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Gabriel JEUGE
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Ce Blog est dédié avant tout aux Portugais d'Orléans et de sa région, mais aussi à tous ceux qu'il peut intéresser...Ce n'est pas un journal intime, mais "une nouvelle par jour"
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QUESTIONS ACTUELLES

LUNDI 25 AOÛT 2008 : LES J.O SONT TERMINÉS : LEÇONS - IMPORTANTE PARA A SAUDE  25/08/2008

PROGRAMME :

-L'ÉVÊQUE DE BELO HORIZONTE (BRÉSIL) TIRE QUELQUES CONCLUSIONS DES JEUX OLYMPIQUES QUI SE SONT ACHEVÉS HIER.

- IMPORTANTE PARA A SUA SAUDE : UMA TABELA DOS EFEITOS POSITIVOS OU NEGATIVOS DA NOSSA ALIMENTAÇAO

LE STADE OLYMPIQUE DE PÉKIN
LE STADE OLYMPIQUE DE PÉKIN
Olimpíadas: lição para avaliar cultura e sociedade

Comentário de Dom Walmor Oliveira de Azevedo

Por Alexandre Ribeiro

BELO HORIZONTE, domingo, 24 de agosto de 2008 (ZENIT.org).- O arcebispo de Belo Horizonte (Brasil) considera que os jogos olímpicos «condensam uma boa lição que permite uma avaliação por jogar luzes na cultura e nas configurações de uma sociedade».

Segundo Dom Walmor Oliveira de Azevedo, esta lição «deve ser transformada em perguntas a serem respondidas e em metas a serem alcançadas envolvendo governos, empresas, instituições todas e cada cidadão e cidadã».

«Todos conscientes de sua parcela de responsabilidade social e política para mudar condições adversas que são frutos da falta adequada de investimentos e empenhos na busca do bem comum», destaca, em artigo enviado a Zenit essa sexta-feira.

Para o arcebispo, num tempo de olimpíadas, «não se pode apenas considerar os atletas representantes de uma nação como questão deles próprios».

«Vale a humildade e a alegria comprometida de considerá-los como termômetro de dinâmicas culturais que movimentam as veias da organização social e política e do tipo de cultura que vai configurando o jeito de ser de um povo.»

Assim --prossegue Dom Walmor--, «a queda de um atleta e de uma equipe não é só a queda deles. É de um povo. Bem como, as conquistas dos atletas, mais do que apenas a euforia gloriosa momentânea, é a revelação de um caminho exitoso na vida de uma sociedade».

«É preciso, pois, avaliar a participação de uma nação nos jogos olímpicos como oportunidade de iluminar uma análise mais séria das configurações sociais, educacionais e políticas», enfatiza.

O arcebispo considera que os jogos olímpicos «revelam dos atletas sua condição conquistada, disciplina, suportes, determinação, treino, investimentos, seriedade, gosto pelo belo, apreço pelo estético, fascinação pela configuração em formas e trejeitos do que a inteligência humana pode alcançar».

«Tudo isso é coroado por um horizonte de valores que está para além do interesse de ajuntar coisas e ou de facilmente, por convencimentos enganosos ou artimanhas desonestas, alcançar lugares e garantir reconhecimentos. Os jogos olímpicos mostram que para subir ao pódio supõe empenhos denodados, disciplina e seriedade.»

«Os desempenhos pífios em qualquer âmbito das ações sociais, do compromisso político, da espiritualidade, da cultura, arte ou esporte, têm a ver com a falta de disciplina; têm a ver com a falta de investimentos.»

Têm também a ver «com a falta de seriedade para mudar quadros e possibilitar a emergência de figuras humanas que no cenário das olimpíadas, e noutros cenários da história humana, possam ocupar o pódio por competência, honestidade, compromisso com a vida, e incansável esforço para participar na construção da sociedade».

«Sem garra, raça, disciplina e seriedade nos empenhos, envolvendo todas as pessoas, comprometidas com o bem comum, os jogos cotidianos não faturarão as vitórias que tardam a chegar», afirma o arcebispo.


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ALIMENTS DIÉTÉTIQUES
ALIMENTS DIÉTÉTIQUES
MUITO IMPORTANTE PARA A SUA SAÚDE

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Maçã Protege o seu coração Evita constipação Bloqueia a diarreia Melhora capacidade pulmões Amortece as articulações

Damasco Combate o câncro Controla a pressão arterial Poupa a sua visão Escuda-lhe contra a doença de Alzheimer's Torna lento o envelhecimento

Alcachofra Ajuda na digestão Baixa o colestrol Protege o seu coração Estabiliza o sangue no açucar Protege contra doenças do fígado

Abacate Combate as diabetes Baixa o colestrol Ajuda a acabar as tromboses Controla pressão arterial Suaviza a pele

Banana Protege o seu coração Atenua uma tosse Fortalece os ossos Controla a pressão arterial Bloqueia a diarreia

Feijão Evita constipações Ajuda nas hemorroides Baixa o colestrol Combate o câncro Estabiliza o açucar no sangue

Beterraba Controla a pressão arterial Combate o câncro Fortalece os ossos Protege o seu coração Ajuda na perca de peso

blueberries Combate o Câncro Protege o seu coração Estabiliza o açucar no sangue Estimula a memória Evita Constipação

Brócolos Fortalece os Ossos Poupa a Visão Combate o Câncro Protege o seu coração Controla a pressão arterial

Couve Combate o Cancro Evita a prisão ventre Promove a perda de peso Protege o seu coração Ajuda a hemorróide

Melão Cantaloupe Poupa a Visão Controla a pressão arterial Baixa o colestrol Combate o Câncro Apoia o sistema imune

Cenoura Poupa a Visão Protege o se coração Evita a prisão de ventre Combate o Cancro Promove a perda de peso

Couve-Flor Protege contra o Câncro da Próstata Combate o Câncro da Mama Fortalece os ossos Elimina escoreações Guarda contra a doença do coração

Cereja Protege o seu Coração Combate o Câncro Acaba com insónias Torna lento o envelhecimento Protege contra a doença de Alzheimer's

Castanha Promove a perda de peso Protege o seu coração Baixa o colesterol Combate o Câncro Controla a pressão arterial

Pimentão picante Ajuda na digestão Suaviza as dores da garganta Remove abcessos Combate o Câncro Estimula o sistema imunológico

Figo Promove a perda de peso Ajuda a parar tromboses Baixa o colesterol Combate o Câncro Controla a pressão arterial

Peixe Protege o seu coração Estimula a memória Protege o seu coração Combate o Câncro Apoia o sistema imunológico

Linho Ajuda a digestão Combate as diabetes Protege o seu coração Melhora a saúde mental Estimula o sistema imunológico

Alho Baixa o colesterol Controla a pressão arterial Combate o cancro Mata bactérias Combate Fungus

Toranja Protege contra ataques cardíacos Promove a perca de peso Ajuda a parar tromboses Combate o Câncro da Prostata Baixa o colestrol

Uvas Poupa a Visão Conquista as pedras nos rins Combate o câncro Aumenta o fluxo de sangue Protege o seu coração

Chá Verde Combate o câncro Protege o seu coração Ajuda a parar tromboses Promove a perda de peso Mata bactérias

Mel Cura Feridas Ajuda a digestão Guarda contra Úlceras Incrementa a energia Combate alergias

Limão Combate o cancro Protege o seu coração Controla a pressão arterial Suaviza a pele Elimina o escorbuto

Lima Combate o Câncro Protege o seu coração Controla a pressão do sangue Suaviza a pele Elimina o escorbuto

Mangas Combatem o cancro Estimulam a memória Regulam a tiroide Ajudam na disgestão Protegem contra a doença de Alzheimer's

Cogumelo Controla a pressão arterial Baixa o colesterol Mata bactérias Combate o câncro Fortalece os ossos

Aveia Baixa o colestrol Combate o cancro Combate diabetes Evita constipação Suaviza a pele

Azeite doce Protege o seu coração Promove a perca de peso Combate o Câncro Combate as diabetes Suaviza a pele

Cebola Reduz risco de ataque cardíaco Combate o câncro Mata bactérias Baixa o colesterol Combate Fungos

Laranjas Apoia o sistema imune Combate o câncro Protege o seu coração Endireita a respiração

Peras Evita a Constipação Combats cancer Ajuda a parar tromboses Ajuda a digestão

Ginguba Protege contra a doença do coração Promove a perca de peso Combate o Câncro da Prostata Baixa o colesterol Agrava o diverticulo

Ananás Fortalece os ossos Alivia nas febres Ajuda a disgestão Dissolves warts Bloqueia a diarreia

Ameixas Desacelera o processo de envelhecimento Evita Constipação Estimula a memória Baixa o colesterol Protege contra doença do coração

Arroz Protege o seu coração Combate as diabetes Conquista as pedras nos rins Combate o Câncro Ajuda a parar tromboses

