e-mail portugais : g.jeuge@sapo.cv
Le référenceur des meilleurs sites catholiques francophones

MeusRecados.com - Recados e Imagens de Religiosas para Orkut
POUR CAUSE DE DÉFICIENCE OCULAIRE, LE P.JEUGE EST DANS L'IMPOSSIBILITÉ DE CONTINUER À ASSURER DES CÉLÉBRATIONS EN PORTUGAIS. IL VOUS PRIE DE L'EN EXCUSER ET DE VOUS ADRESSER À VOTRE PAROISSE FRANÇAISE.
POUR LE CONTACTER : g.jeuge@free.fr
POUR LE CONTACTER : g.jeuge@free.fr
Profil
Gabriel JEUGE
Ce Blog est dédié avant tout aux Portugais d'Orléans et de sa région, mais aussi à tous ceux qu'il peut intéresser...Ce n'est pas un journal intime, mais "une nouvelle par jour"
Catégories
Archives
Liste de liens
RELIGION
MERCREDI 13 AOÛT 2008 : À FATIMA, CÉLÉBRATION DÉDIÉE AUX MIGRANTS
13/08/2008
PROGRAMME :
- LES 12 ET 13 DE CHAQUE MOIS, À FATIMA, DE MAI À OCTOBRE SONT COMMÉMORÉES LES APPARITIONS DE LA VIERGE AUX 3 "PASTORINHOS". IL SE TROUVE QUE LE 13 AOÛT 1917, IL N'Y A PAS EU D'APPARITION, LES ENFANTS ÉTANT "PRISONNIERS" À OURÉM... MAIS L'APPARITION EUT LIEU QUELQUES JOURS PLUS TARD, AU LIEU DIT "VALINHOS", SUR LE TRACÉ DU CHEMIN DE CROIX ACTUEL. UNE CHAPELLE RAPPELLE CET ÉVÈNEMENT. MAIS, LE 13 ÉTANT LE JOUR INDIQUÉ PAR MARIE COMME DEVANT ÊTRE CELUI DE SES RENDEZ-VOUS AVEC LES ENFANTS, LE PEUPLE CONTINUE DE CÉLÉBRER LE 13 AOÛT, COMME LES AUTRES MOIS. DE PLUS, LE MOIS D'AOÛT ÉTANT CELUI DES VACANCES, PENDANT LEQUEL DE TRÈS NOMBREUX PORTUGAIS DE L'EXTÉRIEUR VIENNENT VISITER LEURS FAMILLES, CE JOUR LEUR EST TRADITIONNELLEMENT CONSACRÉ.
- VIANA DO CASTELO : LE "PÈLERINAGE DES PÈLERINAGES" COMME IL SE DIT... CE SONT LES FÊTES DA N.D. D'AGONIE ("SENHORA DA AGONIA"). CE GENRE DE FÊTE MI-POPULAIRE, MI-RELIGIEUSE, PORTE LE NOM DE "ROMARIA" (ET SE DISTINGUE DONC DE FATIMA, QUI EST UNIQUEMENT RELIGIEUSE); ET LA LA "ROMARIA" DE VIANA DO CASTELO EST LA PLUS CÉLÈBRE DU PORTUGAL. ELLE COMMENCE PAR UNE PROCESSION MARITIME, LA VIERGE ÉTANT TRANSPORTÉE ET ESCORTÉE EN BATEAU
NOSSA SENHORA DE FATIMA
Peregrinação de 12 e 13 de Agosto de 2008
D. Zacarias Kamwenho em entrevista
Conforme foi anunciado, D. Zacarias Kamwenho, Arcebispo do Lubango/Angola e Presidente da Comissão Episcopal das Migrações da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST), preside em Fátima à Peregrinação de 12 e 13 de Agosto, que integra a Peregrinação Anual do Migrante e do Refugiado ao Santuário de Fátima.
