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Gabriel JEUGE
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RELIGION
MARDI 12 AOÛT 2008 : FÊTES AU PORTUGAL : N. D. DA FRANQUEIRA
12/08/2008
PROGRAMME :
- NOSSA SENHORA DA FRANQUEIRA : C'ÉTAIT DIMANCHE DERNIER, DANS UN SANCTUAIRE MARIAL APPARTENANT AU CONCELHO DE BARCELOS
D.ANTONINO DIAS, BISPO AUXILIAR DE BRAGA, PRESIDIU A FESTA
E FALOU DO CODIGO DA ESTRADA
Cumprir o código da estrada é oportunidade de amar o próximo
«Em termos evangélicos, uma boa condução é uma ocasião
para amar os outros utentes da estrada, considerados irmãos e
irmãs», afirmou ontem (domingo), o Bispo auxiliar de Braga, D. Antonino
Dias, na missa solene da peregrinação do arciprestado de Barcelos
ao santuário de Nossa Senhora da Franqueira. O prelado
aproveitou a presença de mais de dez mil pessoas para lançar
um forte apelo para o respeito pelo código da estrada.
O bispo não tem dúvidas que os cristãos devem encarar a
missão de serem «a consciência da segurança rodoviária», através
dos seus «comportamentos», da sua «educação», e do seu
«sentido de cidadania», «assumindo de modo permanente um
compromisso de responsabilidade social, na defesa da própria
vida e da dos outros».
D. Antonino Dias recordou que, no mundo inteiro, no século
XX morreram 35 milhões de pessoas em acidentes rodoviários,
enquanto que 1,5 biliões de pessoas saíram com ferimentos.
Contudo, «sem uma mudança de mentalidades, não há leis
nem mecanismos possíveis que possam alterar o actual estado da
situação», alertou o celebrante na homilia da missa que foi concelebrada
por um grupo de sacerdotes e diáconos e participada por
autoridades civis (autarquia) e militares (GNR). «Nas suas regras,
restrições e constrangimentos, o código da estrada favorece o respeito
pelo outro e a própria liberdade do condutor», sublinhou o
bispo, acrescentando que o seu respeito, para além de diminuir o
risco de acidentes, reduz o estado de ansiedade de quem conduz.
D. Antonino Dias desafiou, por isso, os cristãos a fazerem parte da
solução do flagelo e a não serem geradores de mais flagelo.
Todos os anos, participam na peregrinação à Senhora da
Franqueira – iniciativa que assinala este ano o seu centenário –
entre sete e 15 mil pessoas, afirmou ao Diário do Minho o juiz da
Confraria de Nossa Senhora da Franqueira, Eduardo Gayo.
Aquele responsável referiu que a peregrinação se estende por
um percurso de cerca de sete quilómetros e que a procissão
atinge uma extensão a rondar os três quilómetros.
Eduardo Gayo lamenta que nem todas as paróquias se façam
representar mas compreende que, para isso, «é preciso dotar o
espaço com melhores condições para albergar mais pessoas e,
sobretudo, mais veículos».
De resto, o juiz da confraria – que comemora este ano 450 anos
de existência – revelou existir um estudo para a criação de um
parque de estacionamento para cerca de 300 viaturas, projecto
esse que está a ser desenvolvido pela Câmara de Barcelos. A
respeito da autarquia, Eduardo Gayo disse esperar que passe a
«olhar para a Franqueira como um ícone do turismo cultural e
religioso do concelho de Barcelos».
Álvaro Magalhães (DM)
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E FALOU DO CODIGO DA ESTRADA
Cumprir o código da estrada é oportunidade de amar o próximo
«Em termos evangélicos, uma boa condução é uma ocasião
para amar os outros utentes da estrada, considerados irmãos e
irmãs», afirmou ontem (domingo), o Bispo auxiliar de Braga, D. Antonino
Dias, na missa solene da peregrinação do arciprestado de Barcelos
ao santuário de Nossa Senhora da Franqueira. O prelado
aproveitou a presença de mais de dez mil pessoas para lançar
um forte apelo para o respeito pelo código da estrada.
O bispo não tem dúvidas que os cristãos devem encarar a
missão de serem «a consciência da segurança rodoviária», através
dos seus «comportamentos», da sua «educação», e do seu
«sentido de cidadania», «assumindo de modo permanente um
compromisso de responsabilidade social, na defesa da própria
vida e da dos outros».