Morango Combate o Cancro Protege o seu coração Estimula a memória Acalma o estrésse

Batata doce Poupa a sua Visão Levanta a disposição Combate o Cancro Fortalece os ossos

Tomate Protege a prostate Combate o Câncro Baixa o colesterol Protege o seu Coração

Nozes Baixa o colesterol Combate o Câncro Estimula a memória Levanta a disposição Protege contra doenças do coração

Àgua Promove a perca de peso Combate o cancro Conquista as pedras nos rins Suaviza a pele

Melância Protege a prostata Promove a perca de peso Baixa o colesterol Ajuda a parar as tromboses Controla a pressão arterial

Germén do trigo Combate o Câncro do Cólon Evita constripação Baixa o colesterol Ajuda a parar as tromboses Melhora a digestão

Farelo de trigo Combate o Câncro no Evita Constipação Baixa o colesterol Ajuda a prevenir tromboses Melhora a digestão

Yogurte Guarda contra Úlceras Fortalece os ossos Baixa o colesterol Apoio o sistema inumológico Ajuda a disgestão


Os 7 nãos depois da refeição

* Não fume – Experiências de peritos provam que fumar um cigarro depois da refeição é comparável à fumar 10 cigarros (as oportunidades de cancros são maiores).
* Não coma fruta imediatamente - Comer fruta imediatamente depois das refeições fará com que o estômago se empanturre de ar. Portanto come fruta 1 a 2 horas depois da refeição ou então uma hora antes da refeição.

* Não tome chá – Porque as folhas de chá contêm um alto conteúdo de ácido. Esta substância fará que o conteúdo da Proteína na alimentação que consumimos ficar endurecido e assim dificultar a digestão (excepto o chá verde, tisanas/chás de ervas).

* Não desaperte o seu cinto – Desapertar o cinto depois da refeição causará facilmente o intestino torcer-se e bloquear-se.

* Não tome banho – Tomar banho causará o aumento do fluxo de sangue às mãos, pernas e o corpo e assim a quantidade de sangue em volta do estômago diminuirá portanto. Isto enfraquecerá o sistema digestivo no nosso estômago.
* Não Ande depois da Refeição – As pessoas dizem sempre que depois da refeição andar cem passos faz com que você viva 99 anos. Na realidade factual isto não é verdade. Andar fará com que o sistema digestivo se tornar incapaz de absorver a nutrição da alimentação que ingerimos.
* Não durma imediatamente – A alimentação que ingerimos não será capaz de digerir devidamente. Assim, isso levará à gastrite e infecção no nosso intestino.



25/08/2008 10:27 | Permalien | Commentaires (0)


QUESTIONS ACTUELLES

VENDREDI 22 AOÛT 2008 : PARIS ET LOURDES SE PRÉPARENT À ACCUEILLIR LE PAPE - D.NUNO ALVARES PEREIRA (II)  22/08/2008

PROGRAMME :
- BIENTÔT LA VENUE DU PAPE : PARIS ET LOURDES SE PRÉPARENT

- D.NUNO ALVERES PEREIRA (II) - SUITE ET FIN DE L'ARTICLE COMMENCÉ HIER

BERNADETTE SOUBIROUS (PORTRAIT AUTHENTIQUE)
BERNADETTE SOUBIROUS (PORTRAIT AUTHENTIQUE)
PARIS ET LOURDES PEAUFINENT L'ACCUEIL DE BENOÎT XV





Les préfectures et les diocèses d'accueil collaborent activement dans la préparation du voyage papal

Une dalle de béton a été coulée mercredi 20 août, rue de Poissy, dans le 5e arrondissement de Paris, devant le collège des Bernardins : le futur centre culturel du diocèse de Paris doit en effet accueillir le discours du pape « au monde de la culture », le vendredi 12 septembre.

« Il est désormais accessible, et tout est prêt à l'intérieur », assure la responsable de la communication. À Paris comme à Lourdes, les préparatifs battent leur plein. C'est dans moins d'un mois que doit arriver Benoît XVI pour sa première visite apostolique en France. Le pape sera dans la capitale du vendredi 12 au samedi 13 à midi, puis dans la cité mariale du samedi soir au lundi 15 à midi.

À Paris, les équipes de salariés et bénévoles spécialement constituées pour l'événement préparent notamment la messe qui sera célébrée le samedi matin sur l'esplanade des Invalides, et pour laquelle 200 000 personnes sont attendues. Des jeunes de la Fondation d'Auteuil ont achevé de préparer le mobilier liturgique. Quant à la conception du podium, elle a été confiée aux architectes Jean-Marie Duthilleul et Benoît Ferré, auteurs déjà de celui des JMJ à Longchamp en 1997. « Tous les prêtres sont invités à venir concélébrer : ceux qui ne pourraient trouver de place sur les gradins pourront s'installer au pied du podium », précise l'équipe de préparation.

Difficile de connaître les heureux élus du Collège des Bernardins
La veille, après son entrevue avec Nicolas Sarkozy à l'Élysée, Benoît XVI se sera entretenu avec une dizaine de représentants de la communauté juive. Quant aux autres grandes confessions – chrétiennes et musulmane –, elles seront représentées au collège des Bernardins, aux côtés des 700 invités du monde de la culture triés sur le volet par le cabinet de l'archevêque de Paris.

Difficile de connaître déjà les noms des heureux élus : « chrétiens ou non », indiquent seulement les organisateurs, ils « représenteront la culture française » et ont été choisis en raison de « l'éthique dont ils font preuve dans leur travail ».

Quant aux vêpres, qui seront célébrées par le pape le vendredi soir à Notre-Dame de Paris avec les prêtres et les religieux et religieuses d'Île-de-France, les diocèses ont été chargés de faire le tri parmi les 8 000 candidats potentiels : seuls 2 800 pourront entrer…

À Lourdes aussi, c'est l'effervescence. La préfecture des Hautes-Pyrénées a organisé mercredi une conférence de presse consacrée au dispositif de circulation pendant la visite du pape. Avec un objectif : rassurer les pèlerins sur la possibilité d'accéder aux sanctuaires.

« Prenez le train ! a lancé ainsi le 15 août Mgr Jacques Perrier, évêque de Tarbes et Lourdes. La bonne idée, c'est de venir dès le samedi. Ceux qui n'ont pas d'hébergement pourront dormir dans la basilique souterraine Saint-Pie-X. Ainsi, ils seront sur place pour la messe du dimanche matin. »

Une messe qui sera, fait notable, concélébrée par tous les évêques de France, le pape leur ayant donné rendez-vous l'après-midi pour un temps d'échange. Chacune des trois journées que Benoît XVI passera dans la cité mariale aura par ailleurs une connotation particulière, a signalé Mgr Perrier : l'ouverture internationale le samedi, la jeunesse le dimanche, et l'accueil des malades le lundi. « Peut-être ces thèmes pourront-ils colorer la parole du pape », a risqué l'évêque de Tarbes et Lourdes.
Anne-Bénédicte HOFFNER

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CONVENTO DO CARMO (RUINAS. LISBOA)
CONVENTO DO CARMO (RUINAS. LISBOA)
LENDA DO JURAMENTO DO CONDESTÁVEL