Depois de uma breve passagem por Fátima, no final de Julho, D. Zacarias regressará à cidade na próxima semana e estará presente na Conferência de Imprensa agendada para as 16h00 de 12 de Agosto, na Casa de Nossa Senhora do Carmo, no Santuário de Fátima (Boletim Informativo 79/2008).
Alguns dias antes, em jeito de antecipação, e em entrevista à Sala de Imprensa do Santuário de Fátima, o Arcebispo de Lubango, fala sobre a sua vinda a Portugal durante esta 36ª Semana Nacional de Migrações (de 10 a 17 de Agosto), uma iniciativa da Obra Católica Portuguesa das Migrações, que assume como momento alto a Peregrinação do Migrante e do Refugiado a Fátima, este ano dedicada às comunidades Africanas residentes em Portugal.
Se seguida, as respostas de D. Zacarias Kamwenho à Sala de Imprensa do Centro de Comunicação Social do Santuário de Fátima, datadas de 7 de Agosto e respondidas a partir de Lisboa.
1 - Com que sentimento recebeu o convite para presidir a esta Peregrinação Internacional em Fátima?
D. Zacarias Kamwenho – Recebi com certo entusiasmo o convite que me foi dirigido para presidir à Peregrinação Internacional dos Migrantes neste ano 2008.
Isto porque o ano passado em Gdinia (Polónia) inteirei-me da Pastoral das Migrações em Portugal. Confirmei então o que já sabia pela imprensa pelo que, à sugestão de D. António Vitalino, Presidente da Comissão Episcopal das Migrações, para participar nesta peregrinação, correspondi com interesse e aqui estou. Já vim várias vezes a Fátima. Numa das vezes presidi à peregrinação das Crianças de Portugal no mês de Junho, não me lembro de que ano (foi no ano 2000), uma outra vez presidi à peregrinação dos Missionários da Boa Nova, enfim. Em Fátima estamos sempre na casa – comum.
2 - Presidirá a uma peregrinação marcada anualmente pela grande participação de emigrantes portugueses a residir no estrangeiro e também de imigrantes de vários países a residir em Portugal. Acompanha a realidade da numerosa presença de africanos a residir em Portugal. Como sente fenómeno?
Aceitei com entusiasmo, precisamente, por saber que nesta grande peregrinação juntam-se emigrantes portugueses ou de expressão portuguesa a trabalhar no estrangeiro, e também de não-portugueses a residir em Portugal.
Para qualquer Pastor da Igreja Católica, momentos destes constituem um novo Pentecostes para a Igreja e para o mundo. Então, neste sentido, sinto-me um peregrino privilegiado entre irmãos e irmãs, e diria com S. Paulo: “ai de mim se não evangelizar”(1 Cor. 9,16). Esta peregrinação é mais que um fenómeno, ela é um acontecimento salutar que revela o caminhar juntos de pessoas com o mesmo ideal, a santidade, e que reunindo-se dos quatro cantos do mundo, celebram a oportunidade que lhes é oferecida, isto é, do encontro pessoal com Jesus Cristo, por Maria, e sob a única identidade: emigrantes.
3 - Que mensagem trará para estes peregrinos?
Mensagem para os peregrinos? Nada melhor do que aquela que retiramos da ultima encíclica do Papa Bento XVI ‘Epe Salvi’, isto é, que toda a mobilidade humana tem a sua última explicação no conceito de progresso. Progresso que não pára em estruturas materiais mas que vai mais além, traduzindo-se no progresso interior de cada peregrino como diz S. Paulo nas suas cartas (cf. Ef. 3,16. Fl 2, 12-16). Progresso que é de cada um, mas que é também para os outros (nº 34).
4 - "Aquele que revela um segredo perde a confiança" (Sir 27, 16) é o tema proposto pelo Santuário para esta Peregrinação de Agosto, no âmbito do tema anual do Santuário ”Viver na Verdade”. Que se lhe oferece dizer sobre esta afirmação?
