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Gabriel JEUGE
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Ce Blog est dédié avant tout aux Portugais d'Orléans et de sa région, mais aussi à tous ceux qu'il peut intéresser...Ce n'est pas un journal intime, mais "une nouvelle par jour"
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RELIGION

LUNDI 13 OCTOBRE 2008 : CÉLÉBRATIONS SOLENNELLES À FATIMA  13/10/2008

PROGRAMME :

- C'EST L'ARCHEVÊQUE DE VILNIUS (LITUANIE), LE CARDINAL BACKIS, QUI PRÉSIDE CE PÈLERINAGE DES 12/13 OCTOBRE. INTERVIEW RÉALISÉ PAR LE SANCTUAIRE.

- HOMÉLIE PRONONCÉE HIER, DIMANCHE 12, PAR LE CARDINAL BACKIS

LE CARDINAL ARCHEVÊQUE DE VILNIUS, PRÉSIDENT DES CÉLÉBRATIONS DES 12/13 OCTOBRE
LE CARDINAL ARCHEVÊQUE DE VILNIUS, PRÉSIDENT DES CÉLÉBRATIONS DES 12/13 OCTOBRE
Cardeal Audrys Backis, da Lituânia, preside à Peregrinação de Outubro


Arcebispo de Vilnius/Lituânia em entrevista (2008-10-01)


Em entrevista, por Internet, à Sala de Imprensa do Santuário de Fátima, o Cardeal Audrys Backis, Arcebispo de Vilnius, Lituânia, que presidirá à Peregrinação de Outubro neste santuário português, repete o lamento já várias vezes reafirmado por muitos responsáveis da Igreja Católica: o secularismo que alastra na Europa. “(Em Fátima) Desejo antes de tudo rezar pela Europa que está a esquecer as suas raízes cristãs”, propõe-se D. Audrys Backis.

A sua viagem a Fátima será um hino de louvor, em agradecimento à acção de Nossa Senhora nos países do Leste Europeu.

1 – Com que sentimento recebeu o convite para presidir a esta peregrinação?

Foi com muito gosto, mas também com alguma hesitação, por causa dos meus conhecimentos rudimentares da língua portuguesa, que aceitei o convite de D. António Marto, Bispo de Leiria-Fátima, para presidir às celebrações de encerramento das peregrinações marianas de 2008 (a 12 e 13 de Outubro 2008). O convite foi-me feito quando estive em Fátima com os representantes das Conferências Episcopais de toda a Europa, felizes por nos podermos reunir no âmbito do 90º aniversário das aparições da Virgem Maria.

2- Portanto, já conhece Fátima?

Há cerca de uns trinta anos já tinha estado em Lisboa durante alguns dias e, na altura, visitei o Santuário fora das datas das grandes peregrinações. Lembro-me de uma grande esplanada, quase deserta, bem diferente da de hoje com a nova igreja.

3 – Que expectativa traz consigo para esta peregrinação? Algum pedido, ou agradecimento, em especial a Nossa Senhora?

Eu desejo antes de tudo rezar pela Europa que está a esquecer as suas raízes cristãs. Direi outra vez a Maria a minha afeição filial – a minha divisa episcopal é Sub tuum praesidium* –, com uma acção de graças a Maria pela liberdade religiosa da qual hoje desfruta o meu país. Como sabe, a Lituânia é um dos países incorporados à força na União Soviética depois da Segunda Guerra Mundial e que suportou a opressão comunista, retomando a liberdade só em 1991. No mesmo ano, o Episcopado da Lituânia em união com o governo consagrou a Lituânia ao Coração Imaculado de Maria. Claro que eu também me unirei a todas as intenções de oração dos peregrinos de Portugal.

4 – A propósito da Mensagem de Fátima, para a humanidade actual, a mensagem deixada por Nossa Senhora em Fátima ainda é necessária, justifica-se?

Sim, a mensagem de Maria ainda hoje é de actualidade. Mesmo em certos países da Europa, estamos longe de usufruir de uma total liberdade religiosa. O secularismo espalha-se e nós somos as vítimas da “ditadura do relativismo”, segundo a expressão do Papa Bento XVI. “Convertei-vos e acreditai no Evangelho”, disse-nos Jesus.
Maria repetiu-o em Fátima, convidando-nos a uma conversão permanente através da penitência e da oração. Mais do que nunca, nós devemos implorar a misericórdia Divina, mensagem que nos deixou o Papa João Paulo II, ele que tanto amou a Virgem de Fátima.

5 – O Santuário de Fátima tem verificado um aumento do número de grupos de peregrinos oriundos dos países de leste, em especial da Polónia. Também nos chegam peregrinos da Lituânia, ainda que em 2007 apenas um grupo se tenha registado no Serviço de Peregrinos do Santuário. Como analisa este fenómeno?

A devoção a Maria e o culto da Eucaristia foram a força dos católicos da Lituânia e dos países da Europa Oriental no tempo da perseguição religiosa. Hoje, muitos fiéis desejam agradecer à Virgem de Fátima pela sua intercessão, respondendo assim ao seu apelo pela conversão da Rússia.

5 - Os católicos lituanos conhecem a mensagem de Fátima? Sua Eminência tem conhecimento de igrejas, capelas ou instituições com Nossa Senhora de Fátima como padroeira?

Na Lituânia há numerosos santuários e igrejas dedicados à Virgem Maria.
Nós celebrámos no dia 8 de Setembro passado o 400° aniversário das aparições de Maria em Siluva (1608), festa da Natividade da Virgem, com a participação de dezenas de milhares de peregrinos. Em Vilnius nós veneramos Maria, Mãe de Misericórdia, no Santuário de “La Porte d’Aurore” (A Porta da Aurora). Ainda nos resta descobrir a Mensagem de Fátima, e não temos igrejas dedicadas ao seu nome.


LeopolDina Simões, Sala de Imprensa do Santuário de Fátima


* Sub tuum praesidium: Primeiras palavras da mais antiga prece mariana, rezada antes mesmo que a Ave-Maria: "À vossa protecção recorremos, Santa Mãe de Deus. Não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades, mas livrai-nos sempre de todos os perigos, ó Virgem gloriosa e bendita!".

(C) Santuário de Fátima


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BASILICA DE FATIMA
BASILICA DE FATIMA
HOMILIA DO CARDEAL ARCEBISPO DE VILNIUS, LITUÂNIA:


Missa de 12 de Outubro de 2008 no Santuário de Fátima


No Antigo Testamento, a aliança entre Deus e o Seu povo é frequentemente apresentada sob a figura de um casamento místico entre Deus e a humanidade, casamento cujas marcas são o amor mútuo e a fidelidade.
Na primeira leitura, o profeta Isaías proclama uma mensagem universal de esperança, não só para o povo eleito, mas para todos os povos, que são também convidados para o banquete celeste na casa de Deus, onde Ele revelará toda a verdade, fará desaparecer a morte, enxugará as lágrimas.

Não surpreende, portanto, que Cristo, ao falar do Reino dos Céus, use a imagem familiar de uma festa de casamento. Na parábola de hoje o reino dos céus é o banquete nupcial; Jesus é o esposo; Deus Pai é o rei que manda chamar os convidados. Outras vezes, no Evangelho, Jesus também se apresentou sob a imagem do esposo e chama aos seus discípulos amigos do esposo. São Paulo fala de esponsais entre Cristo e a sua Igreja; Cristo, que “amou a Igreja e se entregou a si próprio por ela” (Ef 5, 25), enquanto São João chama à Igreja “esposa do Cordeiro”.

Mas voltemos à parábola. A alegria da narração do festim de núpcias é ofuscada pela recusa dos anteriormente convidados. É uma alusão clara à rejeição de Jesus e da sua mensagem por parte de muitos dos seus ouvintes, pertencentes ao povo eleito.
Perante esta recusa, o rei da parábola, lança um segundo convite, dirigido à gente da rua, bons e maus. São Lucas, na mesma parábola, fala de cegos, coxos e estropiados. E assim se enche a sala do banquete.
A parábola das bodas mostra que futuro Deus nos reserva: Deus convida para a sua mesa, para a comunhão gozosa e alegre com o Filho, no céu.

A história repete-se hoje: Nós, aqui reunidos, representamos a segunda vaga de convidados, procurados nas encruzilhadas dos caminhos do mundo.
Vivemos num mundo onde muitos abandonaram, esqueceram, ignoram a Deus e vivem
como se Ele não existisse: estão surdos ao convite divino.
A nós compete-nos escolher com inteira liberdade, dizer sim ou não ao convite de Deus. Devemos assumir plenamente a responsabilidade da nossa escolha. Podemos escolher livremente, claro, mas depois já não somos livres perante as consequências da nossa ecsolha. Dizendo não, não conseguiremos chegar à realização feliz da nossa vida.
Recusar o convite para o banquete significa recusar a vida de comunhão com Deus por toda a eternidade. Assim já não teremos espaço para a esperança.

Os motivos da nossa ecsolha, os pretextos para justificar a nossa recusa, podem ser diversos, mas resumem-se todos no facto de considerarmos mais importantes as nossas coisas, o nosso campo, os nossos projectos humanos, o nosso bem-estar, as nossas comodidades, o nosso prazer, os nossos interesses e desejos puramente humanos. Absorvem-nos tanto, que não ouvimos o chamamento de Deus, fechados no nosso horizonte puramente humano, a ponto de não saber levantar os olhos para o Céu.
Como é diferente a atitude simples dos dois Pastorinhos, Franscisco e Jacinta, hoje na alegria do Céu, junto da Mãe de Deus, eles que souberam oferecer as suas preces, os seus sacrifícios, a sua vida pelos pecadores, para que se convertam e entrem no Reino dos Céus.

Jesus termina a parábola com uma reflexão que nos deixa perplexos: “São muitos os chamados, mas poucos os escolhidos”. Cristo não quer fornecer-nos dados estatísticos quanto ao número dos que chegam felizmente à meta. Faz-nos uma advertência grave para que não nos colemos a uma falsa segurança, mas empenhemos todas as nossas forças na correspondência ao chamamento divino, que, no fundo, é chamamento à conversão, à santidade de vida.