No ar passa um frémito de inquietude. O vento leve e morno levanta a terra poeirenta.
Canta uma cigarra algures. Só esse pequeno grito corta o silêncio do campo. Respira-se pó e expectativa. A alguns metros - talvez cem, talvez duzentos... - estende-se o arraial português. Ali, o silêncio encontrou a morte. Mas também não há gritos, nem impropérios, nem gargalhadas. Apenas o ruído normal e monótono de um ajuntamento organizado.
Ano de 1385. Princípios de Outono. Folhas que murcham, queimadas pelo sol ardente que dardejou com raiva sobre os seus corpos onde corria a seiva... Depois da batalha de Aljubarrota, D. Nuno Álvares Pereira e D. João I haviam combinado separar-se em Santarém. E cada um deles, seguindo sentido oposto, comandaria as conquistas que se apresentassem necessárias ao remate de tão retumbante vitória. Nessa ordem de ideias, D. João I fez-se ao norte, enquanto o Condestável do reino seguia para o sul do Tejo, na disposição de se internar na Espanha. Assim passou de Évora a Estremoz, onde mandara reunir as suas tropas a fim de angariar mais alguns homens.
Quase todo o mês de Setembro foi preenchido com estes preparativos. E o dia 1 de Outubro chegou - véspera da abalada de Estremoz em direcção ao Guadiana.
A azáfama recrudesceu. O entusiasmo era grande. Nun'Álvares tinha o condão de electrizar todos os seus homens. A tarde aproximava-se do fim. O calor amainava.
Uma cor rubro-laranja espalhava-se no firmamento, prenúncio de novo dia quente a suceder a esse. Sentado sobre um banco improvisado, Nun'Álvares fechara os olhos para ver melhor as imagens do seu pensamento. De súbito, notou algo de estranho perto de si. Abriu os olhos. Alguém queria falar-lhe, mas embargavam-lhe a passagem. Então, resoluto, o Condestável levantou-se e foi ele próprio averiguar de que se tratava. Uma mulher de aspecto modesto amarfanhava a sua natural timidez num rasgo de ousadia e, ao vê-lo, estendeu os braços, suplicante:
- Senhor, eles não querem que eu vos fale! Mas graças a Deus que vos vejo!
Numa voz habituada ao comando, o Condestável inquiriu:
- Que pretendeis? Não sabeis que é proibida a mulheres a entrada no arraial em vésperas de partida?
Humilde, a mulher baixou os olhos.
- Sei, meu senhor... e eles não se cansaram de mo repetir...
- Então?
Novo rasgo de audácia obrigou-a a levantar os olhos e a voz.
- Senhor... não me demorarei... Mas quero fazer-vos um pedido... e a sós!
Surpresa da parte de quem escutava.
- A sós?!
- Sim, meu senhor! Não quero que me ouçam.
E a mulher indicava com um gesto disfarçado a soldadesca que a fitava. D. Nuno Álvares Pereira olhou-a por um momento.
Depois Aquiesceu:
- Seja! Atender-te-ei junto daquela oliveira.
- Que Deus vos guarde, senhor!
Junto da oliveira e longe de ouvidos indiscretos, o Condestável voltou a examinar essa mulher do povo.
- Pronto. Aqui, os meus soldados ver-nos-ão mas não poderão ouvir-vos. Que me quereis?
A mulher suspirou fundo, como se necessitasse de alento para prosseguir:
- Senhor... perdi o meu homem em Aljubarrota!
- E precisais de auxílio, não é assim?
O rosto da viúva exprimiu surpresa.
- Ainda não vos pedi dinheiro, senhor... embora vos tenha dado o meu melhor tesouro...
Foi a vez do Condestável D. Nuno patentear surpresa.
- Explicai-vos melhor...
- Tentarei, senhor... Perdi meu marido há mês e meio... E agora... levais-me o resto!
As lágrimas começaram a deslizar pelo rosto enrugado dessa velha precoce. D. Nuno franziu as sobrancelhas numa interrogação, que começou muda e se articulou depois:
- Que vos levo eu?
- O meu filho?
- Está alistado?
- E faz parte do terço que comandais.
- Quem é ele?
- Tem o nome do pai: António Bento.
- Que idade tem?
- 17 anos...
- É, então, voluntário...
- E valente, como o pai!
Calou-se por instantes. Chorava baixinho.
D. Nuno falou-lhe com doçura.
- Que desejais de mim? Que proíba a sua partida?
A mulher levantou a cabeça num gesto rápido.
- Oh, não! Isso seria uma afronta para o seu orgulho! Nem sequer desejo que ele saiba que vos vim falar disto, mas... não tenho mais ninguém no mundo... E ele é doente... sofre do peito... tem tosse... apanha resfriados com facilidade... Se ele morre, tudo acabará para mim...
D. Nuno sentiu uma piedade instintiva por essa mãe viúva. Tornou, solícito:
- Ele é da peonagem?
- Sim... mas monta muito bem a cavalo. No tempo do pai, o senhor D. Afonso, o amo para quem trabalhava, ensinou-o como a um menino rico. Verá que ele tem modos assim de fidalgo!
- E esse D. Afonso não pode cuidar de vós, agora?
A mulher baixou de novo a cabeça, coberta por um lenço negro. A voz tornou-se quase inaudível.
- O nosso fidalgo... passou-se para o bando do mestre de Alcântara... para Espanha!
- Compreendo. E... o teu filho, devendo-lhe tanto, não o seguiu?
- Nem ele... nem o pai! Somos por Portugal e por el-rei D. João, nosso senhor.
O Condestável sorriu.
- Hei-de cuidar do vosso rapaz, acreditai. Vou fazê-lo meu pajem de lança e desse modo poderei vigiá-lo de mais perto. Juro- -vos, boa mulher!
Dois olhos marejados de lágrimas ergueram-se para o Condestável do Reino.
- Que Deus vos recompense, senhor!
- Que mais desejais de mim?
- Que não conteis uma só palavra do que vos disse. Não quero que os outros se riam do meu pobre António!
Por entre lágrimas surgiu um sorriso triste, e ela murmurou ainda:
- O meu filho diz a todos que é o mais forte do mundo!...
Agora, os soluços embargavam-lhe a voz. Agitavam-se os seus ombros na ânsia de os dominar. O Condestável, cada vez mais apiedado, colocou uma das mãos sobre o braço da pobre viúva.
- Acalmai-vos e parti descansada. E se Deus me ajudar, dentro de duas semanas estaremos de volta!...
Uma espécie de manto fantasmagórico anunciava a chegada de um novo dia. Segundo a segundo, a claridade foi crescendo, num ritmo de vida. Aproveitando a neblina, todo o exército de D. Nuno Álvares Pereira levantou arraiais e fez-se ao caminho.
Ao fim da tarde, porém, o Condestável mandou fazer alto. Uma ideia o obcecava. Um pensamento que vinha com ele e se tornava imperativo.
Depois de dar aos seus homens ordem que descansassem um pouco, D. Nuno começou a afastar-se, acompanhado apenas pelo seu novo pajem de lança. O terreno, como um mar tranquilo, estendia-se na sua frente. Era uma paisagem calma, serena, sem obstáculos à vista, que convidava à meditação. Levando o cavalo a passo, o Condestável parecia alhear-se dos problemas que ali o retinham. Porém, eram esses mesmos problemas que o queimavam por dentro, como fogo. Quando já ia distante e a coberto, por uma pequena elevação, dos olhares de quantos deixara para trás, D. Nuno Álvares Pereira estacou e fitou o seu pajem.
- Ficai aqui, António Bento. Segurai o meu cavalo. Preciso de estar só.
Submisso, o jovem fez que sim com a cabeça. D. Nuno afastou-se um pouco mais. De súbito, caiu de joelhos. Cruzando as mãos sobre o peito e olhando o céu, os seus lábios ficaram largo tempo murmurando uma oração:
- Senhora Mãe de Deus! A responsabilidade que pesa sobre mim é enorme. Não é pela minha segurança que temo, bem o sabeis. É por esta terra que é Vossa e por estes Vossos filhos que eu arrasto para uma glória incerta! Se falhar... que se salve a maioria, já que uma batalha sem mortos não é de prever. E, já agora, olhai particularmente para este moço que me acompanha e se chama António Bento! Prometi velar por ele, jurei que o faria... mas só de Vós depende eu poder cumprir tal juramento, Senhora! A Vós confio a minha missão! E se em breve voltarmos vitoriosos, prometo-vos construir aqui, neste lugar deserto onde agora estou orando, uma capela em Vossa honra.
Terminada a oração, D. Nuno tornou com o pajem para junto dos seus homens. À voz de comando do Condestável, o exército voltou a movimentar-
se como se fosse uma grande máquina. No dia 2 de Outubro de 1385 passavam o Guadiana e acampavam em Castelo. Passaram entre Olivença e Valverde, chegando um pouco mais além. Dia a dia, o avanço ia progredindo, tomando aldeias e confiscando o gado. E o momento crítico chegou.
Milhares e milhares de Castelhanos, reforçados pelos Portugueses que atraiçoaram a causa do seu Rei, cercaram o Condestável. E, numa atitude presunçosa, o novo mestre de Alcântara decidiu enviar a D. Nuno Álvares Pereira um mensageiro português!
Quase frente a frente, ambos serenos e altivos, os fidalgos olharam-se friamente antes de se cumprimentarem. As feições rígidas de qualquer deles mostravam que o momento seria decisivo. Vendo ao lado do seu adversário o jovem António, o mensageiro - que era o seu antigo amo, D. Afonso - teve um sorriso sarcástico. E antes de se desempenhar da sua missão quis ainda magoar o pobre rapaz que o não quisera seguir. Numa voz de desafio, exclamou:
- Estais bem acompanhado, senhor D. Nuno Álvares Pereira! Vejo que tendes
como pajem um criado que foi das minhas cavalariças...

