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POUR CAUSE DE DÉFICIENCE OCULAIRE, LE P.JEUGE EST DANS L'IMPOSSIBILITÉ DE CONTINUER À ASSURER DES CÉLÉBRATIONS EN PORTUGAIS. IL VOUS PRIE DE L'EN EXCUSER ET DE VOUS ADRESSER À VOTRE PAROISSE FRANÇAISE.
POUR LE CONTACTER : g.jeuge@free.fr
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Gabriel JEUGE
Ce Blog est dédié avant tout aux Portugais d'Orléans et de sa région, mais aussi à tous ceux qu'il peut intéresser...Ce n'est pas un journal intime, mais "une nouvelle par jour"
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RELIGION
DIMANCHE 09 NOVEMBRE 2008 : SAINT JEAN DE LATRAN - MESSE EN DIRECT DU PORTUGAL SUR INTERNET
09/11/2008
PROGRAMME :
- 1/CE 9 NOVEMBRE, LA LITURGIE DU 32 ème DIMANCHE ORDINAIRE EST SUPPLANTÉE PAR LA CÉLÉBRATION DE LA "DÉDICACE DE SAINT-JEAN-DE-LATRAN" . CETTE BASILIQUE "MAJEURE" EST LA "CATHÉDRALE DU PAPE" EN TANT QUE CELUI-CI EST ÉVÊQUE DE ROME.
CETTE FÊTE DE LA "DÉDICACE" (ANNIVERSAIRE DE LA CONSÉCRATION) NOUS INVITE DONC À PRIER POUR LE PAPE ET POUR L'ÉGLISE (ÉDIFIÉE DES "PIERRES VIVANTES" QUE NOUS SOMMES.
- 2/LA MESSE SIR INTERNET : TOUS LES PORTUGAIS NE POSSÈDENT PAS (ENCORE!) UNE LIAISON AVEC L'INTERNET... MAIS CEUX QUI Y ONT ACCÈS AURONT DÉSORMAIS LA POSSIBILITÉ DE PARTICIPER EN DIRECT À LA MESSE CÉLÉBRÉE DANS L'ÉGLISE PAROISSIALE DE SANDE (CONCELHO DE GUIMARAES). DÉTAILS CI-DESSOUS...
A CASA DE MEU PAI
(Jo 2, 16)
A celebração da basílica de São João de Latrão, a catedral do Papa, a mãe de todas as basílicas e de todas as igrejas, apresenta-se de tal modo importante que suplanta a celebração do Domingo XXXII do Tempo Comum. Estamos a celebrar a mãe de todas as igrejas, a cátedra por excelência, a igreja do verdadeiro primado.
Tudo nos deve levar a pensar no Papa, no seu ensino, a fazer um exame de consciência de como leio, aprecio, medito nos textos do Papa e aceito os seus ensinamentos.
Deve-nos levar a rezar por ele, o Vigário de Cristo, o Pedro dos nossos dias, pedindo luz, sabedoria, fortaleza para bem governar a Igreja, para ser elo de comunhão, para ajudar a Igreja a cumprir a sua missão.
Mas o que mais importa, parece, é pensarmos na realidade do templo vivo, não só no templo feito de pedras.
O primeiro e verdadeiro Templo é Jesus, o Templo vivo da divindade, do amor trinitário, da graça e da santidade. Seu corpo, sua natureza humana unida à sua Pessoa divina, é o Templo por excelência, o Templo do amor trinitário. Olhar esse Templo, contemplá-Lo, tentar assumir a graça de Lhe pertencermos pelo dom do nosso baptismo. Louvar, venerar, adorar, glorifi car Jesus, como Templo santo, como Verbo do Pai, como Filho do Deus Altíssimo, como Senhor da Vida e da Graça.
Devemos lembrar, depois, que toda a Igreja, a Esposa de Cristo, é o Templo da sua presença, Templo feito de pedras vivas que são todos os cristãos e todas as cristãs. Igreja santa mas feita de homens e mulheres pecadores. Igreja que nos gera pelo Baptismo e nos alimenta pela Palavra e pelos outros sacramentos. Igreja Templo santo onde habita o Senhor, onde Ele Se torna presente pelo seu amor e pela sua graça. Templo onde encontramos o nosso Mestre e Senhor, onde podemos buscar caminhos de graça e de santidade. Igreja mãe que deve ser amada, respeitada, ouvida com apreço e carinho. Igreja pela qual devemos trabalhar com encanto e espírito de serviço, com audácia e tenacidade.
Neste encadeado sucessivo de “templos”, também devemos pensar que cada um de nós é templo de Deus, é templo do Espírito Santo, é santuário da Trindade. Daí a necessidade de nos recolhermos no templo que somos e aí nos encontrarmos com Deus. Daí a necessidade, como ensina São Paulo, de respeitar o nosso corpo, como templo sagrado do Espírito. Daí o empenho em olhar os outros como templos de Deus, amá-los, respeitá-los, viver em paz e harmonia. É, de facto, um dom imenso, uma graça incomparável, cada um de nós ser templo de Deus, santuário do divino. Quanta acção de graça e quanto louvor deve nascer em nós, pelo dom desta maravilha.
Não só o Templo de Jerusalém, como afirma o Evangelho do próximo domingo, é casa do Pai, mas Jesus, a Igreja, e cada um de nós, é essa casa de Deus, esse lugar sagrado onde Deus está, onde Deus habita, onde O podemos encontrar, louvar e glorificar. Não podemos fazer da casa do Pai lugar de profanação, de pecado, de exploração.
Dário Pedroso, SJ
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(Jo 2, 16)
A celebração da basílica de São João de Latrão, a catedral do Papa, a mãe de todas as basílicas e de todas as igrejas, apresenta-se de tal modo importante que suplanta a celebração do Domingo XXXII do Tempo Comum. Estamos a celebrar a mãe de todas as igrejas, a cátedra por excelência, a igreja do verdadeiro primado.
Tudo nos deve levar a pensar no Papa, no seu ensino, a fazer um exame de consciência de como leio, aprecio, medito nos textos do Papa e aceito os seus ensinamentos.
Deve-nos levar a rezar por ele, o Vigário de Cristo, o Pedro dos nossos dias, pedindo luz, sabedoria, fortaleza para bem governar a Igreja, para ser elo de comunhão, para ajudar a Igreja a cumprir a sua missão.
Mas o que mais importa, parece, é pensarmos na realidade do templo vivo, não só no templo feito de pedras.
O primeiro e verdadeiro Templo é Jesus, o Templo vivo da divindade, do amor trinitário, da graça e da santidade. Seu corpo, sua natureza humana unida à sua Pessoa divina, é o Templo por excelência, o Templo do amor trinitário. Olhar esse Templo, contemplá-Lo, tentar assumir a graça de Lhe pertencermos pelo dom do nosso baptismo. Louvar, venerar, adorar, glorifi car Jesus, como Templo santo, como Verbo do Pai, como Filho do Deus Altíssimo, como Senhor da Vida e da Graça.
Devemos lembrar, depois, que toda a Igreja, a Esposa de Cristo, é o Templo da sua presença, Templo feito de pedras vivas que são todos os cristãos e todas as cristãs. Igreja santa mas feita de homens e mulheres pecadores. Igreja que nos gera pelo Baptismo e nos alimenta pela Palavra e pelos outros sacramentos. Igreja Templo santo onde habita o Senhor, onde Ele Se torna presente pelo seu amor e pela sua graça. Templo onde encontramos o nosso Mestre e Senhor, onde podemos buscar caminhos de graça e de santidade. Igreja mãe que deve ser amada, respeitada, ouvida com apreço e carinho. Igreja pela qual devemos trabalhar com encanto e espírito de serviço, com audácia e tenacidade.
Neste encadeado sucessivo de “templos”, também devemos pensar que cada um de nós é templo de Deus, é templo do Espírito Santo, é santuário da Trindade. Daí a necessidade de nos recolhermos no templo que somos e aí nos encontrarmos com Deus. Daí a necessidade, como ensina São Paulo, de respeitar o nosso corpo, como templo sagrado do Espírito. Daí o empenho em olhar os outros como templos de Deus, amá-los, respeitá-los, viver em paz e harmonia. É, de facto, um dom imenso, uma graça incomparável, cada um de nós ser templo de Deus, santuário do divino. Quanta acção de graça e quanto louvor deve nascer em nós, pelo dom desta maravilha.
Não só o Templo de Jerusalém, como afirma o Evangelho do próximo domingo, é casa do Pai, mas Jesus, a Igreja, e cada um de nós, é essa casa de Deus, esse lugar sagrado onde Deus está, onde Deus habita, onde O podemos encontrar, louvar e glorificar. Não podemos fazer da casa do Pai lugar de profanação, de pecado, de exploração.
Dário Pedroso, SJ
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SAO MARTINHO DE SANDE (CONCELHO DE GUIMARAES)
SAO MARTINHO DE SANDE VA TRANSMETTRE PAR INTERNET LA MESSE DOMINICALE.
A paróquia de São Martinho de Sande, em Guimarães, equipou a igreja para poder transmitir a missa pela Internet.
«É um processo informático simples que foi adaptado às necessidades da igreja», explicou o padre Abel Arantes de Faria, salientando que a primeira emissão vai ter lugar amanhã no sítio na internet da paróquia, seguindo-se depois transmissões regulares das missas dominicais.
«Não conheço nenhuma situação idêntica a esta, em que a missa de domingo possa ser vista em qualquer parte do mundo», salientou o sacerdote.
A igreja de São Martinho de Sande sofreu obras de restauro durante dois anos e foi colocado um sistema de videogilância, através de seis câmaras, que pode ser visto on-line pelos elementos do Conselho Económico da paróquia.
«Agora a igreja estará sempre aberta já que haverá sempre alguém a ver o que se passa no interior do templo», explicou Abel Faria.
«A ideia de transmitir a missa e as cerimónias religiosas pela internet nasceu para aproveitar o investimento que tínhamos feito nas câmaras de vigilância», disse também o pároco de São Martinho de Sande.
A juntar às seis câmaras já instaladas, foi colocada na igreja uma nova máquina, capaz de filmar todo o espaço. As imagens captadas vão estar disponíveis em
http://www.mogulus.com/tvsande
Com cinco mil habitantes e cerca de 1.500 participantes regulares nas missas, a freguesia tem grande parte da população a residir no estrangeiro e esse é também o público-alvo destas emissões.
«As pessoas deixaram a freguesia porque procuram uma vida melhor em outras terras mas, quando regressam para passar férias, assistem à missa», salientou o padre Abel Arantes de Faria.
No entanto, será mais a pensar nos «emigrantes, nos idosos e nos doentes» que a missa das 11h00, ao domingo, poderá ser seguida via Internet,
através da TVSande. Também no edifício da igreja foram introduzidas diversas alterações.
Atrás do altar-mor foi colocado um projector multimédia que fará projecções
numa tela colocada no meio do templo. E o próprio altar dispõe de um painel electrónico que muda as imagens religiosas expostas.
Com um custo total de 350 mil euros, as obras de restauro do edifício, construído há duzentos anos, incidiram apenas no interior do templo. «A população está ansiosa para poder ver o resultado do investimento e para
poder assistir à missa através da internet», salientou o sacerdote.
Tal como o Diário do Minho adiantou na edição de 29 de Outubro, amanhã, na missa da inauguração dos restauros efectuados na igreja paroquial, vai estar presente o Arcebispo de Braga, que, às 15h00, presidirá à primeira Eucaristia.
Também está prevista uma singela homenagem ao padre Armando Barreto Marques, que foi pároco de São Martinho de Sande cerca de 35 anos.
Redacção/Lusa
[]url:http://
A paróquia de São Martinho de Sande, em Guimarães, equipou a igreja para poder transmitir a missa pela Internet.
«É um processo informático simples que foi adaptado às necessidades da igreja», explicou o padre Abel Arantes de Faria, salientando que a primeira emissão vai ter lugar amanhã no sítio na internet da paróquia, seguindo-se depois transmissões regulares das missas dominicais.
«Não conheço nenhuma situação idêntica a esta, em que a missa de domingo possa ser vista em qualquer parte do mundo», salientou o sacerdote.
A igreja de São Martinho de Sande sofreu obras de restauro durante dois anos e foi colocado um sistema de videogilância, através de seis câmaras, que pode ser visto on-line pelos elementos do Conselho Económico da paróquia.
«Agora a igreja estará sempre aberta já que haverá sempre alguém a ver o que se passa no interior do templo», explicou Abel Faria.
«A ideia de transmitir a missa e as cerimónias religiosas pela internet nasceu para aproveitar o investimento que tínhamos feito nas câmaras de vigilância», disse também o pároco de São Martinho de Sande.
A juntar às seis câmaras já instaladas, foi colocada na igreja uma nova máquina, capaz de filmar todo o espaço. As imagens captadas vão estar disponíveis em
http://www.mogulus.com/tvsande
Com cinco mil habitantes e cerca de 1.500 participantes regulares nas missas, a freguesia tem grande parte da população a residir no estrangeiro e esse é também o público-alvo destas emissões.
«As pessoas deixaram a freguesia porque procuram uma vida melhor em outras terras mas, quando regressam para passar férias, assistem à missa», salientou o padre Abel Arantes de Faria.
No entanto, será mais a pensar nos «emigrantes, nos idosos e nos doentes» que a missa das 11h00, ao domingo, poderá ser seguida via Internet,
através da TVSande. Também no edifício da igreja foram introduzidas diversas alterações.
Atrás do altar-mor foi colocado um projector multimédia que fará projecções
numa tela colocada no meio do templo. E o próprio altar dispõe de um painel electrónico que muda as imagens religiosas expostas.
Com um custo total de 350 mil euros, as obras de restauro do edifício, construído há duzentos anos, incidiram apenas no interior do templo. «A população está ansiosa para poder ver o resultado do investimento e para
poder assistir à missa através da internet», salientou o sacerdote.
Tal como o Diário do Minho adiantou na edição de 29 de Outubro, amanhã, na missa da inauguração dos restauros efectuados na igreja paroquial, vai estar presente o Arcebispo de Braga, que, às 15h00, presidirá à primeira Eucaristia.
Também está prevista uma singela homenagem ao padre Armando Barreto Marques, que foi pároco de São Martinho de Sande cerca de 35 anos.
Redacção/Lusa
[]url:http://
RELIGION
VENDREDI 07 NOVEMBRE 2008 : 1/ QUESTION D'ENFANT - 2/ L'ANCIEN SECRÉTAIRE DE JEAN-PAUL II À LISBONNE
07/11/2008
PROGRAMME :
- 1/ LES JEUNES ENFANTS ONT L'ART DE POSER DE BONNES QUESTIONS, QUI PARFOIS EMBARRASSENT LES PARENTS, CAR ILS NE SAVENT PAS TROP QUOI RÉPONDRE... UN EXEMPLE, PROPOSÉ PAR LE SITE "croire.com".
2/ LE CARDINAL ARCHEVÊQUE DE CRACOVIE, ANCIEN SECRÉTAIRE DU PAPE JEAN-PAUL II PENDANT TOUT LE PONTIFICAT, EST DE PASSAGE AU PORTUGAL... IL LIVRE QUELQUES CONFIDENCES SUR "JEAN-PAUL II ET FATIMA"
QUESTION D'ENFANT
"Jésus allait-il au catéchisme quand il était petit ?"
Jésus n'allait pas au catéchisme puisque le catéchisme chrétien n'existait pas encore à son époque! Mais il allait probablement à la synagogue les matins de sabbat, le jour consacré à Dieu, comme tous les enfants de son village, Nazareth. Il s'asseyait peut-être par terre, tourné en direction de Jérusalem, juste devant le grand chandelier à sept branches éclairant faiblement celui qui devait lire les prières.
Jésus récitait sûrement avec tous les participants : "Ecoute, Israël! Le Seigneur, notre Dieu, est le seul Seigneur."
Alors, celui qui appelait aussi à la prière du sabbat dès la première étoile parue dans le ciel allait chercher un rouleau de la Torah, les premiers livres de la Bible, rangé dans un coffret de bois. Et il le montrait bien haut à toute l'assistance. Le texte choisi dans la Torah était lu à haute voix. Comme elle est écrite en hébreu, quelqu'un traduisait en araméen, la langue que parlait Jésus. Puis le texte était expliqué, interprété et discuté par celui qui le désirait ou par un notable. Après une dernière lecture tirée des livres des prophètes, la matinée à la synagogue se terminait par des souhaits de bon sabbat à tous.
Jésus apprendra dès l'âge de cinq ans, comme les autres enfants de son âge, à lire la Bible en hébreu à la " Maison du Livre ". À dix ans, il pourra aller à la " Maison du Savoir " et étudier les lois religieuses du peuple juif. Il devra répondre aux questions du maître. Par exemple : quels sont nos devoirs envers Dieu, et envers nos parents ? Que désire Dieu pour nous.?
Jésus étonnera par ses réponses, et lorsque bien plus tard, dans la synagogue de Nazareth, il lira ce passage : " L'Esprit de Dieu est sur moi ", certains comprendront alors que ces paroles du prophète Isaïe avaient été écrites pour lui, Jésus.
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"Jésus allait-il au catéchisme quand il était petit ?"
Jésus n'allait pas au catéchisme puisque le catéchisme chrétien n'existait pas encore à son époque! Mais il allait probablement à la synagogue les matins de sabbat, le jour consacré à Dieu, comme tous les enfants de son village, Nazareth. Il s'asseyait peut-être par terre, tourné en direction de Jérusalem, juste devant le grand chandelier à sept branches éclairant faiblement celui qui devait lire les prières.
Jésus récitait sûrement avec tous les participants : "Ecoute, Israël! Le Seigneur, notre Dieu, est le seul Seigneur."