Talvez nos surpreenda a referência à pessoa que não levava a veste nupcial e foi expulsa do banquete. Vem-me à lembrança a veste branca que foi entregue a cada um de nós no dia do nosso Baptismo, no qual nos tornámos nova criatura revestida de Cristo. “Esta veste branca seja sinal da tua nova digndade: ajudado pela palavra e pelo exemplo dos teus entes queridos, guarda-a sem mancha para a vida eterna”.

Sempre que participamos no banquete eucarístico – como fazemos agora – devemos entrar em nós próprios, perguntarmo-nos se estamos verdadeiramente revestidos da veste branca, sem mancha – e renovar as nossas promessas baptismais de viver na liberdade dos filhos de Deus e renunciar às seduções do mal, para não nos deixarmos dominar pelo pecado.

Este exame de consciência não deve desencorajar-nos. Nossa Senhora apareceu em Fátima, mostrando o Céu e o Inferno aos três videntes, não para nos apavorar, mas para, através deles, nos fazer um aviso: a escolha do nosso fim último depende da nossa liberdade, este dom enorme concedido por Deus a cada um.

Esta é a lição da parábola. Trata-se de aceitar o convite de Deus. Escolher a via estreita, que conduz à vida, ou a larga, que conduz à perdição (Cf Mt 7, 3).

Peçamos a Nossa Senhora de Fátima a sua ajuda materna, para fazermos a escolha acertada e tomarmos com muita confiança o caminho da conversão, dizendo com o apóstolo Paulo: “Tudo posso naquele que me conforta”! (Fil 4, 13)
† Audrys J. Card. Backis
Arcebispo de Vilnius
(C) Santuário de Fátima






13/10/2008 10:29 | Permalien | Commentaires (0)

RELIGION

DIMANCHE 12 OCTOBRE 2008 : 28ème ORDINAIRE  12/10/2008

PROGRAMME :

- ÉVANGILE DU JOUR : LE TEXTE (FRANÇAIS) ET SON COMMENTAIRE (PORTUGAIS).

- PRÉSENTATION DU REPAS PASCAL (Origine de notre Messe)

PSAUME DU JOUR : 'LE SEIGNEUR EST MON BERGER' (evangile-et-peinture)
PSAUME DU JOUR : 'LE SEIGNEUR EST MON BERGER' (evangile-et-peinture)
ÉVANGILE DU 28 ème DIMANCHE DU TEMPS COMMUN (A)

Mt 22,1-14. 


Jésus se remit à parler en paraboles : 
« Le Royaume des cieux est comparable à un roi qui célébrait les noces de 
son fils. 
Il envoya ses serviteurs pour appeler à la noce les invités, mais ceux-ci 
ne voulaient pas venir. 
Il envoya encore d'autres serviteurs dire aux invités : 'Voilà : mon repas 
est prêt, mes boeufs et mes bêtes grasses sont égorgés ; tout est prêt : 
venez au repas de noce.' 
Mais ils n'en tinrent aucun compte et s'en allèrent, l'un à son champ, 
l'autre à son commerce ; 
les autres empoignèrent les serviteurs, les maltraitèrent et les tuèrent. 
Le roi se mit en colère, il envoya ses troupes, fit périr les meurtriers et 
brûla leur ville. 
Alors il dit à ses serviteurs : 'Le repas de noce est prêt, mais les 
invités n'en étaient pas dignes. 
Allez donc aux croisées des chemins : tous ceux que vous rencontrerez, 
invitez-les au repas de noce.' 
Les serviteurs allèrent sur les chemins, rassemblèrent tous ceux qu'ils 
rencontrèrent, les mauvais comme les bons, et la salle de noce fut remplie 
de convives. 
Le roi entra pour voir les convives. Il vit un homme qui ne portait pas le 
vêtement de noce, 
et lui dit : 'Mon ami, comment es-tu entré ici, sans avoir le vêtement de 
noce ?' L'autre garda le silence. 
Alors le roi dit aux serviteurs : 'Jetez-le, pieds et poings liés, dehors 
dans les ténèbres ; là il y aura des pleurs et des grincements de dents.' 
Certes, la multitude des hommes est appelée, mais les élus sont peu 
nombreux. » 



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COMENTARIO

A primeira parábola é a parábola dos convidados para o “banquete” (vers. 1-10). Apresenta-nos um rei que organizou um banquete para celebrar o casamento do seu filho. Convidou várias pessoas, mas os convidados recusaram-se a participar no “banquete”, apresentando as desculpas mais inverosímeis. Mateus chega a dizer (um dado que não aparece no relato de Lucas) que teriam até assassinado os emissários do rei… Trata-se de um quadro gravíssimo: recusar o convite era uma ofensa inqualificável; mas, como se isso não bastasse, esses convidados indignos manifestaram um desprezo inconcebível pelo rei, matando os seus servos. O rei enviou então as suas tropas que castigaram os assassinos (vers. 7. Esta referência não aparece no relato de Lucas… É uma provável interpretação da destruição de Jerusalém pelos exércitos romanos de Tito, no ano 70. Isso significa que a versão que Mateus nos dá da parábola é posterior a essa data).
O rei resolveu, apesar de tudo, manter a festa e mandou que fossem trazidos para o “banquete” todos aqueles fossem encontrados nas “encruzilhadas dos caminhos”. E esses desclassificados, esse “povo da terra”, que nunca se tinha sentado à mesa de um personagem importante (com tudo o que isso significava em termos de comunhão e de estabelecimento de laços de família e de amizade), celebrou a festa à mesa do rei.
O sentido da parábola é óbvio… Deus é o rei que convidou Israel para o “banquete” do encontro, da comunhão, da chegada dos tempos messiânicos (as bodas do “filho”). Os sacerdotes, os escribas, os doutores da Lei recusaram o convite e preferiram continuar agarrados aos seus esquemas, aos seus preconceitos, aos seus sistemas de auto-salvação. Então, Deus convidou para o “banquete” do Messias esses pecadores e desclassificados que, na perspectiva da teologia oficial, estavam arredados da comunhão com Deus e do Reino.
Esta parábola explicita bem o cenário em que o próprio Jesus se move… Ele aparece, com frequência, a participar em “banquetes” ao lado de gente duvidosa e desclassificada, ao ponto de os seus inimigos o acusarem de “comilão e bebedor de vinho, amigo de publicanos e de pecadores” (Mt 11,19; Lc 7,34). Porque é que Jesus participa nesses “banquetes”, correndo o risco de adquirir uma fama tão desagradável? Porque no Antigo Testamento – como vimos na primeira leitura – os tempos messiânicos são descritos com a imagem de um “banquete” que Deus prepara para todos os povos. Ora, Jesus tem consciência de que, com Ele, esses tempos chegaram; e utiliza o cenário do “banquete” para expressar a realidade do Reino (a mesa da festa, do amor, da comunhão com Deus, para a qual todos os homens e mulheres, sem excepção, são convidados). Para Ele, o sentar-se à mesa com os pecadores é uma forma privilegiada de lhes dizer que Deus os acolhe com amor e que quer estabelecer com eles relações de comunhão e de familiaridade, sem excluir ninguém do seu convívio ou da sua comunidade.
Os líderes de Israel, no entanto, sempre reprovaram a Jesus esse contacto com os pecadores e os desclassificados… Para eles, os publicanos e as prostitutas, por exemplo, estavam definitivamente arredadas da comunidade da salvação. Sentá-los à mesa do “banquete” do Reino é algo de inaudito e que os líderes de Israel acham absolutamente inapropriado.
É muito provável que, originalmente, a parábola tivesse servido a Jesus para responder àqueles que o acusavam de ter convidado para o “banquete” do Reino todo o tipo de desclassificados e de pecadores. Jesus deixa claro que, na perspectiva de Deus, a questão não é se tal ou tal pessoa tem o direito de se sentar à mesa do Reino; mas a questão essencial é se se aceita ou não se aceita o convite de Deus. Na verdade, os líderes de Israel recusaram o desafio de Deus, enquanto que os pecadores e desclassificados o acolheram de braços abertos.
Mais tarde, a comunidade cristã irá fazer uma releitura um pouco diferente da parábola e utilizá-la para explicar porque é que os pagãos acolheram melhor do que os judeus a Boa Nova do Reino.
A segunda parábola é a parábola do convidado que se apresentou na festa sem o traje nupcial (vers. 11-14). O rei que organizou o “banquete” mandou, então, lançá-lo fora da sala onde se realizava a festa.
A parábola constitui uma advertência àqueles que aceitaram o convite de Deus para a festa do Reino, aderiram à proposta de Jesus e receberam o Baptismo. Mateus escreve no final do século I (anos 80), quando os cristãos já tinham esquecido o entusiasmo inicial e viviam instalados numa fé pouco exigente. Consideravam que já tinham feito uma opção definitiva e que já tinham assegurado a salvação. Mateus diz-lhes: cuidado, porque não chega entrar na sala do “banquete”; é preciso, além disso, vestir um estilo de vida que ponha em prática os ensinamentos de Jesus. Quem foi baptizado e aderiu ao “banquete” do Reino, mas recusou o traje do amor, da partilha, do serviço, da misericórdia, do dom da vida e continua vestido de egoísmo, de arrogância, de orgulho, de injustiça, não pode participar na festa do encontro e da comunhão com Deus. Deus chamou todos os homens e mulheres para participarem no “banquete”; mas só serão admitidos aqueles que responderem ao convite e mudarem completamente a sua vida.

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REPAS PASCAL (Duccio di Buoninsegna)
REPAS PASCAL (Duccio di Buoninsegna)
LE REPAS PASCAL

1. Quelle est l'origine de la messe ? L'institution de l'eucharistie

L'origine de la messe est le dernier repas que Jésus a pris avec ses disciples avant sa mort au cours duquel il a institué l'eucharistie. On appelle ce repas la Cène. Il est raconté par les Évangiles synoptiques

Plus précisément, Jésus a institué l'eucharistie au cours du repas pascal des juifs qui commémorait la libération du peuple hébreu esclave en Égypte. Il faut donc situer la Cène par rapport à ce repas pascal et en dégager la nouveauté.