D. Antonino Dias recordou que, no mundo inteiro, no século
XX morreram 35 milhões de pessoas em acidentes rodoviários,
enquanto que 1,5 biliões de pessoas saíram com ferimentos.
Contudo, «sem uma mudança de mentalidades, não há leis
nem mecanismos possíveis que possam alterar o actual estado da
situação», alertou o celebrante na homilia da missa que foi concelebrada
por um grupo de sacerdotes e diáconos e participada por
autoridades civis (autarquia) e militares (GNR). «Nas suas regras,
restrições e constrangimentos, o código da estrada favorece o respeito
pelo outro e a própria liberdade do condutor», sublinhou o
bispo, acrescentando que o seu respeito, para além de diminuir o
risco de acidentes, reduz o estado de ansiedade de quem conduz.
D. Antonino Dias desafiou, por isso, os cristãos a fazerem parte da
solução do flagelo e a não serem geradores de mais flagelo.
Todos os anos, participam na peregrinação à Senhora da
Franqueira – iniciativa que assinala este ano o seu centenário –
entre sete e 15 mil pessoas, afirmou ao Diário do Minho o juiz da
Confraria de Nossa Senhora da Franqueira, Eduardo Gayo.
Aquele responsável referiu que a peregrinação se estende por
um percurso de cerca de sete quilómetros e que a procissão
atinge uma extensão a rondar os três quilómetros.
Eduardo Gayo lamenta que nem todas as paróquias se façam
representar mas compreende que, para isso, «é preciso dotar o
espaço com melhores condições para albergar mais pessoas e,
sobretudo, mais veículos».
De resto, o juiz da confraria – que comemora este ano 450 anos
de existência – revelou existir um estudo para a criação de um
parque de estacionamento para cerca de 300 viaturas, projecto
esse que está a ser desenvolvido pela Câmara de Barcelos. A
respeito da autarquia, Eduardo Gayo disse esperar que passe a
«olhar para a Franqueira como um ícone do turismo cultural e
religioso do concelho de Barcelos».
Álvaro Magalhães (DM)
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FRANQUEIRA : CAPELA
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DANS L'ORNE, ON PRÉPARE LA VENUE DU DALAÏ-LAMA
VISITE EN FRANCE DU DALAÏ-LAMA, CHEF RELIGIEUX DES BOUDDHISTES THIBÉTAINS
Il devrait y avoir foule, cet après-midi, à la nouvelle pagode de la congrégation bouddhique vietnamienne Khanh Anh d’Évry (Essonne), la plus vaste d’Europe. En visite en France jusqu’au 23 août, Sa Sainteté le 14e dalaï-lama lui-même y est attendu pour « bénir » et consacrer la statue du Bouddha. L’événement est d’importance pour les artisans de ce vaste chantier de 4 000 m2, démarré en 1996 et toujours en cours : on attend au moins 1 500 fidèles et une foule de journalistes.
Invité par trois congrégations bouddhistes – Dachang Vajradhara- Ling au château d’Osmont (Orne), Pel Drukpai Tcheutsok à Plouray (Morbihan) et Chanteloube (Dordogne) –, le dalaï-lama est arrivé hier en France, pour son onzième séjour dans le pays et son sixième cycle d’enseignement. Une série d’inaugurations et de visites se sont greffées sur son programme (lire ci-contre), mais la série de leçons qu’il donnera à Nantes du 15 au 20 août constitue le coeur de sa visite.
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Dans l’Orne, un centre bouddhiste se prépare à accueillir « Sa Sainteté »
La congrégation Dachang Kagyu Vajradhara-Ling
est installée au château d’Osmont , AUBRY-LE-PANTHOU (Orne)
«Je suis très heureux ! » Sencho, un grand sourire aux lèvres, a juste le temps de glisser ces quelques mots pour résumer son état d’esprit, à quelques jours de la venue du dalaï-lama. C’est jeudi que le chef spirituel des Tibétains est attendu au centre bouddhiste Dachang Kagyu Vajradhara-Ling.
Le laïc bhoutanais, résident de cette congrégation implantée en Normandie, est pressé de reprendre son travail sur le portique d’accueil, construit en quelques jours, spécialement pour l’occasion.
Muni d’un petit pinceau, il achève de dessiner les ornements colorés du panneau principal, tandis qu’à sa gauche le khempo (maître en philosophie bouddhique) Trinley soigne la calligraphie des phrases d’accueil en tibétain.