Alors, celui qui appelait aussi à la prière du sabbat dès la première étoile parue dans le ciel allait chercher un rouleau de la Torah, les premiers livres de la Bible, rangé dans un coffret de bois. Et il le montrait bien haut à toute l'assistance. Le texte choisi dans la Torah était lu à haute voix. Comme elle est écrite en hébreu, quelqu'un traduisait en araméen, la langue que parlait Jésus. Puis le texte était expliqué, interprété et discuté par celui qui le désirait ou par un notable. Après une dernière lecture tirée des livres des prophètes, la matinée à la synagogue se terminait par des souhaits de bon sabbat à tous.
Jésus apprendra dès l'âge de cinq ans, comme les autres enfants de son âge, à lire la Bible en hébreu à la " Maison du Livre ". À dix ans, il pourra aller à la " Maison du Savoir " et étudier les lois religieuses du peuple juif. Il devra répondre aux questions du maître. Par exemple : quels sont nos devoirs envers Dieu, et envers nos parents ? Que désire Dieu pour nous.?
Jésus étonnera par ses réponses, et lorsque bien plus tard, dans la synagogue de Nazareth, il lira ce passage : " L'Esprit de Dieu est sur moi ", certains comprendront alors que ces paroles du prophète Isaïe avaient été écrites pour lui, Jésus.
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LE CARDINAL DZIWISZ, ANCIEN SECRÉTAIRE DE JEAN-PAUL II
Secretário pessoal de João Paulo II está em Lisboa
Atentado mudou visão sobre Fátima e despertou admiração por portugueses
O antigo secretário de João Paulo II Stanislaw Dziwisz revelou que o atentado falhado na Praça de São Pedro, em Roma, mudou a visão do anterior Papa sobre Fátima, despertando a sua admiração pelos peregrinos portugueses.
O agora Cardeal-Arcebispo de Cracóvia encontra-se em Portugal para assinalar os 40 anos da Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa e a abertura da exposição “Karol Wojtyla – a fé, o caminho, a amizade. Excursões com os amigos (1952-1954)”.
Numa conversa com os jornalistas na Embaixada da Polónia, anteontem, o purpurado e antigo secretário pessoal do Papa recordou João Paulo II como «um homem de grande pensamento e sobretudo de grande oração», abordando a sua ligação a Fátima e a tentativa de atentado durante a sua primeira visita a Portugal a de 12 de Maio de 1982.
Recordou ainda as três vezes que esteve em Fátima a acompanhar o Santo Padre e falou da sua afeição pelo homem que acompanhou durante 38 anos.
«Posso dizer que tenho uma grande recordação das três visitas do Papa a Portugal» e «não posso esquecer quando veio para agradecer a Nossa Senhora de Fátima pela sua vida», começou por contar Stanislaw Dziwisz.
O cardeal polaco adiantou que João Paulo II estava convicto que Nossa Senhora de Fátima o «salvou do grande perigo que foi o atentado na Praça de São Pedro», a 13 de Maio de 1981, protagonizado pelo turco Ali Agca.
Nas palavras do cardeal polaco, este momento mudou a atitude de João Paulo II sobre Fátima: «antes do atentado, não se ocupava muito da Mensagem de Fátima, mas certamente conhecia o Santuário e sabia da devoção a Nossa Senhora, muito difundida em todo o mundo».
«Mas logo depois do atentado na Praça de São Pedro, a sua atitude mudou. Ficou convencido que Nossa Senhora de Fátima o salvou e ele mesmo entrou no segredo da Mensagem de Fátima», sublinhou.
A terceira parte do segredo de Fátima foi interpretada pelo Vaticano como uma referência ao atentado falhado de 1981, ligando pessoalmente João Paulo II à mensagem mariana da Cova da Iria.
O purpurado polaco lembrou que, nas Aparições, Nossa Senhora havia pedido a consagração da Rússia ao Imaculado Coração de Maria, o que se cumpriu com a «presença de todos os bispos [russos] na Praça de São Pedro» e com o
testemunho de muitos bispos do Leste da Europa, já no pontificado de João Paulo II.
«Hoje sabemos que essa mudança foi enorme, a maior revolução que aconteceu no mundo sem derramamento de sangue», sublinhou.
«Contínua procissão» ao túmulo
Portugal era muitas vezes motivo de conversa entre Stanislaw Dziwisz e Karol
Wojtyla, sobretudo nas datas de 13 de Maio e 13 de Outubro, ocasião em que o Santo Padre se dirigia à varanda na Praça de São Pedro e rezava e cantava o “Ave Maria”. «Isso aproximava-o do povo português», disse Stanislaw Dziwisz, contando que João Paulo II admirava a devoção dos fiéis a Nossa Senhora de Fátima, com milhares de pessoas a rezar em uníssono.
O Papa «não podia deixar de admirar a devoção, oração e capacidade de sacrifício dos peregrinos», frisou.
O actual Arcebispo de Cracóvia, onde João Paulo II também foi bispo antes de ser eleito Papa, lembrou outro momento na vida de Wojtyla, aquando da sua primeira visita a Portugal para agradecer à Virgem Maria por tê-lo salvo do atentado sofrido em Roma.
«Foi um facto gravíssimo. O Papa dirigia-se ao altar quando um homem com vestes eclesiásticas se dirigiu a ele para o atingir, mas graças a Deus foi bloqueado», disse Dziwisz, aludindo ao ataque protagonizado pelo padre espanhol Juan Krohn que foi preso e condenado por tentativa de homicídio.
Segundo Dziwisz, o Papa acabou a celebração, benzeu Krohn e ficou desapontado com a situação, sobretudo por terem atirado o agressor ao chão.
«Ele quis defendê-lo mas havia muita confusão», lembrou. O arcebispo contou que quando regressavam a casa viu manchas de sangue, mas Karol Wojtyla deu-lhe «pouca importância porque não representou nenhum perigo para a sua vida e para não aumentar a atmosfera de fricção».
O Papa era uma «pessoa delicada e sensível e não deu a conhecer esta situação para não prejudicar o agressor e não aumentar a atmosfera de tensão», sustentou, contanto que João Paulo II perdoou logo o agressor, foi vê-lo ao hospital e à prisão e chamava- o de «irmão». «Isto fazem os santos, não há mais nada a dizer», frisou.
Sobre a admiração das pessoas por João Paulo II, o cardeal polaco disse que continua a haver uma «contínua procissão de pessoas que continuam a acorrer à sua sepultura para rezar por ele».
«Ele pouco falava nos últimos anos de vida, mas sentia muito. Era muito sensível ao sofrimento dos outros e rezava por eles, mesmo até durante as audiências», lembrou com saudade.
Sobre a beatificação de João Paulo II, o cardeal polaco afirmou apenas que «a decisão principal foi tomada, esperamos os sinais do céu».
Redacção/Lusa
Atentado mudou visão sobre Fátima e despertou admiração por portugueses
O antigo secretário de João Paulo II Stanislaw Dziwisz revelou que o atentado falhado na Praça de São Pedro, em Roma, mudou a visão do anterior Papa sobre Fátima, despertando a sua admiração pelos peregrinos portugueses.
O agora Cardeal-Arcebispo de Cracóvia encontra-se em Portugal para assinalar os 40 anos da Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa e a abertura da exposição “Karol Wojtyla – a fé, o caminho, a amizade. Excursões com os amigos (1952-1954)”.
Numa conversa com os jornalistas na Embaixada da Polónia, anteontem, o purpurado e antigo secretário pessoal do Papa recordou João Paulo II como «um homem de grande pensamento e sobretudo de grande oração», abordando a sua ligação a Fátima e a tentativa de atentado durante a sua primeira visita a Portugal a de 12 de Maio de 1982.
Recordou ainda as três vezes que esteve em Fátima a acompanhar o Santo Padre e falou da sua afeição pelo homem que acompanhou durante 38 anos.
«Posso dizer que tenho uma grande recordação das três visitas do Papa a Portugal» e «não posso esquecer quando veio para agradecer a Nossa Senhora de Fátima pela sua vida», começou por contar Stanislaw Dziwisz.
O cardeal polaco adiantou que João Paulo II estava convicto que Nossa Senhora de Fátima o «salvou do grande perigo que foi o atentado na Praça de São Pedro», a 13 de Maio de 1981, protagonizado pelo turco Ali Agca.
Nas palavras do cardeal polaco, este momento mudou a atitude de João Paulo II sobre Fátima: «antes do atentado, não se ocupava muito da Mensagem de Fátima, mas certamente conhecia o Santuário e sabia da devoção a Nossa Senhora, muito difundida em todo o mundo».
«Mas logo depois do atentado na Praça de São Pedro, a sua atitude mudou. Ficou convencido que Nossa Senhora de Fátima o salvou e ele mesmo entrou no segredo da Mensagem de Fátima», sublinhou.
A terceira parte do segredo de Fátima foi interpretada pelo Vaticano como uma referência ao atentado falhado de 1981, ligando pessoalmente João Paulo II à mensagem mariana da Cova da Iria.
O purpurado polaco lembrou que, nas Aparições, Nossa Senhora havia pedido a consagração da Rússia ao Imaculado Coração de Maria, o que se cumpriu com a «presença de todos os bispos [russos] na Praça de São Pedro» e com o
testemunho de muitos bispos do Leste da Europa, já no pontificado de João Paulo II.
«Hoje sabemos que essa mudança foi enorme, a maior revolução que aconteceu no mundo sem derramamento de sangue», sublinhou.
«Contínua procissão» ao túmulo
Portugal era muitas vezes motivo de conversa entre Stanislaw Dziwisz e Karol
Wojtyla, sobretudo nas datas de 13 de Maio e 13 de Outubro, ocasião em que o Santo Padre se dirigia à varanda na Praça de São Pedro e rezava e cantava o “Ave Maria”. «Isso aproximava-o do povo português», disse Stanislaw Dziwisz, contando que João Paulo II admirava a devoção dos fiéis a Nossa Senhora de Fátima, com milhares de pessoas a rezar em uníssono.
O Papa «não podia deixar de admirar a devoção, oração e capacidade de sacrifício dos peregrinos», frisou.
O actual Arcebispo de Cracóvia, onde João Paulo II também foi bispo antes de ser eleito Papa, lembrou outro momento na vida de Wojtyla, aquando da sua primeira visita a Portugal para agradecer à Virgem Maria por tê-lo salvo do atentado sofrido em Roma.
«Foi um facto gravíssimo. O Papa dirigia-se ao altar quando um homem com vestes eclesiásticas se dirigiu a ele para o atingir, mas graças a Deus foi bloqueado», disse Dziwisz, aludindo ao ataque protagonizado pelo padre espanhol Juan Krohn que foi preso e condenado por tentativa de homicídio.
Segundo Dziwisz, o Papa acabou a celebração, benzeu Krohn e ficou desapontado com a situação, sobretudo por terem atirado o agressor ao chão.
«Ele quis defendê-lo mas havia muita confusão», lembrou. O arcebispo contou que quando regressavam a casa viu manchas de sangue, mas Karol Wojtyla deu-lhe «pouca importância porque não representou nenhum perigo para a sua vida e para não aumentar a atmosfera de fricção».
O Papa era uma «pessoa delicada e sensível e não deu a conhecer esta situação para não prejudicar o agressor e não aumentar a atmosfera de tensão», sustentou, contanto que João Paulo II perdoou logo o agressor, foi vê-lo ao hospital e à prisão e chamava- o de «irmão». «Isto fazem os santos, não há mais nada a dizer», frisou.
Sobre a admiração das pessoas por João Paulo II, o cardeal polaco disse que continua a haver uma «contínua procissão de pessoas que continuam a acorrer à sua sepultura para rezar por ele».
«Ele pouco falava nos últimos anos de vida, mas sentia muito. Era muito sensível ao sofrimento dos outros e rezava por eles, mesmo até durante as audiências», lembrou com saudade.
Sobre a beatificação de João Paulo II, o cardeal polaco afirmou apenas que «a decisão principal foi tomada, esperamos os sinais do céu».
Redacção/Lusa
RELIGION
DIMANCHE 2 NOVEMBRE 2008 : JOURNÉE DE PRIÈRE POUR LES DÉFUNTS
02/11/2008
PROGRAMME:
- UNE RÉFLEXION SUR NOTRE ATTITUDE ENVERS NOS MORTS.
- COMMENT PARLER DE LA MORT AUX ENFANTS ? RÉPONSE PROPOSÉE AR LE SITE "CROIRE.COM"
FIÉIS DEFUNTOS
Este domingo é Dia de Fiéis Defuntos.
Como habitualmente, já na véspera, Dia de Todos os Santos, multidões acorrem aos cemitérios em romagem de gratidão e de saudade, por vezes manchada por manifestações de vaidade e de exibicionismo. Não deixam de ser chocantes exageros postos na ornamentação das sepulturas.
Para os cristãos é mais uma jornada a viver à luz da Fé, segundo a qual a vida muda, mas não acaba.
Espero a ressurreição dos mortos e a vida do mundo que há-de vir, dizemos no Credo.
Não me parece bem que a comemoração do Dia de Fiéis Defuntos ofusque, de algum modo, a comemoração da solenidade de Todos os Santos. Num dia homenageamos os que, tendo partido deste mundo, partilham da felicidade com Deus, na visão beatífica. Particularmente os santos não canonizados cujas virtudes, por desconhecidas, não tiveram o reconhecimento oficial da Igreja, mas que nem por isso deixaram de ser praticadas em grau heróico. É o reconhecimento da heroicidade de quantos, no anonimato, seguiram o caminho das Bem-Aventuranças. No outro, manifestamos a nossa solidariedade para com os que, tendo partido do nosso meio, se encontram em estado de purificação, a caminho da felicidade com Deus.
Celebrar o Dia de Fiéis Defuntos é acreditar que os mortos não são uns queridos extintos; que a morte não é o fim nem uma tragédia. Que morrer é passar a viver de uma outra maneira.
Por isso se deve usar a expressão Dia de Fiéis Defuntos e não Dia de Finados. Defuntos, porque deixaram de exercer a sua função, a sua actividade na terra. Não Finados, porque significaria terem as pessoas chegado ao fim de tudo quanto é vida, manifestando-se a descrença na vida do mundo que há-de vir.
Celebrar o Dia de Fiéis Defuntos é acreditar que vivos e mortos continuam a fazer parte do mesmo Corpo Místico de Cristo. Permanecem unidos uns aos outros e podem ajudar-se mutuamente.
Por isso mesmo, a recordação dos mortos não há-de limitar-se a um dia.
Evitando o sentimentalismo e o saudosismo doentios de quem passa a vida a correr para o cemitério, a gratidão para com os que partiram exige que diariamente nos lembremos deles; que procuremos ser dignos dos que nos precederam; que prossigamos trabalhos que não tiveram tempo de concluir; que, em seu favor, ofereçamos o que de bom fazemos e o mal que cristamente suportamos. Dizia a Mãe de Santo Agostinho aos filhos: «Sepultai este corpo em qualquer parte e não vos preocupeis com ele. Só vos peço que vos lembreis de mim diante do altar do Senhor, onde quer que estejais».
A recordação dos mortos há-de ser motivo para que pensemos na forma como tratamos os vivos. Que não esperemos pela sua partida para lhes mostrarmos o bem que lhes queremos.
Que não aconteça de se ir chorar ao cemitério quem se desprezou em vida, ou de se gastar com flores o que se não quis gastar para dar às pessoas melhor qualidade de vida.
A recordação dos mortos há-de levar-nos a fazer tudo o que de nós depende para que os doentes tenham o apoio necessário, quer a nível material quer espiritual. Para que, chegada a hora, as pessoas partam em paz com Deus e com os outros. Para que as vítimas de doenças incuráveis não sejam votadas ao abandono. Para que os doentes em fase terminal beneficiem dos cuidados paliativos de que a Medicina dispõe, do conforto que a Igreja proporciona, da presença e do carinho dos que lhes são mais próximos.
Para que as pessoas morram com dignidade.
A celebração dos Fiéis Defuntos há-de levar a que, naturalmente, sem qualquer espécie de dramatismo, tomemos consciência de que, mais tarde ou mais cedo, também faremos parte dos que dormem nos cemitérios. De que estamos aqui de passagem. De que de Deus viemos e para Deus caminhamos. De que, à hora da partida, o único que levamos é o fruto do bem que tivermos praticado. Recordarmos os mortos; manifestarmos aos mortos a nossa gratidão e a nossa solidariedade é também convite a que pensemos no sentido que estamos a dar à vida; na forma como vivemos e como nos relacionamos. Independentemente da nossa vontade, também para nós chegará o momento da partida. E depois?
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Este domingo é Dia de Fiéis Defuntos.
Como habitualmente, já na véspera, Dia de Todos os Santos, multidões acorrem aos cemitérios em romagem de gratidão e de saudade, por vezes manchada por manifestações de vaidade e de exibicionismo. Não deixam de ser chocantes exageros postos na ornamentação das sepulturas.
Para os cristãos é mais uma jornada a viver à luz da Fé, segundo a qual a vida muda, mas não acaba.
Espero a ressurreição dos mortos e a vida do mundo que há-de vir, dizemos no Credo.
Não me parece bem que a comemoração do Dia de Fiéis Defuntos ofusque, de algum modo, a comemoração da solenidade de Todos os Santos. Num dia homenageamos os que, tendo partido deste mundo, partilham da felicidade com Deus, na visão beatífica. Particularmente os santos não canonizados cujas virtudes, por desconhecidas, não tiveram o reconhecimento oficial da Igreja, mas que nem por isso deixaram de ser praticadas em grau heróico. É o reconhecimento da heroicidade de quantos, no anonimato, seguiram o caminho das Bem-Aventuranças. No outro, manifestamos a nossa solidariedade para com os que, tendo partido do nosso meio, se encontram em estado de purificação, a caminho da felicidade com Deus.
Celebrar o Dia de Fiéis Defuntos é acreditar que os mortos não são uns queridos extintos; que a morte não é o fim nem uma tragédia. Que morrer é passar a viver de uma outra maneira.