Sorriu D. Nuno e ripostou no mesmo tom de ironia:
- Sois então D. Afonso, o renegado, não?
- Afonso Teles, lugar-tenente do mestre de Alcântara!
- Ah, sim? Pois declaro-vos que me sinto mais honrado com a presença de António Bento, ex-moço de estrebaria, do que falando com um fidalgo português que vendeu o seu país a troco de honras passageiras!
Chocado, D. Afonso abriu a expressão do rosto num sorriso mau, e tornou:
- O mal tocou a muita gente boa, senhor D. Nuno Álvares Pereira! Acaso vos esqueceste já do vosso irmão?
Atingido em pleno peito, remexida uma das feridas mais vivas do seu coração,
D. Nuno resolveu não responder directamente e enveredou por outro assunto.
- Acabemos com isto, senhor! Qual a mensagem que me trazeis?
O lugar-tenente do mestre de Alcântara empertigou-se mais no seu cavalo e, indicando algo que trazia consigo, disse com calma aparente:
- Aqui tendes a mensagem, senhor! Todos os fidalgos castelhanos enviam-vos estas varas e o seu desafio!
Serenamente também, embora com expressão endurecida, D. Nuno volveu:
- Pois ide dizer a quem vos mandou que guardarei o feixe das varas para os vergastar a todos, logo que nos encontraremos frente a frente!
Sem resposta, D. Afonso deu de esporas ao cavalo e voltou correndo, perdendo-se no horizonte, numa nuvem de poeira. Por momentos, D. Nuno deixou-se ficar no mesmo lugar. Depois, fazendo sinal a António Bento para que o seguisse, exclamou:
- Não teremos tempo a perder. Ou agora, ou nunca!
A aldeia de Valverde parecia nesse momento fazer parte do inferno. Castelhanos e Portugueses combateriam com força e ódio. O pó punha crostas dolorosas nas gargantas ressequidas. O sangue que das feridas corria deslizava grosso, aumentando de volume ao misturar-se com o pó dos campos revoltos. Gritos e imprecações misturavam- se com o tilintar das armas. E os corpos confundidos dos inimigos em luta punham no quadro desse fim de dia uma nota de tragédia.
Porque os Castelhanos eram em número muito superior, a batalha teve momentos aflitivos para o exército português. Mas D. Nuno, refugiando-se uma vez mais na oração, voltou à peleja como que remoçado.
E dentro em breve o seu entusiasmo estendia-se aos seus companheiros, que puseram em debandada os Castelhanos. Quase sem se darem conta, os Portugueses sentiram-se, de súbito, sozinhos em campo.
A batalha estava ganha!
E conta a antiga lenda que D. Nuno Álvares Pereira, de regresso a terras do Alentejo, mandou construir, tal como havia prometido, uma capela à Senhora da Orada, precisamente por aí ter orado. E buscando uma certa mulher do povo, viúva e pobre, mandou-lhe pedir que viesse à sua presença.
Depois, sorrindo, confiou-lhe:
- Nossa Senhora fez-me a graça de poder cumprir a minha jura! Trago-vos sãos e salvos António Bento - o vosso tesouro - e a nossa Pátria! Sinto-me feliz por isso!
E o sol do Alentejo, quente e fecundo embora já de Outono, pareceu sorrir ainda mais na sua expressão de fogo, tingindo de um modo rosado e estranho a linha distante do horizonte...
Gentil Marques




22/08/2008 09:25 | Permalien | Commentaires (0)


QUESTIONS ACTUELLES

MARDI 19 AOÛT 2008 : GOUVERNEMENT PORTUGAIS ANTICLÉRICAL? - PAIX POUR LA GÉORGIE  19/08/2008

PROGRAMME :

- LA REVUE MISSIONNAIRE "BOA NOVA", QUI N'A PAS LA RÉPUTATION DE SE MÊLER DE POLITIQUE, LANCE UN AVERTISSEMENT SOLENNEL AU PAYS : L'ACTUEL GOUVERNEMENT, RETARDANT INDÉFINIMENT LA MISE EN PLACE DU CONCORDAT SIGNÉ AVEC LE VATICAN, S'INGÉNIE À "ÉTRANGLER" PEU À PEU L'ÉGLISE CATHOLIQUE... À LIRE D'URGENCE!

- LA GÉORGIE : VOUS CONNAISSEZ? PEU D'ENTRE VOUS Y SONT DÉJÀ ALLÉS, CERTAINEMENT. J'AI EU LA JOIE DE VISITER CE PETIT PAYS DU CAUCASE, VOISIN DE L'ARMÉNIE, DE LA TURQUIE... ET DE LA RUSSIE, QUI L'AVAIT ANNEXÉ DU TEMPS DES SOVIÉTIQUES, ET QUI SEMBLE TOUT FAIRE POUR LA RÉCUPÉRER AU PRIX D'UNE OCCUPATION SANGLANTE : QUE PEUT FAIRE UN SI PETIT PAYS FACE AU MASTODONTE RUSSE? TOUS LES GENS DE BON SENS APPELLENT LA RUSSIE À LA SAGESSE, DEPUIS LES PLUS HAUTES AUTORITÉS POLITIQUES JUSQU'AUX ÉGLISES DE NOMBREUX PAYS.
L'AVEUGLEMENT RUSSE PEUT, PAR SA TÉMÉRITÉ, ENTRAÎNER DES CONSÉQUENCES INCALCULABLES POUR LA PAIX DU MONDE...L'EUROPE EST CONCERNÉE... ET DONC LE PORTUGAL...

LE DRAPEAU PORTUGAIS
LE DRAPEAU PORTUGAIS
SEPARAÇÃO OU CONCORDATA
Por João César das Neves, Professor Universitário


O Governo faz-se de sonso. O assunto é sério e as consequências graves, mas por razões ideológicas e Executivo anda hoje no « bate e foge ».

A 18 de Maio de 2004 foi assinada no Vaticano, a nova Concordata entre Portugal e a Santa Sé, aprovada pela Asssembleia da República a 16 de Novembro (resolução 74/2004). Desde então… nada.
A Concordata tem que ser regulamentada por uma quantidade de diplomas complementares e, enquanto não é, continuam em vigor as regulamentações da anterior Concordata de 1940. Mas o Governo finge-se distraido e actua como se não existissem regras. Os funcionários vão minando e agredindo e, quando os bispos reagem, o primeiro-ministro acode pressuroso assegurando não pretender una questão religiosa.

A situação é compreensível e até normal. Todos os países crentes têm sempre uma activa minoria anti-religiosa. O ateismo com a superstição são subprodutos extremos do mesmo tipo de sociedade. Aliás, muito do fervor e zelo que tantos anticlericais põem na sua acção pode ser visto como manifestação de intensa fé mística. Por isso, o mundo tem uma longa história deste tipo de embates, aliás profetizados pelo próprio Cristo. Mas em Portugal, curiosamente, ambos os lados aprenderam da maneira mais dura os enormes custos dessa luta. Por isso, hoje, o combate é surdo e oculto.

Os católicos foram os primeiros a compreender que a reacção violenta tem terríveis prejuizos. O miguelismo, que tentou responder frontalmente à crescente onda jacobina, não só foi derrotado mas gerou a longa e degradante servidão da Igreja sob o jugo liberal na segunda metade do Oitocentos. Com a Lei de Separação da I República, foi a vez de « maçons » e laicistas imporem a sua vontade pela força, tentando erradicar a oposição. O resultado foram 48 anos de exilio e ditadura salazarista. Hoje, finalmente, ambos os lados aprenderam que têm de viver juntos. Isso não impede que, em certos momentos políticos, os mais fervorosos tentem agredir o outro lado. O Governo Socrates, talvez inspirado pelas tolices de Zapateiro, que brinca com o fogo aqui perto, tem-se revelado particularmente virulento.

A Igreja tem em Portugal uma vastíssima acção social, com enormes benefícios para toda a comunidade. Na saúde, educação e imprensa, no património , na animação cultural e assistência, no combate à pobreza, solidão e doença, nas prisões, hospitais, forças armadas, nas capelas mortuárias e cemitérios.

A esmagadora maioria das IPSS, creches, ATL, centros de dia e jornais regionais pertencem à Igreja. Uma enorme percentagem das escolas privadas, clínicas, grupos culturais, apoios domiciliários são animados pelos cristãos. Houve tempos em que a fé era simplesmente a vida, sem se dar pela diferença. Hoje, que gostamos de contabilizar essas coisas, a influência da Igreja é literalmente incalculável. Apesar disso, provavelmente por causa disso, a animosidade contra a Igreja permanece palpável, sobretudo em certas épocas.

O método tradicional é o lento estrangulamento. O Estado tributa furiosamente para depois com esse dinheiro fazer mal aquilo que a Igreja faz bem. Entretanto os inspectores paralisam as instituições católicas com regulamentos e exigências tolas.

Este método tem a vantagem de fingir que se faz política social e promoção da qualidade. O mais incrível é a flagrante insensibilidade para com a sorte e o bem-estar dos pobres, doentes, crianças, necessitados que se diz proteger mas são usados como joguetes na campanha ideológica ;
Ultimamente avançou-se para um confronto mais aberto. Em nome da igualdade abstracta das religiões oprime-se a única que tem real expressão social. Os capelães hospitalares, prisionais e castrenses fazem um serviço inestimável e insubstituível. O Estado decide intrometer-se na intimidade das pessoas só para complicar e estragar.

A Igreja beneficia com estas perseguições. Mesmo hipócritas e veladas, elas desinstalam-na, estimulam-na, purificam-na. Se não fosse o enorme sofrimento que causam nos pobres, até se deviam aplaudir estes ataques.