O Livro de Ben-Sirac ou apenas Sirácida (Sir) é um livro sapiencial que recolhe a sabedoria popular expressa em sentenças e provérbios, que, aliás se encontra em todas as línguas e culturas, no caso, na cultura hebreia. Neste capítulo 27 encontramos, portanto, sentenças e/ou ditados sobre o comércio, a justiça, o segredo, etc. E o segredo continua a ser a alma do negócio!
Na minha língua materna (Umbundu) encontramos, por exemplo, este mesmo pensamento (Sir 27,16) expresso num nome feminino muito vulgar: Tchohïla(cohïla) início de um provérbio que se traduziria mais ou menos assim: “as mulheres mais velhas (sensatas) são-no porque souberam calar (o segredo) no lar, as mais novas por não saberem calar os segredos do lar depressa se tornam viúvas de maridos vivos.”
O Santuário ao propor o 8º Mandamento aos peregrinos do ano encontrou, como sub-tema para o mês de Agosto o versículo citado para dizer que ‘viver a verdade’ é também saber guardar o segredo. E dá-nos o exemplo dos pastorinhos.
Levando o pensamento à Liturgia ficamos a saber que a Verdade fundamental do Cristianismo é o Mistério Pascal de Jesus Cristo, Sua morte e Ressurreição, revelado paulatina e oportunamente e assumido apenas na Fé. Aqui está a razão do segredo messiânico (cf. Mt. 26,64)
5 – É grande a devoção a Nossa Senhora de Fátima no continente africano. Sabemo-lo aqui no Santuário de Fátima pelos inúmeros contactos que o Santuário possui. Como é vivida, na generalidade, esta devoção em termos de celebrações e actos cultuais, e culturais?
A devoção a Nª Sr.ª de Fátima é uma das bonitas heranças que os portugueses deixaram em Angola.
Na minha meninice a devoção mais marcante era a de Nª Sr.ª de Lurdes e Nª Sr.ª das Dores, pois, os Missionários da 2ª evangelização do País – 1866 – eram franceses. A partir de dada altura com o reforço da presença missionária portuguesa Nª Sr.ª de Fátima ganhou o seu espaço: Paróquias, Missões e Capelas são-lhe dedicadas e o 13 de Maio é celebrado também com procissões de velas no dia 12 e missas solenes ou solenizadas no dia 13.
6 – Traz consigo algum pedido especial para apresentar a Nossa Senhora de Fátima?
Se trago algum pedido especial a Nª Sr.ª de Fátima… com certeza: a Arquidiocese do Lubango, que nos próximos dias 14 e 15 celebra a sua II Peregrinação Arquidiocesana, e a outra intenção, sem dúvida, vai para as Eleições legislativas em Angola no próximo dia 5 de Setembro.
BOLETIM INFORMATIVO, 80/2008, de 09 de Agosto de 2008, 16h30
(C) Santuário de Fátima
Fátima Virtual
*************************************************************************************************************
D. Zacarias Kamwenho em entrevista
Conforme foi anunciado, D. Zacarias Kamwenho, Arcebispo do Lubango/Angola e Presidente da Comissão Episcopal das Migrações da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST), preside em Fátima à Peregrinação de 12 e 13 de Agosto, que integra a Peregrinação Anual do Migrante e do Refugiado ao Santuário de Fátima.
Depois de uma breve passagem por Fátima, no final de Julho, D. Zacarias regressará à cidade na próxima semana e estará presente na Conferência de Imprensa agendada para as 16h00 de 12 de Agosto, na Casa de Nossa Senhora do Carmo, no Santuário de Fátima (Boletim Informativo 79/2008).
Alguns dias antes, em jeito de antecipação, e em entrevista à Sala de Imprensa do Santuário de Fátima, o Arcebispo de Lubango, fala sobre a sua vinda a Portugal durante esta 36ª Semana Nacional de Migrações (de 10 a 17 de Agosto), uma iniciativa da Obra Católica Portuguesa das Migrações, que assume como momento alto a Peregrinação do Migrante e do Refugiado a Fátima, este ano dedicada às comunidades Africanas residentes em Portugal.