Por isso se deve usar a expressão Dia de Fiéis Defuntos e não Dia de Finados. Defuntos, porque deixaram de exercer a sua função, a sua actividade na terra. Não Finados, porque significaria terem as pessoas chegado ao fim de tudo quanto é vida, manifestando-se a descrença na vida do mundo que há-de vir.
Celebrar o Dia de Fiéis Defuntos é acreditar que vivos e mortos continuam a fazer parte do mesmo Corpo Místico de Cristo. Permanecem unidos uns aos outros e podem ajudar-se mutuamente.
Por isso mesmo, a recordação dos mortos não há-de limitar-se a um dia.
Evitando o sentimentalismo e o saudosismo doentios de quem passa a vida a correr para o cemitério, a gratidão para com os que partiram exige que diariamente nos lembremos deles; que procuremos ser dignos dos que nos precederam; que prossigamos trabalhos que não tiveram tempo de concluir; que, em seu favor, ofereçamos o que de bom fazemos e o mal que cristamente suportamos. Dizia a Mãe de Santo Agostinho aos filhos: «Sepultai este corpo em qualquer parte e não vos preocupeis com ele. Só vos peço que vos lembreis de mim diante do altar do Senhor, onde quer que estejais».
A recordação dos mortos há-de ser motivo para que pensemos na forma como tratamos os vivos. Que não esperemos pela sua partida para lhes mostrarmos o bem que lhes queremos.
Que não aconteça de se ir chorar ao cemitério quem se desprezou em vida, ou de se gastar com flores o que se não quis gastar para dar às pessoas melhor qualidade de vida.
A recordação dos mortos há-de levar-nos a fazer tudo o que de nós depende para que os doentes tenham o apoio necessário, quer a nível material quer espiritual. Para que, chegada a hora, as pessoas partam em paz com Deus e com os outros. Para que as vítimas de doenças incuráveis não sejam votadas ao abandono. Para que os doentes em fase terminal beneficiem dos cuidados paliativos de que a Medicina dispõe, do conforto que a Igreja proporciona, da presença e do carinho dos que lhes são mais próximos.
Para que as pessoas morram com dignidade.
A celebração dos Fiéis Defuntos há-de levar a que, naturalmente, sem qualquer espécie de dramatismo, tomemos consciência de que, mais tarde ou mais cedo, também faremos parte dos que dormem nos cemitérios. De que estamos aqui de passagem. De que de Deus viemos e para Deus caminhamos. De que, à hora da partida, o único que levamos é o fruto do bem que tivermos praticado. Recordarmos os mortos; manifestarmos aos mortos a nossa gratidão e a nossa solidariedade é também convite a que pensemos no sentido que estamos a dar à vida; na forma como vivemos e como nos relacionamos. Independentemente da nossa vontade, também para nós chegará o momento da partida. E depois?
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L'AMOUR EST PLUS FORT QUE LA MORT
"Ma petite-fille parle souvent de la mort..."
Les réponses de notre conseillère et le contrepoint d'un acteur de terrain. Et aussi les vôtres !
1/ La question de Sophie
« Charlotte, ma petite-fille de 6 ans, parle beaucoup de la mort. Elle appréhende de mourir ou que sa maman meure. Ces réflexions surviennent souvent. Sa maman est assez bouleversée et démunie. Lorsque Charlotte avait 7 mois, mon père très âgé l’a gardée très longtemps contre lui, au moment du dernier adieu, sans pouvoir se résoudre à la lâcher… Y a-t-il un lien ? Que répondre à Charlotte ? » (Sophie, 67 ans, Orne)
2/ Françoise Blaise-Kopp*, psychologue, répond
Chère Sophie,
Les enfants ne sont pas, comme on l’a longtemps cru, ces êtres innocents loin des graves questions existentielles. Votre relation privilégiée avec votre petite-fille, Charlotte, vous a permis de constater qu’elle est travaillée par le problème de la mort, plus que vous ne l’imaginiez pour un enfant de cet âge. Sachez que les enfants, surtout s’ils ont pu vivre tout petit une écoute attentive de la part de leur entourage, vivent ce questionnement vers l’âge de 5 ans, et c’est normal.
Charlotte ne garde pas ses questions et ses angoisses pour elle. Elle cherche avec son intelligence des réponses. Cela témoigne déjà d’une grande confiance envers les adultes et la met sur un chemin de développement de sa pensée intellectuelle et de découverte de la vie. C’est très bon signe, Sophie.
Pour un humain (adulte comme enfant), la mort est un butoir, une énigme devant laquelle nous faisons des hypothèses et prenons des positions différentes. Ce qui peut aider le plus Charlotte, c’est d’avoir à son contact, non pas des adultes qui ont résolu la question de la mort (ce qui serait prétentieux surtout faux : qui peut prétendre en effet avoir répondu à cela ?), mais des adultes qui cheminent avec leurs limites et pour lesquels la question de la mort restera ouverte jusqu’au dernier jour. Loin d’être une clôture, la foi, si elle propose une posture de passage de mort à résurrection, n’annule pas le passage pour tous, croyants ou non.
Vous signalez aussi un événement que vous percevez a posteriori comme traumatique, à savoir l’étreinte affectueuse et longue de l’arrière-grand-père avec Charlotte quand elle avait 7 mois. Oui, cet événement a pu être marquant mais sans forcément qu’il faille lui donner une connotation négative.
Dans nos vies, des événements passent inaperçus pour les uns et sont importants pour d’autres ; nous ne pouvons ni décréter ni connaître à l’avance leur impact. Seule la personne elle-même pourra le dire beaucoup plus tard. Votre petite-fille a la chance d’être accompagnée par des adultes aimants et responsables, attentifs et disponibles et c’est bien là un cadeau inestimable pour l’aider à faire route.
* Directrice de l'Université vie active au sein de l'Université catholique de Lyon.
3/ Le contrepoint du Dr Gilles Damas Froissart*
C'est la réalité de la mort qui est traumatisante et non le fait d’en parler. La mort fait partie de la vie et elle ne doit pas être cachée à l’enfant. Le jeune enfant (jusqu’à 3-4 ans) ne comprend ni les symboles ni les métaphores. Si on lui dit que son grand-père est au ciel, il lèvera la tête pour tenter de l’apercevoir. Ne le trouvant pas, il en conclura que ses parents ont menti ! La mort fait partie de la vie. C’est pourquoi je suis partisan de la présence des enfants aux obsèques : c’est un lieu de respect vis-à-vis desancêtres et une préparation au deuil. Si un enfant voit son père ou sa mère pleurer, il lui demandera pourquoi. Celui-ci pourra lui répondre : « Je suis triste parce que mon papa est mort et cela me fait beaucoup de peine. » Pas besoin de grands discours, l’enfant comprend ce qui est vécu car il est très réceptif à la cohérence entre les paroles, les actes et l’attitude corporelle.
* Médecin légiste et médecin directeur du Centre médico-psychopédagogique (CMPP) de Saint-Etienne (Loire).
Les réponses de notre conseillère et le contrepoint d'un acteur de terrain. Et aussi les vôtres !
1/ La question de Sophie
« Charlotte, ma petite-fille de 6 ans, parle beaucoup de la mort. Elle appréhende de mourir ou que sa maman meure. Ces réflexions surviennent souvent. Sa maman est assez bouleversée et démunie. Lorsque Charlotte avait 7 mois, mon père très âgé l’a gardée très longtemps contre lui, au moment du dernier adieu, sans pouvoir se résoudre à la lâcher… Y a-t-il un lien ? Que répondre à Charlotte ? » (Sophie, 67 ans, Orne)
2/ Françoise Blaise-Kopp*, psychologue, répond
Chère Sophie,
Les enfants ne sont pas, comme on l’a longtemps cru, ces êtres innocents loin des graves questions existentielles. Votre relation privilégiée avec votre petite-fille, Charlotte, vous a permis de constater qu’elle est travaillée par le problème de la mort, plus que vous ne l’imaginiez pour un enfant de cet âge. Sachez que les enfants, surtout s’ils ont pu vivre tout petit une écoute attentive de la part de leur entourage, vivent ce questionnement vers l’âge de 5 ans, et c’est normal.
Charlotte ne garde pas ses questions et ses angoisses pour elle. Elle cherche avec son intelligence des réponses. Cela témoigne déjà d’une grande confiance envers les adultes et la met sur un chemin de développement de sa pensée intellectuelle et de découverte de la vie. C’est très bon signe, Sophie.
Pour un humain (adulte comme enfant), la mort est un butoir, une énigme devant laquelle nous faisons des hypothèses et prenons des positions différentes. Ce qui peut aider le plus Charlotte, c’est d’avoir à son contact, non pas des adultes qui ont résolu la question de la mort (ce qui serait prétentieux surtout faux : qui peut prétendre en effet avoir répondu à cela ?), mais des adultes qui cheminent avec leurs limites et pour lesquels la question de la mort restera ouverte jusqu’au dernier jour. Loin d’être une clôture, la foi, si elle propose une posture de passage de mort à résurrection, n’annule pas le passage pour tous, croyants ou non.
Vous signalez aussi un événement que vous percevez a posteriori comme traumatique, à savoir l’étreinte affectueuse et longue de l’arrière-grand-père avec Charlotte quand elle avait 7 mois. Oui, cet événement a pu être marquant mais sans forcément qu’il faille lui donner une connotation négative.
Dans nos vies, des événements passent inaperçus pour les uns et sont importants pour d’autres ; nous ne pouvons ni décréter ni connaître à l’avance leur impact. Seule la personne elle-même pourra le dire beaucoup plus tard. Votre petite-fille a la chance d’être accompagnée par des adultes aimants et responsables, attentifs et disponibles et c’est bien là un cadeau inestimable pour l’aider à faire route.
* Directrice de l'Université vie active au sein de l'Université catholique de Lyon.
3/ Le contrepoint du Dr Gilles Damas Froissart*
C'est la réalité de la mort qui est traumatisante et non le fait d’en parler. La mort fait partie de la vie et elle ne doit pas être cachée à l’enfant. Le jeune enfant (jusqu’à 3-4 ans) ne comprend ni les symboles ni les métaphores. Si on lui dit que son grand-père est au ciel, il lèvera la tête pour tenter de l’apercevoir. Ne le trouvant pas, il en conclura que ses parents ont menti ! La mort fait partie de la vie. C’est pourquoi je suis partisan de la présence des enfants aux obsèques : c’est un lieu de respect vis-à-vis desancêtres et une préparation au deuil. Si un enfant voit son père ou sa mère pleurer, il lui demandera pourquoi. Celui-ci pourra lui répondre : « Je suis triste parce que mon papa est mort et cela me fait beaucoup de peine. » Pas besoin de grands discours, l’enfant comprend ce qui est vécu car il est très réceptif à la cohérence entre les paroles, les actes et l’attitude corporelle.
* Médecin légiste et médecin directeur du Centre médico-psychopédagogique (CMPP) de Saint-Etienne (Loire).
RELIGION
SAMEDI PREMIER NOVEMBRE 2008 : LA TOUSSAINT
01/11/2008
CE JOUR EST GRANDE FÊTE ENTRE LES CHRÉTIENS, QUI, LEVANT LES YEUX VERS LE CIEL, Y CONTEMPLENT LA MULTITUDE INNOMBRABLE DES SAINTS, CES HOMMES ET CES FEMMES, CÉLÈBRES OU INCONNUS, QUI VIVENT ÉTERNELLEMENT HEUREUX DANS LA "MAISON DU PÈRE".
LA TOUSSAINT
FÊTE DE LA TOUSSAINT
ÉVANGILE
Mt 5,1-12.
Quand Jésus vit la foule, il gravit la montagne. Il s'assit, et ses
disciples s'approchèrent.
Alors, ouvrant la bouche, il se mit à les instruire. Il disait :
« Heureux les pauvres de coeur :le Royaume des cieux est à eux !
Heureux les doux : ils obtiendront la terre promise !
Heureux ceux qui pleurent :ils seront consolés !
Heureux ceux qui ont faim et soif de la justice :ils seront rassasiés !
Heureux les miséricordieux :ils obtiendront miséricorde !
Heureux les coeurs purs :ils verront Dieu !
Heureux les artisans de paix :ils seront appelés fils de Dieu !
Heureux ceux qui sont persécutés pour la justice :le Royaume des cieux est
à eux !
Heureux serez-vous si l'on vous insulte, si l'on vous persécute et si l'on
dit faussement toute sorte de mal contre vous, à cause de moi.
Réjouissez-vous, soyez dans l'allégresse, car votre récompense sera grande
dans les cieux ! C'est ainsi qu'on a persécuté les prophètes qui vous ont
précédés.
RÉFLEXION
Saint Ambroise (vers 340-397), évêque de Milan et docteur de l'Église
Sur le bien de la mort (trad. Cras, Le Chrétien devant la mort, DDB 1980, p. 79 rev.)
« J'ai vu une foule immense..., de toutes nations, races, peuples et langues..., debout devant le trône et devant l'Agneau » (Ap 7,9)
Forts des enseignements [de l'Écriture], marchons sans trembler vers
notre rédempteur Jésus, vers l'assemblée des patriarches, partons vers
notre père Abraham, lorsque le jour sera venu. Marchons sans trembler vers
ce rassemblement de saints, cette assemblée de justes. Nous irons vers nos
pères, ceux qui nous ont enseigné la foi ; même si les oeuvres nous
manquent, que la foi nous aide, défendons notre héritage ! Nous irons aux
lieux où Abraham ouvre son sein aux pauvres comme à Lazare (Lc 16,19s) ; là
reposent ceux qui ont supporté le rude poids de la vie de ce monde.
Maintenant, Père, encore et encore étends tes mains pour accueillir ces
pauvres, ouvre tes bras, élargis ton sein pour en accueillir davantage, car
très nombreux sont ceux qui ont cru en Dieu...
Nous irons au paradis de joie où Adam, jadis tombé dans une embuscade
de brigands, ne pense plus à pleurer ses blessures, où le brigand lui-même
jouit de sa part du Royaume céleste (cf Lc 10,30;23,43). Là où aucun nuage,
aucun orage, aucun éclair, aucune tempête de vent, ni ténèbres, ni
crépuscule, ni été, ni hiver ne marqueront l'instabilité des temps. Ni
froid, ni grêle, ni pluie. Notre pauvre petit soleil, la lune, les étoiles,
ne serviront plus à rien ; seule la clarté de Dieu resplendira, car Dieu
sera la lumière de tous, cette lumière véritable qui illumine tout homme
resplendira pour tous (Ap 21,5;Jn 1,9). Nous irons là où le Seigneur Jésus
a préparé des demeures pour ses petits serviteurs, pour que là où il est,
nous soyons aussi (Jn 14,2-3)...
« Père, ceux que tu m'as donné, je veux que là où je suis, eux aussi
soient avec moi, et qu'ils contemplent ma gloire » (Jn 17,24)... Nous te
suivons, Seigneur Jésus ; mais pour cela, appelle-nous, car sans toi
personne ne monte. Tu es la voie, la vérité, la vie (Jn 14,6), la
possibilité, la foi, la récompense. Reçois-nous, raffermis-nous, donne-nous
la vie !
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ÉVANGILE
Mt 5,1-12.
Quand Jésus vit la foule, il gravit la montagne. Il s'assit, et ses
disciples s'approchèrent.
Alors, ouvrant la bouche, il se mit à les instruire. Il disait :
« Heureux les pauvres de coeur :le Royaume des cieux est à eux !
Heureux les doux : ils obtiendront la terre promise !
Heureux ceux qui pleurent :ils seront consolés !
Heureux ceux qui ont faim et soif de la justice :ils seront rassasiés !
Heureux les miséricordieux :ils obtiendront miséricorde !
Heureux les coeurs purs :ils verront Dieu !
Heureux les artisans de paix :ils seront appelés fils de Dieu !
Heureux ceux qui sont persécutés pour la justice :le Royaume des cieux est
à eux !
Heureux serez-vous si l'on vous insulte, si l'on vous persécute et si l'on
dit faussement toute sorte de mal contre vous, à cause de moi.
Réjouissez-vous, soyez dans l'allégresse, car votre récompense sera grande
dans les cieux ! C'est ainsi qu'on a persécuté les prophètes qui vous ont
précédés.
RÉFLEXION
Saint Ambroise (vers 340-397), évêque de Milan et docteur de l'Église
Sur le bien de la mort (trad. Cras, Le Chrétien devant la mort, DDB 1980, p. 79 rev.)
« J'ai vu une foule immense..., de toutes nations, races, peuples et langues..., debout devant le trône et devant l'Agneau » (Ap 7,9)
Forts des enseignements [de l'Écriture], marchons sans trembler vers
notre rédempteur Jésus, vers l'assemblée des patriarches, partons vers
notre père Abraham, lorsque le jour sera venu. Marchons sans trembler vers
ce rassemblement de saints, cette assemblée de justes. Nous irons vers nos
pères, ceux qui nous ont enseigné la foi ; même si les oeuvres nous
manquent, que la foi nous aide, défendons notre héritage ! Nous irons aux
lieux où Abraham ouvre son sein aux pauvres comme à Lazare (Lc 16,19s) ; là
reposent ceux qui ont supporté le rude poids de la vie de ce monde.
Maintenant, Père, encore et encore étends tes mains pour accueillir ces
pauvres, ouvre tes bras, élargis ton sein pour en accueillir davantage, car
très nombreux sont ceux qui ont cru en Dieu...