2. La Pâque (Pessa'h) et le repas pascal (Séder) au temps de Jésus ?

Les évangiles synoptiques racontent que la veille de sa mort "le premier jour des Azymes où l'on immolait la Pâque" Jésus a mangé la Pâque avec ses disciples. En quoi consistait ce repas pascal ?

Le repas pascal avait lieu le 1er ou le 2ème jour de la fête de Pâque qui durait 7 jours. Pendant cette semaine appelée "semaine des azymes" on ne mangeait rien de fermenté. La fête de la Pâque était à la fois la célébration de la fertilité au printemps et le mémorial de la libération de l'esclavage des hébreux et du passage de la mer rouge. Ce repas rituel, appelé Séder, Il commençait au soir du 14 nizan.

3. Comment se déroulait le repas pascal ?

Avant le repas proprement dit, on commençait par boire une coupe. Un enfant demandait la signification de ces rites et le père de famille racontait, en rendant grâce, la libération du peuple. Puis on chantait le début du psaume 113 nommé Hallel et on buvait la deuxième coupe.

Puis avait lieu le repas. Le père de famille rompait le pain, le bénissait et le distribuait. On mangeait un agneau, qui avait été immolé au temple, avec des morceaux de pain azyme et des herbes amères. On a cessé de manger l'agneau après la destruction du temple de Jérusalem en l'année 70.

Après le repas, le père de famille prononçait la prière d'action de grâce, on buvait une troisième coupe nommée "coupe de bénédiction" et on terminait le chant du Hallel. On buvait une quatrième coupe pour clôturer la cérémonie.
Source : croire.com




12/10/2008 09:49 | Permalien | Commentaires (0)

RELIGION

VENDREDI 10 OCTOBRE 2008 : LA 'SIGNALISATION' POUR LIRE LA BIBLE - PIE XII ET LES JUIFS  10/10/2008

PROGRAMME :

- DE MÊME QUE L'ON A BESOIN DE PLAQUES DE SIGNALISATION SUR LES ROUTES, DE MÊME ON EN A BESOIN POUR LIRE LA BIBLE : RÉFLEXION DE L'ÉVÊQUE DE VILA REAL.

- PIE XII ET LES JUIFS : PIE XII FUT UN GRAND PAPE, MAIS SON MALHEUR A ÉTÉ DE L'ÊTRE PENDANT LE SECONDE GUERRE MONDIALE : LE JUIFS LUI REPROCHENT DE NE PAS LES AVOIR SUFFISAMMENT DÉFENDUS CONTRE LE NAZISME. CE QUI A ÉTÉ L'OBJET D'UNE REMARQUE ACERBE DE LA PART DU RABBIN INVITÉ AU SYNODE DE ROME SUR LA "PAROLE DE DIEU"... OR, PIE XII A FAIT POUR LES JUIFS BIEN PLUS QUE CE QU'ON EN A SU À LÉPOQUE , ET QUI NE POUVAIT SE DIRE À HAUTE VOIX...

PANNEAUX DE SIGNALISATION
PANNEAUX DE SIGNALISATION
O ANO PAULINO : SINALIZAÇAO



1. O forasteiro que viaje pelos nossos montes, altos e distantes, a caminho de povoações isoladas no Baixo Barroso, no Alvão, em Mondim de Basto, no Alto Tâmega, em Valpaços e no Douro, e mesmo em aldeias com cruzamentos de todo o género, sentiu já a necessidade vital de placas de sinalização. Sem elas, anda-se perdido por becos sem saída ou a rodopiar sem êxito dentro do mesmo espaço.

Algo análogo acontece a quem se aventura a ler textos de especial densidade literária e científi ca ou a contemplar obras de pintura moderna. Quem não se interrogou já sobre a leitura culta de Os Lusíadas de Luís de Camões, do D. Quixote de Cervantes, da Guernica de Picasso e até dos Vitrais da nossa Sé e de outras obras de arte não figurativa?

É isso que, de algum modo, também acontece a quem começa a ler a Bíblia sem possuir a mínima “sinalização”. Esta começa pelo entendimento da palavra Bíblia, um singular em português mas originariamente um plural, uma soma de livros, escritos em épocas muito diferentes ao longo de dez séculos. Esses livros são, por isso, chamados «Escrituras Sagradas», uns em tom heróico, outros em estilo lírico e poético, outros em forma de crónica ou de reflexão, e sobre temas que, aparentemente, parece nada terem em comum. A pergunta que se faz é saber como descobrir o sentido específico de cada um dos livros da Bíblia e saber se haverá um fio condutor comum a todos eles. E como descobrir esse fio geral? Perguntando de outro modo: Como descobrir a mensagem revelada?
Aqui vão algumas pistas ou sinalização.

2. Cada um dos 73 pequenos livros da Bíblia tem um primeiro sentido interno. Com alguma frequência as pessoas esperam dos textos religiosos unicamente um apelo ao bom comportamento, aos sentimentos de compaixão, sem força dirigida à inteligência, às ideias. Daí resulta uma religiosidade amolecida, invertebrada. Tudo isso acontece por não se buscar o sentido do texto. Esse sentido consta geralmente do título e capta-se pela história, pela geografia e pelo domínio da cultura antiga, pelo conhecimento do ambiente em que foi escrito, como acontece com qualquer outro texto literário, e pela leitura integral de cada texto, não se fi xando em frases isoladas.
O sentido religioso mais profundo, revelado, ultrapassa esse primeiro sentido radicado na geografia local, pois a Bíblia dirige-se a todas as épocas, para além da geografia e da história local. E como a Bíblia tem um só autor divino e há nela um dinamismo interno convergente, deve fazer-se a comparação do texto de um livro com os outros livros da Bíblia, escritos em épocas diferentes e em contextos distintos. É por isso que, apesar de ser constituída por textos muitos diferentes ou «Sagradas Escrituras», a Bíblia pode chamar-se a Sagrada Escritura, no singular.
A mensagem vai-se clareando de texto para texto, progride, sem nunca ser contraditória.
A mensagem central que percorre toda a Bíblia é o amor de Deus ao mundo, o noivado de que já falei noutros textos sobre o Ano Paulino, expresso no diálogo de Deus com o antigo Povo de Israel e consumado em Jesus Cristo, a flor de toda a revelação e a chave que abre a história bíblica. Assim fez Jesus nos anos da sua vida apostólica fazendo convergir para ele os actos de Moisés ou relacionando a pregação dos Profetas com a sua.
É exemplar o diálogo travado com os discípulos de Emaús na tarde do dia da Ressurreição: «Começando por Moisés e por todos os Profetas, interpretou-lhes em todas as Escrituras o que a Ele se refere» (Lc 24, 27).
Paulo usou esse esquema «longitudinal» sempre que se dirigia a ouvintes judeus, lembrando-lhes a história hebraica antiga e encaminhando-a para Jesus Ressuscitado.

Finalmente, para que a leitura bíblica não fique no passado mas ilumine a nossa vida presente, é preciso comparar o facto narrado no texto com os factos da vida actual
da pessoa e da comunidade: o que pode isto dizer-nos a nós, hoje? Esse confronto é exigente mas essencial para se ultrapassar o historicismo e arqueologismo literários, fazendo da Bíblia um repositório de etnografia dos povos antigos do Médio Oriente.
Este confronto não é um mero exercício de aplicação moralista, mas um exercício legítimo institucional, pois Jesus ressuscitado, o Verbo de Deus feito homem, acompanha, pela acção do Espírito Santo, o leitor piedoso de todos os tempos.

Em síntese, a leitura da Bíblia deve começar-se pelos Evangelhos,
onde a figura de Jesus brilha em plenitude e alumia todo o percurso bíblico. Depois, em forma «transversal», avança-se para os outros textos bíblicos, anteriores e posteriores, do Génesis ao Apocalipse e do Apocalipse ao Génesis. A Bíblia é uma ponte de 73 arcos que se estende por todos os séculos. Faça o leitor um exercício, abra a sua Bíblia, e exercite-se no estudo de alguns temas centrais que a atravessam: a Mulher (Mt 1, 23, Lc 1, 26-45; Jo 2, 1-4, 19, 25-26; Gen 3, 15; Is 7, 14; o Cordeiro (Lc 22, 7; Jo 1, 36; Gen 22, 8, 13; Êx 12, 5; Is 53, 7; Ap 5, 6; 14, 2); a Árvore e o Jardim (Jo 19, 41; Gen 2, 9; Prov 3, 18; Ap 2, 7; 22).

Torna-se claro que Maria faz parte do mistério da salvação, intimamente unida ao mistério de Jesus, a nova Eva ao lado do novo Adão; que Cristo é o novo Cordeiro, o Cordeiro da nova Aliança enviado pelo Pai como aconteceu em Isaac; que a Árvore da Vida é a Cruz que floriu no Calvário, como se canta em Sexta-feira Santa; e que o Calvário é o novo «jardim» do «novo Adão».
D. Joaquim Gonçalves
Bispo de Vila Real
In A Voz de Trás-os-Montes, de 02.09.2008