Se seguida, as respostas de D. Zacarias Kamwenho à Sala de Imprensa do Centro de Comunicação Social do Santuário de Fátima, datadas de 7 de Agosto e respondidas a partir de Lisboa.
1 - Com que sentimento recebeu o convite para presidir a esta Peregrinação Internacional em Fátima?
D. Zacarias Kamwenho – Recebi com certo entusiasmo o convite que me foi dirigido para presidir à Peregrinação Internacional dos Migrantes neste ano 2008.
Isto porque o ano passado em Gdinia (Polónia) inteirei-me da Pastoral das Migrações em Portugal. Confirmei então o que já sabia pela imprensa pelo que, à sugestão de D. António Vitalino, Presidente da Comissão Episcopal das Migrações, para participar nesta peregrinação, correspondi com interesse e aqui estou. Já vim várias vezes a Fátima. Numa das vezes presidi à peregrinação das Crianças de Portugal no mês de Junho, não me lembro de que ano (foi no ano 2000), uma outra vez presidi à peregrinação dos Missionários da Boa Nova, enfim. Em Fátima estamos sempre na casa – comum.
2 - Presidirá a uma peregrinação marcada anualmente pela grande participação de emigrantes portugueses a residir no estrangeiro e também de imigrantes de vários países a residir em Portugal. Acompanha a realidade da numerosa presença de africanos a residir em Portugal. Como sente fenómeno?
Aceitei com entusiasmo, precisamente, por saber que nesta grande peregrinação juntam-se emigrantes portugueses ou de expressão portuguesa a trabalhar no estrangeiro, e também de não-portugueses a residir em Portugal.
Para qualquer Pastor da Igreja Católica, momentos destes constituem um novo Pentecostes para a Igreja e para o mundo. Então, neste sentido, sinto-me um peregrino privilegiado entre irmãos e irmãs, e diria com S. Paulo: “ai de mim se não evangelizar”(1 Cor. 9,16). Esta peregrinação é mais que um fenómeno, ela é um acontecimento salutar que revela o caminhar juntos de pessoas com o mesmo ideal, a santidade, e que reunindo-se dos quatro cantos do mundo, celebram a oportunidade que lhes é oferecida, isto é, do encontro pessoal com Jesus Cristo, por Maria, e sob a única identidade: emigrantes.
3 - Que mensagem trará para estes peregrinos?
Mensagem para os peregrinos? Nada melhor do que aquela que retiramos da ultima encíclica do Papa Bento XVI ‘Epe Salvi’, isto é, que toda a mobilidade humana tem a sua última explicação no conceito de progresso. Progresso que não pára em estruturas materiais mas que vai mais além, traduzindo-se no progresso interior de cada peregrino como diz S. Paulo nas suas cartas (cf. Ef. 3,16. Fl 2, 12-16). Progresso que é de cada um, mas que é também para os outros (nº 34).
4 - "Aquele que revela um segredo perde a confiança" (Sir 27, 16) é o tema proposto pelo Santuário para esta Peregrinação de Agosto, no âmbito do tema anual do Santuário ”Viver na Verdade”. Que se lhe oferece dizer sobre esta afirmação?
O Livro de Ben-Sirac ou apenas Sirácida (Sir) é um livro sapiencial que recolhe a sabedoria popular expressa em sentenças e provérbios, que, aliás se encontra em todas as línguas e culturas, no caso, na cultura hebreia. Neste capítulo 27 encontramos, portanto, sentenças e/ou ditados sobre o comércio, a justiça, o segredo, etc. E o segredo continua a ser a alma do negócio!
Na minha língua materna (Umbundu) encontramos, por exemplo, este mesmo pensamento (Sir 27,16) expresso num nome feminino muito vulgar: Tchohïla(cohïla) início de um provérbio que se traduziria mais ou menos assim: “as mulheres mais velhas (sensatas) são-no porque souberam calar (o segredo) no lar, as mais novas por não saberem calar os segredos do lar depressa se tornam viúvas de maridos vivos.”