Nous irons au paradis de joie où Adam, jadis tombé dans une embuscade
de brigands, ne pense plus à pleurer ses blessures, où le brigand lui-même
jouit de sa part du Royaume céleste (cf Lc 10,30;23,43). Là où aucun nuage,
aucun orage, aucun éclair, aucune tempête de vent, ni ténèbres, ni
crépuscule, ni été, ni hiver ne marqueront l'instabilité des temps. Ni
froid, ni grêle, ni pluie. Notre pauvre petit soleil, la lune, les étoiles,
ne serviront plus à rien ; seule la clarté de Dieu resplendira, car Dieu
sera la lumière de tous, cette lumière véritable qui illumine tout homme
resplendira pour tous (Ap 21,5;Jn 1,9). Nous irons là où le Seigneur Jésus
a préparé des demeures pour ses petits serviteurs, pour que là où il est,
nous soyons aussi (Jn 14,2-3)...
« Père, ceux que tu m'as donné, je veux que là où je suis, eux aussi
soient avec moi, et qu'ils contemplent ma gloire » (Jn 17,24)... Nous te
suivons, Seigneur Jésus ; mais pour cela, appelle-nous, car sans toi
personne ne monte. Tu es la voie, la vérité, la vie (Jn 14,6), la
possibilité, la foi, la récompense. Reçois-nous, raffermis-nous, donne-nous
la vie !
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RELIGION
DIMANCHE 26 OCTOBRE 2008 : 30ème DU TEMPS ORDINAIRE (ANNÉE A)
26/10/2008
PROGRAMME :
- 1/ L'ÉVANGILE EN FRANÇAIS
- 2/ COMMENTAIRE EN PORTUGAIS
ILLUSTRATION POUR LA 1ère LECTURE (evangile-et-peinture)
EVANGILE DU 30ème DIMANCHE "ORDINAIRE"
Mt 22,34-40.
Les pharisiens, apprenant qu'il avait fermé la bouche aux sadducéens, se
réunirent,
et l'un d'entre eux, un docteur de la Loi, posa une question à Jésus pour
le mettre à l'épreuve :
« Maître, dans la Loi, quel est le grand commandement ? »
Jésus lui répondit : « Tu aimeras le Seigneur ton Dieu de tout ton coeur,
de toute ton âme et de tout ton esprit.
Voilà le grand, le premier commandement.
Et voici le second, qui lui est semblable : Tu aimeras ton prochain comme
toi-même.
Tout ce qu'il y a dans l'Écriture - dans la Loi et les Prophètes - dépend
de ces deux commandements. »
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Mt 22,34-40.
Les pharisiens, apprenant qu'il avait fermé la bouche aux sadducéens, se
réunirent,
et l'un d'entre eux, un docteur de la Loi, posa une question à Jésus pour
le mettre à l'épreuve :
« Maître, dans la Loi, quel est le grand commandement ? »
Jésus lui répondit : « Tu aimeras le Seigneur ton Dieu de tout ton coeur,
de toute ton âme et de tout ton esprit.
Voilà le grand, le premier commandement.
Et voici le second, qui lui est semblable : Tu aimeras ton prochain comme
toi-même.
Tout ce qu'il y a dans l'Écriture - dans la Loi et les Prophètes - dépend
de ces deux commandements. »
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COMENTARIO
AMBIENTE
O Evangelho deste domingo leva-nos, outra vez, a Jerusalém, ao encontro dos últimos dias de Jesus. Os líderes judaicos já fizeram a sua escolha e têm ideias definidas acerca da proposta de Jesus: é uma proposta que não vem de Deus e que deve ser rejeitada… Jesus, por sua vez, deve ser denunciado, julgado e condenado de forma exemplar. Para conseguir concretizar esse objectivo, os responsáveis judaicos procuram argumentos de acusação contra Jesus.
É neste ambiente que Mateus situa três controvérsias entre Jesus e os fariseus. Essas controvérsias apresentam-se como armadilhas bem organizadas e montadas, destinadas a surpreender afirmações polémicas de Jesus, capazes de ser usadas em tribunal para conseguir a sua condenação. Depois da controvérsia sobre o tributo a César (cf. Mt 22,15-22) e da controvérsia sobre a ressurreição dos mortos (cf. Mt 22,23-33), chega a controvérsia sobre o maior mandamento da Lei (cf. Mt 22,34-40). É esta última que o Evangelho de hoje nos apresenta… Ao perguntar a Jesus qual é o maior mandamento da Lei, os fariseus procuram demonstrar que Jesus não sabe interpretar a Lei e que, portanto, não é digno de crédito.
A questão do maior mandamento da Lei não era uma questão pacífica e era, no tempo de Jesus, objecto de debates intermináveis entre os fariseus e os doutores da Lei. A preocupação em actualizar a Lei, de forma a que ela respondesse a todas as questões que a vida do dia a dia punha, tinha levado os doutores da Lei a deduzir um conjunto de 613 preceitos, dos quais 365 eram proibições e 248 acções a pôr em prática. Esta “multiplicação” dos preceitos legais lançava, evidentemente, a questão das prioridades: todos os preceitos têm a mesma importância, ou há algum que é mais importante do que os outros?
É esta a questão que é posta a Jesus.
MENSAGEM
A resposta de Jesus, no entanto, supera o horizonte estreito da pergunta e vai muito mais além, situando-se ao nível das opções profundas que o homem deve fazer… O importante, na perspectiva de Jesus, não é definir qual o mandamento mais importante, mas encontrar a raiz de todos os mandamentos. E, na perspectiva de Jesus, essa raiz gira à volta de duas coordenadas: o amor a Deus e o amor ao próximo. A Lei e os Profetas são apenas comentários a estes dois mandamentos.
Os cristãos de Mateus usavam a expressão “a Lei e os Profetas” para se referirem aos livros inspirados do Antigo Testamento, que apresentavam a revelação de Deus (cf. Mt 5,17; 7,12). Dizer, portanto, que “nestes dois mandamentos se resumem a Lei e os Profetas” (vers. 40), significa que eles encerram toda a revelação de Deus, que eles contêm a totalidade da proposta de Deus para os homens.
A originalidade deste sumário evangélico da Lei não está nas ideias de amor a Deus a ao próximo, que são bem conhecidas do Antigo Testamento: Jesus limita-Se a citar Dt 6,5 (no que diz respeito ao amor a Deus) e Lv 19,18 (no que diz respeito ao amor ao próximo)… A originalidade deste ensinamento está, por um lado, no facto de Jesus os aproximar um do outro, pondo-os em perfeito paralelo e, por outro, no facto de Jesus simplificar e concentrar toda a revelação de Deus nestes dois mandamentos.
Portanto, o compromisso religioso (que é proposto aos crentes, quer do Antigo, quer do Novo Testamento) resume-se no amor a Deus e no amor ao próximo. Na perspectiva de Jesus, que é que isto quer dizer?
De acordo com os relatos evangélicos, Jesus nunca se preocupou excessivamente com o cumprimento dos rituais litúrgicos que a religião judaica propunha, nem viveu obcecado com o oferecimento de dons materiais a Deus. A grande preocupação de Jesus foi, em contrapartida, discernir a vontade do Pai e a cumpri-la com fidelidade e amor. “Amar a Deus” é pois, na perspectiva de Jesus, estar atento aos projectos do Pai e procurar concretizar, na vida do dia a dia, os seus planos. Ora, na vida de Jesus, o cumprimento da vontade do Pai passa por fazer da vida uma entrega de amor aos irmãos, se necessário até ao dom total de si mesmo.
Assim, na perspectiva de Jesus, “amor a Deus” e “amor aos irmãos” estão intimamente associados. Não são dois mandamentos diversos, mas duas faces da mesma moeda. “Amar a Deus” é cumprir o seu projecto de amor, que se concretiza na solidariedade, na partilha, no serviço, no dom da vida aos irmãos.
Como é que deve ser esse “amor aos irmãos”? Este texto só explica que é preciso “amar o próximo como a si mesmo”. As palavras “como a si mesmo” não significam qualquer espécie de condicionalismo, mas que é preciso amar totalmente, de todo o coração.
Noutros textos mateanos, Jesus explica aos seus discípulos que é preciso amar os inimigos e orar pelos perseguidores (cf. Mt 5,43-48). Trata-se, portanto, de um amor sem limites, sem medida e que não distingue entre bons e maus, amigos e inimigos. Aliás, Lucas, ao contar este mesmo episódio que o Evangelho de hoje nos apresenta, acrescenta-lhe a história do “bom samaritano”, explicando que esse “amor aos irmãos” pedido por Jesus é incondicional e deve atingir todo o irmão que encontrarmos nos caminhos da vida, mesmo que ele seja um estrangeiro ou inimigo (cf. Lc 10,25-37).
Padre GARRIDO
AMBIENTE
O Evangelho deste domingo leva-nos, outra vez, a Jerusalém, ao encontro dos últimos dias de Jesus. Os líderes judaicos já fizeram a sua escolha e têm ideias definidas acerca da proposta de Jesus: é uma proposta que não vem de Deus e que deve ser rejeitada… Jesus, por sua vez, deve ser denunciado, julgado e condenado de forma exemplar. Para conseguir concretizar esse objectivo, os responsáveis judaicos procuram argumentos de acusação contra Jesus.
É neste ambiente que Mateus situa três controvérsias entre Jesus e os fariseus. Essas controvérsias apresentam-se como armadilhas bem organizadas e montadas, destinadas a surpreender afirmações polémicas de Jesus, capazes de ser usadas em tribunal para conseguir a sua condenação. Depois da controvérsia sobre o tributo a César (cf. Mt 22,15-22) e da controvérsia sobre a ressurreição dos mortos (cf. Mt 22,23-33), chega a controvérsia sobre o maior mandamento da Lei (cf. Mt 22,34-40). É esta última que o Evangelho de hoje nos apresenta… Ao perguntar a Jesus qual é o maior mandamento da Lei, os fariseus procuram demonstrar que Jesus não sabe interpretar a Lei e que, portanto, não é digno de crédito.
A questão do maior mandamento da Lei não era uma questão pacífica e era, no tempo de Jesus, objecto de debates intermináveis entre os fariseus e os doutores da Lei. A preocupação em actualizar a Lei, de forma a que ela respondesse a todas as questões que a vida do dia a dia punha, tinha levado os doutores da Lei a deduzir um conjunto de 613 preceitos, dos quais 365 eram proibições e 248 acções a pôr em prática. Esta “multiplicação” dos preceitos legais lançava, evidentemente, a questão das prioridades: todos os preceitos têm a mesma importância, ou há algum que é mais importante do que os outros?
É esta a questão que é posta a Jesus.
MENSAGEM
A resposta de Jesus, no entanto, supera o horizonte estreito da pergunta e vai muito mais além, situando-se ao nível das opções profundas que o homem deve fazer… O importante, na perspectiva de Jesus, não é definir qual o mandamento mais importante, mas encontrar a raiz de todos os mandamentos. E, na perspectiva de Jesus, essa raiz gira à volta de duas coordenadas: o amor a Deus e o amor ao próximo. A Lei e os Profetas são apenas comentários a estes dois mandamentos.
Os cristãos de Mateus usavam a expressão “a Lei e os Profetas” para se referirem aos livros inspirados do Antigo Testamento, que apresentavam a revelação de Deus (cf. Mt 5,17; 7,12). Dizer, portanto, que “nestes dois mandamentos se resumem a Lei e os Profetas” (vers. 40), significa que eles encerram toda a revelação de Deus, que eles contêm a totalidade da proposta de Deus para os homens.
A originalidade deste sumário evangélico da Lei não está nas ideias de amor a Deus a ao próximo, que são bem conhecidas do Antigo Testamento: Jesus limita-Se a citar Dt 6,5 (no que diz respeito ao amor a Deus) e Lv 19,18 (no que diz respeito ao amor ao próximo)… A originalidade deste ensinamento está, por um lado, no facto de Jesus os aproximar um do outro, pondo-os em perfeito paralelo e, por outro, no facto de Jesus simplificar e concentrar toda a revelação de Deus nestes dois mandamentos.
Portanto, o compromisso religioso (que é proposto aos crentes, quer do Antigo, quer do Novo Testamento) resume-se no amor a Deus e no amor ao próximo. Na perspectiva de Jesus, que é que isto quer dizer?
De acordo com os relatos evangélicos, Jesus nunca se preocupou excessivamente com o cumprimento dos rituais litúrgicos que a religião judaica propunha, nem viveu obcecado com o oferecimento de dons materiais a Deus. A grande preocupação de Jesus foi, em contrapartida, discernir a vontade do Pai e a cumpri-la com fidelidade e amor. “Amar a Deus” é pois, na perspectiva de Jesus, estar atento aos projectos do Pai e procurar concretizar, na vida do dia a dia, os seus planos. Ora, na vida de Jesus, o cumprimento da vontade do Pai passa por fazer da vida uma entrega de amor aos irmãos, se necessário até ao dom total de si mesmo.
Assim, na perspectiva de Jesus, “amor a Deus” e “amor aos irmãos” estão intimamente associados. Não são dois mandamentos diversos, mas duas faces da mesma moeda. “Amar a Deus” é cumprir o seu projecto de amor, que se concretiza na solidariedade, na partilha, no serviço, no dom da vida aos irmãos.
Como é que deve ser esse “amor aos irmãos”? Este texto só explica que é preciso “amar o próximo como a si mesmo”. As palavras “como a si mesmo” não significam qualquer espécie de condicionalismo, mas que é preciso amar totalmente, de todo o coração.
Noutros textos mateanos, Jesus explica aos seus discípulos que é preciso amar os inimigos e orar pelos perseguidores (cf. Mt 5,43-48). Trata-se, portanto, de um amor sem limites, sem medida e que não distingue entre bons e maus, amigos e inimigos. Aliás, Lucas, ao contar este mesmo episódio que o Evangelho de hoje nos apresenta, acrescenta-lhe a história do “bom samaritano”, explicando que esse “amor aos irmãos” pedido por Jesus é incondicional e deve atingir todo o irmão que encontrarmos nos caminhos da vida, mesmo que ele seja um estrangeiro ou inimigo (cf. Lc 10,25-37).
Padre GARRIDO
RELIGION
SAMEDI 25 OCTOBRE 2008 : LA 'MISSION' VUE DEPUIS LE PORTUGAL
25/10/2008
PROGRAMME :
L'AGENCE "ECCLESIA" (PORTUGAISE) VIENT DE PUBLIER UN NUMÉRO SPÉCIAL SUR LES "MISSIONS"... PASSIONNANT D'UN BOUT À L'AUTRE! EN VOICI DEUX APERÇUS :
- RÉCIT D'UN GROUPE DE JEUNES QUI ONT CONSACRÉ UN MOIS DE LEURS VACANCES EN ANGOLA.
- PORTO, "MISSION 2010" = UN PROJET DIOCÉSAIN POUR LE DIOCÈSE DE PORTO
Relatos de Missão
Qual é a tua?
texto e fotos Maria Manuel Oliveira | Juventude Doroteia
Todos os anos penso que este é o último, digo para mim própria que já não tenho idade, vida e coloco em dúvida aquilo que tenho para dar.
Mas também todos os anos, ou quase todos, faço uma nova caminhada para partir e, ao mesmo tempo, chegar a um continente que neste momento tem um pedaço do meu coração.
Por vezes pergunto-me o porquê de voltar, se será pela terra vermelha, pelo cheiro, a cultura, as gentes?
Na verdade, é por tudo isso, mas aquele povo que nos recebe sem exigir, que nos olha sem nos pedir, que nos dá sem se aperceber de quanto nos dá e, aquela criança que se entrega no primeiro olhar e nos conquista no primeiro sorriso é o que me faz fazer a mala e partir.
Após uma caminhada de 12 meses, durante os quais se foi fazendo grupo, e angariando fundos, chegou o tão esperado dia da partida.
Éramos vinte jovens de várias áreas desde a educação, à saúde, ao direito, e engenharias, que nos juntámos com um único propósito, que era o de poder dar o que tínhamos de melhor a quem tem tão pouco. Nas nossas cabeças só tínhamos um pensamento o nosso local de destino – Benguela, em Angola, país que se encontrava em plena campanha eleitoral, e o trabalho que iríamos realizar neste mês de Agosto.
Chegados ao destino, encontrámos uma cidade em constante mudança, e um país que se encontra a crescer de dia para dia, no entanto com muito trabalho ainda pela frente.
O nosso trabalho que já estava definido desde Portugal teve que se alterar e se adaptar à realidade e às novas circunstâncias do país, nomeadamente a decisão do governo de, em pleno funcionamento do ano lectivo, dar férias aos alunos e professores para que estes últimos pudessem colaborar na campanha.
O nosso trabalho foi dividido em três grupos, sendo que um grupo esteve directamente ligado ao Lar de raparigas das Irmãs Doroteias, onde se encontram 56 meninas de várias idades mas com histórias de vida muito sofridas. O trabalho realizado foi no âmbito educacional, a nível de formação de informática, explicações, aulas de Inglês, educação física e mais importante ainda, a nível emocional, já que para realizar todo esse trabalho havia que ganhar a confiança dessas meninas porque só assim se poderiam alcançar resultados. Este grupo esteve presente também nos grupos paroquiais e deu formação a professores do colégio das Irmãs Doroteias.
Os outros dois grupos tiveram como local de actuação dois Mussekes ou seja bairros periféricos nomeadamente o da Fronteira (paróquia de Santo António) e o Kandumbo, dois bairros onde a pobreza, o lixo, e a vida de expediente (criminosa) se mistura com a vontade de aprender, de sonhar, e de construir um futuro.
Aqui, o nosso trabalho foi o de tentar chegar a todas as pessoas e grupos. Começámos com a formação de professores, as explicações que foram de alunos de primeiro ciclo até ao terceiro ciclo, jogos e brincadeiras com os “meninos da caixa de areia” ou seja os meninos
considerados de rua, actividades com a catequese, e a discussão de temas como o voluntariado, a violência doméstica, delinquência juvenil, gravidez na adolescência entre outros, com os vários grupos paroquiais, casais, jovens, Promaica (promoção da mulher angolana na Igreja), escuteiros, Comissão Justiça e Paz), formação a enfermeiros e trabalho no Centro de Saúde Paroquial.