(Fonte : Revista « Boa Nova »)


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TBILISSI : CAPITALE DE LA GÉORGIE
TBILISSI : CAPITALE DE LA GÉORGIE
Apelo ecumênico à paz no conflito do Cáucaso

As Igrejas destacam a contribuição das comunidades cristãs para a negociação

GENEBRA, segunda-feira, 18 de agosto de 2008 (ZENIT.org).- O Conselho Mundial das Igrejas (WCC) e a Conferência das Igrejas européias (KEK) emitiram um comunicado conjunto sobre a situação do Cáucaso, no qual fazem um apelo à paz e pedem à comunidade internacional que se empenhe em consegui-la.
O comunicado, recolhido pelo jornal vaticano L'Osservatore Romano em sua edição de 14 de agosto, expressa o «alarme de indignação» das Igrejas cristãs pelo conflito que, apesar de sua curta duração, «custou a vida de centenas de pessoas, deslocou outras milhares, destruiu lares, edifícios e propriedades em várias cidades».

Esta guerra, afirma o comunicado, supõe um «risco de desestabilização de uma região já frágil, e do ressurgir de antigos e profundos medos».

Por isso, pede à Europa que lidere a busca da paz: «A União Européia e a Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa oferecem o marco apropriado para a solução da crise».

«Estas iniciativas multilaterais – afirma o comunicado – enviam um aviso ao mundo de que as políticas baseadas na força armada estão em quebra.» Por isso, pede-se às forças militares envolvidas que voltem às posições anteriores ao conflito.

Também, prossegue a declaração, «as Nações Unidas devem assegurar a integridade territorial e a independência política da Geórgia, de acordo com a Carta da ONU e através da ação coletiva do Conselho de Segurança».

Importante intervenção das Igrejas

Por outro lado, o comunicado reconhece a importância das intervenções dos líderes da Igreja Ortodoxa Russa e da Igreja Ortodoxa Georgiana em favor de um cessar-fogo, da negociação entre as partes e do respeito das populações afetadas, assim como da Igreja Evangélica Batista da Geórgia, que faz parte da Conferência das Igrejas Européias (KEK).

O patriarca da Igreja Ortodoxa Russa, Aléxis II, segundo um comunicado da agência Eni recolhido por L'Osservatore Romano, pediu que as negociações «respeitem as tradições, pontos de vista e esperanças dos povos da Geórgia e da Ossétia», e ofereceu «a disponibilidade de sua comunidade eclesial para colaborar com a Igreja Ortodoxa Georgiana para favorecer a paz».

Também o patriarca da Igreja Ortodoxa da Geórgia, Elias II, exortou seu povo à reconciliação e a acabar com o conflito.

Finalmente, o comunicado afirma que as «boas relações entre povos vizinhos são um dom de Deus e uma obrigação de todos», e pede a todas as Igrejas que rezem «pelas pessoas da Geórgia e por seus vizinhos, e por todos os que nestes dias trabalham pela paz e reconciliação».

O comunicado da WCC e a CEC-KEK pode ser lido em www.cec-kek.org


19/08/2008 09:56 | Permalien | Commentaires (0)


QUESTIONS ACTUELLES

SAMEDI 16 AOÛT 2008 : ORAÇAO DA CRIANÇA - 2.200 GROUPES FOLKLORIQUES AU PORTUGAL  16/08/2008

PROGRAMME :

- LA PRIÈRE D'UN ENFANT (EN PORTUGAIS)... CHACUN COMPRENDRA QUE, SOUS LA FORME D'UNE PRIÈRE D'ENFANT, L'AUTEUR ADRESSE UN APPEL PRESSANT À TOUS CEUX QUI PARTICIPENT, DE PRÈS OU DE LOIN, À L'ÉDUCATION DES ENFANTS...

- LES "RANCHOS" ( GROUPES FOLKLORIQUES) AU PORTUGAL

PRIÈRE D'ENFANTS
PRIÈRE D'ENFANTS
Oração da criança


Senhor, vós que também fostes criança e que de todas sois o curador-mor, ajudai a que o meu amanhã seja melhor e que a minha família me veja crescer em segurança e felicidade, neste mundo tão cheio de incertezas e perigos.

Não deixeis que os políticos e deputados continuem a invocar as minhas necessidades e meus direitos em fins de legislatura ou no início de campanhas, não permitais que me afaste de meus pais por falta de condições para me educarem, e se tal tiver que suceder, não deixeis que me coloquem num “depósito” desses que por aí há.

Se me faltarem os pais, arranjai-me outra família equivalente àquela que me gerou e protegei-me do abuso, do mau-trato e da negligência.

Ajudai o Estado a criar um sistema nacional eficaz de apoio a todas as crianças, dentro e fora das suas famílias, afastai de mim os sábios académicos que nunca lidaram com crianças, a quem chamam menores, jovens e outros nomes, que a convenção da ONU desconhece.

Iluminai o espírito e a inteligência de técnicos e magistrados que tantas vezes condicionam o nosso futuro para que possamos exercer a nossa cidadania e respirar a nossa liberdade, dentro de uma família.

Incuti, Senhor, em toda a hierarquia do Estado de direito, a noção do dever de se ocupar da «criança no tempo de ser criança» e de respeitar o nosso 2.º direito – o direito à família! O primeiro, melhor que ninguém o sabeis, é o direito à vida.

Fazei com que os decisores políticos organizem um “dossier criança” e dele façam uma preocupação diária, como se cada uma de nós fosse um dos seus filhos.

Vós que sabeis como é difícil lidar com os outros como se nossos fossem, e conheceis como ninguém os caminhos do sofrimento, da solidão e do medo de tantas crianças, levai-os a cumprir as boas leis que temos e a reformular as más que persistem, tendo unicamente em conta o superior interesse de todas nós e não doutros interesses, dos adultos.

Protegei-nos da hipocrisia política e da caridadezinha que, lado a lado, há décadas mascaram a realidade dura da vida de muitas crianças vítimas do excesso e da perturbação dos adultos. (…)

Por último, Senhor, incuti, nos homens e mulheres deste País, a noção de que «cada criança só tem um tempo de ser criança e que os adultos também só têm um tempo para ajudar cada uma que deles precise».
Luís Villas-Boas
Psicólogo clínico e director do Refúgio
Aboim Ascensão, em Faro
In Expresso, de 26.07.2008


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LE PORTUGAL COMPTE PLUS DE 2.200 GROUPES FOLKLORIQUES
LE PORTUGAL COMPTE PLUS DE 2.200 GROUPES FOLKLORIQUES
RANCHOS TÊM EM AGOSTO O SEU PICO DE ACTIVIDADE


Agosto é mês de trabalho para os dois mil e duzentos grupos de folclore existentes em Portugal. Serão mais de cem mil praticantes amadores que têm como único “pagamento” os passeios e as viagens ao estrangeiro feitas em grupo.
Dois deles, Marta e Júlio, vão ter amanhã, em Viana do Castelo, a prova da entrega voluntariosa com que os praticantes se dedicam ao folclore. O seu casamento vai contar com a bênção do Rancho Folclórico das Lavradeiras de Vila Franca.
Os noivos dançam no rancho e, no dia da boda, serão os cantadores e as cantadeiras, nos seus trajes minhotos, a animar a missa e a festa do matrimónio.
«No grupo toda a gente trabalha de graça, com ensaios uma vez por semana e espectáculos três fins-de-semana por mês», disse à Lusa Rafael Rocha, presidente da associação cultural que dá nome ao rancho.
«É claro que, quando um dos cinquenta membros do grupo precisa, nós vamos todos ajudar», referiu ainda Rafael que, não sabe bem há quantos anos atrás, entrou para o rancho «para ver se conseguia namorar com uma rapariga».
O namoro não avançou mas o «amor» pelo folclore permaneceu e são vários os casamentos entre membros do grupo, que tem como padrinhos os escritores Jorge Amado e Zélia Gattai. «Eles vinham muitas vezes a Viana do Castelo e aceitaram apadrinhar as Lavradeiras de Vila Franca», disse, com orgulho,Rafael Rocha.

Com dois mil e duzentos grupos legalmente existentes em Portugal, o folclore é uma das áreas culturais que envolve «mais praticantes e mais adeptos».
«Em muitas aldeias e vilas, os grupos folclóricos são o motor de toda a actividade social», explicou Fernando Ferreira, presidente da Federação do Folclore Português (FFP).
«Sem as viagens dos grupos, sem as actuações no estrangeiro, havia pessoas que morriam sem sair da terra onde nasceram», frisou.
Com cerca de 50 elementos por grupo, entre músicos, dançarinos e cantadeiras, o folclore movimenta milhares de pessoas que trabalham gratuitamente.
«Os ranchos têm a vertente cultural que é muito importante, mas têm também a vertente social que é tanto ou mais importante que a recolha e divulgação de tradições», disse Fernando Ferreira.