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LE PAPE PIE XII
LE PAPE PIE XII
PIO XII E OS JUDEUS

Nas trevas de uma Europa dominada pelo Nazismo, foram muitos aqueles que colocaram em perigo a sua vida e das suas famílias para salvar os judeus perseguidos e discriminados pelas leis raciais estabelecidas pelo regime de Hitler.
Nas trevas de uma Europa dominada pelo Nazismo, foram muitos aqueles que colocaram em perigo a sua vida e das suas famílias para salvar os judeus perseguidos e discriminados pelas leis raciais estabelecidas pelo regime de Hitler. O Yad Vashem, museu e arquivo do Holocausto em Jerusalém, recorda todos aqueles homens e mulheres que resgataram da morte tantos judeus e os honra com o titulo de “Justos de Israel”.Para a comunidade judaica de Roma, o dia 16 de outubro de 1943 foi um dia especialmente doloroso. Mais de mil judeus romanos foram deportados. Em toda a Europa se repetiam operações semelhantes.As autoridades alemãs haviam prometido respeitá-los em troca da entrega de 50 quilos de ouro. Num grande gesto de solidariedade, toda a cidade colaborou para obter a quantidade necessária.Mas a promessa de segurança não foi mantida e os judeus foram obrigados a se esconder para tentar escapar de uma morte certa. A ação do Papa Pio XII foi fundamental naqueles momentos difíceis.Ajudar os judeus significava colocar-se em um grave e real perigo.Todos os documentos que tínhamos as carteiras de identidade… tinham escrito na capa: “raça judia”.Tínhamos perdido todos os direitos civis. Não podíamos fazer nada. Não tínhamos nem mesmo cartões para a alimentação. Com base em todas essas leis, que não nos permitiam fazer nada, eu fui expulso da escola. Foi expulso o diretor daquela escola, porque era judeu, quem trabalhava em banco, cartorário, advogado, médico... O médico só podia cuidar dos judeus.São pessoas que responderam a um chamado da sua consciência.Agiram para salvar os judeus, em um momento no qual não se sabia qual seria o êxito da guerra, e, portanto como um ato totalmente desinteressado.O dia 16 de outubro teve uma manhã tremenda. Vejo ainda hoje aquela cena. Levam todos embora de caminhão, foi um grande arrastão, entravam nas casas e levavam embora toda a família: mulheres, anciãos, crianças e doentes.… Pedem 50 quilos de ouro à comunidade judaica. Porém era impossível reunir 50 quilos de ouro nas poucas horas que tínhamos. Sem fazer propaganda com ninguém, a cidade de Roma colaborou em todos os modos que pode: com dentes de ouro – porque antigamente se usava dentes de ouro – com um anel, com aquilo que tinham... Foram recolhidos 50 quilos de ouro.Os documentos dos serviços secretos norte-americanos nos dizem também o motivo pelo qual Hitler odiava o Papa: porque estava escondendo os judeus. Pois dava ordens aos conventos, aos santuários e escondendo-os também no Vaticano. Aqui em Roma abriram as portas todos os conventos.O Vaticano estava cheio. Tinha gente que dormia até nos corredores.Este sou eu. Eu sou Claudio Della Sera, nasci no dia 31 de julho de 1931, sou de religião hebraica. Fui salvado no tempo dos alemães pelos Frades Maristas dos Colégio de São Leão Magno. Nos conventos estávamos tranqüilos. A ajuda que nós recebemos judeus italianos ou estrangeiros que estávamos aqui, foi excepcional. Em Assis tínhamos quase 6.000-7.000 refugiados de guerra da Itália meridional. Entre esses refugiados foi fácil esconder algumas centenas de judeus.Muitas vidas foram salvas. No dia 15 de maio de 45 fui preso. Encontrei a polícia na minha porta.Os alemães entraram dentro e deportaram deste convento 33 mulheres, entre as quais também a minha mãe. Entende? A Madre Superiora Irmã Sor Ester Busnelli foi presa porque fez algo que não devia fazer. Levaram-me para um campo de concentração em Perugia.É preciso entender o perigo que existia. O perigo que correu Pio XII salvando 8 mil pessoas.


10/10/2008 10:07 | Permalien | Commentaires (0)

RELIGION

DIMANCHE 05 OCTOBRE 2008 : 27ème ORDINAIRE  05/10/2008

PROGRAMME :

- LE TEXTE ÉVANGÉLIQUE DU JOUR (EN FRANÇAIS), SUIVI DE SON COMMENTAIRE (EN PORTUGAIS)

- UNE EXPÉRIENCE D'ÉCHANGE ENTRE JEUNES DU PORTUGAL ET DU CAP-VERT (ancienne colonie portugaise)

LA VIGNE DU SEIGNEUR
LA VIGNE DU SEIGNEUR
ÉVANGILE DU 27ème DIMANCHE DE L'ANNÉE "A"


Mt 21,33-43.
« Écoutez une autre parabole : Un homme était propriétaire d'un domaine ;
il planta une vigne, l'entoura d'une clôture, y creusa un pressoir et y bâtit une tour de garde. Puis il la donna en fermage à des vignerons, et partit en voyage.
Quand arriva le moment de la vendange, il envoya ses serviteurs auprès des vignerons pour se faire remettre le produit de la vigne.
Mais les vignerons se saisirent des serviteurs, frappèrent l'un, tuèrent l'autre, lapidèrent le troisième.
De nouveau, le propriétaire envoya d'autres serviteurs plus nombreux que les premiers ; mais ils furent traités de la même façon.
Finalement, il leur envoya son fils, en se disant : 'Ils respecteront mon fils.'
Mais, voyant le fils, les vignerons se dirent entre eux : 'Voici l'héritier : allons-y ! tuons-le, nous aurons l'héritage !'
Ils se saisirent de lui, le jetèrent hors de la vigne et le tuèrent.
Eh bien, quand le maître de la vigne viendra, que fera-t-il à ces vignerons? »
On lui répond : « Ces misérables, il les fera périr misérablement. Il donnera la vigne en fermage à d'autres vignerons, qui en remettront le produit en temps voulu. »
Jésus leur dit : « N'avez-vous jamais lu dans les Écritures : La pierre qu'ont rejetée les bâtisseurs est devenue la pierre angulaire. C'est là l'oeuvre du Seigneur, une merveille sous nos yeux !
Aussi, je vous le dis : Le royaume de Dieu vous sera enlevé pour être donné à un peuple qui lui fera produire son fruit.

COMENTARIO

A parábola contada por Jesus coloca-nos no mesmo ponto de partida da parábola da “vinha” de Is 5,1-7: um “senhor” plantou uma “vinha”, cercou-a com uma sebe, cavou nela um lagar e levantou uma torre.
A partir daqui, no entanto, a parábola de Jesus afasta-se um pouco da parábola de Isaías… Na versão de Jesus, o proprietário não explorou directamente a “vinha”, mas confiou-a a uns “vinhateiros” que deviam dar-lhe, cada ano, uma determinada percentagem dos frutos produzidos. No entanto, quando os “servos” do “senhor” apareceram para recolher a parte que pertencia ao seu amo, foram maltratados e assassinados pelos “vinhateiros”; e o próprio filho do dono da “vinha”, enviado pelo pai para chamar os “vinhateiros” à responsabilidade e ao respeito pelos compromissos, foi assassinado.
A “vinha” de que Jesus aqui fala é Israel – o Povo de Deus. O dono da “vinha” é Deus. Os “vinhateiros” são os líderes religiosos judaicos – os encarregados de trabalhar a “vinha” e de fazer com que ela produzisse frutos. Os “servos” enviados pelo “senhor” são, evidentemente, os profetas que os líderes da nação, tantas vezes, perseguiram, apedrejaram e mataram. O “filho” morto “fora da vinha” é Jesus, assassinado fora dos muros de Jerusalém.
É um quadro de uma gravidade extrema. Os “vinhateiros” não só não entregaram ao “senhor” os frutos que lhe deviam, mas fecharam todos os caminhos de diálogo e recusaram todas as possibilidades de encontro e de entendimento com o “senhor”: maltrataram e apedrejaram os servos enviados pelo “senhor” e assassinaram-lhe o filho.
Diante deste quadro, Jesus interpela directamente os seus ouvintes: “quando vier o dono da vinha, que fará àqueles vinhateiros?”
A comunidade cristã primitiva encontrou facilmente resposta para esta questão. Na perspectiva dos primeiros catequistas cristãos, a resposta de Deus à recusa de Israel foi dada em dois movimentos. Em primeiro lugar, Deus ressuscitou o “filho” que os “vinhateiros” mataram, glorificou-o e constituiu-o “pedra angular” de uma nova construção; em segundo lugar, Deus decidiu retirar a “vinha” das mãos desses “vinhateiros” maus e ingratos e confiá-la a outros “vinhateiros” – a um povo que fizesse a “vinha” produzir bons frutos e que entregasse ao “senhor” os frutos a que ele tem direito.
Entretanto, a Mateus não interessa tanto a questão do filho – ressuscitado, exaltado e colocado como pedra angular da nova construção – quanto a questão da entrega da “vinha” a um outro povo. Ao sublinhar este aspecto, Mateus tem em vista uma dupla finalidade…
Em primeiro lugar, ele explica dessa forma porque é que, na maioria das comunidades cristãs, os judeus – os primeiros trabalhadores da “vinha” de Deus – eram uma minoria: eles recusaram-se a oferecer frutos bons ao “senhor” da “vinha” e recusaram sempre as tentativas do “senhor” no sentido de uma aproximação e de um compromisso. Logicamente, o “senhor” escolheu outros “vinhateiros”. O que é decisivo, para a escolha de Deus, não é que os novos trabalhadores da “vinha” sejam judeus ou não judeus; o que é decisivo é que eles estejam dispostos a oferecer ao “senhor” os frutos que lhe são devidos e a acolher o “filho” que o “senhor” enviou ao seu encontro.
Em segundo lugar, Mateus exorta a sua comunidade a produzir frutos verdadeiros que agradem ao “senhor” da “vinha”. Estamos no final do séc. I (década de 80); passou já o entusiasmo inicial e os crentes da comunidade de Mateus instalaram-se num cristianismo fácil, sem exigência, descomprometido, instalado. O catequista Mateus aproveita a oportunidade para exortar os irmãos da comunidade a que despertem, a que saiam do comodismo, a que se empenhem, a que dêem frutos próprios do Reino, a que vivam com radicalidade as propostas de Jesus.

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ENFANTS DU CAP-VERT
ENFANTS DU CAP-VERT
Intercâmbio: Cabo Verde e Portugal unidos numa experiência única
16 de Setembro de 2008

Voltaram ontem para Cabo Verde os alunos da Escola Secundária Suzete Delgado de Santo Antão, que estiveram em Portugal no âmbito do Programa de Intercâmbio Portugal/ Cabo Verde, realizado pela Escola Básica 2/3 António Sérgio do Cacém.

A experiência foi “inesquecível” confessam os alunos cabo-verdianos que desejam voltar o quanto antes, pois de Portugal levam os amigos, os passeios e todas as actividades extra-curriculares que em Santo Antão não são praticadas.

