFANT EST ATTEINT DE CETTE INFIRMITÉ, ET QUI SE DÉVOUE À CETTE CAUSE AU PORTUGAL)

SIDNEY - MESSE DE CLÔTURE (400.000 JEUNES?)
SIDNEY - MESSE DE CLÔTURE (400.000 JEUNES?)
Bento XVI confirma Madrid como próxima anfitriã

Papa aguarda da JMJ 2008 frutos para a evangelização



Bento XVI está convencido de que a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) de Sydney trará frutos inesperados para a evangelização.
«Quantas sementes boas foram semeadas nestes poucos dias», confessou o pontífice na tarde de ontem, ao reunir-se com os organizadores e benfeitores do evento, na catedral de Sydney.
Visivelmente satisfeito com estes dias de evangelização, o Papa quis encontrar-se com estas pessoas para expressar seu agradecimento, antes de regressar hoje a Roma.
«Quero agradecer-vos a todos e a cada um não só por tais sacrifícios mas ainda mais pela confiança que demonstrastes para com os nossos jovens e pela confiança na graça de Deus que actua nos seus corações», disse o Papa. «Rezemos para que o investimento, que muitos de vós depositaram neles, frutifique nas suas vidas em prol vida da Igreja de Cristo e do futuro deste nosso mundo», acrescentou.
«A vossa generosidade e o vosso sacrifício foram um contributo essencial, ainda que frequentemente escondido, para o bom sucesso desta Jornada Mundial da Juventude», assegurou o Chefe da Igreja.
Por isso, desejou que «a alegria espiritual, a satisfação e a felicidade que todos experimentámos nestes dias, constituir uma fonte inexaurível de bênçãos para as vossas vidas».
Pelas 10h00 desta segunda-feira, o Papa despede-se da Austrália, no aeroporto de Sydney, pouco antes de embarcar no avião da companhia Quantas que o levará de regresso a Roma.

Papa presidiu à maior missa da Austrália

Depois de uma semana de celebrações em toda Sydney, os organizadores da JMJ 2008 confessam seu entusiasmo pela participação de mais de 400 mil pessoas na missa final, celebrada neste domingo no hipódromo de Randwick. Por isso este quase meio milhão de pessoas encheu de orgulho a organização.
O director operacional da organização, Danny Casey, declarou que a JMJ de Sydney foi um êxito para a cidade e para a Igreja Católica na Austrália.
«Foi explêndido ver mais de 400 mil pessoas reunidas por ocasião da missa no domingo», revelou. «Foi seguramente a missa católica com a maior multidão da história de nosso país», acrescentou o responsável.
Aos mais de 200 mil peregrinos que dormiram no hipódromo na vigília da noite anterior juntaram-se muitos outros chegados na manhã para participar no acto conclusivo da JMJ.
O Santo Padre agradeceu à cidade por ter acolhido este acontecimento antes de anunciar que a próxima JMJ acontecerá em Madrid, capital de Espanha, em 2011.
«Foi uma semana inesquicível», reconhece o padre Mark Podesta, porta-voz da JMJ, que concelebrou a missa final com o Papa.
«As celebrações e a presença do Santo Padre permitiram que a alegria de tantos jovens católicos penetrasse na nossa cidade».
Redacção/Zenit

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L'AUTISTE VIT RENFERMÉ DANS SON MONDE PERSONNEL...
L'AUTISTE VIT RENFERMÉ DANS SON MONDE PERSONNEL...
UM OLHAR SOBRE O AUTISMO

Quinta-feira, 17 de Julho de 2008



O Autismo é definido como uma desordem neuro-desenvolvimental caracterizada pelo enfraquecimento nas relações sociais, linguagem, e pela presença de um comportamento repetitivo e estereotipado. Penetrar no olhar, nos sentimentos de um autista é algo fascinante. Conseguir interpretar sentimentos. Conseguir entrar no que o outro pensa é o que nos dá esta vivência. Conseguir que um autista desenvolva a fala. Que consiga expressar-se em sentimentos, é uma realidade maravilhosa que não deve ser descurada nunca. Os autistas sentem a vida. Não são fechados numa redoma. Não vivem em Marte, a não ser que os deixemos sem objectivos. Sentem quando estamos de bom humor. Quando nos sentimos tristes. A grande vitória é lenta. É conseguir fazer com que o autista se expresse e nos transmita o que sente. Que nos interrogue. Que nos dê as suas opiniões sobre os cheiros e paladares. Qual o seu gosto pela roupa que veste. Saber que conhece bem os caminhos que percorremos. Conhecer as localidades, as marcas, os restaurantes. Saber o que fez na escola. Esta vivência diária deu-me capacidades que jamais pensei ter. Para isto é necessário que queiramos estar ao lado do nosso filho. É uma luta imensa. Intemporal. Quando se institucionaliza uma criança destas, ela perde o seu elo motivador mais forte: a sua família. Ser família não é ser mãe, pai, avô ou primo. Ser família é estar presente. É não desistir. É rir ou chorar. É viver as dificuldades e encontrar alegria imensa num pequenino desenvolvimento que demorou muito a acontecer. Ser família é proteger com amor. As pessoas marginalizam-se em relação aos autistas. Não com intenção efectiva, mas por não saberem como agir. Ser família é perguntar como fazer para o conseguir. É ter paciência. É não ignorar que ali está um ser humano magnífico que, apenas, quer que lhe liguem. Que interajam com ele em coisas simples.
A grande dificuldade da família é a incompreensão da sociedade. A "sapiência" dos legisladores. A ignorância dos métodos. A falta de apoios ao descanso destas famílias que precisam de se distrair para carregarem baterias. Precisam do seu momento a dois. É preciso algum espaço para os pais viverem sem stress, sem angústia.
Sobretudo o que os pais não encontram, é um futuro para os seus filhos na sociedade actual. Por isso nos questionamos sobre o desporto para autistas. Sobre o papel da escola nesta temática. Dos CAO -centros de actividades ocupacionais-. Do emprego protegido. Sobre a burocracia que nos é imposta em questões legais. Sobre a saúde que existe para eles e para nós seus familiares directos. Os pais dos autistas jamais deveriam deixar de trabalhar para poderem cuidar do filho. Um dia a família não estará presente. É a lei da vida. E depois? Que será deles? Esse sim, é o maior peso que transportamos. O Estado -somos todos nós- tem a obrigação de, pela mão dos eleitos, criar condições dignas de vida para todos os que marcham lentamente, mas em esperança, pelos cruzamentos do autismo. O problema não são os denominados autistas, mas sim quem os ignora!

Postado por Mário Relvas às Quinta-feira, Julho 17, 2008
Marcadores: angustia de familiares dos autistas, Aromas de Portugal, Autismo, Autismo e a sociedade, Opinião sobre o autismo


21/07/2008 10:35 | Permalien | Commentaires (0)




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