Dos dois mil e duzentos grupos folclóricos existentes em Portugal, 600 são federados na FFP, 400 estão em processo de adesão e os restantes «não podem ou não querem fazer parte» da entidade que supervisiona o folclore.
«Somos muito exigentes com os grupos que pedem adesão à federação», salientou Fernando Ferreira.
«O folclore é um património que representa uma comunidade e se não for fiel aos usos e costumes dessa comunidade, pode ser um grupo de dança mas não pode ser um grupo de folclore», referiu o presidente da FFP.
Para manter a fidelidade à tradição, a federação tem vindo a organizar cursos de formação sobre folclore.
A próxima acção de formação é destinada aos ensaiadores dos grupos e deverá ter início no mês de Setembro.
E para que um grupo seja considerado representante do folclore português, há coisas «simples» que têm que ser respeitadas: «Nada de maquilhagem, nada de relógios de pulso, cabelos pintados e saias curtas», exemplificou Fernando Ferreira.
O grupo folclórico de Mafamude, em Vila Nova de Gaia, tal como o de Viana do Castelo, não é federado.

Mesmo assim, em 27 anos de vida, Maria Albina, fundadora do grupo, garante que nunca faltaram convites para actuações.
Pela primeira vez, os 60 elementos do grupo estão a actuar no estrangeiro.
«Tivemos sempre medo de sair de Portugal sem ter tudo combinado e, desta vez, em Barcelona, saímos de Gaia já com o nome dos sítios onde íamos dormir e comer», disse “Bininha”, a presidente do grupo.
A viagem a Espanha acaba por ser uma prenda para o grupo que ensaia uma vez por semana e tem actuações quase todos os sábados ou domingos.
«Vamos a muitos convívios sem ganhar um tostão, vamos pela festa, mas há sítios como as Caves do Vinho do Porto onde nos pagam cada actuação que fazemos», referiu Maria Albina.
Lusa


16/08/2008 10:20 | Permalien | Commentaires (0)


QUESTIONS ACTUELLES

SAMEDI 09 AOÛT 2008 : EDITH STEIN - LES J.O DE PÉKIN  09/08/2008

PAR UNE ÉTRANGE COÏNCIDENCE, HIER S'OUVRAIENT LES JEUX OLYMPIQUES DE PÉKIN, LORS D'UN FÊTE ÉBLOUISSANTE, QUI FASCINA LES 91.000 SPECTATEURS ET LES (POSSIBLES) 4 MILLIARDS DE TÉLÉSPECTATEURS... ET AUJOURD'HUI, NOUS FÊTONS, SUR UN TOUT AUTRE REGISTRE, SAINTE THÉRÈSE-BÉNÉDICTE DE LA CROIX (EDITH STEIN), CETTE ÉMINENTE PHILOSOPHE ALLEMANDE D'ORIGINE JUIVE, CONVERTIE À LA FOI CATHOLIQUE, DEVENUE CARMÉLITE, ET QUI FINIT DANS LES FOURS CRÉMATOIRES D'AUSCHWITZ... C'EST D'ELLE, ET RIEN QUE D'ELLE , QU'IL SERA QUESTION AUJOURD'HUI, DANS UN BREF RÉSUMÉ DE SA VIE. (ELLE A ÉTÉ DÉCLARÉE CO-PATRONNE DE L'EUROPE PAR LE PAPE-JEAN-PAUL II)

LE DOCTEUR EDITH STEIN
LE DOCTEUR EDITH STEIN
Sainte Thérèse-Bénédicte de la Croix (Edith Stein)
Carmélite déchaussée, martyre (1891-1942)

Qui fut cette femme ?

Quand, le 12 octobre 1891, Édith Stein naquit à Wroclaw (à l'époque Breslau), la dernière de 11 enfants, sa famille fêtait le Yom Kippour, la plus grande fête juive, le jour de l'expiation. "Plus que toute autre chose cela a contribué à rendre particulièrement chère à la mère sa plus jeune fille". Cette date de naissance fut pour la carmélite presque une prédiction.

Son père, commerçant en bois, mourut quand Édith n'avait pas encore trois ans. Sa mère, femme très religieuse, active et volontaire, personne vraiment admirable, restée seule, devait vaquer aux soins de sa famille et diriger sa grande entreprise ; cependant elle ne réussit pas à maintenir chez ses enfants une foi vivante. Édith perdit la foi en Dieu : "En pleine conscience et dans un choix libre je cessai de prier".

Elle obtint brillamment son diplôme de fin d'études secondaires en 1911 et commença des cours d'allemand et d'histoire à l'Université de Wroclaw, plus pour assurer sa subsistance à l'avenir que par passion. La philosophie était en réalité son véritable intérêt. Elle s'intéressait également beaucoup aux questions concernant les femmes. Elle entra dans l'organisation "Association Prussienne pour le Droit des Femmes au Vote". Plus tard elle écrira : "Jeune étudiante, je fus une féministe radicale. Puis cette question perdit tout intérêt pour moi. Maintenant je suis à la recherche de solutions purement objectives".

En 1913, l'étudiante Édith Stein se rendit à Gôttingen pour fréquenter les cours de Edmund Husserl à l'université ; elle devint son disciple et son assistante et elle passa aussi avec lui sa thèse. À l'époque Edmund Husserl fascinait le public avec son nouveau concept de vérité : le monde perçu existait non seulement à la manière kantienne de la perception subjective. Ses disciples comprenaient sa philosophie comme un retour vers le concret. "Retour à l'objectivisme". La phénoménologie conduisit plusieurs de ses étudiants et étudiantes à la foi chrétienne, sans qu'il en ait eu l'intention. À Gôttingen, Édith Stein rencontra aussi le philosophe Max Scheler. Cette rencontre attira son attention sur le catholicisme. Cependant elle n'oublia pas l'étude qui devait lui procurer du pain dans l'avenir. En janvier 1915, elle réussit avec distinction son examen d'État. Elle ne commença pas cependant sa période de formation professionnelle.

Alors qu'éclatait la première guerre mondiale, elle écrivit : "Maintenant je n'ai plus de vie propre". Elle fréquenta un cours d'infirmière et travailla dans un hôpital militaire autrichien. Pour elle ce furent des temps difficiles. Elle soigna les malades du service des maladies infectieuses, travailla en salle opératoire, vit mourir des hommes dans la fleur de l'âge. À la fermeture de l'hôpital militaire en 1916, elle suivit Husserl à Fribourg-en-Brisgau, elle y obtint en 1917 sa thèse "summa cum laudae" dont le titre était : "Sur le problème de l'empathie".

(…)

Édith Stein était liée par des liens d'amitié profonde avec l'assistant de Husserl à Gôtingen, Adolph Reinach, et avec son épouse. Adolf Reinach mourut en Flandres en novembre 1917. Édith se rendit à Gôttingen. Le couple Reinach s'était converti à la foi évangélique. Édith avait une certaine réticence à l'idée de rencontrer la jeune veuve. Avec beaucoup d'étonnement elle rencontra une croyante. "Ce fut ma première rencontre avec la croix et avec la force divine qu'elle transmet à ceux qui la portent [...] Ce fut le moment pendant lequel mon irréligiosité s'écroula et le Christ resplendit". Plus tard elle écrivit : "Ce qui n'était pas dans mes plans était dans les plans de Dieu. En moi prit vie la profonde conviction que -vu du côté de Dieu- le hasard n'existe pas ; toute ma vie, jusque dans ses moindres détails, est déjà tracée selon les plans de la providence divine et, devant le regard absolument clair de Dieu, elle présente une unité parfaitement accomplie".



Édith Stein retourna à Wroclaw. Elle écrivit des articles sur la psychologie et sur d'autres disciplines humanistes. Elle lit cependant le Nouveau Testament, Kierkegaard et le livre des exercices de saint Ignace de Loyola. Elle s'aperçoit qu'on ne peut seulement lire un tel écrit, il faut le mettre en pratique.

Pendant l'été 1921, elle se rendit pour quelques semaines à Bergzabern (Palatinat), dans la propriété de Madame Hedwig Conrad-Martius, une disciple de Husserl. Cette dame s'était convertie, en même temps que son époux, à la foi évangélique. Un soir, Édith trouva dans la bibliothèque l'autobiographie de Thérèse d'Avila. Elle la lut toute la nuit. "Quand je refermai le livre je me dis : ceci est la vérité". Considérant rétrospectivement sa propre vie, elle écrira plus tard : "Ma quête de vérité était mon unique prière".

Le ler janvier 1922, Édith Stein se fit baptiser. C'était le jour de la circoncision de Jésus, de l'accueil de Jésus dans la descendance d'Abraham. Édith Stein était debout devant les fonts baptismaux, vêtue du manteau nuptial blanc de Hedwig Conrad-Martius qui fut sa marraine. "J'avais cessé de pratiquer la religion juive et je me sentis de nouveau juive seulement après mon retour à Dieu". Maintenant elle sera toujours consciente, non seulement intellectuellement mais aussi concrètement, d'appartenir à la lignée du Christ. À la fête de la Chandeleur, qui est également un jour dont l'origine remonte à l'Ancien Testament, elle reçut la confirmation de l'évêque de Spire dans sa chapelle privée.