Luís Matos, o professor que iniciou este programa há 15 anos, afirma ser sempre um desafio mas que “vale a pena só por olhar as caras destes meninos”, que chegam a Portugal de uma forma e voltam completamente diferentes: “Saem daqui outros, mais crescidos. Este intercâmbio contribui muito para a sua formação pessoal e intelectual”.
Em média fazem parte do intercâmbio 15 alunos. Os que vieram de Santo Antão foram recebidos pelas famílias dos colegas com quem trocavam correspondência. Para o próximo ano, por altura da Páscoa, os alunos portugueses, ansiosos por conhecer Cabo Verde, também terão essa oportunidade.

Para os professores envolvidos, este projecto tem se revelado de uma “riqueza humana e cultural extraordinária”. A sua concretização tem sido a vários níveis: correspondência entre alunos, formação de professores, envio de material didáctico às escolas de Cabo Verde e a deslocação de alunos portugueses a Cabo Verde e de cabo-verdianos a Portugal.

O objectivo do intercâmbio é que as turmas envolvidas permaneçam durante dez dias em contacto para conhecerem o património natural e cultural do país que visitam.

Luís Matos é cabo-verdiano e vive em Portugal há 37 anos, professor há 33, sente muito orgulho por ter conseguido dinamizar as comunidades escolares portuguesa e cabo-verdiana através deste seu projecto, que começou quando um dia resolveu falar dos Descobrimentos: “O projecto foi iniciado por uma turma (6º 7ª), integrado nos Descobrimentos Portugueses e achei que seria interessante os meus alunos pisarem solo descoberto pelos seus antepassados. A partir daí o projecto foi crescendo e envolvendo mais escolas”.

Apoio Financeiro

Apesar das dificuldades financeiras para realizar o Intercâmbio todos os anos, este tem acontecido graças ao esforço dos professores e dos pais que tudo fazem para manter o sorriso destes adolescentes.

Este ano a Escola António Sérgio contou com o apoio da Junta de Freguesia do Cacém, dos Comboios de Portugal (CP), dos encarregados de educação e de algumas instituições privadas contactadas pelos encarregados de educação.

José Manuel Monteiro, director da Escola Suzete Delgado, realça por seu lado o apoio dos pais também, dos TACV e do próprio consulado português que não exigiu vistos para que os alunos pudessem viajar para Portugal.

Pelos caminhos de Portugal

De vários cantos de Santo Antão chegaram a Portugal 15 adolescentes ansiosos por novas experiências e cheios de expectativas, o que não seria para menos. A Escola António Sérgio tinha preparado uma recepção “memorável” que os deixou “sem palavras” e os passeios incluíram actividades radicais e visitas bastante enriquecedoras: do Jardim Zoológico à canoagem na Marina de Cascais, do Museu do Brinquedo ao Centro de Ciência Viva e ao Oceanário, da Casa do Benfica ao Mosteiro dos Jerónimos e às Grutas de Mira d’Aire, entre muitos outros, sem esquecer as actividades praticadas na escola e uma passagem pela Embaixada de Cabo Verde.

Outras escolas envolvidas

Além da Escola Secundária Suzete Delgado existem outras escolas de Cabo Verde que estabelecem contacto no âmbito deste intercâmbio com a Escola António Sérgio, como o Pólo Januário Leite (Santo Antão), a Escola Jorge Barbosa e Pólos de Vila Nova, Chã de Cemitério e Monte Sossego (São Vicente), o Pólo de Vila Nova de Sintra (Brava), Pólo de São Jorge dos Órgãos (Santiago) e a Escola Nova-Pólo 2.1 de Espargos (Sal).


Mayra Fernandes@



05/10/2008 09:44 | Permalien | Commentaires (0)

RELIGION

SAMEDI 04 OCTOBRE 2008 : SAINT FRANÇOIS D'ASSISE - SEMAINE DE L'ÉDUCATION CHRÉTIENNE (AU PORTUGAL)  04/10/2008

PROGRAMME =

- St FRANÇOIS D'ASSISE : PRÉSENTATION DE SA VIE ET DE SON OEUVRE

- AU PORTUGAL : SEMAINE DE L'ÉDUCATION CHRÉTIENNE

SAINT FRANÇOIS D'ASSISE
SAINT FRANÇOIS D'ASSISE

Vie de St François d'Assise



Saint François d'Assise, qui es-tu ?
Né à Assise (en Italie) en 1181, d'où l'appellation "François d'Assise", François est issu d'une famille riche. Il vit comme tous les jeunes de son âge et de son époque diverses expériences : les fêtes, les escapades et même la guerre durant laquelle il est fait prisonnier et souffre de maladie. Durant sa convalescence, il ressent une insatisfaction profonde face à la vie. Il cherche, il regarde autour de lui mais il reste sans réponse...

Un jour en écoutant un passage de l'Évangile, il lui vient une réponse à ce qu'il cherche : passer sa vie à aimer toute la création. Il transforme alors sa vie, il se fait pauvre, se soucie d'annoncer les messages de joie, d'espoir et d'amour contenus dans la Bible, et de porter la paix aux gens et à toute la Création. Il s'habille d'un vêtement gris et se ceint la taille d'un cordon. Il porte ainsi le vêtement du pauvre de son époque.

Toute sa vie, il fait la promotion de la solidarité aux pauvres, aux démunis, aux marginalisés. Il dénonce les injustices et s'oppose à toute appropriation. C'est dans la prière qu'il trouve toute sa force pour aimer et pour aider les autres. Un jour, il réalise que toute la Création forme une grande famille, une sorte de fraternité universelle. Il invite tous les humains à l'amour mutuel et au respect de notre mère la Terre, notre soeur la Lune, notre frère le Soleil...

Au terme de sa vie, il rédige ce qu'on appelle le "Cantique du frère Soleil" qui est l'aboutissement de ses enseignements sur le respect et l'amour que tous les humains doivent porter envers toutes les créatures de Dieu. Il rejoint ainsi les préoccupations de ceux et celles qui se soucient de la défense de la nature, des animaux et de l'environnement. C'est d'ailleurs pourquoi, en 1979, il est proclamé "patron des écologistes".


Après sa mort, l'Église le reconnaît comme "saint", c'est-à-dire comme un homme dont les vertus peuvent être un exemple pour tous : aimable, pacifique, pieux, humble, fraternel, juste. Depuis le 13ème siècle, des milliers d'hommes et de femmes (la famille franciscaine) suivent ses traces en se laissant inspirer par son style de vie. C'est donc dire que même huit siècles plus tard, François d'Assise a encore quelque chose à dire à nos sociétés à travers des hommes, des femmes, à travers nous, à travers toi...

Source : Site Internet Franciscain.org



ASSEMBLÉE DE SCOUTS À BRAGA (LE SCOUTISME EST L'UN DES NOMBREUX MOYENS DE FORMATION CHRÉTIENNE)
ASSEMBLÉE DE SCOUTS À BRAGA (LE SCOUTISME EST L'UN DES NOMBREUX MOYENS DE FORMATION CHRÉTIENNE)
Semana Nacional da Educação Cristã (5-12 de Outubro)



1. A Semana Nacional da Educação Cristã de 2008 acontece em simultâneo com o início da XII Assembleia-Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos e no decorrer do “Ano Paulino”.
Com o Sínodo, que tem por tema “A Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja”, o Santo Padre Bento XVI deseja o rejuvenescimento da Igreja a partir da redescoberta da Palavra de Deus, como uma «nova primavera» portadora de um redobrado dinamismo para a missão de evangelização e promoção humana (1).
O Santo Padre proclamou o especial “Ano Paulino”, para celebrar os 2000 anos do nascimento de São Paulo, figura não apenas do passado, mas «nosso mestre, apóstolo e testemunha de Jesus Cristo», que «quer falar connosco hoje» para nos ensinar «a fé e a verdade, nas quais estão radicadas as razões da unidade entre os discípulos de Cristo» (2).
Neste enquadramento, em comunhão com toda a Igreja, a Comissão Episcopal da Educação Cristã escolheu a Palavra de Deus como tema da presente Semana.

2. As transformações do mundo actual comportam profundas mudanças culturais. São muitos os aspectos positivos que resultam das capacidades e esforços humanos e da percepção natural da importância da construção da vida baseada em valores. Sublinhem-se o enorme avanço das descobertas científicas, o incomparável desenvolvimento técnico delas decorrente, inimaginável há poucas décadas atrás, e a crescente consciência da necessidade de assumir valores universais como a liberdade, a justiça, a solidariedade e a paz, valores tão significativos que o Santo Padre João Paulo II considerou alicerces da «civilização do amor» (3).
Simultaneamente, surgem muitas incertezas e divergências de opiniões sobre temas fundamentais, acentuadas por uma crescente tendência de individualismo e de subjectivismo ético. Estão, frequentemente, em causa, nomeadamente: o conceito de pessoa humana, o significado da verdade, o sentido da vida, do sofrimento e da morte, a distinção entre o bem e o mal, e a harmonia entre liberdade e responsabilidade.
Este panorama suscita a urgência de promover a Educação, baseada em certezas e valores fundamentais, indispensáveis para que as novas gerações possam construir personalidades sólidas e descobrir um sentido profundo para a vida. Só assim, também, será possível corresponder aos anseios crescentes que as famílias, os professores, os jovens e a própria sociedade manifestam por uma educação formativa que não se limite a uma informação actualizada e a uma ampla transmissão de conhecimentos