Caminhando para o fim da nossa missão, chegámos à conclusão que, como diz a publicidade, era só mais um bocadinho de tempo para fazer tudo aquilo que nos propusemos e ainda mais.
Partimos com a mesma sensação de quando saímos de Portugal, com saudade da nossa família e da nossa casa, porque durante este mês de Agosto sentimo-nos em casa e vivemos em comunhão como só uma família pode viver, e partimos com mais vontade de voltar e de enviar mais, e mais pessoas para continuar e não deixar esquecer...
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Qual é a tua?
texto e fotos Maria Manuel Oliveira | Juventude Doroteia
Todos os anos penso que este é o último, digo para mim própria que já não tenho idade, vida e coloco em dúvida aquilo que tenho para dar.
Mas também todos os anos, ou quase todos, faço uma nova caminhada para partir e, ao mesmo tempo, chegar a um continente que neste momento tem um pedaço do meu coração.
Por vezes pergunto-me o porquê de voltar, se será pela terra vermelha, pelo cheiro, a cultura, as gentes?
Na verdade, é por tudo isso, mas aquele povo que nos recebe sem exigir, que nos olha sem nos pedir, que nos dá sem se aperceber de quanto nos dá e, aquela criança que se entrega no primeiro olhar e nos conquista no primeiro sorriso é o que me faz fazer a mala e partir.
Após uma caminhada de 12 meses, durante os quais se foi fazendo grupo, e angariando fundos, chegou o tão esperado dia da partida.
Éramos vinte jovens de várias áreas desde a educação, à saúde, ao direito, e engenharias, que nos juntámos com um único propósito, que era o de poder dar o que tínhamos de melhor a quem tem tão pouco. Nas nossas cabeças só tínhamos um pensamento o nosso local de destino – Benguela, em Angola, país que se encontrava em plena campanha eleitoral, e o trabalho que iríamos realizar neste mês de Agosto.
Chegados ao destino, encontrámos uma cidade em constante mudança, e um país que se encontra a crescer de dia para dia, no entanto com muito trabalho ainda pela frente.
O nosso trabalho que já estava definido desde Portugal teve que se alterar e se adaptar à realidade e às novas circunstâncias do país, nomeadamente a decisão do governo de, em pleno funcionamento do ano lectivo, dar férias aos alunos e professores para que estes últimos pudessem colaborar na campanha.
O nosso trabalho foi dividido em três grupos, sendo que um grupo esteve directamente ligado ao Lar de raparigas das Irmãs Doroteias, onde se encontram 56 meninas de várias idades mas com histórias de vida muito sofridas. O trabalho realizado foi no âmbito educacional, a nível de formação de informática, explicações, aulas de Inglês, educação física e mais importante ainda, a nível emocional, já que para realizar todo esse trabalho havia que ganhar a confiança dessas meninas porque só assim se poderiam alcançar resultados. Este grupo esteve presente também nos grupos paroquiais e deu formação a professores do colégio das Irmãs Doroteias.
Os outros dois grupos tiveram como local de actuação dois Mussekes ou seja bairros periféricos nomeadamente o da Fronteira (paróquia de Santo António) e o Kandumbo, dois bairros onde a pobreza, o lixo, e a vida de expediente (criminosa) se mistura com a vontade de aprender, de sonhar, e de construir um futuro.
Aqui, o nosso trabalho foi o de tentar chegar a todas as pessoas e grupos. Começámos com a formação de professores, as explicações que foram de alunos de primeiro ciclo até ao terceiro ciclo, jogos e brincadeiras com os “meninos da caixa de areia” ou seja os meninos
considerados de rua, actividades com a catequese, e a discussão de temas como o voluntariado, a violência doméstica, delinquência juvenil, gravidez na adolescência entre outros, com os vários grupos paroquiais, casais, jovens, Promaica (promoção da mulher angolana na Igreja), escuteiros, Comissão Justiça e Paz), formação a enfermeiros e trabalho no Centro de Saúde Paroquial.
Caminhando para o fim da nossa missão, chegámos à conclusão que, como diz a publicidade, era só mais um bocadinho de tempo para fazer tudo aquilo que nos propusemos e ainda mais.
Partimos com a mesma sensação de quando saímos de Portugal, com saudade da nossa família e da nossa casa, porque durante este mês de Agosto sentimo-nos em casa e vivemos em comunhão como só uma família pode viver, e partimos com mais vontade de voltar e de enviar mais, e mais pessoas para continuar e não deixar esquecer...
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2010, UMA DIOCESE EM MISSAO
“Nova evangelização” no Porto
Com as suas 477 paróquias, vários institutos religiosos, associações e movimentos, a Diocese do Porto dá graças a Deus por tudo quanto o Espírito realizou e realiza nela. Mas também não esquece que graças são encargos, pois a Vida que recebe de Cristo é exactamente a que tem para oferecer ao mundo, partilhando-a com os que O não conhecem ou já esqueceram.
Não esquece que os seus católicos praticantes (dominicais) rondavam os 20% em 2001, signifi cando isso mesmo que os não-praticantes já andariam pelos 80 %...
Daí para cá, as coisas não terão melhorado muito neste aspecto. Pelo contrário, a par de grandes manifestações de religiosidade popular, bem como de múltiplas acções de formação para os diversos sectores da pastoral, terá crescido o número de não-baptizados e, sobretudo, de não-casadoscatolicamente e de cristãos fora da vida sacramental.
Em suma, não falta religiosidade no sentido mais amplo, mas enfraquecem a consciência e a pertença eclesiais.
Um sector onde esta fraqueza se manifesta particularmente é o da rarefacção do ambiente vocacional, redundando na escassez de religiosas/os e clero.
No campo social e sócio-caritativo, é signifi cativa a presença das instituições católicas, paroquiais ou outras, ainda que insuficientes face aos grandes desafios das velhas e novas pobrezas. Mas terá de crescer igualmente a presença cívica e política dos católicos, enquanto cidadãos activos, quer com outros católicos, quer com outras pessoas de boa vontade. No campo cultural, do pensamento à escola, da literatura às artes, há muito a fazer para que a seiva evangélica se manifeste mais, com criatividade própria e fecunda.
A implantação eclesial, enquanto comunidade indispensável e persistente, depara hoje com grandes desafios de tipo económico e social, com as novas deslocações e intercomunicações, geográficas e informáticas, e com o individualismo ressurgente. A nossa rede paroquial, por exemplo, tem dificuldade em agregar estavelmente os antigos “fregueses” (= filhos e membros duma “igreja” concreta e localizada), dado o constante movimento de pessoas e famílias, que tendem a ser, de facto, interparoquiais ou nem isso.
No itinerário pessoal dos crentes, a iniciação cristã ressente-se dessa falta de estabilidade e continuidade, quer no âmbito familiar e comunitário, quer no necessário contraste com o “mundo” envolvente.
A novidade cristã pode nem ser apercebida, reduzindo o catolicismo a algum colorido tradicional ou apenas familiar; sendo certo que, se for assim, nem se reconhece nem se oferece.
Este mal entendido ressalta particularmente – e doridamente – em tudo o que toca a vida sacramental e os seus contornos sociológicos, dos apadrinhamentos aos pedidos de “serviços” religiosos... A família ressente-se igualmente e, apesar dos reais esforços na preparação do matrimónio e de algum acompanhamento dos casais, não faltam as separações e as difi culdades na educação dos filhos e na integração dos familiares idosos ou doentes. Estes e outros traços desenham um quadro de pós-cristandade que requer uma nova evangelização propriamente dita: “… existe a situação intermédia [entre a antiga missão ad gentes e a habitual actividade pastoral da Igreja], especialmente nos países de antiga tradição cristã, […] onde grupos inteiros de baptizados perderam o sentido vivo da fé, não se reconhecendo já como membros da Igreja e conduzindo uma vida distante de Cristo e do Seu Evangelho. Neste caso, torna-se necessária uma ‘nova evangelização’, ou ‘re-evangelização’” (João Paulo II, Redemptoris Missio, nº 33).
Missão 2010
Com a missão 2010, para transitar criativamente da primeira à segunda década do século, a Diocese do Porto pretende “simplesmente” viver um período de particular urgência e presença evangelizadora nas mais variadas dimensões, locais, interlocais, religiosas, sociais e culturais.
Não se sublinharão tanto as grandes acções “espectaculares”, ainda que algumas se possam organizar; não se contará apenas com a efectivação de algumas missões populares, protagonizadas por institutos que muito bem as fazem, ainda que contemos com elas; mas pede-se a cada realidade eclesial - paróquia, congregação, associação ou movimento – que, olhando em redor de si, encare um ou vários sectores e ambientes mais carecidos de testemunho e convite evangélico e, com oração e engenho, ensaie e leve por diante a correspondente acção missionária.
Aspiramos à resposta mais total e generosa, mas se pelo menos um número razoável de comunidades o fizer, o panorama cristão da Diocese melhorará decerto no final de 2010 e lançar-no-emos mais consistentemente à segunda década do século.
Como centro operativo da “Missão 2010” contaremos com os Secretariados Diocesanos, em acção específica e concertada, sector a sector. Com a inspiração “paulina” deste ano preparatório, já estão a trabalhar nesse sentido.
Com eles, o ano de 2010 será depois preenchido de acções neo-evangelizadoras.
Mas não se querem substituir à criatividade e empenho das comunidades cristãs, antes suscitá-los e apoiá-los.
Não se tratará de um conjunto de acções para o “grande público”, num período especial e concentrado de 2010, mas de uma multiplicidade de acções ao longo do ano, protagonizadas pelas comunidades e grupos da Diocese, com o permanente apoio e estímulo das habituais estruturas diocesanas. Este desiderato genérico, mas constitutivo, será certamente especificado no decurso dos próximos meses, particularmente pelos Secretariados Diocesanos.
Mas é, desde já, a cada comunidade cristã que se comete e confia a urgência da missão diocesana, bem como a criatividade que ela exige, no “Espírito que renova a face da terra”!
“Nova evangelização” no Porto
Com as suas 477 paróquias, vários institutos religiosos, associações e movimentos, a Diocese do Porto dá graças a Deus por tudo quanto o Espírito realizou e realiza nela. Mas também não esquece que graças são encargos, pois a Vida que recebe de Cristo é exactamente a que tem para oferecer ao mundo, partilhando-a com os que O não conhecem ou já esqueceram.
Não esquece que os seus católicos praticantes (dominicais) rondavam os 20% em 2001, signifi cando isso mesmo que os não-praticantes já andariam pelos 80 %...
Daí para cá, as coisas não terão melhorado muito neste aspecto. Pelo contrário, a par de grandes manifestações de religiosidade popular, bem como de múltiplas acções de formação para os diversos sectores da pastoral, terá crescido o número de não-baptizados e, sobretudo, de não-casadoscatolicamente e de cristãos fora da vida sacramental.
Em suma, não falta religiosidade no sentido mais amplo, mas enfraquecem a consciência e a pertença eclesiais.
Um sector onde esta fraqueza se manifesta particularmente é o da rarefacção do ambiente vocacional, redundando na escassez de religiosas/os e clero.
No campo social e sócio-caritativo, é signifi cativa a presença das instituições católicas, paroquiais ou outras, ainda que insuficientes face aos grandes desafios das velhas e novas pobrezas. Mas terá de crescer igualmente a presença cívica e política dos católicos, enquanto cidadãos activos, quer com outros católicos, quer com outras pessoas de boa vontade. No campo cultural, do pensamento à escola, da literatura às artes, há muito a fazer para que a seiva evangélica se manifeste mais, com criatividade própria e fecunda.
A implantação eclesial, enquanto comunidade indispensável e persistente, depara hoje com grandes desafios de tipo económico e social, com as novas deslocações e intercomunicações, geográficas e informáticas, e com o individualismo ressurgente. A nossa rede paroquial, por exemplo, tem dificuldade em agregar estavelmente os antigos “fregueses” (= filhos e membros duma “igreja” concreta e localizada), dado o constante movimento de pessoas e famílias, que tendem a ser, de facto, interparoquiais ou nem isso.
No itinerário pessoal dos crentes, a iniciação cristã ressente-se dessa falta de estabilidade e continuidade, quer no âmbito familiar e comunitário, quer no necessário contraste com o “mundo” envolvente.
A novidade cristã pode nem ser apercebida, reduzindo o catolicismo a algum colorido tradicional ou apenas familiar; sendo certo que, se for assim, nem se reconhece nem se oferece.
Este mal entendido ressalta particularmente – e doridamente – em tudo o que toca a vida sacramental e os seus contornos sociológicos, dos apadrinhamentos aos pedidos de “serviços” religiosos... A família ressente-se igualmente e, apesar dos reais esforços na preparação do matrimónio e de algum acompanhamento dos casais, não faltam as separações e as difi culdades na educação dos filhos e na integração dos familiares idosos ou doentes. Estes e outros traços desenham um quadro de pós-cristandade que requer uma nova evangelização propriamente dita: “… existe a situação intermédia [entre a antiga missão ad gentes e a habitual actividade pastoral da Igreja], especialmente nos países de antiga tradição cristã, […] onde grupos inteiros de baptizados perderam o sentido vivo da fé, não se reconhecendo já como membros da Igreja e conduzindo uma vida distante de Cristo e do Seu Evangelho. Neste caso, torna-se necessária uma ‘nova evangelização’, ou ‘re-evangelização’” (João Paulo II, Redemptoris Missio, nº 33).
Missão 2010
Com a missão 2010, para transitar criativamente da primeira à segunda década do século, a Diocese do Porto pretende “simplesmente” viver um período de particular urgência e presença evangelizadora nas mais variadas dimensões, locais, interlocais, religiosas, sociais e culturais.
Não se sublinharão tanto as grandes acções “espectaculares”, ainda que algumas se possam organizar; não se contará apenas com a efectivação de algumas missões populares, protagonizadas por institutos que muito bem as fazem, ainda que contemos com elas; mas pede-se a cada realidade eclesial - paróquia, congregação, associação ou movimento – que, olhando em redor de si, encare um ou vários sectores e ambientes mais carecidos de testemunho e convite evangélico e, com oração e engenho, ensaie e leve por diante a correspondente acção missionária.
Aspiramos à resposta mais total e generosa, mas se pelo menos um número razoável de comunidades o fizer, o panorama cristão da Diocese melhorará decerto no final de 2010 e lançar-no-emos mais consistentemente à segunda década do século.
Como centro operativo da “Missão 2010” contaremos com os Secretariados Diocesanos, em acção específica e concertada, sector a sector. Com a inspiração “paulina” deste ano preparatório, já estão a trabalhar nesse sentido.
Com eles, o ano de 2010 será depois preenchido de acções neo-evangelizadoras.
Mas não se querem substituir à criatividade e empenho das comunidades cristãs, antes suscitá-los e apoiá-los.
Não se tratará de um conjunto de acções para o “grande público”, num período especial e concentrado de 2010, mas de uma multiplicidade de acções ao longo do ano, protagonizadas pelas comunidades e grupos da Diocese, com o permanente apoio e estímulo das habituais estruturas diocesanas. Este desiderato genérico, mas constitutivo, será certamente especificado no decurso dos próximos meses, particularmente pelos Secretariados Diocesanos.
Mas é, desde já, a cada comunidade cristã que se comete e confia a urgência da missão diocesana, bem como a criatividade que ela exige, no “Espírito que renova a face da terra”!
RELIGION
JEUDI 23 OCTOBRE 2008 : LES OBSÈQUES DE SOEUR EMMANUELLE
23/10/2008
IL NE SERA QUESTION AUJOURD'HUI QUE DES OBSÈQUES DE SOEUR EMMANUELLE:
- DANS LE PETIT VILLAGE DU VAR,OÙ ELLE A FINI SES JOURS, AU SEIN D'UNE MAISON DE RETRAITE DE SA COMMUNAUTÉ.
- À PARIS, OÙ UN HOMMAGE OFFICIEL LUI A ÉTÉ RENDU À NOTRE-DAME, PRÉSIDÉ PAR LE CARDINAL DE PARIS, ET AUQUEL PARTICIPAIENT DE NOMBREUSES PERSONNALITÉS, TELS LE PRÉSIDENT DE LA RÉPUBLIQUE, M.SARKOZY, ET SON PRÉDÉCESSEUR, M.CHIRAC.
CIMETIÈRE DE CALLIAN (VAR) - TOMBE DE SOEUR EMMANUELLE
« Elle donnait tout, sans rien attendre »
Les obsèques de Soeur Emmanuelle ont été célébrées dans la discrétion, dans sa maison de retraite de Callian.
Au même moment, l’évêque avait prévu une autre célébration, publique celle-là, à la cathédrale de Fréjus
CALLIAN ET FRÉJUS (Var)
De nos envoyées spéciales
C’est une tombe toute simple, à droite dans le cimetière de Callian. Comme les cinq tombes d’à côté, elle sera couverte d’une dalle de marbre gris, avec pour toute inscription « Notre- Dame-de-Sion » et une croix. Le nom de Soeur Emmanuelle sera ensuite gravé sur une tombe commune, à la suite des quelque 70 religieuses de la congrégation décédées ici, dans la maison de retraite du Pradon.
Devant la tombe, momentanément recouverte d’une bâche bleue, des dizaines de couronnes de fleurs ont été déposées : par le conseil général des Alpes-Maritimes, par le président de la région…
Nulle personnalité politique pourtant n’est présente ce mercredi matin dans le cimetière communal qui surplombe Callian, ses rues typiques en colimaçon et son château des XIIe et XIIIe siècles. Car Soeur Emmanuelle voulait « juste une messe à la chapelle de sa maison de retraite et une autre à la chapelle de la rue du Bac (1)»,
précise le P. Maurice Franc, curé de Fayence, prêtre de la communauté Saint-Martin. Habitué à dire la messe à la maison de retraite, à tour de rôle avec les trois autres prêtres de sa communauté de Fayence et avec les Pères Blancs des Tourettes, c’est lui qui a célébré la messe du Pradon, dans la plus stricte intimité. « C’est après avoir vu le cirque médiatique lors des obsèques de l’abbé Pierre que Soeur Emmanuelle a pris cette décision », affirme le P. Franc.