Dachang Kagyu Vajradhara- Ling est l’un des trois centres organisateurs de l’actuelle visite du dalaï-lama en France. Le lama Gyourmé, l’un des fondateurs du lieu, a convié le prix Nobel de la paix 1989 à y faire étape sur sa route entre Paris et Nantes. Créé en 1982 sous la forme d’une association, le centre a obtenu en 1998 du ministère de l’intérieur, en charge des cultes, le statut de congrégation reconnue par l’État ; il est rattaché à l’école « Kagyu », un courant du bouddhisme tibétain développant la transmission orale de cette tradition. « Ce n’est pas la première fois que Sa Sainteté doit venir nous rendre visite, précise Joëlle Brault, coordinatrice bénévole de l’organisation. En 2006 déjà, il était prévu qu’il vienne. Malheureusement, des problèmes de santé l’avaient contraint à annuler son déplacement en France. »
À quelques pas des deux artistes, Claude-Marie est occupée à gratter la cire accumulée sur les bougeoirs du moulin à prières. « D’habitude, j’ai horreur de faire le ménage, glisse cette Grenobloise de 61 ans. Mais là, ça ne me gêne pas, c’est même un vrai plaisir ! » Malgré les jours passés à nettoyer et lessiver les grandes pièces de la communauté, aucun sentiment de lassitude n’est venu entamer sa joie. « C’est un tel privilège d’accueillir le dalaï-lama ici, assure Bernadette, une autre bénévole, venue de Paris. Il n’y a pas de mots assez grands pour décrire ce qu’on ressent. Pour moi, c’est recevoir un trésor vivant de l’humanité, la réincarnation du bouddha Tchenrezi, qui représente l’amour et la compassion. C’est normal que nous fassions tout pour que le centre soit le plus beau et le plus accueillant possible ! »
Venus des quatre coins de France, des Pays-Bas ou d’Espagne, une quinzaine de bénévoles prêtent main-forte aux permanents du centre, cinq lamas bhoutanais et népalais, et sept laïcs. « Nous sommes actuellement dans les derniers préparatifs, explique Joëlle Brault.
Le travail a commencé dès le mois de mars, quand nous avons enclenché toutes les démarches administratives. C’est un gros événement, il y a énormément de choses à gérer, de la sécurité du dalaï-lama jusqu’aux petits détails logistiques. »
Comme l’ont souhaité les organisateurs, l’entrée au centre sera libre et gratuite jeudi, pendant la visite. L’hélicoptère du dalaïlama atterrira vers 10 heures dans un champ à proximité du château. Après une cérémonie privée d’accueil traditionnelle dans le temple, il bénira le moulin à prières et le stûpa (structure architecturale accueillant des reliques d’« êtres éveillés » ou des objets sacrés) de la congrégation.
C’est là qu’il fera une allocution publique sur le thème de la paix. Il partira autour de 13 heures pour s’envoler vers la prochaine étape de son voyage, la congrégation Pel Drukpai Tcheutsok à Plouray, dans le Morbihan.
« Ces quelques heures de présence vont énormément nous apporter. C’est une immense bénédiction pour le centre ! », insiste Joëlle, avant d’ajouter : « Mais cette chance que nous avons de rencontrer Sa Sainteté nous amène aussi à penser à ces millions de Tibétains qui ne le peuvent pas. »
PIERRE-LOUIS LENSEL (La Croix)
Il devrait y avoir foule, cet après-midi, à la nouvelle pagode de la congrégation bouddhique vietnamienne Khanh Anh d’Évry (Essonne), la plus vaste d’Europe. En visite en France jusqu’au 23 août, Sa Sainteté le 14e dalaï-lama lui-même y est attendu pour « bénir » et consacrer la statue du Bouddha. L’événement est d’importance pour les artisans de ce vaste chantier de 4 000 m2, démarré en 1996 et toujours en cours : on attend au moins 1 500 fidèles et une foule de journalistes.
Invité par trois congrégations bouddhistes – Dachang Vajradhara- Ling au château d’Osmont (Orne), Pel Drukpai Tcheutsok à Plouray (Morbihan) et Chanteloube (Dordogne) –, le dalaï-lama est arrivé hier en France, pour son onzième séjour dans le pays et son sixième cycle d’enseignement. Une série d’inaugurations et de visites se sont greffées sur son programme (lire ci-contre), mais la série de leçons qu’il donnera à Nantes du 15 au 20 août constitue le coeur de sa visite.