SOEUR THÉRÈSE BÉNÉDICTE DE LA CROIX (DERNIÈRE PHOTO)
SOEUR THÉRÈSE BÉNÉDICTE DE LA CROIX (DERNIÈRE PHOTO)
Après sa conversion, elle se rendit tout d'abord à Wroclaw. "Maman, je suis catholique". Les deux se mirent à pleurer.

(…)


En 1932, on lui donna une chaire dans une institution catholique, l'Institut de Pédagogie scientifique de Münster, où elle put développer son anthropologie. Ici elle eut la possibilité d'unir science et foi et de porter à la compréhension des autres cette union. Durant toute sa vie, elle ne veut être qu'un "instrument de Dieu". "Qui vient à moi, je désire le conduire à Lui".

En 1933, les ténèbres descendent sur l'Allemagne. "J'avais déjà entendu parler des mesures sévères contres les juifs. Mais maintenant je commençai à comprendre soudainement que Dieu avait encore une fois posé lourdement sa main sur son peuple et que le destin de ce peuple était aussi mon destin". L'article de loi sur la descendance arienne des nazis rendit impossible la continuation de son activité d'enseignante. "Si ici je ne peux continuer, en Allemagne il n'y a plus de possibilité pour moi". "J'étais devenue une étrangère dans le monde".

L'archiabbé Walzer de Beuron ne l'empêcha plus d'entrer dans un couvent des Carmélites. Déjà au temps où elle se trouvait à Spire, elle avait fait les voeux de pauvreté, de chasteté et d'obéissance. En 1933 elle se présenta à la Mère Prieure du monastère des Carmélites de Cologne. "Ce n'est pas l'activité humaine qui peut nous aider, mais seulement la passion du Christ. J'aspire à y participer".

Encore une fois Édith Stein se rendit à Wroclaw pour prendre congé de sa mère et de sa famille. Le dernier jour qu'elle passa chez elle fut le 12 octobre, le jour de son anniversaire et en même temps celui de la fête juive des Tabernacles. Édith accompagna sa mère à la Synagogue. Pour les deux femmes ce ne fut pas une journée facile. "Pourquoi l'as-tu connu (Jésus Christ) ? Je ne veux rien dire contre Lui. Il aura été un homme bon. Mais pourquoi s'est-il fait Dieu ?" Sa mère pleure.

(…)
Le 14 octobre, Édith Stein entre au monastère des Carmélites de Cologne. En 1934, le 14 avril, ce sera la cérémonie de sa prise d'habit. L'archiabbé de Beuron célébra la messe. À partir de ce moment Édith Stein portera le nom de soeur Thérèse-Bénédicte de la Croix.

En 1938, elle écrivit : "Sous la Croix je compris le destin du peuple de Dieu qui alors (1933) commençait à s'annoncer. Je pensais qu'il comprenait qu'il s'agissait de la Croix du Christ, qu'il devait l'accepter au nom de tous les autres peuples. Il est certain qu'aujourd'hui je comprends davantage ces choses, ce que signifie être épouse du Seigneur sous le signe de la Croix. Cependant il ne sera jamais possible de comprendre tout cela, parce que c'est un mystère".

Le 21 avril 1935, elle fit des voeux temporaires. (…)

Sur l'image de sa profession perpétuelle du 21 avril 1938, elle fit imprimer les paroles de saint Jean de la Croix auquel elle consacrera sa dernière oeuvre : "Désormais ma seule tâche sera l'amour".

L'entrée d'Édith Stein au couvent du Carmel n'a pas été une fuite. "Qui entre au Carmel n'est pas perdu pour les siens, mais ils sont encore plus proches ; il en est ainsi parce que c'est notre tâche de rendre compte à Dieu pour tous". Surtout elle rend compte à Dieu pour son peuple. "Je dois continuellement penser à la reine Esther qui a été enlevée à son peuple pour en rendre compte devant le roi. Je suis une petite et faible Esther mais le Roi qui m'a appelée est infiniment grand et miséricordieux. C'est là ma grande consolation". (31-10-1938)

Le 9 novembre 1938, la haine des nazis envers les juifs fut révélée au monde entier. Les synagogues brûlèrent. La terreur se répandit parmi les juifs. La Mère Prieure des Carmélites de Cologne fait tout son possible pour conduire soeur Thérèse-Bénédicte de la Croix à l'étranger. Dans la nuit du 1er janvier 1938, elle traversa la frontière des Pays-Bas et fut emmenée dans le monastère des Carmélites de Echt, en Hollande. C'est dans ce lieu qu'elle écrivit son testament, le 9 juin 1939 : "Déjà maintenant j'accepte avec joie, en totale soumission et selon sa très sainte volonté, la mort que Dieu m'a destinée. Je prie le Seigneur qu'Il accepte ma vie et ma mort [...] en sorte que le Seigneur en vienne à être reconnu par les siens et que son règne se manifeste dans toute sa grandeur pour le salut de l'Allemagne et la paix dans le monde".

(…)
Le 2 août 1942, la Gestapo arriva. Édith Stein se trouvait dans la chapelle, avec les autres soeurs. En moins de 5 minutes elle dut se présenter, avec sa soeur Rose qui avait été baptisée dans l'Église catholique et qui travaillait chez les Carmélites de Echt. Les dernières paroles d'Édith Stein que l'on entendit à Echt s'adressèrent à sa soeur : "Viens, nous partons pour notre, peuple".

Avec de nombreux autres juifs convertis au christianisme, les deux femmes furent conduites au camp de rassemblement de Westerbork. Il s'agissait d'une vengeance contre le message de protestation des évêques catholiques des Pays-Bas contre le progrom et les déportations de juifs. "Que les êtres humains puissent en arriver à être ainsi, je ne l'ai jamais compris et que mes soeurs et mes frères dussent tant souffrir, cela aussi je ne l'ai jamais vraiment compris [...] ; à chaque heure je prie pour eux. Est-ce que Dieu entend ma prière ? Avec certitude cependant il entend leurs pleurs". Le professeur Jan Nota, qui lui était lié, écrira plus tard : "Pour moi elle est, dans un monde de négation de Dieu, un témoin de la présence de Dieu".

À l'aube du 7 août, un convoi de 987 juifs partit en direction d'Auschwitz. Ce fut le 9 août 1942, que soeur Thérèse-Bénédicte de la Croix, avec sa soeur Rose et de nombreux autres membres de son peuple, mourut dans les chambres à gaz d'Auschwitz.

Avec sa béatification dans la Cathédrale de Cologne, le ler mai 1987, l'Église honorait, comme l'a dit le Pape Jean-Paul II, "une fille d'Israël, qui pendant les persécutions des nazis est demeurée unie avec foi et amour au Seigneur Crucifié, Jésus Christ, telle une catholique, et à son peuple telle une juive".

Elle a été canonisée en 1988 et proclamée co-patronne de l'Europe par le Pape Jean-Paul II.
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09/08/2008 10:48 | Permalien | Commentaires (0)


QUESTIONS ACTUELLES

JEUDI 07 AOÛT 2008 : RADIO 'SIM' - UNE NOUVELLE ÉCRITE PAR UN JEUNE LYCÉEN PORTUGAIS  07/08/2008

PROGRAMME:

- RADIO "SIM" : ESSA É UMA CRIAÇAO DA RADIO RENASCENÇA, DESTINADA SOBRETUDO ÀS PESSOAS DE IDADE, MAS MUITO INTERESSNTE... PODE SER OUVIDA EM PORTUGAL, E FORA DE PORTUGAL , NO INTERNET (PORTAL INDICADO DENTRO DO ARTIGO)

- UNE "ESTORIA" (UNE NOUVELLE ÉCRITE PAR UN JEUNE LYCÉEN PORTUGAIS) : "ESPIRITO MEU, VAGABUNDO"

OUVIR
OUVIR "RADIO SIM"
“SIM” transmite o Rosário de segunda a sexta a partir de Fátima


O grupo Renascença iniciou este mês de Agosto de 2008 outro novo serviço de comunicação: a estação de rádio “SIM”, assumida como um projecto dirigido a um público acima dos 55 anos, “mediante uma comunicação optimista e de grande proximidade, tendo como principais conteúdos a saúde, a família, o desporto, o lazer e a educação”.

Tal como a Rádio Renascença, também a Rádio SIM integra na sua grelha de programação a transmissão, de Segunda a Sexta-feira, das 18h30 às 19h00, e no primeiro Sábado de cada mês, às 21h30, a transmissão da recitação do Rosário, em directo da Capelinha das Aparições, no Santuário de Fátima.

“O convite é para que fique em comunhão com os milhares de ouvintes que diariamente acompanham esta Oração pela Rádio SIM”, pode ler-se na página da Internet da nova rádio portuguesa, em www.radiosim.pt.