3. Perante este contexto eclesial e cultural, a Comissão Episcopal da Educação Cristã, no âmbito das suas atribuições, propõe aos cristãos empenhados no vasto campo da Educação – a começar nas Famílias, mas também nas Paróquias, sobretudo na Catequese da infância e adolescência, nas Escolas Católicas e nas Escolas estatais, particularmente na disciplina de Educação Moral e Religiosa Católica –, que dêem, em toda a sua actividade de educadores, primazia à Palavra de Deus, verdade que dá sentido à vida.
A Palavra de Deus não é um depósito inerte, é uma palavra «viva, eficaz e mais penetrante que uma espada de dois gumes» (5). É um veículo de comunicação do próprio Deus, que fala e revela um desígnio de salvação, uma força que desperta e alimenta a fé, que transforma o coração dos crentes e orienta o agir humano, porque «é adequada para ensinar, refutar, corrigir e educar na justiça» (6). É criadora de comunhão.
Ela é, na verdade, o próprio Cristo, Palavra encarnada, como diz São João – «E o Verbo fez-se homem e veio habitar entre nós» (7) –, a quem acedemos através da Palavra inspirada da Sagrada Escritura e da Tradição, interpretadas pelo Magistério vivo da Igreja. É nesta perspectiva global que a Palavra de Deus deve ser considerada.
Por outro lado, é uma Palavra que «progride com a assistência do Espírito Santo e cresce com a reflexão e o estudo dos crentes, com a experiência pessoal de vida espiritual e a pregação dos Bispos (cfr. Dei Verbum 8; 21)» (8).
A Palavra de Deus transmite uma visão global acerca da pessoa humana – ser de relação com os outros e com Deus – e do seu sentido último, da vida e do mundo, donde emerge um quadro de valores e princípios ético-morais, cuja realização concreta, nos contextos de vida, conta com o empenho humano e a acção do próprio Deus. É uma visão que define um projecto de vida cristã e que os educadores cristãos devem assumir e transmitir através do diálogo aberto com os outros, sejam eles indiferentes ou descrentes, e, sobretudo, pelo testemunho alegre de uma vida coerente com o projecto de Deus, em que acreditam. É uma proposta que transmitem aos educandos, no respeito pela sua liberdade, e um contributo para a transformação da cultura nos ambientes em que estão inseridos. Esta visão há-de, também, alicerçar os Projectos Educativos das Escolas Católicas, que nela encontram a sua identidade própria.

4. «A fonte donde brota a mensagem da catequese é a Palavra de Deus» (9) e, no que respeita à disciplina de Educação Moral e Religiosa Católica, «a mensagem cristã constitui-se como núcleo central desta disciplina, uma vez que o seu objecto é dar sentido e enquadrar o conjunto das experiências humanas num todo significante. Os dados da vida, por si só, não oferecem ao sujeito o seu significado último» (10).
Nos programas e materiais de apoio da Catequese e de Educação Moral e Religiosa Católica, a Palavra de Deus ocupa um lugar central e é abundantemente referida, interpretada e pedagogicamente apresentada para possibilitar aos catequizandos e aos alunos conhecê-la, iniciarem-se na sua leitura individualmente e em grupo, interiorizála e, a partir dela, iluminar a vida
e os saberes, e responder ao seus anseios e preocupações.
Recomendamos aos catequistas e professores que dêem a maior atenção à Bíblia, sobretudo às Cartas de São Paulo, na preparação e na realização das sessões, recorrendo a metodologias e materiais pedagógicos adequados e atraentes, para que as crianças, os adolescente e os jovens que lhes estão confiados se sintam estimulados pela leitura, se familiarizem com a Bíblia e possam chegar a dialogar com Deus a partir dela. Mas, acima de tudo, é necessário que os educadores acreditem naquilo que ensinam e vivam de acordo com o que recomendam aos seus educandos.

5. Finalmente, chamamos a atenção para dois projectos do Secretariado Nacional da Educação Cristã para este ano da Palavra e, particularmente, de São Paulo, cujo lançamento oficial se fará na Semana Nacional da Educação Cristã, mas que se hão-de concretizar ao longo do ano lectivo de 2008-2009:
– Concurso e exposição temática “Nos passos das grandes fi guras bíblicas”, para a Catequese da infância e adolescência; – Concurso e exposição temática
“Nos caminhos de São Paulo” e um conjunto de seis fichas de trabalho, para a Educação Moral e Religiosa Católica.
Solicitamos aos Catequistas, aos Professores de Educação Moral e Religiosa Católica e aos Párocos que divulguem, incentivem e acompanhem a realização destes projectos.
Aos catequizandos e aos alunos apelamos à participação activa.
Chamamos a atenção dos pais e familiares, designadamente dos avós, e dos encarregados de educação para não descuidarem o dever de se empenharem na formação humana e cristã dos filhos e educandos, fazendo a leitura meditada e rezada da Palavra de Deus em família, sobretudo das Cartas de São Paulo, e acompanhando a realização das actividades e projectos em que os mesmos estão envolvidos.
Que o exemplo de fé de São Paulo, cujo Ano celebramos, fortaleça os educadores cristãos, de modo que o seu testemunho de fi delidade a Jesus Cristo interpele os educandos e os ajude a descobrir caminhos de vida com sentido.
Lisboa, 26 de Setembro de 2008



04/10/2008 10:12 | Permalien | Commentaires (0)

RELIGION

VENDREDI 03 OCTOBRE 2008 : OCTOBRE, MOIS DES MISSIONS  03/10/2008

PROGRAMME :

- TOUT LE MOIS D'OCTOBRE EST TRADITIONNELLEMENT CONSACRÉ AUX MISSIONS DANS LÉGLISE CATHOLIQUE.

CI-DESSOUS : UNE PRÉSENTATION DU THÈME CHOISI PAR LE PAPE POUR CETTE ANNÉE: "SERVTEURS ET APÔTRES DE JÉSUS-CHRIST".

- PUIS LA PRÉSENTATION D'UN GUIDE MIS À LA DISPOSITION DES FIDÈLES POUR ORIENTER LEUR PRIÈRE ET LEUR ACTION AU COURS DE CE MOIS, PAR LES OPM PORTUGAISES

UNE MISSION AU MOZAMBIQUE
UNE MISSION AU MOZAMBIQUE
Outubro, mês das Missões



A Igreja Católica dedica no mês de Outubro uma particular atenção ao mundo missionário, desenvolvendo nas suas comunidades uma série de actividades destinadas a promover a Missão como «urgência e prioridade».
Particularmente importante é o terceiro Domingo deste mês, em que se celebrará o 82.º Dia Mundial das Missões, este ano sob o lema “Servos e apóstolos de Jesus Cristo”, escolhido por Bento XVI.
O Papa aproveita a sua mensagem para o Dia Mundial das Missões de 2008 para lançar um olhar preocupado sobre o panorama internacional:
«Se, por um lado, mostra um grande desenvolvimento económico e social, por outro oferece-nos fortes preocupações sobre o futuro do próprio».
Entre os males de hoje, o Santo Padre aponta a violência; a pobreza; a discriminação e as perseguições por motivos raciais, culturais e religiosos; o progresso tecnológico com fins diferentes da dignidade humana e o bem do homem; e o uso indiscriminado de recursos.
Por ocasião do 82.º Dia Mundial das Missões, o Papa lem- bra que «o mandato missionário continua a ser uma prioridade absoluta para todos os baptizados, chamados a ser “servos e apóstolos de Cristo” neste início de milénio».
«Enquanto permanece necessário e urgente a evangelização em muitas regiões do mundo, diminui o clero e faltam vocações. Factos que afligem hoje várias dioceses e institutos de vida consagrada. É importante confirmar que, na presença de crescentes dificuldades, o mandato de Cristo de evangelização, permanece como prioridade», esclarece o Papa.
Nenhuma razão pode justificar uma «diminuição ou estagnação» nas Missões. Anunciar o Evangelho, afirma o Papa, recordando as palavras de São Paulo, «não é um peso, mas uma tarefa e uma alegria».
Bento XVI pede aos religiosos e religiosas para levarem o «anúncio do Evangelho a todos, especialmente aos que estão longe, com um testemunho coerente com Cristo e uma opção radical pelo Evangelho».
Aos leigos, pede «empenho no testemunho num areópago complexo e multiforme da evangelização: o mundo».
Bento XVI lembra ainda o contributo das Obras Missionárias Pontifícias (OMP) para as acções evangelizadoras da Igreja. O Papa convida a intensificar «sempre e mais a oração entre os cristãos, medida indispensável para difundir a luz de Cristo às pessoas».

Um guião para todo o mês

São precisamente as OMP que, no nosso país, publicam o Guião para o Outubro Missionário, procurando, entre outras finalidades, «promover, na Igreja e na sociedade em geral, a participação activa em acções e campanhas que visem a dignidade de todas as pessoas, a solidariedade para com os mais pobres, excluídos e injustiçados, e a proposta de causas a favor da justiça e da paz entre pessoas, grupos e nações».
Após a vivência do Congresso Missionário Nacional, no passado mês de Setembro, «estamos – diz o director da OMP em Portugal – em tempo de o celebrar e de viver as orientações que dali saíram para a Igreja portuguesa».
Este Guião (www.opf.pt/outubromissionario/index-outubro.html) apresenta reflexões para cada Semana e aposta na dimensão celebrativa: Leituras dominicais, Vigília Missionária, Rosário Missionário, Via-Sacra e Preces diárias.
O Guião deste ano quis lançar um olhar especial para as questões de Justiça e Paz, colocando nas páginas centrais um texto que explica o trabalho da Antena Portuguesa da Rede “Fé e Justiça África-Europa”.
Procurou, igualmente, valorizar a experiência que um padre diocesano está a realizar por terras de Cabo Verde. «Não é original, mas continua a ser profundamente simbólica e provocadora para a Igreja em Portugal», indicam as OMP em Portugal.
Do recente Congresso Missionário saiu o desafio para que «cada Igreja local incentive a criação de estruturas e dinâmicas que demonstrem a consciência e urgência do anúncio do Evangelho: Secretariado Diocesano Missionário, grupos missionários paroquiais, semanas de animação missionária, geminações, voluntariado, sacerdotes “fidei Donum”, institutos de vida consagrada».
Redacção/Ecclesia


03/10/2008 22:14 | Permalien | Commentaires (0)

RELIGION

JEUDI 02 OCTOBRE 2008 : L'ARCHEVÊQUE DE VILNIUS PRÉSIDERA L13 OCTOBRE À FATIMA - MARTIRIO DO INFANTE SANTO  02/10/2008

PROGRAMME :

- LES 12-13 OCTOBRE À FATIMA, LES CÉLÉBRATIONS SERONT PRÉSIDÉES CETTE ANNÉE PAR L'ARCHEVÊQUE DE VILNIUS (LITUANIE), LE CARDINAL AUDRYS BACKIS. CELUI-CI A ACCORDÉ UNE INTERWIEW À LA SALLE DE PRESSE DU SANCTUAIRE, QUI L'A COMMUNIQUÉ À SES CORRESPONDANTS. VOUS LA TROUVEREZ CI-DESSOUS.