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Dans l’Orne, un centre bouddhiste se prépare à accueillir « Sa Sainteté »
La congrégation Dachang Kagyu Vajradhara-Ling
est installée au château d’Osmont , AUBRY-LE-PANTHOU (Orne)
«Je suis très heureux ! » Sencho, un grand sourire aux lèvres, a juste le temps de glisser ces quelques mots pour résumer son état d’esprit, à quelques jours de la venue du dalaï-lama. C’est jeudi que le chef spirituel des Tibétains est attendu au centre bouddhiste Dachang Kagyu Vajradhara-Ling.
Le laïc bhoutanais, résident de cette congrégation implantée en Normandie, est pressé de reprendre son travail sur le portique d’accueil, construit en quelques jours, spécialement pour l’occasion.
Muni d’un petit pinceau, il achève de dessiner les ornements colorés du panneau principal, tandis qu’à sa gauche le khempo (maître en philosophie bouddhique) Trinley soigne la calligraphie des phrases d’accueil en tibétain.
Dachang Kagyu Vajradhara- Ling est l’un des trois centres organisateurs de l’actuelle visite du dalaï-lama en France. Le lama Gyourmé, l’un des fondateurs du lieu, a convié le prix Nobel de la paix 1989 à y faire étape sur sa route entre Paris et Nantes. Créé en 1982 sous la forme d’une association, le centre a obtenu en 1998 du ministère de l’intérieur, en charge des cultes, le statut de congrégation reconnue par l’État ; il est rattaché à l’école « Kagyu », un courant du bouddhisme tibétain développant la transmission orale de cette tradition. « Ce n’est pas la première fois que Sa Sainteté doit venir nous rendre visite, précise Joëlle Brault, coordinatrice bénévole de l’organisation. En 2006 déjà, il était prévu qu’il vienne. Malheureusement, des problèmes de santé l’avaient contraint à annuler son déplacement en France. »
À quelques pas des deux artistes, Claude-Marie est occupée à gratter la cire accumulée sur les bougeoirs du moulin à prières. « D’habitude, j’ai horreur de faire le ménage, glisse cette Grenobloise de 61 ans. Mais là, ça ne me gêne pas, c’est même un vrai plaisir ! » Malgré les jours passés à nettoyer et lessiver les grandes pièces de la communauté, aucun sentiment de lassitude n’est venu entamer sa joie. « C’est un tel privilège d’accueillir le dalaï-lama ici, assure Bernadette, une autre bénévole, venue de Paris. Il n’y a pas de mots assez grands pour décrire ce qu’on ressent. Pour moi, c’est recevoir un trésor vivant de l’humanité, la réincarnation du bouddha Tchenrezi, qui représente l’amour et la compassion. C’est normal que nous fassions tout pour que le centre soit le plus beau et le plus accueillant possible ! »
Venus des quatre coins de France, des Pays-Bas ou d’Espagne, une quinzaine de bénévoles prêtent main-forte aux permanents du centre, cinq lamas bhoutanais et népalais, et sept laïcs. « Nous sommes actuellement dans les derniers préparatifs, explique Joëlle Brault.
Le travail a commencé dès le mois de mars, quand nous avons enclenché toutes les démarches administratives. C’est un gros événement, il y a énormément de choses à gérer, de la sécurité du dalaï-lama jusqu’aux petits détails logistiques. »
Comme l’ont souhaité les organisateurs, l’entrée au centre sera libre et gratuite jeudi, pendant la visite. L’hélicoptère du dalaïlama atterrira vers 10 heures dans un champ à proximité du château. Après une cérémonie privée d’accueil traditionnelle dans le temple, il bénira le moulin à prières et le stûpa (structure architecturale accueillant des reliques d’« êtres éveillés » ou des objets sacrés) de la congrégation.
C’est là qu’il fera une allocution publique sur le thème de la paix. Il partira autour de 13 heures pour s’envoler vers la prochaine étape de son voyage, la congrégation Pel Drukpai Tcheutsok à Plouray, dans le Morbihan.
« Ces quelques heures de présence vont énormément nous apporter. C’est une immense bénédiction pour le centre ! », insiste Joëlle, avant d’ajouter : « Mais cette chance que nous avons de rencontrer Sa Sainteté nous amène aussi à penser à ces millions de Tibétains qui ne le peuvent pas. »
PIERRE-LOUIS LENSEL (La Croix)
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