N’assistaient donc à cette messe, dans la chapelle de 70 places à peine, que huit membres de la famille de Soeur Emmanuelle (dont une nièce, une belle-soeur et plusieurs arrière- petits-neveux et nièces), une vingtaine de religieuses (dont les supérieures générale et provinciale de sa congrégation) et tout le personnel du Pradon. Ils ont d’ailleurs pris la parole pour rappeler que Sœur Emmanuelle « connaissait le prénom de chacun et avait toujours le sourire et un mot gentil ». Puis ont été lus les textes choisis par le P. Franc et la supérieure de la communauté, Sœur Paule-Noëlle : une épître de Paul rappelant qu’« on ne vit pas pour soi-même » (Rm 14), le Psaume 33 et l’allégorie évangélique sur « le service des plus petits qui ont faim ou sont en prison » (Mt 25).
Pour autant, poursuit le P. Franc, « elle n’était pas naïve, elle savait qu’il y aurait un hommage national, mais cela ne l’intéressait pas ». Pour sa part, et après avoir entendu maintes demandes, il a pris l’initiative d’une autre messe à l’église de Callian, hier soir à 18 heures, ouverte à tous. Car, même si Soeur Emmanuelle ne sortait guère dans le village, surtout depuis trois ans du fait de son fauteuil roulant, les habitants étaient « fiers » de la savoir ici. « On l’aimait bien parce qu’elle était comme tout le monde », témoigne Pierrette Panichi, qui a travaillé pendant cinq ans comme femme de ménage au Pradon. « Merci de nous avoir donné force et courage, vous allez nous manquer », écrit sur le livre de condoléances une autre habitante de Callian. « Elle n’avait peur de rien. Elle était l’incarnation de ce que pourraient être toutes les femmes si elles osaient être pleinement elles-mêmes », poursuit Joëlle Bellettre, retraitée parisienne installée à Callian.
Et c’est pour tous les autres qui ont côtoyé Soeur Emmanuelle dans ses oeuvres ou qui souhaitaient lui témoigner leur affection que Mgr Dominique Rey, évêque de Fréjus-Toulon, a prévu hier matin, parallèlement aux obsèques, une célébration ouverte à tous, dans la cathédrale de Notre-Dame de Fréjus (Var). Une centaine de personnes, élus et responsables d’associations ont rendu hommage à « la chiffonnière du Caire », dont le portrait souriant est arrivé, porté par les enfants de choeur. Dans son homélie, Gilles Rebèche, responsable de la Diaconie du Var, a évoqué son « impertinence » et son « énergie », elle qui, malgré sa
mise à la retraite, s’est aussi investie de 1998 à 2004 dans des associations caritatives fréjusiennes, en particulier dans l’accueil de jour des SDF Les Amis de Paola. « Avec Soeur Emmanuelle, notre coeur est redynamisé », a-t-il noté.
À la tribune se sont succédé deux proches. Claude Garrioud, d’abord, ancien président des Amis de Paola où Soeur Emmanuelle passait trois à quatre jours par semaine. « Loin des micros, elle était capable de son regard si bleu de communiquer avec simplicité avec les personnes les plus en détresse. Elle donnait tout sans rien attendre », a-t-il rappelé. Quant à Philippe Loiseau, médiateur pour
les Roms au sein de l’association Sichem et qui a accompagné Sœur Emmanuelle une fois par semaine à la prison varoise de Draguignan visiter les détenus, il s’en souvient encore : « Elle trouvait les mots pour leur insuffler de l’espérance. » Des mots pour convaincre, Soeur Emmanuelle en était pétrie. Comme lorsqu’en 2001, à la suite des plaintes de riverains, la mairie a fermé le local des Amis de Paola en centre-ville.
« Nous ne trouvions pas de solutions. Elle est intervenue plusieurs fois à la mairie, qui la même année lui a offert pour ses 93 ans la villa Sainte-Thèrese qu’elle a mise à disposition des Amis de Paola », raconte Josiane Vivaldi, directrice de l’association. La présidente d’une association d’insertion quitte l’office les larmes aux yeux mais « pleine de force » : « Soeur Emmanuelle a montré le chemin de la solidarité, de l’amour de l’autre. Son énergie pour protéger les plus démunis nous confère le devoir de continuer son action. »
Ce sont aussi des anonymes qui sont venus, à Fréjus comme à Callian, témoigner à « la Soeur » leur affection, ou leur reconnaissance.
Comme Arlette, 72 ans, désireuse de lui rendre hommage « par respect pour ses actions d’exception ». « Par ce don aux autres et son obstination, elle a montré, comme l’abbé Pierre, qu’on pouvait faire bouger les choses », apprécie-t-elle. Ou comme ces fidèles qui se pressaient au cimetière de Callian, et qui disaient leur souci de discrétion à l’égard de la religieuse, si courtisée par les médias et les grands de ce monde. Joëlle Favière témoigne n’avoir pas osé lui envoyer cette lettre écrite pour lui demander de prier le chapelet avec elle : « Alors je viens le prier maintenant, devant sa tombe. » Avec les prêtres du secteur aussi, Soeur Emmanuelle entretenait des relations chaleureuses, leur demandant de bénir son chapelet ou sa chambre, faisant souvent preuve d’un grand respect à leur égard. « Elle tutoyait PPDA mais elle vouvoyait les prêtres », confirme le P. Régis Evain, autre prêtre de la communauté Saint-Martin à Fayence. À en juger parla superbe couronne de lys blancs et roses, offerte par des « amis » et sur laquelle on peut lire « L’amour est plus fort que la mort », nul doute que Soeur Emmanuelle comptait beaucoup d’amis.
Et c’est cette gerbe de fleurs « faisant plus penser à un mariage qu’à des funérailles » qui a inspiré le P. Franc pour son homélie. « Pour elle qui parlait souvent de sa mort comme du moment où la fiancée allait retrouver son fiancé, il n’était pas question d’en rester au passé », explique-t-il. Et d’insister sur cette force qu’elle trouvait dans le Christ afin que «nous sachions la demander au Seigneur pour nous mettre au service de notre prochain ». Même si tous ne sont pas appelés à rejoindre Soeur Sara au Caire…
CLAIRE LESEGRETAIN
ET CORINNE BOYER
(1) La messe souhaitée par Soeur Emmanuelle à la chapelle Notre-Dame de-la-Médaille-Miraculeuse (140, rue du Bac, Paris 7e) est prévue samedi à 10 h 30. Elle est ouverte au public.
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Les obsèques de Soeur Emmanuelle ont été célébrées dans la discrétion, dans sa maison de retraite de Callian.
Au même moment, l’évêque avait prévu une autre célébration, publique celle-là, à la cathédrale de Fréjus
CALLIAN ET FRÉJUS (Var)
De nos envoyées spéciales
C’est une tombe toute simple, à droite dans le cimetière de Callian. Comme les cinq tombes d’à côté, elle sera couverte d’une dalle de marbre gris, avec pour toute inscription « Notre- Dame-de-Sion » et une croix. Le nom de Soeur Emmanuelle sera ensuite gravé sur une tombe commune, à la suite des quelque 70 religieuses de la congrégation décédées ici, dans la maison de retraite du Pradon.
Devant la tombe, momentanément recouverte d’une bâche bleue, des dizaines de couronnes de fleurs ont été déposées : par le conseil général des Alpes-Maritimes, par le président de la région…
Nulle personnalité politique pourtant n’est présente ce mercredi matin dans le cimetière communal qui surplombe Callian, ses rues typiques en colimaçon et son château des XIIe et XIIIe siècles. Car Soeur Emmanuelle voulait « juste une messe à la chapelle de sa maison de retraite et une autre à la chapelle de la rue du Bac (1)»,
précise le P. Maurice Franc, curé de Fayence, prêtre de la communauté Saint-Martin. Habitué à dire la messe à la maison de retraite, à tour de rôle avec les trois autres prêtres de sa communauté de Fayence et avec les Pères Blancs des Tourettes, c’est lui qui a célébré la messe du Pradon, dans la plus stricte intimité. « C’est après avoir vu le cirque médiatique lors des obsèques de l’abbé Pierre que Soeur Emmanuelle a pris cette décision », affirme le P. Franc.
N’assistaient donc à cette messe, dans la chapelle de 70 places à peine, que huit membres de la famille de Soeur Emmanuelle (dont une nièce, une belle-soeur et plusieurs arrière- petits-neveux et nièces), une vingtaine de religieuses (dont les supérieures générale et provinciale de sa congrégation) et tout le personnel du Pradon. Ils ont d’ailleurs pris la parole pour rappeler que Sœur Emmanuelle « connaissait le prénom de chacun et avait toujours le sourire et un mot gentil ». Puis ont été lus les textes choisis par le P. Franc et la supérieure de la communauté, Sœur Paule-Noëlle : une épître de Paul rappelant qu’« on ne vit pas pour soi-même » (Rm 14), le Psaume 33 et l’allégorie évangélique sur « le service des plus petits qui ont faim ou sont en prison » (Mt 25).
Pour autant, poursuit le P. Franc, « elle n’était pas naïve, elle savait qu’il y aurait un hommage national, mais cela ne l’intéressait pas ». Pour sa part, et après avoir entendu maintes demandes, il a pris l’initiative d’une autre messe à l’église de Callian, hier soir à 18 heures, ouverte à tous. Car, même si Soeur Emmanuelle ne sortait guère dans le village, surtout depuis trois ans du fait de son fauteuil roulant, les habitants étaient « fiers » de la savoir ici. « On l’aimait bien parce qu’elle était comme tout le monde », témoigne Pierrette Panichi, qui a travaillé pendant cinq ans comme femme de ménage au Pradon. « Merci de nous avoir donné force et courage, vous allez nous manquer », écrit sur le livre de condoléances une autre habitante de Callian. « Elle n’avait peur de rien. Elle était l’incarnation de ce que pourraient être toutes les femmes si elles osaient être pleinement elles-mêmes », poursuit Joëlle Bellettre, retraitée parisienne installée à Callian.
Et c’est pour tous les autres qui ont côtoyé Soeur Emmanuelle dans ses oeuvres ou qui souhaitaient lui témoigner leur affection que Mgr Dominique Rey, évêque de Fréjus-Toulon, a prévu hier matin, parallèlement aux obsèques, une célébration ouverte à tous, dans la cathédrale de Notre-Dame de Fréjus (Var). Une centaine de personnes, élus et responsables d’associations ont rendu hommage à « la chiffonnière du Caire », dont le portrait souriant est arrivé, porté par les enfants de choeur. Dans son homélie, Gilles Rebèche, responsable de la Diaconie du Var, a évoqué son « impertinence » et son « énergie », elle qui, malgré sa
mise à la retraite, s’est aussi investie de 1998 à 2004 dans des associations caritatives fréjusiennes, en particulier dans l’accueil de jour des SDF Les Amis de Paola. « Avec Soeur Emmanuelle, notre coeur est redynamisé », a-t-il noté.
À la tribune se sont succédé deux proches. Claude Garrioud, d’abord, ancien président des Amis de Paola où Soeur Emmanuelle passait trois à quatre jours par semaine. « Loin des micros, elle était capable de son regard si bleu de communiquer avec simplicité avec les personnes les plus en détresse. Elle donnait tout sans rien attendre », a-t-il rappelé. Quant à Philippe Loiseau, médiateur pour
les Roms au sein de l’association Sichem et qui a accompagné Sœur Emmanuelle une fois par semaine à la prison varoise de Draguignan visiter les détenus, il s’en souvient encore : « Elle trouvait les mots pour leur insuffler de l’espérance. » Des mots pour convaincre, Soeur Emmanuelle en était pétrie. Comme lorsqu’en 2001, à la suite des plaintes de riverains, la mairie a fermé le local des Amis de Paola en centre-ville.
« Nous ne trouvions pas de solutions. Elle est intervenue plusieurs fois à la mairie, qui la même année lui a offert pour ses 93 ans la villa Sainte-Thèrese qu’elle a mise à disposition des Amis de Paola », raconte Josiane Vivaldi, directrice de l’association. La présidente d’une association d’insertion quitte l’office les larmes aux yeux mais « pleine de force » : « Soeur Emmanuelle a montré le chemin de la solidarité, de l’amour de l’autre. Son énergie pour protéger les plus démunis nous confère le devoir de continuer son action. »
Ce sont aussi des anonymes qui sont venus, à Fréjus comme à Callian, témoigner à « la Soeur » leur affection, ou leur reconnaissance.
Comme Arlette, 72 ans, désireuse de lui rendre hommage « par respect pour ses actions d’exception ». « Par ce don aux autres et son obstination, elle a montré, comme l’abbé Pierre, qu’on pouvait faire bouger les choses », apprécie-t-elle. Ou comme ces fidèles qui se pressaient au cimetière de Callian, et qui disaient leur souci de discrétion à l’égard de la religieuse, si courtisée par les médias et les grands de ce monde. Joëlle Favière témoigne n’avoir pas osé lui envoyer cette lettre écrite pour lui demander de prier le chapelet avec elle : « Alors je viens le prier maintenant, devant sa tombe. » Avec les prêtres du secteur aussi, Soeur Emmanuelle entretenait des relations chaleureuses, leur demandant de bénir son chapelet ou sa chambre, faisant souvent preuve d’un grand respect à leur égard. « Elle tutoyait PPDA mais elle vouvoyait les prêtres », confirme le P. Régis Evain, autre prêtre de la communauté Saint-Martin à Fayence. À en juger parla superbe couronne de lys blancs et roses, offerte par des « amis » et sur laquelle on peut lire « L’amour est plus fort que la mort », nul doute que Soeur Emmanuelle comptait beaucoup d’amis.
Et c’est cette gerbe de fleurs « faisant plus penser à un mariage qu’à des funérailles » qui a inspiré le P. Franc pour son homélie. « Pour elle qui parlait souvent de sa mort comme du moment où la fiancée allait retrouver son fiancé, il n’était pas question d’en rester au passé », explique-t-il. Et d’insister sur cette force qu’elle trouvait dans le Christ afin que «nous sachions la demander au Seigneur pour nous mettre au service de notre prochain ». Même si tous ne sont pas appelés à rejoindre Soeur Sara au Caire…
CLAIRE LESEGRETAIN
ET CORINNE BOYER
(1) La messe souhaitée par Soeur Emmanuelle à la chapelle Notre-Dame de-la-Médaille-Miraculeuse (140, rue du Bac, Paris 7e) est prévue samedi à 10 h 30. Elle est ouverte au public.
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Testament préparé par Soeur Emmanuelle et lu hier au début de la messe à Notre-Dame de Paris par le président d’Asmae, Trao Nguyen
« Je vous attends dans le même Amour »
«Si chers amis,
Nous le savons, l’Amour est plus fort que la Mort, le lien d’amitié profonde que nous avons noué ensemble dans la joie, a une valeur d’éternité joyeuse. Aujourd’hui, où vous vous êtes encore une fois dérangés pour moi, mon âme et mon coeur sont tout près de votre âme et de votre coeur. Je voudrais que cette chère rencontre se déroule dans une atmosphère de joie. J’ai choisi des cantiques pleins d’allégresse. Chantez-les joyeusement à pleine voix ! Je tiens à vous dire merci, un merci bondissant de reconnaissance pour ce que vous avez fait et ferez encore, je le sais, pour nos milliers d’enfants en difficulté à travers le monde. Grâce à vous, ils deviennent des citoyens debout et heureux. L’enfant qui souffre “sensible à vos coeurs” rappelle le mot de Pascal : “Dieu sensible au coeur.” Voilà la merveille, qui, au-delà de toute conviction religieuse, politique, culturelle ou autre, nous unit tous dans une belle harmonie. Seigneur, tu as voulu que nous, les humains, puissions tressaillir devant la douleur et arriver à la soulager. C’est ainsi que, comme nous le dit le Christ dans l’Évangile de Matthieu au chapitre 25, nous devenons “bénis” par Toi, notre Père des Cieux. Oui, vous êtes bénis vous qui savez aimer et partager, vous êtes bénis, parce que, sans le savoir peut-être, vous avancez sur la route qui mène à l’éternité bienheureuse où je vous attends dans le même Amour. Une petite confidence pour finir. J’ai demandé que soit chanté comme psaume le Magnificat. Ce cantique contient en effet le secret du bonheur de ma vie. Dès mon entrée en religion, en 1931, je me suis confiée corps et âme à la Vierge pour qu’elle me garde fidèle. Elle l’a fait et comment ! Remerciez-la avec moi ! Yalla ! En avant ! C’est passionnant de vivre en aimant ! Votre Emmanuelle qui garde chacun et chacune de vous dans son coeur. »
Homélie du cardinal André Vingt-Trois à Notre-Dame de Paris (extraits)
« Tirer des enseignements qui éclairent notre route »
«Le premier trait qui se présente à nous dans la vie de Soeur Emmanuelle, c’est la puissance de l’amour. Un jour, elle a été saisie et transformée par l’amour d’une façon décisive et irrémédiable. Sans doute le don qu’elle avait fait d’elle-même dans sa consécration religieuse était-il déjà inspiré par le désir d’aimer et de servir Dieu et ses frères. Mais le chemin où elle s’est engagée avec les enfants du Caire est un basculement total. Il découvre à nos yeux la profondeur et la puissance de cet amour. (…) Et la joie
qui l’habitait et dont elle rayonnait était certainement le signe extérieur de ce coeur donné sans retour pour répondre à l’appel du Christ.