O Santuário ao propor o 8º Mandamento aos peregrinos do ano encontrou, como sub-tema para o mês de Agosto o versículo citado para dizer que ‘viver a verdade’ é também saber guardar o segredo. E dá-nos o exemplo dos pastorinhos.
Levando o pensamento à Liturgia ficamos a saber que a Verdade fundamental do Cristianismo é o Mistério Pascal de Jesus Cristo, Sua morte e Ressurreição, revelado paulatina e oportunamente e assumido apenas na Fé. Aqui está a razão do segredo messiânico (cf. Mt. 26,64)
5 – É grande a devoção a Nossa Senhora de Fátima no continente africano. Sabemo-lo aqui no Santuário de Fátima pelos inúmeros contactos que o Santuário possui. Como é vivida, na generalidade, esta devoção em termos de celebrações e actos cultuais, e culturais?
A devoção a Nª Sr.ª de Fátima é uma das bonitas heranças que os portugueses deixaram em Angola.
Na minha meninice a devoção mais marcante era a de Nª Sr.ª de Lurdes e Nª Sr.ª das Dores, pois, os Missionários da 2ª evangelização do País – 1866 – eram franceses. A partir de dada altura com o reforço da presença missionária portuguesa Nª Sr.ª de Fátima ganhou o seu espaço: Paróquias, Missões e Capelas são-lhe dedicadas e o 13 de Maio é celebrado também com procissões de velas no dia 12 e missas solenes ou solenizadas no dia 13.
6 – Traz consigo algum pedido especial para apresentar a Nossa Senhora de Fátima?
Se trago algum pedido especial a Nª Sr.ª de Fátima… com certeza: a Arquidiocese do Lubango, que nos próximos dias 14 e 15 celebra a sua II Peregrinação Arquidiocesana, e a outra intenção, sem dúvida, vai para as Eleições legislativas em Angola no próximo dia 5 de Setembro.
BOLETIM INFORMATIVO, 80/2008, de 09 de Agosto de 2008, 16h30
(C) Santuário de Fátima
Fátima Virtual
*************************************************************************************************************
ROMARIA DE NOSSA SENHORA DA AGONIA
começa com as celebrações religiosas
A Romaria das romarias portuguesas começa este ano com as celebrações religiosas do dia dedicado a Nossa Senhora da Agonia. O dia 20, feriado municipal e dedicado aos pescadores, os mais fiéis devotos, começa com a celebração da missa campal, em frente à Capela de Nossa Senhora da Agonia, finda a qual decorre a bênção do mar e do rio e das embarcações pelo Bispo Diocesano.
Logo de seguida, realiza-se a “procissão ao mar e ao rio”, durante a qual o andor da Senhora vai num dos barcos de pesca, acompanhada por muitas dezenas de outras embarcações e saudada por milhares de pessoas que nos molhes e nas margens do rio aplaudem e acenam com lenços brancos. Regressado à Ribeira, o andor da Virgem passa sobre os tapetes coloridos que enchem as ruas do bairro piscatório e que os seus moradores construíram durante toda a noite com sal e flores, numa saudável competição bairrista entre ruas.
A confecção dos tapetes é um momento que atrai à Ribeira muitas centenas de pessoas durante grande parte da noite de 19 para 20.
O desfile da mordomia, que na sexta-feira sai à rua convoca este ano 750 moçoilas, numa alusão às comemorações dos 750 anos de Foral de Viana do Castelo. Estas verdadeiras “rainhas” da festa são, tradicionalmente, as raparigas solteiras que fazem os seus primeiros ex-votos de amor à Romaria.
«Este ano, as cores dos fatos e o dourado querem-se duplicados em relação às outras edições para celebrar a outorga do foral a Viana do Castelo».
O desfile das 750 mordomas percorre as ruas da cidade, fazendo “visitas” às autoridades eclesiásticas e autárquicas e sendo apreciadas por milhares de forasteiros que, por estas alturas, “inundam” as ruas de Viana do Castelo.