“A Rádio SIM é um projecto construído a partir de diversos locais do país, nomeadamente de Lisboa, Porto, Braga e Évora. Procura, por isso, trazer para a antena os principais assuntos do país e os acontecimentos que marcam o dia-a-dia de cada região”, informa, em Comunicado à Imprensa, a Direcção de Marketing e Comunicação do Grupo Renascença.

Musicalmente falando, a novo rádio “Sim” propõe-se incidir nos êxitos dos anos 40, 50, 60 e 70, dando especial atenção à música que é cantada em Português.

Em Maio deste ano, na edição especial do Semanário “Ecclesia”, e onde o presidente do Conselho de Administração do Grupo Renascença, Cónego João Aguiar, dava conta de que estaria em breve no ar “o mais jovem canal do Grupo Renascença que, por sinal, é para os mais avançados na idade”, o Coordenador da Acção Religiosa da Rádio Renascença escreveu sobre a transmissão do Terço a partir do Santuário de Fátima.

José Eduardo Borges de Pinho apresentou os dados estatísticos, que apontam para o facto de que diariamente, de segunda a sexta, “250 mil ouvintes sintonizam regularmente a Rádio Renascença para ouvir/rezar o terço que é transmitido directamente do Santuário de Fátima (247 mil segundo os dados relativos ao último trimestre, o primeiro de 2008)”.

“Na perspectiva dos responsáveis da Emissora Católica, a transmissão do terço é um momento que não vêm isolado do conjunto de toda uma programação religiosa que se procura oferecer. (…) E, não obstante a especificidade religiosa destes momentos, vêem-nos também sempre inseridos no conjunto de toda uma proposta de comunicação onde se procura que ressalte, certamente noutros registos de linguagem e de programação, um olhar diferente sobre a vida e sobre a sociedade. Tudo isto sem nunca perder de vista a preocupação de que a transmissão do terço tenha qualidade radiofónica e sentido evangelizador”, escreve Borges de Pinho no artigo que assinou naquela edição espacial, datada de 29 de Abril 2008.

Recorde-se ainda que o mesmo Rosário, recitado na Capelinha das Aparições, local central da devoção a Nossa Senhora de Fátima, é também transmitido em directo pela TV e Rádio Canção Nova e pela Telepace.

Tabela de frequências e outras informações sobre a SIM disponíveis em www.radiosim.pt


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O ESPIRITO MEU, VAGABUNDO (ilustração)
O ESPIRITO MEU, VAGABUNDO (ilustração)
ESPIRITO MEU, VAGABUNDO


Uma estória de
Tiago Magalhães
(16 anos - Estudante do 11.º Ano)




Caíam incessantes os dias pérfidos deste mundo, sobre o meu peito soluçante.
Passava o tempo agreste acima da minha cabeça, como marcha silenciosa, marcando compasso infinito. Corriam os dias freneticamente, qual carrossel imparável num rodeio eterno de desgosto e solidão.
E eu quedava-me quieto, petrificado na minha mortal morada cruel, personalizada por um corpo amargo de indistinta natureza podre. Nada eu era, nada mais que pó barrento ou seda fina como tecido sagrado, pelos altos comandos dos deuses produzida. Era eu um suco venenoso, um terror vagando por este mundo finito, por este planeta cercado de dor e mansidão falsa e hipócrita.
E por quê tudo isto? Para quê um ambíguo sofrimento egoísta, uma morte pouco natural de um espírito incontrolável e emocionalmente perturbado?
Tudo por ti. Mas quem eras tu? Não te conseguia eu definir por entre a penumbra deleitosa de uma noite sem estreito paralelo. Corria em teu encalço, motivado por forças a mim exteriores, superiores num universo transcendente. Ganhavam as minhas pernas forças e eu lançava-me desenfreado nessa correria desigual, dada a tua rapidez incomparável. E por que corria eu atrás de ti? Havia algo que ecoava na minha mente adolescente, jovem de idade, um som melodioso que preenchia de belos sonhos o meu infantil imaginário. Havia igualmente um doce perfume que me atraía incondicionalmente e me subjugava aos teus encantos ímpares, prostrando-se o meu joelho perante a tua única majestade sem igual.
A tua face não podia eu, preso na condição mortal dita cruel, contemplar ou vislumbrar, admirar ou sequer olhar. Não.
Estava ela coberta por belos tecidos finos, cujas abas caíam sobre o teu ombro, abrindo leque indefinido, véu matrimonial.
Mas era essa face oculta nas trevas do desejo, que eu ansiava profusamente por conhecer.
Cessava essa correria e parávamos ambos numa admiração mútua. Por artes alheias, conseguia eu distinguir o teu sorriso mágico, a marcação dos teus lábios impiedosos. Chamavas-me para junto de ti, mas logo fugias incrédula, porém divertida e maravilhada. O teu nome era-me desconhecido, mas conseguia comunicar docemente contigo numa linguagem celestial e ancestral. Não me recordo das nossas conversas ou sequer diálogos que mais se assemelhavam a monólogos petrarquistas, qual Camões idiotamente absorvido pelo fragor ambíguo do amor, quedei-me eu a teus pés, como vassalo obediente, servo devoto. E voltavas a chamar por mim. Obedecia eu, tal como o dito devoto servo, e seguia-te maravilhado, por entre verdes campinas largas, bosques fundos e montes indefinidos, colinas verdejantes, cujo manto celestial envergava uma cobertura florida, multicolor na sua essência bucólica e romântica.
Parávamos, aqui e além, absortos em pensamentos vãos, envolvidos por sensações ao mortal corpo alheias, talvez algo que a este mundo não pertencesse, algo fascinante, que me enchia de alegria, esperança e paz. Mas não se avizinhava essa por muito.
Os beijos que nunca trocámos assolaram vilmente o meu adolescente pensamento vagabundo. Extasiava-me eu, incrivelmente perplexo, fitando tua silhueta selvagem, vislumbrando teu olhar mágico, que me cegava as córneas corporais e deixava as outras alucinadas na sua inocência contemplativa. Como querias tu que te seguisse mais? Começavam a doer-me as pernas, fraquejavam-me os músculos, berravam de modo ensurdecedor os pulmões fracos, gritavam epilépticos os neurónios estafados. Oh, clemência tua, pedia eu! Mas ela não caminhava até mim e deixava-se quedar incerta no teu íntimo. Tornaram-se gélidos os nossos encontros serenos e frias as palavras estúpidas, que brotavam indomáveis das nossas gargantas apodrecidas pelo carnal desejo.
Quedaram-se inclementes os nossos já raros diálogos. E, lembro-me eu, numa
tarde calma de Outono, virámos costas mutuamente, como despedida fúnebre numa noite gélida de Inverno agreste.
Nem um adeus saiu da minha boca, para te consolar, nem um gesto sequer desenhaste nos ares apodrecidos. Eras alguém fraco e egoísta. Tal como eu. Mas com a minha personalidade, podia eu bem.
Agora com a tua... Oh, sorte! De tanta mulher terrena, tinha que me ser destinada, pela Fortuna cruel, aquela divina criatura sem escrúpulos! Odiei-te como a mais ninguém. Odiei-te e apenas desejei ver os teus ossos secarem nas áridas terras da costa violenta. Querias muito, mas nada te dei. Bastou o amor que te confiei, para o teu espírito serenar, por raros e efémeros momentos. Era essa personalidade superior, porém malévola, que me impingia o tal ódio fatal, a dita dor incontornável.
Era um escravo teu, durante aquelas belas corridas por entre os ermos inóspitos. Era um escravo teu, durante todo aquele tempo inicial, aqueles diálogos insólitos, aquelas conversas sem tema algum que as criasse, mas que surgiam, como que por magia sobrenatural, de um nada que nos envolvia felizes, numa falsa paz espiritual.
Vivo agora doente com a dor que me causaste. Também eu te causei alguma,
mas nada comparável ao terror bíblico, quais dez pragas egípcias, que lançaste sobre mim, como maldição imperdoável. Fui alvo da tua fúria, da tua raiva indefinida, cujas entranhas nasciam dos alicerces do mundo e se despenhavam fortes e inclementes nos altos picos mortos deste mundo. Vivo caído, apoiado a uma parede branca, cuja cal suja ainda mais o podre escondido deste meu pérfido corpo. Vivo vagabundo, num deserto que é teu, num oceano que dominas. Vivo sofrendo, vivo mártir da tua atroz vingança final. Destinaste-me à imortalidade que era tua, impingiste em mim o maior terror e abismo que te couberam. Amaldiçoaste o meu ser, a minha alma. No entanto, uma dura e fria verdade controla e domina e martela constantemente, num ritmo infinito, o meu espírito inquieto. Continuo incrivelmente apaixonado por ti...
Fafe, 19 de Maio de 2008 (Publicado no DM, 06/08/08)


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