Mais nous devons faire un pas de plus. Faut-il considérer l’histoire de Soeur Emmanuelle comme un prodige extraordinaire que l’on admire avec d’autant plus de ferveur qu’on n’imagine pas qu’il puisse nous concerner ? Est-elle un de ces héros dont on exalte la figure sans craindre d’être nous-mêmes entraînés à les suivre ? Saint Paul nous le disait à l’instant, l’amour est le don le plus grand qui puisse nous arriver et qui les surpasse tous. Mais de quel amour parle-t-il ? De l’amour que Dieu nous manifeste et qu’Il nous invite à vivre dans nos rapports les uns avec les autres. Sans cet amour je ne suis rien. Il n’y a pas trente-six sortes d’amour et si nous voulons progresser dans l’amour, il nous faut nous mettre à l’école de celles et de ceux qui en ont été habités au point de tout donner pour le vivre, l’école de saint Vincent de Paul, du Bienheureux Frédéric Ozanam, de Mère Teresa, de l’abbé Pierre et de tant d’autres qui ont passé leur vie au service des pauvres dans lesquels ils reconnaissaient le visage du Christ qui les avait appelés (…).
De ces exemples nous pouvons tirer quelques enseignements qui éclairent notre propre route. L’amour suppose un don total de soi. Il nous entraîne à quitter les sécurités des chemins bien balisés et surtout il nous demande de ne pas nous laisser prendre au piège de la bonne conscience qui se nourrit du souci de notre image. Soeur Emmanuelle a utilisé sans complexe les moyens de la communication et de la médiatisation, non pour faire la promotion de son image, mais pour faire connaître à tous l’univers de cauchemar dans lequel vit aujourd’hui encore une bonne partie de l’humanité. L’amour est un don définitif et sans retour, sinon il n’est que chimère et illusion. Comment les enfants du Caire auraient-ils pu faire confiance à Soeur Emmanuelle si sa présence au milieu d’eux avait été incertaine et épisodique ? Il n’y a pas d’alliance s’il y a une échappatoire.
Enfin l’amour est contagieux. Il est une force d’attraction qui embarque des complices à tout moment. Certes la personnalité de Soeur Emmanuelle est une sorte de figure emblématique.
Mais l’authenticité du service qu’elle a accompli se manifeste dans
sa capacité à associer toutes sortes de gens à son action, telle Soeur Sara, une religieuse copte-orthodoxe qui poursuit aujourd’hui son oeuvre avec les chiffonniers du Caire. Elle ne les séduisait pas pour elle-même, ni pour se donner la satisfaction d’avoir des disciples, mais elle les enrôlait dans son armée de miséreux parce qu’ils pouvaient y faire quelque chose d’utile pour les autres et pour eux-mêmes. Les vedettes n’ont pas de successeurs, les serviteurs ont des amis qui les soutiennent et qui développent leur oeuvre.
Notre véritable hommage à Sœur Emmanuelle n’est-il pas de tirer les leçons de son histoire d’amour avec les pauvres de ce monde ? N’est-il pas de crier pour tous ceux qui survivent avec peine dans la malnutrition et le manque de soins ? N’est-il pas de nous interroger sur le déséquilibre qui marque notre univers : d’un côté, l’énergie que l’on dépense pour la richesse et le confort d’une société dont on attend qu’elle assume tous les risques de la vie, et de l’autre l’insécurité absolue sur les besoins élémentaires de l’existence : manger, boire de l’eau, se soigner, apprendre à lire et à écrire ? »
« Je vous attends dans le même Amour »
«Si chers amis,
Nous le savons, l’Amour est plus fort que la Mort, le lien d’amitié profonde que nous avons noué ensemble dans la joie, a une valeur d’éternité joyeuse. Aujourd’hui, où vous vous êtes encore une fois dérangés pour moi, mon âme et mon coeur sont tout près de votre âme et de votre coeur. Je voudrais que cette chère rencontre se déroule dans une atmosphère de joie. J’ai choisi des cantiques pleins d’allégresse. Chantez-les joyeusement à pleine voix ! Je tiens à vous dire merci, un merci bondissant de reconnaissance pour ce que vous avez fait et ferez encore, je le sais, pour nos milliers d’enfants en difficulté à travers le monde. Grâce à vous, ils deviennent des citoyens debout et heureux. L’enfant qui souffre “sensible à vos coeurs” rappelle le mot de Pascal : “Dieu sensible au coeur.” Voilà la merveille, qui, au-delà de toute conviction religieuse, politique, culturelle ou autre, nous unit tous dans une belle harmonie. Seigneur, tu as voulu que nous, les humains, puissions tressaillir devant la douleur et arriver à la soulager. C’est ainsi que, comme nous le dit le Christ dans l’Évangile de Matthieu au chapitre 25, nous devenons “bénis” par Toi, notre Père des Cieux. Oui, vous êtes bénis vous qui savez aimer et partager, vous êtes bénis, parce que, sans le savoir peut-être, vous avancez sur la route qui mène à l’éternité bienheureuse où je vous attends dans le même Amour. Une petite confidence pour finir. J’ai demandé que soit chanté comme psaume le Magnificat. Ce cantique contient en effet le secret du bonheur de ma vie. Dès mon entrée en religion, en 1931, je me suis confiée corps et âme à la Vierge pour qu’elle me garde fidèle. Elle l’a fait et comment ! Remerciez-la avec moi ! Yalla ! En avant ! C’est passionnant de vivre en aimant ! Votre Emmanuelle qui garde chacun et chacune de vous dans son coeur. »
Homélie du cardinal André Vingt-Trois à Notre-Dame de Paris (extraits)
« Tirer des enseignements qui éclairent notre route »
«Le premier trait qui se présente à nous dans la vie de Soeur Emmanuelle, c’est la puissance de l’amour. Un jour, elle a été saisie et transformée par l’amour d’une façon décisive et irrémédiable. Sans doute le don qu’elle avait fait d’elle-même dans sa consécration religieuse était-il déjà inspiré par le désir d’aimer et de servir Dieu et ses frères. Mais le chemin où elle s’est engagée avec les enfants du Caire est un basculement total. Il découvre à nos yeux la profondeur et la puissance de cet amour. (…) Et la joie
qui l’habitait et dont elle rayonnait était certainement le signe extérieur de ce coeur donné sans retour pour répondre à l’appel du Christ.
Mais nous devons faire un pas de plus. Faut-il considérer l’histoire de Soeur Emmanuelle comme un prodige extraordinaire que l’on admire avec d’autant plus de ferveur qu’on n’imagine pas qu’il puisse nous concerner ? Est-elle un de ces héros dont on exalte la figure sans craindre d’être nous-mêmes entraînés à les suivre ? Saint Paul nous le disait à l’instant, l’amour est le don le plus grand qui puisse nous arriver et qui les surpasse tous. Mais de quel amour parle-t-il ? De l’amour que Dieu nous manifeste et qu’Il nous invite à vivre dans nos rapports les uns avec les autres. Sans cet amour je ne suis rien. Il n’y a pas trente-six sortes d’amour et si nous voulons progresser dans l’amour, il nous faut nous mettre à l’école de celles et de ceux qui en ont été habités au point de tout donner pour le vivre, l’école de saint Vincent de Paul, du Bienheureux Frédéric Ozanam, de Mère Teresa, de l’abbé Pierre et de tant d’autres qui ont passé leur vie au service des pauvres dans lesquels ils reconnaissaient le visage du Christ qui les avait appelés (…).
De ces exemples nous pouvons tirer quelques enseignements qui éclairent notre propre route. L’amour suppose un don total de soi. Il nous entraîne à quitter les sécurités des chemins bien balisés et surtout il nous demande de ne pas nous laisser prendre au piège de la bonne conscience qui se nourrit du souci de notre image. Soeur Emmanuelle a utilisé sans complexe les moyens de la communication et de la médiatisation, non pour faire la promotion de son image, mais pour faire connaître à tous l’univers de cauchemar dans lequel vit aujourd’hui encore une bonne partie de l’humanité. L’amour est un don définitif et sans retour, sinon il n’est que chimère et illusion. Comment les enfants du Caire auraient-ils pu faire confiance à Soeur Emmanuelle si sa présence au milieu d’eux avait été incertaine et épisodique ? Il n’y a pas d’alliance s’il y a une échappatoire.
Enfin l’amour est contagieux. Il est une force d’attraction qui embarque des complices à tout moment. Certes la personnalité de Soeur Emmanuelle est une sorte de figure emblématique.
Mais l’authenticité du service qu’elle a accompli se manifeste dans
sa capacité à associer toutes sortes de gens à son action, telle Soeur Sara, une religieuse copte-orthodoxe qui poursuit aujourd’hui son oeuvre avec les chiffonniers du Caire. Elle ne les séduisait pas pour elle-même, ni pour se donner la satisfaction d’avoir des disciples, mais elle les enrôlait dans son armée de miséreux parce qu’ils pouvaient y faire quelque chose d’utile pour les autres et pour eux-mêmes. Les vedettes n’ont pas de successeurs, les serviteurs ont des amis qui les soutiennent et qui développent leur oeuvre.
Notre véritable hommage à Sœur Emmanuelle n’est-il pas de tirer les leçons de son histoire d’amour avec les pauvres de ce monde ? N’est-il pas de crier pour tous ceux qui survivent avec peine dans la malnutrition et le manque de soins ? N’est-il pas de nous interroger sur le déséquilibre qui marque notre univers : d’un côté, l’énergie que l’on dépense pour la richesse et le confort d’une société dont on attend qu’elle assume tous les risques de la vie, et de l’autre l’insécurité absolue sur les besoins élémentaires de l’existence : manger, boire de l’eau, se soigner, apprendre à lire et à écrire ? »
RELIGION
MARDI 21 OCTOBRE 2008 : SOEUR EMMANUELLE EST DÉCÉDÉE
21/10/2008
PROGRAMME :
- QUELQUES JOURS AVANT SES 100 ANS, SOEUR EMMANUELLE EST DÉCÉDÉE PENDANT SON SOMMEIL, À LA MAISON DE RETRAITE DE SA CONGRÉGATION (DANS LE VAR), OÙ ELLE FINISSAIT SES JOURS. JUSQU'AU BOUT ELLE AURA GARDÉ LA PLÉNITUDE DE SES CAPACITÉS INTELLECTUELLES.
CETTE RELIGIEUSE, D'ORIGINE BELGE, ÉTAIT ENTRÉE TRÈS JEUNE DANS LA CONGRÉGATION DE SOEURS DE NOTRE-DAME DE SION, QUI ONT DES ÉTABLISSEMENTS D'ENSEIGNEMENT EN DE NOMBRUEX SITES DU MOYEN-ORIENT.
APRÈS AVOIR ENSEIGNÉ LA PHILOSOPHIE À DES JEUNES FILLES JUSQU'À L'ÂGE DE 63 ANS, ELLE A CHOISI UN TOUT AUTRE GENRE DE VIE, EN SE METTANT AU SERVICE DES PLAUS PAUVRES : LES ENFANTS DU CAIRE, QUI NE VIVAIENT QUE DES REBUTS DE LA SOCIÉTÉ JETÉS SUR D'ÉNORMES TAS D'ORDURES. ELLE S'EST EMPLOYÉE À LES SORTIR DE CETTE MISÈRE, EN LEUR OFFRANT UN TOIT, DES SOINS, LA SCOLARITÉ...
APRÈS 20 ANS DE CETTE VIE, ÂGÉE DE 83 ANS, SUR L'ORDRE DE SES SUPÉRIEURES, ELLE CONSENTIT À REVENIR EN FRANCE, EN MAISON DE RETRAITE... D'OÙ ELLE CONTINUAIT À OEUVRER POUR LES PLUS PAUVRES...
AVEC LA MÈRE TERESA ET L'ABBÉ PIERRE, ELLE COMPTE PAMRI LES GÉANTS DE LA CHARITÉ QUI ONT ILLUMINÉ LE 20ème SIÈCLE.
- COMMUNIQUÉ EN LANGUE PORTUGAISE SUR SOEUR EMMANUELLE
Soeur Emmanuelle est décédée
20/10/2008 9:54
Soeur Emmanuelle, qui a dédié sa vie aux plus pauvres, est décédée lundi 20 octobre à l'âge de 99 ans. Elle s'est éteinte "dans son sommeil". Elle sera inhumée mercredi au cimetière de Callian (Var), après une cérémonie très simple, conformément à sa volonté, à la chapelle de la maison de retraite. Une messe de requiem sera célébrée le même jour à Notre-Dame de Paris
Quand elle s’est installée dans un bidonville du Caire, parmi les chiffonniers, la religieuse avait déjà derrière elle un long parcours d’enseignante en Turquie, Tunisie et Égypte. Il fallait la voir, bien droite sur sa chaise, visage plissé, regard clair et pétillant de malice, la voix haut perchée, répondre aux questions des jeunes : « Si j’avais 20 ans aujourd’hui ? Je ferais beaucoup de bêtises, je n’aurais de cesse de multiplier les expériences, de mordre dans tous les fruits interdits, par curiosité. »
Puis, devant leur regard stupéfait, ajouter : « Ce qui est presque sûr, c’est que je serais malheureuse, comme beaucoup de jeunes aujourd’hui, totalement privée de repères, à la fois rebelle et exaltée, à la recherche du bonheur, en quête de l’absolu. » Et finalement confesser : « À votre âge, j’étais un fleuve en ébullition. Un homme ne m’aurait pas suffi. Je voulais quelque chose de plus grand, de plus exaltant. J’ai choisi Dieu ! »
Née Madeleine Cinquin à Bruxelles le 16 novembre 1908, la future Sœur Emmanuelle n’avait rien d’une enfant sage. Elle le reconnaissait volontiers : elle était plutôt du genre chipie. Enquiquineuse et coléreuse. Sa grand-mère s’appelait Dreyfus, née d’un père juif et d’une mère chrétienne. Son père Jules dirigeait l’entreprise familiale de confection de lingerie. Sa mère Berthe veillait sur la bonne marche de la maison. Les trois enfants avaient une gouvernante britannique. La famille, « rigoureusement catho » et très unie, allait pourtant être durement éprouvée.
"J’oscillais comme un pendule entre le Seigneur et le plaisir"
Madeleine n’a pas 6 ans quand elle voit son père se noyer sur une plage du Nord. Cette « expérience fondatrice de la mort et de l’impuissance » la fait « s’accrocher » davantage à Dieu « qui, lui, ne meurt pas ». Ce qui ne l’empêche pas, à l’adolescence, « spécimen de l’âge ingrat », cheveux en désordre et moue désabusée, de multiplier insolences et pitreries, tout en rêvant devant son miroir de devenir « missionnaire », et pourquoi pas « martyre », peut-être même « sainte » ! Jeune fille, elle se voudra de même libre, fumant en cachette, s’entichant de robes en taffetas, exigeant de dispendieux couvre-chefs Lindberg… et se rendant chaque matin à la messe.
« J’oscillais comme un pendule entre le Seigneur et le plaisir », dira-t-elle bien plus tard. L’université ? Sa mère, déconcertée par l’attitude de sa fille, refuse qu’elle s’y inscrive, malgré son « formidable appétit de connaissances ». Madeleine doit se contenter des cours du soir de l’Institut Saint-Louis (philosophie et théologie). Les belles toilettes, les sorties – « la bagatelle », comme elle disait –, elle continue d’y goûter avec passion. Mais sans être jamais satisfaite : trop dérisoire, trop futile, trop passager pour combler le manque qui est en elle, la soif d’absolu qui l’habite. Alors que Jésus ! En lui, confiera-t-elle, elle trouve « la source d’amour qui la porte avec passion vers les autres et surtout les enfants ». Et parce que cela seul la comble, elle finit, un jour de 1929, par dire « oui à Dieu ». C’est ainsi qu’elle entre chez les religieuses de Notre-Dame de Sion et devient le 10 mai 1931, à 22 ans, Sœur Emmanuelle .
Dès lors, et pendant près de quarante ans, conformément au charisme de sa congrégation, elle va enseigner les lettres et la philosophie. En Turquie, d’abord, durant vingt-huit ans. Le contact avec de jeunes étudiantes, qui l’entourent « d’une affection et d’une admiration sans bornes », est pour elle « un motif constant de joie ». Suivra la Tunisie. Responsable de deux classes de filles de colons français, elle y sera chahutée au point de perdre toute confiance en elle. Cinq années plus tard, ce sera l’Égypte où elle enseigne encore pendant quatre ans.
"J’étais comme un oiseau qui, après quarante ans, volait enfin"
Au cours de ces années, elle connaîtra le doute, lancinant, et cherchera « la vérité » ailleurs : dans le judaïsme, l’islam et le bouddhisme, chez Confucius et Lao-Tseu, mais aussi chez les théologiens (Thomas d’Aquin surtout) et les philosophes, Pascal notamment, son « maître à penser et à vivre ». Pour elle, des « rayons de lumière ». Elle connaît aussi la frustration : les écoles où elle travaille accueillent essentiellement des élèves issus des milieux les plus riches du pays, alors qu’elle, ce sont les pauvres qu’elle veut servir.
Ce n’est qu’en 1969, à 61 ans, que, l’heure de la retraite venue, elle renoue enfin avec son rêve de jeune fille. Elle songe d’abord à aller chez les lépreux. Mais ceux-ci vivent en zone militaire, donc interdite. Alors, lorsqu’on lui parle des chiffonniers qui vivent à la périphérie du Caire, elle s’emballe. « J’étais comme un oiseau qui, après quarante ans, volait enfin là où ses ailes avaient toujours voulu le porter », confiera-t-elle.
Un beau jour d’automne, elle distribue ses livres, brûle ses cahiers et part s’installer dans le bidonville d’Ezbet El-Nakhl, « pauvre parmi les pauvres ». Elle y restera vingt-deux ans. Sa maison ? Une cabane à chèvres de deux mètres cinquante sur trois, sans eau ni électricité. La première année, elle rend visite aux 4 000 habitants du bidonville, découvre la drogue et l’alcool qui rendent les hommes fous, les filles mariées à 12 ans, les jeunes femmes enceintes tous les dix mois, le tétanos qui tue dans leur première année quatre bébés sur dix. Et comme elle n’est pas « une contemplative » mais « une femme d’action », elle se met au travail.