A Revista de Gigantones e Cabeçudos promete encher de ruidosos sons, no dia 20, o largo de S. Domingos e, nos dias seguintes, a Praça da República, numa das maiores atracções dos visitantes, pouco habituados ao rufar intenso e a “despique” dos Grupos de Zés P’reiras.
A tarde é dedicada à Procissão Solene da Senhora da Agonia, também conhecida por Procissão à cidade por oposição à do mar, cujo cortejo desenvolve um conjunto de quadros bíblicos alusivos aos momentos fundamentais da história da salvação.
No sábado (23 de Agosto), é dia de Cortejo que, em 2008, celebra cem anos de existência. Por isso, dedicado à “Voz da Romaria” assinalando o centenário
das paradas agrícolas e cortejos da Senhora d’Agonia, que começaram em 1908 com paradas agrícolas e passaram por pontos altos dedicados ao ouro de Viana, à Cerâmica de Viana e ao Traje de Viana do Castelo.
A noite é dedicada à “Festa do Traje”, no Castelo de Santiago da Barra, onde se encenam episódios e se explica as formas de vestir da “lavradeira”, “mordoma” e “noiva” e se dão a conhecer os trajes de Viana do Castelo.
No último dia de festa, o destaque vai para o genuíno Festival de Concertinas e Cantares ao desafio durante a tarde, onde dezenas de tocadores de concertinas e cantores vão animar a tarde no jardim público da cidade. À noite, “Vamos para a Serenata” com os Zés P’reiras, bombos, bandas de música e grupos folclóricos, numa noite que termina com uma «maravilhosa» Serenata no Rio Lima com fogo-de-artifício a descer da Ponte Eiffel e a surgir do rio Lima.
A história
Em 1674 foi edificada uma Capela com a invocação de Bom Jesus do Santo Sepulcro do Calvário. Um pouco acima, ou seja, no ponto mais proeminente do sítio onde eram supliciados os condenados à morte – e daí, o designarem por “Cerro dos Enforcados” – erguia-se (e ainda se ergue) a capelinha da Senhora da Conceição.
É aqui que nasce a História da maior romaria de Portugal, é aqui que nasce a devoção à Senhora d’Agonia, padroeira dos pescadores e do povo marinheiro de Viana do Castelo. Por alturas de 1679, o dia vinte de Agosto era o único da romaria.
A tradição aponta o ano de 1772 como sendo aquele em que pela primeira vez ela se mostrou mais rica de expressão, particularmente aos tão devotos olhos das gentes marinheiras.
Foi o mar e as gentes da Ribeira que fizeram nascer a festa, hoje uma das mais ricas em termos etnográficos e religiosos, já que foi a 20 de Agosto de 1968 que se fez pela primeira vez a Procissão da Senhora D’Agonia ao mar e em 1931 a primeira festa do traje no jardim público, a que se juntaram depois os desfiles de mordomia, cortejos etnográficos e históricos, feiras de artesanato regional. Hoje, o programa retrata as “estórias” desta História.
(fonte : DM)
começa com as celebrações religiosas
A Romaria das romarias portuguesas começa este ano com as celebrações religiosas do dia dedicado a Nossa Senhora da Agonia. O dia 20, feriado municipal e dedicado aos pescadores, os mais fiéis devotos, começa com a celebração da missa campal, em frente à Capela de Nossa Senhora da Agonia, finda a qual decorre a bênção do mar e do rio e das embarcações pelo Bispo Diocesano.
Logo de seguida, realiza-se a “procissão ao mar e ao rio”, durante a qual o andor da Senhora vai num dos barcos de pesca, acompanhada por muitas dezenas de outras embarcações e saudada por milhares de pessoas que nos molhes e nas margens do rio aplaudem e acenam com lenços brancos. Regressado à Ribeira, o andor da Virgem passa sobre os tapetes coloridos que enchem as ruas do bairro piscatório e que os seus moradores construíram durante toda a noite com sal e flores, numa saudável competição bairrista entre ruas.