- LE 29 SEPTEMBRE DERNIER , IL Y EUT 606 ANS QUE NAQUIT LE PRINCE D.FERNANDO, CONNU SOUS LE NOM DU "SAINT INFANT" ("INFANTE SANTO"). SA VIE, REMPLIE D'AVENTURES HASARDEUSES DUES À SON AMBITION DÉMESURÉE, FUT LOIN D'ÊTRE "SAINTE". MAIS IL LA TERMINA COMME PRISONNIER DES MAROCAINS, QUI L'AVAIENT RÉDUIT EN ESCLAVAGE. IL MOURUT "SAINTEMENT" EN DEMANDANT PARDON DE SON MALHEUREUX PASSÉ. D'OÙ SA RÉPUTATION DE "SAINT"... MAIS SA "SAINTETÉ" NE FUT JAMAIS RECONNUE PAR UNE CANONISATION DE L'ÉGLISE.RÉCIT PROVENANT DU "DIARIO DO MINHO"

VILNIUS . PANORAMA
VILNIUS . PANORAMA
COMUNICADO DO SANTUARIO DE FATIMA

PEREGRINAÇÃO ANIVERSÁRIA DE OUTUBRO 2008

Arcebispo de Vilnius/Lituânia em entrevista

“Desejo antes de tudo rezar pela Europa que está a esquecer as suas raízes cristãs”

Em entrevista, por Internet, à Sala de Imprensa do Santuário de Fátima, o Cardeal Audrys Backis, Arcebispo de Vilnius, Lituânia, que presidirá à Peregrinação de Outubro neste santuário português, repete o lamento já várias vezes reafirmado por muitos responsáveis da Igreja Católica: o secularismo que alastra na Europa.

A sua viagem a Fátima será um hino de louvor, em agradecimento à acção de Nossa Senhora nos países do Leste Europeu.

1 – Com que sentimento recebeu o convite para presidir a esta peregrinação ?


Foi com muito gosto, mas também com alguma hesitação, por causa dos meus conhecimentos rudimentares da língua portuguesa, que aceitei o convite de D. António Marto, Bispo de Leiria-Fátima, para presidir às celebrações de encerramento das peregrinações marianas de 2008 (a 12 e 13 de Outubro 2008). O convite foi-me feito quando estive em Fátima com os representantes das Conferências Episcopais de toda a Europa, felizes por nos poderemos reunir no âmbito do 90º aniversário das aparições da Virgem Maria.

2- Portanto, já conhece Fátima?


Há cerca de uns trinta anos já tinha estado em Lisboa durante alguns dias e, na altura, visitei o Santuário fora das datas das grandes peregrinações. Lembro-me de uma grande esplanada, quase deserta, bem diferente da de hoje com a nova igreja.

3 – Que expectativa traz consigo para esta peregrinação? Algum pedido, ou agradecimento, em especial a Nossa Senhora?


Eu desejo antes de tudo rezar pela Europa que está a esquecer as suas raízes cristãs. Direi outra vez a Maria a minha afeição filial – a minha divisa episcopal é Sub tuum praesidium* –, com uma acção de graças a Maria pela liberdade religiosa da qual hoje desfruta o meu país. Como sabe, a Lituânia é um dos países incorporados à força na União Soviética depois da Segunda Guerra Mundial e que suportou a opressão comunista, retomando a liberdade só em 1991. No mesmo ano, o Episcopado da Lituânia em união com o governo consagrou a Lituânia ao Coração Imaculado de Maria. Claro que eu também me unirei a todas as intenções de oração dos peregrinos de Portugal.

4 – A propósito da Mensagem de Fátima, para a humanidade actual, a mensagem deixada por Nossa Senhora em Fátima ainda é necessária, justifica-se?


Sim, a mensagem de Maria ainda hoje é de actualidade. Mesmo em certos países da Europa, estamos longe de usufruir de uma total liberdade religiosa. O secularismo espalha-se e nós somos as vítimas da “ditadura do relativismo”, segundo a expressão do Papa Bento XVI. “Convertei-vos e acreditai no Evangelho”, disse-nos Jesus. Maria repetiu-o em Fátima, convidando-nos a uma conversão permanente através da penitência e da oração. Mais do que nunca, nós devemos implorar a misericórdia Divina, mensagem que nos deixou o Papa João Paulo II, ele que tanto amou a Virgem de Fátima.


5 – O Santuário de Fátima tem verificado um aumento do número de grupos de peregrinos oriundos dos países de leste, em especial da Polónia. Também nos chegam peregrinos da Lituânia, ainda que em 2007 apenas um grupo se tenha registado no Serviço de Peregrinos do Santuário. Como analisa este fenómeno?

A devoção a Maria e o culto da Eucaristia foram a força dos católicos da Lituânia e dos países da Europa Oriental no tempo da perseguição religiosa. Hoje, muitos fiéis desejam agradecer à Virgem de Fátima pela sua intercessão, respondendo assim ao seu apelo pela conversão da Rússia.


5 - Os católicos lituanos conhecem a mensagem de Fátima? Sua Eminência tem conhecimento de igrejas, capelas ou instituições com Nossa Senhora de Fátima como padroeira?


Na Lituânia há numerosos santuários e igrejas dedicadas à Virgem Maria. Nós celebrámos no dia 8 de Setembro passado o 400° aniversário das aparições de Maria em Siluva (1608), festa da Natividade da Virgem, com a participação de dezenas de milhares de peregrinos. Em Vilnius nós veneramos Maria, Mãe de Misericórdia, no Santuário de “La Porte d’Aurore” (A Porta da Aurora). Ainda nos resta descobrir a Mensagem de Fátima, e não temos igrejas dedicadas ao Seu nome.

LeopolDina Simões, Sala de Imprensa do Santuário de Fátima

* Sub tuum praesidium: Primeiras palavras da mais antiga prece mariana, rezada antes mesmo que a Ave-Maria: "À vossa protecção recorremos, Santa Mãe de Deus. Não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades, mas livrai-nos sempre de todos os perigos, ó Virgem gloriosa e bendita!".

Programa da Peregrinação Internacional Aniversaria de Outubro em: www.fatima.pt

Boletim Informativo da Sala de Imprensa * Apartado 31 * 2496-908 Fátima (PORTUGAL)
Telefone: 249.539.600 * Fax: 249.539.605
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O
O "INFANTE SANTO"
Martírio de Dom Fernando “O Infante Santo”

(Ocorreu no dia 29 de Setembro, o 606.º aniversário do nascimento do Príncipe D. Fernando, o “Infante Santo” — um dos nomes mais ilustres e, simultaneamente, mais “esquecidos” da História de Portugal. Aqui o recordamos hoje, num texto da autoria do Dr. Jofre Alves.)




O Senhor D. Fernando, “o Infante Santo”, viu a alva da vida ao nascer em Santarém a 29 de Setembro de 1402, oitavo rebento d’el-rei Dom João I e da rainha D. Filipa de Lancastre. Nascido em berço de oiro, tinha o destino iluminado por arcanjos.
Foi Infante de Portugal e 23.º administrador e mestre da Ordem Militar de Avis (1434-1443). Seria por causa da sua vanglória em participar de bravuras
militares, mas também a ambição para aumentar o seu património pessoal, que se originou a infeliz expedição de Tânger.
Por várias vezes, a partir de 1433, demandou licença a fim de sair para o estrangeiro. Carcomia-lhe o espírito o facto dos irmãos mais velhos terem dado umas cutiladas na moirama durante a conquista de Ceuta, eram guerreiros armados cavaleiros de espada, tinham prebendas chorudas e dinheirame de farte.