Rare liberté de ton et d’esprit
Verront ainsi le jour une école, un terrain de jeux, un dispensaire, un atelier de couture. Encore lui faut-il persuader les parents de laisser les enfants aller à l’école, trouver des médecins, faire accepter des méthodes de contraception, lutter contre le mépris dans lequel sont tenus les chiffonniers. Elle s’y emploie sans relâche et sans faire de prosélytisme car, dit-elle, « ce ne serait pas un service à rendre en terre d’islam, ce serait comme arracher un arbre à sa terre ».
Il lui faut aussi collecter de l’argent. Et pour cela, se rendre en Europe et en Amérique, créer des réseaux, des liens de complicité, une association. Partout où elle se rend, sa voix, son énergie, son sourire, sa rare liberté de ton et d’esprit, ses propos vifs et caustiques secouent, impressionnent. Et font affluer les chèques. De quoi ouvrir de nouveaux chantiers, comme le centre médico-social Salam, inauguré en 1980 par la femme du président Sadate. Ou organiser d’autres jardins d’enfants, d’autres écoles, d’autres dispensaires dans d’autres bidonvilles, le Mokattam où elle s’installe à partir de 1980, puis Meadi Tora en 1985. Et même construire une usine de compost, capable de transformer en engrais les ordures collectées par les chiffonniers.
En 1991, Sœur Emmanuelle célèbre avec les chiffonniers ses « noces de diamant ». Sœur Sara, une religieuse égyptienne, de la congrégation copte-orthodoxe des Filles de Marie, l’a rejointe depuis plusieurs années et est peu à peu devenue son bras droit. C’est elle qui reprend le flambeau en 1993.
Très sollicitée par les médias
Après vingt-deux années passées dans trois bidonvilles à manger des fèves matin, midi et soir avec un peu d’huile et de sel, mais aussi à courir le monde pour sortir de la famine et de la guerre les enfants de Beyrouth, des Philippines, d’Haïti ou de Khartoum, Sœur Emmanuelle accepte de revenir en France, à la demande de ses supérieures. Installée au Pradon, une maison de retraite des Sœurs de Sion à Callian, petit village retiré du Var, elle partage dès lors sa vie entre la prière, la contemplation, la correspondance, l’écriture et le témoignage.
Très sollicitée par les médias, les écoles et les communautés chrétiennes, elle parcourt l’Europe pour y semer la bonne parole, tutoyant ses interlocuteurs et distillant sans en avoir l’air des vérités pas toujours agréables à entendre. Où qu’elle soit, sur un plateau de télévision, parmi des jeunes, ou à une remise de prix d’un fabricant de cosmétiques, son message ne varie guère. Un message « d’amitié profonde, d’amour pour l’autre, de recherche de la justice » qu’elle continue de mettre en pratique, se démenant pour les chômeurs, les drogués, les personnes sans abri, les prisonniers.
« Comme Dieu s’est incarné et a partagé une vie d’homme, expliquait-elle, je veux, moi aussi, vivre dans ma chair les joies et les douleurs des hommes. Il s’agit pour moi d’équilibrer ma vie intérieure et ma relation avec Dieu avec le message à délivrer. » « La religion n’est pas d’abord l’entretien d’une relation avec Dieu, précisait-elle encore, mais la recherche, à travers Dieu, d’une relation avec l’homme. » Et lorsqu’on l’interrogeait sur l’Église, elle aimait à dire qu’elle confiait aux jeunes, comme elle l’a écrit dans son testament spirituel, son idéal d’« une Église servante et pauvre, rayonnant l’amour évangélique pour qu’advienne enfin un monde plus juste et plus fraternel ».
"C’est merveilleux, la mort..."
En 2003, à 95 ans, elle s’étonnait à peine d’être classée cinquième au baromètre Ifop-JDD des personnalités préférées des Français, juste derrière Johnny Hallyday. « Je ne suis pas dupe, affirmait la religieuse. Le Seigneur ne me demandera pas quelle place j’occupais dans les sondages ! On n’inscrira pas mon score sur ma tombe ! J’ai pu être tentée de vouloir faire marcher les autres au doigt et à l’œil, d’être mise en avant, d’arriver coûte que coûte à mes fins. Heureusement, il y a eu l’association et ma communauté religieuse qui m’ont toujours tempérée, et surtout la prière qui me remet dans la vérité de mon être. » Sur sa succession, elle disait qu’avec l’association et Sœur Sara au Caire, elle pouvait « partir ».
D’ailleurs, précisait-elle, « c’est merveilleux, la mort. On passe de cette terre, avec toutes ses douleurs et ses injustices, au royaume de la justice… J’ai déjà vu le caveau où je serai enterrée, dans le cimetière au-dessus de la maison. Je ne fais pas la course, mais je pense beaucoup à la mort. » Sœur Emmanuelle y reposera désormais. Une parmi d’autres.
Martine DE SAUTO
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20/10/2008 9:54
Soeur Emmanuelle, qui a dédié sa vie aux plus pauvres, est décédée lundi 20 octobre à l'âge de 99 ans. Elle s'est éteinte "dans son sommeil". Elle sera inhumée mercredi au cimetière de Callian (Var), après une cérémonie très simple, conformément à sa volonté, à la chapelle de la maison de retraite. Une messe de requiem sera célébrée le même jour à Notre-Dame de Paris
Quand elle s’est installée dans un bidonville du Caire, parmi les chiffonniers, la religieuse avait déjà derrière elle un long parcours d’enseignante en Turquie, Tunisie et Égypte. Il fallait la voir, bien droite sur sa chaise, visage plissé, regard clair et pétillant de malice, la voix haut perchée, répondre aux questions des jeunes : « Si j’avais 20 ans aujourd’hui ? Je ferais beaucoup de bêtises, je n’aurais de cesse de multiplier les expériences, de mordre dans tous les fruits interdits, par curiosité. »
Puis, devant leur regard stupéfait, ajouter : « Ce qui est presque sûr, c’est que je serais malheureuse, comme beaucoup de jeunes aujourd’hui, totalement privée de repères, à la fois rebelle et exaltée, à la recherche du bonheur, en quête de l’absolu. » Et finalement confesser : « À votre âge, j’étais un fleuve en ébullition. Un homme ne m’aurait pas suffi. Je voulais quelque chose de plus grand, de plus exaltant. J’ai choisi Dieu ! »
Née Madeleine Cinquin à Bruxelles le 16 novembre 1908, la future Sœur Emmanuelle n’avait rien d’une enfant sage. Elle le reconnaissait volontiers : elle était plutôt du genre chipie. Enquiquineuse et coléreuse. Sa grand-mère s’appelait Dreyfus, née d’un père juif et d’une mère chrétienne. Son père Jules dirigeait l’entreprise familiale de confection de lingerie. Sa mère Berthe veillait sur la bonne marche de la maison. Les trois enfants avaient une gouvernante britannique. La famille, « rigoureusement catho » et très unie, allait pourtant être durement éprouvée.
"J’oscillais comme un pendule entre le Seigneur et le plaisir"
Madeleine n’a pas 6 ans quand elle voit son père se noyer sur une plage du Nord. Cette « expérience fondatrice de la mort et de l’impuissance » la fait « s’accrocher » davantage à Dieu « qui, lui, ne meurt pas ». Ce qui ne l’empêche pas, à l’adolescence, « spécimen de l’âge ingrat », cheveux en désordre et moue désabusée, de multiplier insolences et pitreries, tout en rêvant devant son miroir de devenir « missionnaire », et pourquoi pas « martyre », peut-être même « sainte » ! Jeune fille, elle se voudra de même libre, fumant en cachette, s’entichant de robes en taffetas, exigeant de dispendieux couvre-chefs Lindberg… et se rendant chaque matin à la messe.
« J’oscillais comme un pendule entre le Seigneur et le plaisir », dira-t-elle bien plus tard. L’université ? Sa mère, déconcertée par l’attitude de sa fille, refuse qu’elle s’y inscrive, malgré son « formidable appétit de connaissances ». Madeleine doit se contenter des cours du soir de l’Institut Saint-Louis (philosophie et théologie). Les belles toilettes, les sorties – « la bagatelle », comme elle disait –, elle continue d’y goûter avec passion. Mais sans être jamais satisfaite : trop dérisoire, trop futile, trop passager pour combler le manque qui est en elle, la soif d’absolu qui l’habite. Alors que Jésus ! En lui, confiera-t-elle, elle trouve « la source d’amour qui la porte avec passion vers les autres et surtout les enfants ». Et parce que cela seul la comble, elle finit, un jour de 1929, par dire « oui à Dieu ». C’est ainsi qu’elle entre chez les religieuses de Notre-Dame de Sion et devient le 10 mai 1931, à 22 ans, Sœur Emmanuelle .
Dès lors, et pendant près de quarante ans, conformément au charisme de sa congrégation, elle va enseigner les lettres et la philosophie. En Turquie, d’abord, durant vingt-huit ans. Le contact avec de jeunes étudiantes, qui l’entourent « d’une affection et d’une admiration sans bornes », est pour elle « un motif constant de joie ». Suivra la Tunisie. Responsable de deux classes de filles de colons français, elle y sera chahutée au point de perdre toute confiance en elle. Cinq années plus tard, ce sera l’Égypte où elle enseigne encore pendant quatre ans.
"J’étais comme un oiseau qui, après quarante ans, volait enfin"
Au cours de ces années, elle connaîtra le doute, lancinant, et cherchera « la vérité » ailleurs : dans le judaïsme, l’islam et le bouddhisme, chez Confucius et Lao-Tseu, mais aussi chez les théologiens (Thomas d’Aquin surtout) et les philosophes, Pascal notamment, son « maître à penser et à vivre ». Pour elle, des « rayons de lumière ». Elle connaît aussi la frustration : les écoles où elle travaille accueillent essentiellement des élèves issus des milieux les plus riches du pays, alors qu’elle, ce sont les pauvres qu’elle veut servir.
Ce n’est qu’en 1969, à 61 ans, que, l’heure de la retraite venue, elle renoue enfin avec son rêve de jeune fille. Elle songe d’abord à aller chez les lépreux. Mais ceux-ci vivent en zone militaire, donc interdite. Alors, lorsqu’on lui parle des chiffonniers qui vivent à la périphérie du Caire, elle s’emballe. « J’étais comme un oiseau qui, après quarante ans, volait enfin là où ses ailes avaient toujours voulu le porter », confiera-t-elle.
Un beau jour d’automne, elle distribue ses livres, brûle ses cahiers et part s’installer dans le bidonville d’Ezbet El-Nakhl, « pauvre parmi les pauvres ». Elle y restera vingt-deux ans. Sa maison ? Une cabane à chèvres de deux mètres cinquante sur trois, sans eau ni électricité. La première année, elle rend visite aux 4 000 habitants du bidonville, découvre la drogue et l’alcool qui rendent les hommes fous, les filles mariées à 12 ans, les jeunes femmes enceintes tous les dix mois, le tétanos qui tue dans leur première année quatre bébés sur dix. Et comme elle n’est pas « une contemplative » mais « une femme d’action », elle se met au travail.
Rare liberté de ton et d’esprit
Verront ainsi le jour une école, un terrain de jeux, un dispensaire, un atelier de couture. Encore lui faut-il persuader les parents de laisser les enfants aller à l’école, trouver des médecins, faire accepter des méthodes de contraception, lutter contre le mépris dans lequel sont tenus les chiffonniers. Elle s’y emploie sans relâche et sans faire de prosélytisme car, dit-elle, « ce ne serait pas un service à rendre en terre d’islam, ce serait comme arracher un arbre à sa terre ».
Il lui faut aussi collecter de l’argent. Et pour cela, se rendre en Europe et en Amérique, créer des réseaux, des liens de complicité, une association. Partout où elle se rend, sa voix, son énergie, son sourire, sa rare liberté de ton et d’esprit, ses propos vifs et caustiques secouent, impressionnent. Et font affluer les chèques. De quoi ouvrir de nouveaux chantiers, comme le centre médico-social Salam, inauguré en 1980 par la femme du président Sadate. Ou organiser d’autres jardins d’enfants, d’autres écoles, d’autres dispensaires dans d’autres bidonvilles, le Mokattam où elle s’installe à partir de 1980, puis Meadi Tora en 1985. Et même construire une usine de compost, capable de transformer en engrais les ordures collectées par les chiffonniers.
En 1991, Sœur Emmanuelle célèbre avec les chiffonniers ses « noces de diamant ». Sœur Sara, une religieuse égyptienne, de la congrégation copte-orthodoxe des Filles de Marie, l’a rejointe depuis plusieurs années et est peu à peu devenue son bras droit. C’est elle qui reprend le flambeau en 1993.
Très sollicitée par les médias
Après vingt-deux années passées dans trois bidonvilles à manger des fèves matin, midi et soir avec un peu d’huile et de sel, mais aussi à courir le monde pour sortir de la famine et de la guerre les enfants de Beyrouth, des Philippines, d’Haïti ou de Khartoum, Sœur Emmanuelle accepte de revenir en France, à la demande de ses supérieures. Installée au Pradon, une maison de retraite des Sœurs de Sion à Callian, petit village retiré du Var, elle partage dès lors sa vie entre la prière, la contemplation, la correspondance, l’écriture et le témoignage.
Très sollicitée par les médias, les écoles et les communautés chrétiennes, elle parcourt l’Europe pour y semer la bonne parole, tutoyant ses interlocuteurs et distillant sans en avoir l’air des vérités pas toujours agréables à entendre. Où qu’elle soit, sur un plateau de télévision, parmi des jeunes, ou à une remise de prix d’un fabricant de cosmétiques, son message ne varie guère. Un message « d’amitié profonde, d’amour pour l’autre, de recherche de la justice » qu’elle continue de mettre en pratique, se démenant pour les chômeurs, les drogués, les personnes sans abri, les prisonniers.
« Comme Dieu s’est incarné et a partagé une vie d’homme, expliquait-elle, je veux, moi aussi, vivre dans ma chair les joies et les douleurs des hommes. Il s’agit pour moi d’équilibrer ma vie intérieure et ma relation avec Dieu avec le message à délivrer. » « La religion n’est pas d’abord l’entretien d’une relation avec Dieu, précisait-elle encore, mais la recherche, à travers Dieu, d’une relation avec l’homme. » Et lorsqu’on l’interrogeait sur l’Église, elle aimait à dire qu’elle confiait aux jeunes, comme elle l’a écrit dans son testament spirituel, son idéal d’« une Église servante et pauvre, rayonnant l’amour évangélique pour qu’advienne enfin un monde plus juste et plus fraternel ».
"C’est merveilleux, la mort..."
En 2003, à 95 ans, elle s’étonnait à peine d’être classée cinquième au baromètre Ifop-JDD des personnalités préférées des Français, juste derrière Johnny Hallyday. « Je ne suis pas dupe, affirmait la religieuse. Le Seigneur ne me demandera pas quelle place j’occupais dans les sondages ! On n’inscrira pas mon score sur ma tombe ! J’ai pu être tentée de vouloir faire marcher les autres au doigt et à l’œil, d’être mise en avant, d’arriver coûte que coûte à mes fins. Heureusement, il y a eu l’association et ma communauté religieuse qui m’ont toujours tempérée, et surtout la prière qui me remet dans la vérité de mon être. » Sur sa succession, elle disait qu’avec l’association et Sœur Sara au Caire, elle pouvait « partir ».
D’ailleurs, précisait-elle, « c’est merveilleux, la mort. On passe de cette terre, avec toutes ses douleurs et ses injustices, au royaume de la justice… J’ai déjà vu le caveau où je serai enterrée, dans le cimetière au-dessus de la maison. Je ne fais pas la course, mais je pense beaucoup à la mort. » Sœur Emmanuelle y reposera désormais. Une parmi d’autres.
Martine DE SAUTO
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SOEUR EMMANUELLE AVEC L'ABBÉ PIERRE, EN 2003
Falece Irmã Emmanuelle, «ícone da solidariedade»
Aos 99 anos, era a mulher mais popular na França
CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 20 de outubro de 2008 (ZENIT.org).- Ao dar a notícia do falecimento da Irmã Emmanuelle, a mulher mais popular na França, aos 99 anos, o jornal do Papa a qualificou com as palavras com que é conhecida pela opinião pública: «ícone da solidariedade e apoio dos pobres e marginalizados».
Segundo uma recente pesquisa, recorda L'Osservatore Romano na edição italiana que será publicada nesta terça-feira, «era a mulher mais popular e querida da França».
Irmã Emmanuelle, cujo nome era Madeleine Cinquin, faleceu na noite entre o domingo e a segunda-feira, no asilo no qual residia, em Callian, Var (França).
Nascida em Bruxelas de pai francês e mãe belga, teria completado 100 anos em 16 de novembro. Segundo sua vonta
Aos 99 anos, era a mulher mais popular na França
CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 20 de outubro de 2008 (ZENIT.org).- Ao dar a notícia do falecimento da Irmã Emmanuelle, a mulher mais popular na França, aos 99 anos, o jornal do Papa a qualificou com as palavras com que é conhecida pela opinião pública: «ícone da solidariedade e apoio dos pobres e marginalizados».
Segundo uma recente pesquisa, recorda L'Osservatore Romano na edição italiana que será publicada nesta terça-feira, «era a mulher mais popular e querida da França».
Irmã Emmanuelle, cujo nome era Madeleine Cinquin, faleceu na noite entre o domingo e a segunda-feira, no asilo no qual residia, em Callian, Var (França).
Nascida em Bruxelas de pai francês e mãe belga, teria completado 100 anos em 16 de novembro. Segundo sua vonta