A confecção dos tapetes é um momento que atrai à Ribeira muitas centenas de pessoas durante grande parte da noite de 19 para 20.
O desfile da mordomia, que na sexta-feira sai à rua convoca este ano 750 moçoilas, numa alusão às comemorações dos 750 anos de Foral de Viana do Castelo. Estas verdadeiras “rainhas” da festa são, tradicionalmente, as raparigas solteiras que fazem os seus primeiros ex-votos de amor à Romaria.
«Este ano, as cores dos fatos e o dourado querem-se duplicados em relação às outras edições para celebrar a outorga do foral a Viana do Castelo».
O desfile das 750 mordomas percorre as ruas da cidade, fazendo “visitas” às autoridades eclesiásticas e autárquicas e sendo apreciadas por milhares de forasteiros que, por estas alturas, “inundam” as ruas de Viana do Castelo.
A Revista de Gigantones e Cabeçudos promete encher de ruidosos sons, no dia 20, o largo de S. Domingos e, nos dias seguintes, a Praça da República, numa das maiores atracções dos visitantes, pouco habituados ao rufar intenso e a “despique” dos Grupos de Zés P’reiras.
A tarde é dedicada à Procissão Solene da Senhora da Agonia, também conhecida por Procissão à cidade por oposição à do mar, cujo cortejo desenvolve um conjunto de quadros bíblicos alusivos aos momentos fundamentais da história da salvação.
No sábado (23 de Agosto), é dia de Cortejo que, em 2008, celebra cem anos de existência. Por isso, dedicado à “Voz da Romaria” assinalando o centenário
das paradas agrícolas e cortejos da Senhora d’Agonia, que começaram em 1908 com paradas agrícolas e passaram por pontos altos dedicados ao ouro de Viana, à Cerâmica de Viana e ao Traje de Viana do Castelo.
A noite é dedicada à “Festa do Traje”, no Castelo de Santiago da Barra, onde se encenam episódios e se explica as formas de vestir da “lavradeira”, “mordoma” e “noiva” e se dão a conhecer os trajes de Viana do Castelo.
No último dia de festa, o destaque vai para o genuíno Festival de Concertinas e Cantares ao desafio durante a tarde, onde dezenas de tocadores de concertinas e cantores vão animar a tarde no jardim público da cidade. À noite, “Vamos para a Serenata” com os Zés P’reiras, bombos, bandas de música e grupos folclóricos, numa noite que termina com uma «maravilhosa» Serenata no Rio Lima com fogo-de-artifício a descer da Ponte Eiffel e a surgir do rio Lima.
A história
Em 1674 foi edificada uma Capela com a invocação de Bom Jesus do Santo Sepulcro do Calvário. Um pouco acima, ou seja, no ponto mais proeminente do sítio onde eram supliciados os condenados à morte – e daí, o designarem por “Cerro dos Enforcados” – erguia-se (e ainda se ergue) a capelinha da Senhora da Conceição.
É aqui que nasce a História da maior romaria de Portugal, é aqui que nasce a devoção à Senhora d’Agonia, padroeira dos pescadores e do povo marinheiro de Viana do Castelo. Por alturas de 1679, o dia vinte de Agosto era o único da romaria.
A tradição aponta o ano de 1772 como sendo aquele em que pela primeira vez ela se mostrou mais rica de expressão, particularmente aos tão devotos olhos das gentes marinheiras.
Foi o mar e as gentes da Ribeira que fizeram nascer a festa, hoje uma das mais ricas em termos etnográficos e religiosos, já que foi a 20 de Agosto de 1968 que se fez pela primeira vez a Procissão da Senhora D’Agonia ao mar e em 1931 a primeira festa do traje no jardim público, a que se juntaram depois os desfiles de mordomia, cortejos etnográficos e históricos, feiras de artesanato regional. Hoje, o programa retrata as “estórias” desta História.
(fonte : DM)
Dernières notes