E ele, nada, fervia-lhe o sangue! Para acalmá-lo e alcançar a serenidade, o mano régio cedeu-lhe a administração da Ordem de Avis e os quinhões das terras de Atouguia e Salvaterra do Campo.
D. Fernando, mal-contente, fez saber em contumácia ao irmão Dom Duarte do
desagrado em relação às rendas que usufruía, insuficientes no seu entender.
Ruminava vontade de ausentar-se para a estranja «onde, pela mais largueza das terras, terei eu em meu acrescentamento, ainda que seja com meu trabalho, maior esperança» de acumular mais riqueza aos escassos recursos.
Para impedir que seu irmão saísse a mata-cavalos do Reino, o rei Dom Duarte I, a modo de contrafeito e por proposta do infante D. Henrique datada de finais de 1435, mandou organizar a expedição de conquista em Marrocos.
Para tal fim alcançaram a Bula de Cruzada em 1436 e a aprovação das Cortes de Évora a 15 de Abril de 1436.
A 22 de Agosto de 1437 levantou ferro da praia do Restelo a expedição comandada pelo infante D. Henrique, coadjuvado pelo infante D. Fernando e pelo Conde de Arraiolos, ao som de trombetas e atroar de bombardas. O ataque à praça de Tânger começou a 13 de Setembro de 1437, porém o desastre foi total, pese embora a bravura manifesta.
Pelo acordo de paz imposto a 16 de Outubro de 1437 os portugueses foram obrigados a aceitar as mais duras condições duma rendição humilhante: deixavam a artilharia, armas, cavalos e tudo o que traziam e embarcavam somente com a roupa do corpo, prometiam devolver Ceuta e assinar longuíssimas tréguas de cem anos com os berberes.
Nesse mesmo dia, o infante D. Fernando e outros sete companheiros de desdita ficaram reféns como garantia, entre os quais mestre Martinho, servindo de médico pessoal, e frei João Álvares, como secretário privativo. Os cativos seriam sucessivamente transferidos a toque de caixa para Arzila e Fez.
Foram feitas algumas tentativas para resgatar a liberdade do infante a troco de dinheiro, ou por fracassados planos de fuga, mas depressa a promessa de entrega de Ceuta era abandonada e até as Cortes de Leiria, de Janeiro de 1438, foram inconclusivas sobre a eventual devolução da praça de Ceuta.
Sobreveio um entrechoque de opiniões. O arcebispo de Braga alevantou o báculo e, altissonante, fulminou os áulicos com severos ditames teológicos: porque torna, porque deixa, Ceuta era terra já cristianizada e não podia ser devolvida aos perros infiéis.
A questão era um problema político de monta, como lava de vulcão, quebrantou a sociedade de lés-a-lés. O remorso a açoitar e a infelicidade neurasténica vitimaram o infeliz Dom Duarte em Setembro de 1438, malquisto pelo desventurado penar do irmão.
Em finais de 1440 por resolução da rainha-viúva D. Leonor de Aragão e do infante D. Pedro, o viajante “das Sete Partidas”, regentes na menoridade de Dom Afonso V, foi decidido restituir a praça como condição essencial para a libertação do infante.
D. Fernando de Castro, fidalgo dos quatro costados, partiu para Marrocos com o encargo de cumprir a determinação, tarefa delicada, mas morreu logo de imediato numa peleja ao largo da costa portuguesa contra piratas genoveses, em Abril de 1441.
A missão fracassou, pese embora todo empenho de D. Álvaro de Castro, filho
daquele e que assumira o encargo da espinhosa tarefa. Em vão, tanto os mouros como os portugueses desconfiavam que a outra parte inculcava traição, e que aquilo tudo era um ardil. A suspeição mútua minara o entendimento, devido a tantas delongas.
Persuadidos que a praça não seria devolvida por esta via, voltaram as negociações diplomáticas em vista dum resgate chorudo, lucilavam no céu as estrelas da esperança. O montante lusitano atingiu a proposta de 50.000 dobras e mais uns 50 cativos de troca, a moirama, pela voz de Lazaraque, governador de Arzila e Fez, exigia o somatório astronómico de 150 mil dobras e 150 cativos. Em soberba ninguém cedeu, corria o mês de Setembro de 1442, encerraram-se as negociações.
Cumpriu-se o fatal e triste destino. O martírio do desventurado D. Fernando prosseguiu, de dia sujeito a trabalhos forçados a toque de caixa, à noite recolhido num enxovia fétida, a pão e água, a palha e baraço, levava a morte na alma, um duro crisol de penitências, e as chagas roxas dos esfaimados.
Sobreveio uma fatal forrica e morreu aferrolhado em Fez a 5 de Junho de 1443, com forte cheiro de santidade, pois pagara com língua de palmo a sua antiga avidez. Mesmo morto sofreu tratos de polé e de truz, dependurado nas ameias da muralha durante quatro dias, cabeça para baixo.
O martirizado corpo seria resgatado em 1471 pelo real sobrinho Dom Afonso V, “o Africano”, que o sepultou no mosteiro da Batalha, onde dorme o justo sono eterno junto dos pais e irmãos, aquela Ínclita Geração.
E o poviléu, na sua crédula ingenuidade, ergue as mãos ao céu e entoa-lhe loas de santo, ainda chegou a ter umas migalhas de culto na Batalha, na Colegiada de Nossa Senhora da Oliveira (em Guimarães) e Lisboa.
Porém a crença esmoreceu, não passou a barreira do século XVII. Até um bispo de truz, D. Martim Afonso de Mexia, ali ao redor de 1610, interditou o culto público na diocese de Leiria e no mosteiro de Santa Maria da Vitória, com ameaços de excomunhão, por não estar canonicamente beatificado e santificado com bula pontifícia, nem autorizado pelo Pai do Céu.
Se não arranjou assento na Corte Celeste como singular à face do Pai Divino, foi injustiça de arrepelar o toutiço, porquanto sofreu as mortalhas do martírio e da humilhação. Contudo teve alma de metafísico, a regar a face com lágrimas, ao suplicar absolvição à hora da morte por todo o infortúnio que tinha originado com a infeliz jornada africana:
«Assim se cumpre o exemplo que diz: “Sofrerá o justo pelo pecador”; a vós que sofreis tanto mal e aflição, perdoai-me pelo Amor de Deus».
Por Jofre de Lima Monteiro Alves (in « Diario do Minho »)


02/10/2008 10:02 | Permalien | Commentaires (0)

RELIGION

MERCREDI 1er OCTOBRE 2008 : Ste THÉRÈSE DE L'ENFANT JÉSUS -  01/10/2008

PROGRAMME :

- Ste THÉRÈSE DE L'ENFANT-JÉSUS : PRÉSENTATION... RAPPELONS QUE "SANTA TERESINHA" EST L'OBJET D'UNE GRANDE DÉVOTION AU PORTUGAL, OÙ SA STATUE EST PRÉSENTE DANS PRESQUE TOUTES LES ÉGLISES.

- LES PARENTS DE SAINTE THÉRÈSE SERONT BÉATIFIÉS LE 19 OCTOBRE PROCHAIN, À LISIEUX. PAR CETTE BÉATIFICATION D'UN COUPLE EXEMPLAIRE, L'ÉGLISE RECONNAÎT (SANS DOUTE POUR LA PREMIÈRE FOIS DE FAÇON AUSSI SOLENNELLE) QUE LA VIE D'ÉPOUX PEUT ÊTRE UNE SOURCE DE SAINTETÉ.

SAINTE THÉRÈSE DE L'ENFANT-JÉSUS (photo authentique)
SAINTE THÉRÈSE DE L'ENFANT-JÉSUS (photo authentique)
SAINTE THÉRÈSE DE L’ENFANT-JÉSUS


Thérèse Martin naît au 12 rue Saint-Blaise à Alençon, le 2 janvier 1873.

Son père Louis Martin (°1823 - †1894) est horloger, et sa mère Zélie-Marie Guérin (°1831 - †1877) dentellière du point d'Alençon. Tous les deux, de la plus grande piété, font partie de la bourgeoisie aisée d'Alençon. Louis aurait voulu devenir chanoine dans la congrégation des chanoines réguliers du Grand Saint-Bernard (Valais - Suisse), mais son ignorance du latin l’en empêcha. Zélie-Marie avait voulu entrer au couvent, mais on lui avait répondu qu’elle n’avait pas la vocation. Aussi s'était-elle promis, si elle se mariait, de donner si possible tous ses enfants à l'Église.

Louis et Zélie-Marie se rencontrent en 1858 et se marient le 13 juillet, tout en ayant décidé de vivre comme frère et sœur dans une continence perpétuelle. Leur confesseur les en ayant dissuadés, ils ont neuf enfants, mais seules cinq filles parviennent à l'âge adulte. Thérèse est la plus jeune ; c'est elle qui devient en religion « Thérèse de l’Enfant-Jésus et de la Sainte Face ». Ses quatre sœurs deviennent également toutes religieuses :

* Marie, née le 22 février 1860, morte le 19 janvier 1940, carmélite (sœur Marie du Sacré-Cœur) à Lisieux.
* Pauline, née le 7 septembre 1861, morte le 28 juillet 1951, carmélite (Mère Agnès de Jésus) à Lisieux.
* Léonie, née le 3 juin 1863, morte le 16 juin 1941, visitandine (sœur Françoise-Thérèse) à Caen.
* Céline, née le 28 avril 1869, morte le 25 février 1959, carmélite (sœur Geneviève de la Sainte-Face) à Lisieux.

À quatre ans et demi, Thérèse perd sa mère emportée par un cancer du sein le 28 août 1877. La famille s’installe alors à Lisieux pour se rapprocher du frère de Zélie, le pharmacien Isidore Guérin. Son éducation est l'œuvre, en grande partie, des bénédictines de Lisieux. Après l’entrée de sa sœur Pauline, "sa seconde maman", dans les ordres en octobre 1882, Thérèse tombe gravement malade. Elle passe près de la mort, mais elle est sauvée le 13 mai 1883 après avoir prié avec ferveur devant la statue de la Vierge placée dans la chambre. Un miracle se produit, elle voit la Vierge lui sourire. Sa sœur aînée, Marie, rentre dans les ordres en octobre 1886. Après le départ de sa "troisième maman", Thérèse pleure à propos de tout jusqu'à sa complète conversion après la messe de minuit de Noël 1886. Cette nuit-là, le Seigneur lui donne sa force divine. Après la condamnation à mort de l'assassin Pranzini au cours de l'été 1887, Thérèse trouve sa vocation : la conversion des pécheurs par ses prières et le don de sa personne à l'Amour Miséricordieux. Pranzini ayant embrassé la Croix avant de mourir, elle va continuer de prier pour tous les pécheurs et souhaite rentrer au Carmel de Lisieux dès Noël 1887, mais elle devra attendre jusqu'au 9 avril 1888.

À l'âge de quinze ans et trois mois, elle devient enfin carmélite, le 9 avril 1888, après avoir vainement essayé plus tôt d'obtenir une dérogation de Léon XIII qu’elle avait sollicitée directement lors d'un voyage familial à Rome en novembre 1887.

Huit ans plus tard, en 1896, elle est atteinte de la tuberculose. A la même époque, elle souffre de déréliction (nuit de la foi) qu'elle traversa « en se jetant dans l'Amour ».

Elle meurt de la tuberculose à Lisieux le 30 septembre 1897 à 24 ans et demi, laissant une autobiographie, L’Histoire d’une âme, que sa supérieure, « mère Agnès », lui avait demandé de rédiger. Histoire d'une âme, dont la première édition date de 1898, est, après la Bible, le livre le plus traduit en de très nombreuses langues.[réf. nécessaire] Elle y explique ce qu’elle appelle la « petite voie », une petite voie, selon elle, toute droite pour aller à Dieu, faite d’humilité et d’absolue confiance dans Sa Miséricorde, un chemin praticable par tous. « Je ne meurs pas, j'entre dans la vie. » Thérèse de l’Enfant Jésus et de la Sainte Face

Reconnaissance et canonisation [modifier]

À sa mort, elle est quasi inconnue. Ses obsèques sont célébrées en présence d'une petite trentaine de personnes. Très vite, pourtant, sa tombe devient un lieu de pèlerinage.

Lors de l’introduction de sa cause en béatification, le 10 juin 1914, la supérieure de son monastère exprime d'abord sa surprise. Néanmoins, Thérèse est béatifiée le 29 avril 1923 et canonisé